terça-feira, 6 de junho de 2017

A Blogosfera Está Disseminando Uma Mentalidade de Pobreza?



Meu trajeto de casa para o trabalho dura entre 20 e 30 minutos, depende do trânsito, portanto passo, por dia, de 40 a 60 minutos dentro de um carro. Nesse tempo ao invés de ficar ouvindo a programação deprimente das rádios locais, costumo ouvir cursos, audiolivros, podcasts, etc. principalmente de finanças e empreendedorismo. Se você não faz isso, recomendo fortemente que o faça. O trajeto casa-trabalho-casa é um tempo precioso para o aprendizado.

Esses dias estava ouvindo o audiolivro "Os Segredos das Mentes Milionárias" de T. Harv Eker. Eu já li esse livro há uns 3 anos, mas é engraçado que a medida que amadurecemos, passamos a digerir a mesma informação de forma diferente. Por vezes nos vemos frente a livros ou ensinamentos que podem mudar nossa vida, mas ainda não estamos em um nível de maturidade suficiente para compreender isso.

Pois bem, esse livro traz muitos ensinamentos valiosos sobre finanças sob a forma de 17 "Arquivos da Riqueza". Cada arquivo traz um ensinamento e a cada arquivo que eu ouvia, invariavelmente fazia um comparação com minhas atitudes pessoais e atitudes em geral que acompanho de pessoas conhecidas e da Blogosfera de Finanças. O que me deixou feliz é que muitas das minhas atitudes estão convergindo para ter uma "mente milionária", assim como a Blogosfera de Finanças também está muito alinhada com os ensinamentos de T. Harv Eker.

Entretanto, um desses arquivos me deixou muito intrigado, que é o que diz: "As pessoas ricas entram no jogo do dinheiro para ganhar. As pessoas de mentalidade pobre entram no jogo do dinheiro para não perder".

Nesse ponto o autor fala que a principal preocupação da maioria das pessoas é a sobrevivência e a segurança, e não a conquista de riqueza e abundância. O autor afirma que a   meta   das   pessoas   verdadeiramente   ricas   é   ter   grande   fortuna   e   abundância. Não apenas algum dinheiro, mas muito dinheiro, enquanto as pessoas de mentalidade pobre querem ter apenas dinheiro suficiente para pagar as contas em dia. Em um trecho o autor destaca o seguinte: "Se o seu objetivo é ter algum conforto, é provável que você nunca fique rico. Mas, caso a sua meta seja enriquecer, é provável que você alcance uma situação ricamente confortável".

Lendo/Ouvindo isso, fiz um paralelo imediato com a Blogosfera. Nos diversos blogs que leio e/ou acompanho percebo que o grande objetivo dos blogueiros é alcançar a independência financeira por meio de investimentos que retornem rendimentos passivos, ou seja, ter rendimentos financeiros suficientes para pagar as contas e assim ter a liberdade de trabalhar se quiser e com o que quiser. Ao mesmo passo, prega-se a racionalização dos gastos, a famosa frugalidade, pois quanto menos despesas, mais rapidamente os rendimentos financeiros podem suportar o estilo de vida desejado.

Comparando-se a filosofia da Blogosfera com o que está descrito no livro "Os Segredos das Mentes Milionárias" fica óbvia a contradição: 

Estamos buscando "algum conforto e segurança" ou estamos buscando "riqueza, muito dinheiro e abundância"? 

A filosofia blogosferiana trata apenas de juntarmos um punhado de dinheiro para vivermos confortavelmente ou trata de sermos verdadeiramente ricos? 

Estamos disseminando uma mentalidade rica ou pobre?



Eu sinceramente estou sentindo falta de troca de conhecimentos que disseminem riqueza, basta verificar a grande quantidade de postagens que vemos por ai a respeito de "cortar despesas", em detrimento da abordagem superficial em relação a "aumentar receitas". Afinal, se queremos uma vida superavitária financeiramente, podemos olhar para as duas metades do copo, a da despesa e da receita e trabalhar cada uma à sua maneira. Por que não minimizar despesas ao mesmo passo em que se maximizam receitas?

Talvez o pensamento inicial seja que cortar despesas é mais fácil pois é algo que está a nosso alcance imediato: podemos cortar a TV a cabo e assistir mais Youtube ou Netflix, podemos chamar a diarista menos vezes e nos esforçarmos mais na limpeza da casa, podemos vender o carro e andar de ônibus, etc. Já no lado do aumento de receitas acreditamos que seja algo que não está sob nossa governabilidade: depende do chefe, da empresa, do mercado, dos clientes, da economia, etc. Mas será mesmo que é algo que foge totalmente da nossa governança ou só estamos arranjando desculpas para evitar o sofrimento que é necessário para a obtenção de mais receitas?

Isso traz ainda mais questionamentos especificamente em relação aos assalariados, como eu. Logicamente a nossa capacidade de gerar receitas com nosso salário tem um limite, que é o que o empregador está disposto a pagar. A depender da empresa, chega-se a um ponto em que por mais que se produzam resultados extraordinários, a remuneração tende a não acompanhar esse desempenho. Na esfera pública isso é mais acentuado ainda, uma vez que não há resultados financeiros mensuráveis.

Voltando ao livro "Os Segredos das Mentes Milionárias", o autor traz o seguinte ensinamento: "As pessoas ricas preferem ser remuneradas por seus resultados. As pessoas de mentalidade pobre preferem ser remuneradas pelo tempo que despendem". O autor afirma ainda que "Não há nada errado em ter um contracheque estável, a não ser que ele interfira na capacidade que você possui de ganhar o que merece. É nesse ponto que está o problema: ele geralmente interfere.". Diz ainda que  as pessoas ricas escolhem ser remuneradas pelos resultados que produzem, sendo assim costumam ter o seu próprio negócio e tiram os seus rendimentos dos lucros que obtêm. O livro "Adeus, Aposentadoria!", do Gustavo Cerbasi, também traz muito forte esse conceito do empreendedorismo como forma de ganhos financeiros e satisfação pessoal.

Então, será que é hora de pensarmos em ficar ricos? Em investirmos em iniciativas empreendedoras (seja de que tipo for) e potencializarmos nossa independência financeira? Podemos como assalariados pensar em iniciativas empreendedoras paralelamente ou seria matar o pouco tempo livre que temos? Será que vale a pena o sacrifício para conseguir isso?

Por outro lado, devemos então continuar focando em cortar as despesas pessoais e tentar aportar parte de nossos salários para que no futuro possamos viver com conforto e pagar nossas contas sem precisar trabalhar?

Eu pessoalmente estou bastante inclinado a acreditar nos ensinamentos de T. Harv Eker....e você?

Abraços,

Ministro

39 comentários:

  1. Ministro, na teoria acho tudo isso muito bonito, mas na prática vejo poucas maneiras de aplicar a teoria. Eu já tentei revender bagulhos da China, tirei uns trocados, mas a concorrência é altíssima. Já tentei pegar frilas em sites de frilas, mas a concorrência é altíssima também.

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    1. Obrigado pelo comentário Micro!

      O grande desafio é achar uma fatia de mercado que nos caiba e em que possamos fazer diferença.

      Alguns mercados como o de venda de produtos da China foram banalizados: os clientes têm cada vez mais acesso direto aos fornecedores e o mercado recebeu muitos vendedores de má qualidade, o que acabou gerando a falha de mercado chamada Seleção Adversa. O mesmo pode ter acontecido com o mercado de frilas, eu particularmente não o conheço.

      Esses me parecem mercados com menor barreira de entrada, por isso sofrem desses males: seleção adversa e concorrência desleal.

      Mas certamente se pensarmos em negócios com barreiras de entrada um pouco mais altas e/ou com um diferencial relevante no mercado, a história pode bem ser diferente!

      Abraços!

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  2. Ótima discussão! Concordo em discordo de vc...

    Tb li o Segredos e adorei, os ensinamentos são ótimos e factíveis porém existe uma pequena porém importante diferença. O autor do livro está nos EUA e nós no Brasil. Tenho certeza que se todos blogueiros morassem nos EUA grande parte já estaria milionária. Vejo os blogs de lá e as vezes dou risada das coisas que eles reclamam, a vida financeira por lá é anos luz mais fácil que aqui. Como o colega disse acima, na prática não é tão simples, tudo por aqui é complicado, burocrático e pouco rentável.

    "algum conforto e segurança" - é justamente o que busco, não quero nem nunca quis ficar rico. Respeito quem tem essa vontade e corre atrás, mas eu particularmente não quero isso pra minha vida. Acredito que muitos blogueiros tb pensem o mesmo...

    Abração!

    Corey

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    1. Obrigado pela contribuição Corey!

      De fato o ambiente de mercado nos EUA é muito diferente do brasileiro, é uma ressalva muito importante. Apesar disso, penso que é possível vencer o sistema, mesmo que seja custoso...e, claro, ainda há a opção da informalidade para os pequenos negócios...

      Em relação à sua opção pelo "conforto e segurança" entendo seu ponto de vista e realmente acho que muitos blogueiros também buscam o mesmo. Eu particularmente sinto uma enorme inquietação em relação a ter uma vida "segura e confortável", mas no fundo, é muito difícil abrir mão disso.

      Abraços!

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    2. Não se trata de ser "diferente", é muito mais que isso, existe um buraco negro entre EUA e Brasil nesse quesito. Em um QUALQUER pessoa consegue empreender de alguma maneira, nem se for pra ganhar alguns dólares no fim do mês, no outro o cara tem que ter muito culhões pra conseguir sobreviver. É completamente diferente, não tem a menor chance de comparação... Quer entender isso? Assista Shark Tank, vc verá nêgo fabricando e vendendo cada porcaria e tendo lucro, com suas empresas valendo milhões! É incrivelmente viável e mais fácil fazer dinheiro através do empreendedorismo lá nas terras do Norte.

      A informalidade como vc disse só serve pra aqueles que empreendem pra comer e mesmo assim tem um limite, cada vez mais curto. O governo está muito em cima dos pequenos e informais, impossível "ficar rico" ou "vencer o sistema" sendo informal, isso simplesmente não existe.

      Abraço!

      Corey

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  3. Se formos depender só de investimentos em Renda Fixa para alcançar a IF estaremos perdidos, já que a RF está cada vez menos interessante.
    A maioria dos blogeiros e pessoas que atngiram a IF tiveram alguma coisa qe alavancaram suas finanças:
    Receberam heranças, compraram e venderam imóveis, investiram em dolar ou ouro em momentos oportunos, são bons investidores em renda variável, tem mais de um emprego, compram e vendem produtos de leilões etc.
    Para um assalariado que recebe até uns 2,5 k que são a maioria dos assalariados brasileiros chegar a IF só no longo prazo com muita economia e aporte como diz o Mestre dos Dividendos.
    Mas concordo com seu ponto de vista, para encurtar esse caminho é necessário arriscar mais e aí que o medo, burcracias entre outras coisas, faz com que as pessoas desistam.

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    1. É isso ai Anon!

      A IF para o brasileiro médio assalariado é um sonho de longo prazo, mas pode ser alcançado, e a Blogosfera retrata bem isso!

      Já a tentativa de "encurtar" esse caminho por meio do empreendedorismo, de fato, é um caminho que gera muito receio, principalmente pelo ambiente legal/burocrático brasileiro que esmaga o micro empreendedor.

      Mas ainda assim acredito que essa barreira pode ser superada, falo por experiência de pessoas próximas e de "cases" que vejo por ai.

      Abraços!

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    2. Meu exemplo: sei lá, talvez 90% do dinheiro aportado eu fiz comprando, levantando e vendendo empresa o que não tem a menor relação com o negócio em si das lojas. É muito, muito difícil ganhar dinheiro de verdade tocando empresa no Brasil.

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    3. Corey, vou até comentar isso no seu blog depois mas achei muito interessante essa sua forma de fazer negócios, comprando lojas, estruturando-as e vendendo depois.

      Embora não seja o empreendedorismo clássico de fazer uma empresa crescer é uma forma muito interessante de fazer dinheiro. Se possível fale mais sobre isso no seu blog....é desse tipo de relato que a Blogosfera está carente!

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  4. É a história que o Corey falou ali em cima...

    O conteúdo de verdade pra aprender a aportar com objetivo na riqueza e IF só se encontra lá fora. Porém, é preciso saber diferenciar o que é aplicável aqui e o que não é.

    Já é difícil conseguir um salário digno do retorno que você dá para a empresa, e isso tudo por N motivos que fogem do controle do empregado e do empregador. Imagina então empreender!

    Cultuamos hábitos e manias que vão contra o pensamento do empreendedor. Nossas leis e tributos alienam a massa a esperar tudo do Estado. Pagar, pagar e pagar, e esperar o retorno sentado.

    Admiro muito quem tem coragem e disposição pra empreender e consegue prosperar por meio dos próprios esforços. Eu ainda não tive a ideia que vai acarretar em um possível empreendimento, mas penso nisso todo dia...

    Abraço!

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    1. Você está certo Wannabe!

      Certamente no Brasil não há cultura e incentivo ao empreendedorismo. Entretanto, no que tange à cultura, acredito que as coisas estejam mudando...não tenho dados para afirmar isso mas tenho sentido que há um certo afloramento da cultura empreendedora no país no últimos tempos, embora ainda se esbarre em muitos empecilhos estatais, principalmente burocracias e tributações.

      Também penso muito sobre colocar em prática alguma ideia de negócio. Penso muito sobre isso e confesso que tenho muitas ideias...selecionar uma e colocar em prática que é mais complicado, mas estou caminhando...

      Abraços!

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  5. "A blogosfera está disseminando uma mentalidade de pobreza?

    Não, muito pelo contrário a blogosfera de finanças tenta ajudar a fugir da pobreza, buscar o conforto não é limitante, bem como conduz sim a riqueza, a prudência é necessária.


    Vejo que você está deslumbrado com os livros, tanto do T Harv, quanto do Cerbasi.

    Vamos ao ponto, como o Corey já disse, o T Harv vive nos EUA, lá as facilidades para empreender são enormes, portanto, é fácil estimular, sendo que inúmeros autores de finanças também atuam na neurolinguística, ou seja, tentam trabalhar a auto estima, pra eles é mais fácil trabalhar o aspecto psicológico, estimular pessoas comuns ao empreendimento, mantendo o mercado imobiliário aquecido.

    Não só o T Harv, mas inúmeros outros autores estadunidenses de sucesso trabalham a questão psicológica, mexem com a ambição das pessoas, escrevendo frases de efeito, dizendo que o trabalhador assalariado é limitado, que sendo autônomo os ganhos podem ser maiores, entretanto, eles ajudam a manter o sistema, pois o que realmente conta é a estratégia, sendo que não é mencionado quantos pequenos empreendedores de lá não deram certo.

    No Brasil ocorre o contrário, o estimulo para empreender é mínimo, muita burocracia, inúmeros impostos, demandas trabalhistas, jeitinho, etc.

    O que quero dizer com isso? Simples, no Brasil o micro empreendedor está sujeito a uma enorme carga de estresse, comparável a carga de estresse de grandes empresas multinacionais, mas em contrapartida, os rendimentos são pequenos, estou dizendo para os empreendedores que tentam ser formais, no âmbito informal a situação é um pouco melhor, mas você depende de muitos contatos (jeitinho).

    Não quero dizer que no Brasil não se deva buscar o empreendedorismo, acho interessante quem tenta, mas é preciso mudar a visão da sociedade de que o empreendedorismo é uma coisa boa, não ficar adstrito que os empresários são porcos capitalistas malvados, que só pensam em dinheiro, portanto, o papai/mamãe/deus Estado deve tributa-los de todas as formas.

    Se você quer ter sucesso ao empreender no Brasil, você tem que ter uma boa estratégia, verificar o nicho de mercado e deve ter alguma experiência na área, isso, é regra, apenas pessoas geniais fogem dela, creio que esse não é o caso da maioria dos blogueiros.

    Cuidado com o termo mentalidade, está na moda, mas é limitante, pois ele é carregado de julgamentos.

    Quem tem como objetivo ficar rico, ficará, desde que tenha uma boa estratégia.

    Se for seguir um livro, siga os axiomas de Zurique.
    Abraço.

    Heitor.

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    1. Muito obrigado pelo seu comentário Heitor!

      Reconheço que a maior parte dos livros que tratam de empreendedorismo abordam o assunto de maneira superficial e romântica, sem expor a realidade e os desafios do dia-a-dia. O tal “empreendedorismo de palco” agrava mais ainda essa situação.

      De fato, esses livros geram algum deslumbramento, mas no meu caso é algo que tenho na minha cabeça já há algum tempo e tenho certa vivência disso, pois minha mãe tem uma pequena empresa e sei bem os desafios que o pequeno empresário enfrenta, não só em relação aos empecilhos estatais mas também às oscilações do mercado e da concorrência.

      E, como você disse, os rendimentos do microempreendedor não são lá essas coisas. Por exemplo, para que eu tirasse, como empresário, rendimentos compatíveis com o salário que ganho atualmente, eu teria que ter uma empresa muito consolidada no mercado e muito rentável. Mas, por outro lado, tenho familiares e amigos empresários que (pelo menos aparentemente já que não sei os seus rendimentos exatos) ganham bem mais que eu.

      Afora tudo isso, penso que a questão do empreendedorismo também está ligada à satisfação pessoal, a construir algo idealizado por você, a agregar valor na vida das pessoas, a depender dos próprios esforços, etc. Como você mencionou, com uma boa estratégia é possível ser bem-sucedido. Não é fácil, mas é possível!

      Em relação ao livro “Os Axiomas de Zurique” ele já está no meu radar, certamente lerei em breve.

      Abraços!

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  6. Acho que até uma certa idade é possível aplicar em partes a filosofia do livro, arriscando mais a fim de obter maiores retornos. Apliquei isso no início de meus investimentos em ações e tive um bom retorno. Porém, à medida que o tempo passa, é natural que os investidores passem a buscar mais segurança e aplicações mais seguras, assim a exposição ao risco diminui, pois à aversão a ele aumenta. Abraço,

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    1. É isso ai Finansfera!

      Certamente a idade impacta muito nosso apetite a risco, mas a questão é que se nos nossos 25 a 35 anos não tivermos coragem de ousar de alguma forma, dificilmente o faremos em idades mais avançadas.

      Abraços!

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  7. Bem interessante seu post.

    Penso muito em montar um negócio, mas não tenho muita paciência com pessoas. Então, o meu dilema é ser sócio de empresas comprando ações. Espero que eu fique rico com isso a longo prazo.

    Abraços.

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    1. E ai Cowboy, blza?

      Bom, lidar com pessoas é algo necessário para uma carreira bem sucedida, seja como emprego ou como empreendedor. Aqueles que evitam isso, restringindo-se a ficar nos bastidores fazendo a parte técnica, geralmente não são os mais bem sucedidos.

      Em relação a isso, cito até um dos "arquivos" do livro "Os Segredos das Mentes Milionárias" que diz o seguinte: "As pessoas ricas gostam de se promover. As pessoas de mentalidade pobre não apreciam vendas nem autopromoção".

      Em relação à compra de ações, apesar de usarmos a mentalidade de sermos sócios, não participamos do dia a dia e da administração da empresa, portanto, no fim das contas, é apenas um investimento financeiro. Mas é possível sim enriquecer com isso pensando no longo prazo, já temos exemplo disso!

      Abraços!

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  8. Sr Ministro, gostei muito do seu blog e de muitos artigos que escreve, me parece ser uma pessoa coerente e questionadora. Meus parabéns por todos eles, em especial este.

    Acredito que sim, não há outra maneira para enriquecer sem ser como PJ e pelo empreendedorismo. O livro do Pai Rico pai pobre mostra os macetes que você consegue tendo uma Pessoa Jurídica como escudo no seu patrimônio, façamos um paralelo com o Brasil. Hoje você consegue comprar um carro como PJ em uma modalidade chamada de venda direta com até 30% de desconto, consegue juros menores no banco se realizar empréstimos ou financiar imóveis como PJ e principalmente vai pagar MENOS imposto de renda sobre sua receita e em suas aplicações financeiras de acordo com a natureza e faturamento da empresa PJ que está como escudo do seu patrimônio. Isso conclui que há muito mais vantagens em ter seu patrimônio e geração de renda como PJ ao invés de PF não só no Brasil mas em outros países do mundo também.

    Hoje a grande esmagadora maioria da blogosfera de finanças concentra 100% de seus investimentos em papéis (títulos, ações, renda fixa, etc). A verdadeira diversificação deveria levar em consideração também ter a renda investida em empresas, terras produtivas e/ou imóveis, commodities como o ouro e no exterior por exemplo.

    A única forma de tocar um negócio sem estar 100% presente nele é pagar alguém para tocá-lo. Existem muitos empreendedores que juntam grana pra conseguir ficar 2 anos sem trabalhar e aí sim se dedicam 100% ao seu novo negócio até ele começar a se sustentar.

    A pergunta seria, será que você está disposto a arriscar seus 200k que você lutou tanto para juntar em um ALL-IN empreendedorismo e separar uma parte da grana pra cobrir seus gastos até o negócio decolar e investir o que sobrar 100% no negócio ?

    Se você quebrar terá aprendido muita coisa e voltado à estaca zero, mas se der certo há a possibilidade de você decolar financeiramente. A verdade é que o medo paralisa as pessoas e as impede de sair de suas zonas de conforto. Largar o emprego e se dedicar à um negócio próprio ? Sem aportar nada pelos próximos 2 anos por exemplo ? parece coisa de maluco e uma boa reflexão não é ?

    Mesmo se decidir ir pro empreendedorismo há a questão fundamental, no quê investir ? Tocar uma loja física, construir casas, ter uma pizzaria, montar uma hamburgueria, ter uma franquia qualquer, seja de café, academia, etc, abrir uma loja virtual de revenda, começar uma fábrica pequena de quintal para um nicho específico como cervejas especiais, roupas exclusivas, equipamentos vintage como amplificadores à válvula, etc, identificar uma necessidade em um nicho específico e montar um serviço seja ele on-line ou não, vender cursos e/ou ebooks pela internet, etc, etc e etc.

    As possibilidades são tantas, só precisa estudar muito o que quer fazer, apostar em algo que gosta e perder o medo estando disposto à arriscar tudo.

    Aliás você nem precisa participar ativamente da administração de uma empresa se não quiser, só encontrar um outro sócio que esteja disposto à entrar com o trabalho e você com o dinheiro e ficará com uma porcentagem dos lucros. Essa na minha opinião, é a melhor forma de ser "acionista" de uma empresa tendo seu nome no contrato social e não apenas comprando ações no mercado financeiro.

    Para atingir a IF não é necessário nada disso, qualquer pessoa normal que viva na frugalidade e aporte constantemente por um período de tempo longo consegue.

    Agora para ter realmente uma mente milionária é necessário arriscar e fazer muito mais do que isso ou chegaremos na IF igual Warren Buffett, tendo muita grana e não conseguindo largar o frugal que nos acompanhou por toda vida.

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    1. Opa Thiago, obrigado pelos elogios, continue acompanhando e contribuindo com excelentes comentários como esse!

      Você citou algumas coisas importantes, primeiro que o caminho para a riqueza é quase que necessariamente pelo empreendedorismo, não tem o que discutir. Sem romantismo, já que o empreendedorismo, da mesma forma, também pode ser o caminho para a falência ou para uma vida mediana.

      A blindagem tributária é outro fator importante. Lembro que certa vez, quando trabalhava em banco, fui analisar os rendimentos de um empresário que estava pleiteando um financiamento bem alto. Ao verificar a declaração de IR dele, na parte de renda tributável o pró-labore dele era uns R$ 2 mil/mês, achei muito estranho pois era uma renda modesta demais frente ao que ele pleiteava. Entretanto, ao virar a página na parte de rendimentos isentos, o cidadão tinha uma caralhada de recebimento de distribuição de lucros da empresa dele.

      Em relação a se arriscar ou não em um negócio, penso que se pode começar pesando pequeno, em algo paralelo ao emprego, como consultoria, coaching, e-commerce, produtos digitais, etc. Isso demandaria muito esforço e abdicação do tempo livre, mas é o preço que se paga. Também é possível ter algo “físico” em paralelo: conheço um cara que é empregado e paralelamente tem 3 lojas de uma franquia (o outro sócio dele também é empregado). Claro que ele tem uma pessoa de confiança que cuida do dia a dia das lojas e eles (sócios) fazem o acompanhamento via sistema e tomam as decisões mais gerenciais.

      Enfim, acredito que iniciar um negócio paralelamente ao emprego ou então após adquirir uma boa renda passiva seja uma solução mais segura para aqueles que já atingiram um patamar elevado na carreira. Para aqueles que estão insatisfeitos no emprego, tem empregos medianos, ou estão em início de carreira, penso que seja mais fácil tomar a decisão de se aventurar no empreendedorismo!

      Quanto a que tipo de negócio montar, essa é uma discussão muito boa e você trouxe algumas ideias bem interessante! Talvez eu faça um post sobre isso depois!

      Abraços!

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    2. Obrigado pela resposta Sr Ministro :D

      Acredito que a contribuição de todos na internet que fazem a democratização do conhecimento acontecer, aprendemos muito mais lendo artigos e comentários da vida real da galera em blogs como o seu do que pagando cursos por aí que só mostram o lado teórico e não prático das coisas.

      Hoje trabalho como PJ e vi o imposto de renda que eu pagava pro governo cair de 27,5% para 6% !!! Isso aumenta em muito a capacidade de aportes! Você está correto em relação ao imposto de renda PF, é isso mesmo, vem tudo como isento e não tributável a distribuição de lucros porque tecnicamente você já paga os impostos pela PJ, não há necessidade de pagar novamente pela PF também.

      Já tentei abrir negócios paralelos ao emprego e a minha experiência é que se faz necessário abdicar de TUDO em nome do novo negócio. Isso significa, FDS tempo integral e todas as noites da semana... Esse ritmo acabou sendo insustentável pra mim pois preciso viver também.

      Isso me deixou um legado de alguns produtos/projetos inacabados em standby e muito conhecimento e contatos que adquiri. Minha ideia é retomar alguns deles, mas estou seriamente cogitando arriscar o meu pote de ouro em um all-in, pois é a única forma que vejo de alavancar o negócio no meu caso.

      Engraçado que consegui adotar um pouco de frugalidade na minha vida para cortar gastos pesados e conseguir aumentar minha capacidade de poupança e aporte mas não consigo de jeito nenhum sacrificar a maior parte do meu tempo livre, deixando de fazer as coisas que gosto, para ter um segundo trabalho paralelo. Sempre começo e não consigo ir até o final pois parece que você tá prendendo sua respiração em baixo da água trabalhando direto sem descanso, uma hora perco o fôlego e volto pra superfície, rsrsrsrsrs.

      E não estou falando em montar um e-commerce safado e revender coisas pela internet, isso qualquer um faz rapidinho e não vai ter muito retorno pela grande concorrência. Estou falando em realmente criar um produto/serviço que seja significativo e mude a vida das pessoas de alguma forma. Esses projetos demandam tempo, esforço e muita pesquisa.

      Pode parecer que não, mas mesmo que você monte uma fábrica de cervejas pequena por exemplo, você tem que alugar o galpão, fazer cursos, comprar os equipamentos, instalar, comprar os insumos, testar diferentes receitas, criar uma marca, pensar na distribuição, envasamento, estoque, controle de qualidade, se adequar à normas do ministério da agricultura, marketing, vendas, atendimento, lidar com os trâmites legais, tributários, conta PJ em banco, etc, etc e etc. Da concepção e ideia até a primeira venda só fazendo as coisas sozinho no tempo livre leva séculos. Agora com dinheiro em mãos dá pra terceirizar muito dessas atividades e acelerar todo o processo.

      Arriscar ou não o pote de ouro ? Eis a questão...rsrsrsrs

      Abraços e sucesso pra você Sr Ministro.

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    3. É isso ai Thiagão!

      Empreender pra valer exige muita dedicação, perseverança, e coragem....não é uma decisão fácil, mas penso que algumas pessoas tem essa "veia" empreendedora de forma mais natural que outras...isso facilita as coisas...

      No último parágrafo você destacou uma série de etapas a serem vencidas para um negócio começar a engrenar. Em relação a isso, indico a leitura do Blog do Corey, ele frisa muito a praticidade de se adquirir um ponto comercial já em funcionamento. Pode ser uma opção para superar esse período de "maturação" de um empreendimento, quando o retorno é baixo e o trabalho é imenso.

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  9. Independência Financeira é o mote da maior parte dos blogs da comunidade, assim como o nosso. O que o T. Harv prega está mais para Liberdade Financeira, que seria um estágio à frente. Ótimo texto, gratos pela reflexão!

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    1. Valeu pela contribuição Nazareno!

      De fato a riqueza pregada por T. Harv está mais ligada à Liberdade Financeira, entretanto essa coisa de considerar a Liberdade Financeira uma etapa depois da Independência Financeira é arriscado.

      Pode-se acabar focando os melhores e mais pujantes anos de vida pensando em independência financeira (se prendendo a um emprego mediano apenas para aportar mensalmente), e quando finalmente ela chega, não há mais energia ou disposição para pensar em liberdade financeira.

      Quem almeja a liberdade financeira, deve ter esse objetivo em mente desde o início, e não apenas começar a pensar nisso após atingir a independência financeira.

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  10. Bem observado Ministro, já parei para refletir sobre isso tbm. Parabéns pelo blog e pela publicação.

    P.s.: faça uma publicação com sugestões de podcasts, audiolivros etc para compartilhar conosco. Abraço!

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    1. Valeu IN! É uma reflexão "mind-blowing"!

      Boa sugestão de post, seria interessante debater sobre as fontes de conhecimentos dos colegas.

      Abraços!

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  11. Se for assim sou pobre com orgulho e quero mesmo virar vagabundo ! Ser rico pra mim nao é ter muito dinheiro, é poder ter liberdade, é a independencia financeira. Esse livro foca na liberdade financeira, q é um estagio alem. Mas o ponto principal é o q alguns colegas comentaram - feito pra realidade americana, onde é muito mais lucrativo e interessante empreender do que ser assalariado. Temos que tomar o que os autores gringos escrevem "with a grain of salt", como eles dizem.
    De forma a blogosfera de finanças estimula a pobreza. Pobreza é ter um monte de dívidas e ter um padrão de vida superior ao que vc pode pagar.

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    1. E ai Vagabundo, blza?

      De fato, "ficar rico" está melhor associado com "liberdade financeira" e certamente os EUA tem um ambiente de negócios e cultura que facilita e incentiva o empreendedorismo.

      Mesmo com todas as barreiras brasileiras ainda acredito que o caminho da riqueza, seja em que país for, está muito mais associado ao "ownership" do que o posto de assalariado.

      Mas, claro, temos que considerar que a busca pela liberdade financeira pode ser uma eterna prisão, o que impediria qualquer um de "virar vagabundo".

      Quando falo pobreza, não é essa pobreza de ser endividado e ficar no vermelho, mas a pobreza relacionada à falta de ambição, como o "Pai Pobre", do livro "Pai Rico, Pai Pobre".

      Abraços!

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  12. Ministro, parabéns pelo post.
    Gosto muito de Meta Reflexões e gostei dessa.

    Cada um tenta fazer a sua parte, lembrando que somos apenas amadores.

    Veja o caso do Rover que muito contribuiu falando sobre diversos assuntos.
    Veja que temos alguns milionários já em atividade e que contaram o caminho das pedras, cada um contribuiu um pouco.

    Eu apesar de falar bastante em corte de gastos e frugalidade também falo muito em estudar mais, trabalhar mais, inclusive à noite e nos fins de semana e recentemente estou falando em empreender, creio que independente do patrimônio, idade e situação familiar, todos podem fazer isso e devem.

    Especificamente ao título do post eu acho que não.
    Não estamos disseminando essa realidade, ademais, como vemos no ranking, o patrimônio financeiro geral dos blogueiros está sempre subindo, estão a maioria ficando um pouco mais ricos a cada mês, num país onde mais de 60% das famílias são endividadas seria bom ouvir o que eles tem a dizer.

    Mesmo assim foi muito boa a sua reflexão e é bom ser questionado de vez em quando (eu me questiono praticamente todos os dias).

    Abraço!

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    1. Valeu pela contribuição FS!

      Certamente muitos blogueiros tem lições valiosíssimas baseadas em experiências pessoais ou estudos e essa é justamente a maior beleza da blogosfera.

      Ademais, temos sempre que manter a mente aberta e questionadora avaliando se o caminho que estamos trilhando vai nos render os frutos que esperamos pois, como já dizia Cazuza, o tempo não para!

      Abraços!

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  13. Fala ministro discussão bem proveitosa essa ein, e os melhores são os comentários, daria pra fazer centenas de posts com as contribuições dos colegas nos comentários, concordo e discordo de algumas partes, tanto do texto quanto dos comentários, mas creio que estamos todos aqui para ajuda mútua e a busca do "Conforto" "IF" "tranquilidade" ou qualquer coisa do tipo.
    é sempre bom ver discussões como essa, melhor ainda é o nível dela, onde cada um pode colocar suas opiniões e experiências e todos ganham com isso, eu pelo menos estou. Se puder me add ao teu blogroll e da uma passada la n meu blog agradeço: https://marombainvestidor.blogspot.com.br/

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    1. Opa! Obrigado pelo comentário Maromba!

      De fato, esse é um assunto muito interessante e dá pra gerar muito debate, não à toa esse post já é recordista de visualizações no meu blog.

      Pode deixar que vou te add no meu Blogroll e dar uma lida no seu Blog!

      Abraços!

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  14. Olá Ministro!

    Belo post! Nos faz refletir. Assim como os outros, também digo que a blogosfera não está disseminando uma mentalidade pobre. Creio que a disseminação é mais quanto a um uso "esperto" do dinheiro.

    Como o frugal disse, mais de 60% dos brasileiros estão endividados, e a forma "fácil" para mudar isso é usar as coisas que estão ao alcance, ou seja economizar.

    Porém, acredito que não devemos focar somente nisso, e sim procurar fontes alternativas de renda. Afinal, nunca se sabe o dia de amanhã...

    No mais, concordo com o Corey sobre Brasil/Eua. Em breve, postarei no meu blog uma tentativa de empreender que meu pai fez, e infelizmente o estado não o deixou prosseguir.

    Abraço!

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    1. Boa Inglês!

      É esse o ponto! A frugalidade, que nada mais é do que gastar nosso dinheiro de forma consciente e com coisas que nos agreguem valor, é o básico, o arroz com feijão de qualquer pessoa.

      Mas, como você bem mencionou, em adição à frugalidade, podemos pensar em potencializar nossas fontes de renda, tanto para alavancar os aportes e aumentar nossa riqueza, como para satisfazer anseios e desafios pessoais.

      Vou acompanhar essa história do seu pai!

      Abraços!

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  15. Ministro,

    Primeiro cada um tem que definir o que quer da vida e o que faz feliz e depois buscar o que precisa para realizar este estilo de vida.

    Vejo pessoas que querem sempre mais. Querem aumentar seu patrimônio indiscriminadamente. Conheço pessoas com patrimônio de 30kk mas que vive como assalariado recebendo em torno de 12k por mês e reinvestindo tudo. Essas pessoas precisam disso? Claro que não mas elas não conseguem parar de trabalhar e de crescer. Se eles pararem eles morrem então não se trata de ter mente rica.

    Qual a diferença entre mente rica e mente pobre? Não acho que seja em pensar em ganhar mais ou manter só o necessário. Pra mim mente rica é aquela que sabe o que quer e vive bem desse jeito e mente pobre é aquela mesquinha que independe de quanto dinheiro tem pois sempre será infeliz, ranzinza, briguenta e tudo mais.

    Definido como você quer viver então é momento de buscar isso. No meu caso eu não quero aumentar minha renda indiscriminadamente, quero o suficiente para praticar alguns esportes, fazer umas viagens e morar bem. Não preciso de muito pra viver.

    Quando falamos em estudar mais, trabalhar mais para aumentar renda, ao mesmo tempo estamos falando em diminuir o tempo com a família, com os filhos, com os pais. :Para quem tem filhos é muito mais valoroso sentar e jogar um video game ou assistir um desenho do que sentar e estudar para ganhar mais. É mais valoroso chegar em casa e investir 2 horas com a esposa na cozinha fazendo uma janta, conversando, tomando um vinho do que ir para um cursinho. Sendo assim, o que mente rica e mente pobre?

    Sou mente pobre aproveitando momento com minha filha, cozinhando com minha mulher, assistindo filmes com elas e viajando juntos conhecendo lugares e culturas.

    Abraço!

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  16. E ai BPM!

    Cara, como eu mencionei em um dos comentários, a busca pela liberdade financeira pode acabar virando uma eterna prisão, em que sacrificamos nosso tempo em prol de acumular patrimônio, simplesmente por acumular.

    Para evitar isso, devemos ter em mente que tudo que fazemos na vida, inclusive ganhar dinheiro, deve ser feito com um objetivo e digamos que o "tamanho" do objetivo é que diferencia as pessoas.

    A grande questão é que nós só alcançamos o que almejamos, só achamos o que procuramos, então se queremos chegar na Lua, no máximo chegaremos na Lua, mas se almejamos chegar em Plutão, talvez cheguemos em Júpiter e ainda assim será ótimo (muito melhor que apenas na Lua). Então se pautarmos nossos objetivos em buscar uma "rendinha" passiva que cubra umas "despesinhas", isso é o máximo que iremos conseguir no fim da jornada. Pode ser bom, pode ser ruim, depende de cada um.

    Mas você frisou bem a questão do tempo que é um fator significativo. Para buscarmos liberdade financeira certamente precisamos sacrificar momentos de lazer, o que pesa bastante, principalmente se pensarmos na família. Entretanto é preciso ter em mente também que esses sacrifícios podem ser passageiros, até que a fonte de renda esteja "madura". É aquela coisa né, não existe almoço grátis.

    Abraços!

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  17. Esse T. Harv alcançou a liberdade financeira? Se sim, empreendendo ou vendendo livros?

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    1. Questionamento pertinente!

      Fiz uma pesquisa e não sei se ele atingiu a liberdade financeira, o que achei é que ele abriu várias empresas e deu certo em um negócio de loja de artigos fitness, ficou milionário em 2 anos e meio, vendeu o negócio, depois gastou tudo que ganhou.

      Depois disso passou a estudar o relacionamento que as pessoas ricas tinham com dinheiro e saúde e fundou a empresa de treinamento empresarial Peak Potentials Training.

      Então, em tese, suas teorias vem do estudo que ele fez do comportamento de pessoas ricas, das experiências em seus seminários empresariais, e, em alguma medida, com sua própria experiência.

      Abraços!

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  18. Muito BOm, penso isso tb.

    A dificuldade é que é mais fácil encontrar formar de diminuir gastos do que aumentar receita. Mas nem por isso é um caminho que deve ser abandonado. Se nunca treinar nessa área, nunca sairá do lugar. Uma boa reflexão e aprendizado para todos.

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    1. Exatamente!

      Devemos sempre ter em mente os dois lados da moeda, cortar despesas e aumentar receitas. Claramente a 2ª opção é mais complicada, principalmente para assalariados, mas nem por isso deve ser descartada!

      Abraços!

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