quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Atualização Patrimonial Agosto/2018: R$ 257.402,35 (+ R$ 10.142,39) e Rentabilidade ( - 0,49%)



Talvez essa tenha sido a atualização patrimonial mais tardia que eu já fiz, mas esses dias estão muito corridos. Além da correria normal do trabalho eu meio que espremi algumas viagens (inclusive uma internacional que farei na próxima semana) no 2º semestre do ano, então toda aquela coisa de planejar viagem, reservar hotel, comprar moeda, etc, tem me consumido mentalmente.

Fora outras viagens que "terei" que fazer (casamento de amigo de infância, visitar família, etc). Não reclamo, acho muito legal viajar, porém isso também implica em aumento de gastos, contudo acredito que estou equilibrando bem as finanças e ainda tenho uma pontinha de esperança de terminar o ano atingindo a meta que estabeleci (patrimônio de R$ 300 mil).

Essa correria também gerou como consequência um certo desleixo com os investimentos nos últimos dois meses - não um desleixo de gastar dinheiro, se endividar, nada disso - na verdade estou cometendo o deslize de deixar dinheiro parado na conta corrente por pura preguiça de investir. Tenho mais ou menos uns R$ 15 mil aguardando destinação, porém só devo fazer isso quando retornar de viagem.

Corpo e Saúde

Um destaque bem interessante dos últimos dois meses, não exatamente relacionado com finanças, mas tão importante quanto, é o aspecto saúde. Desde o início do ano eu tinha me comprometido a emagrecer (como 99% das pessoas fazem), cheguei a ir ao nutricionista, porém acabei não levando muito a sério esse objetivo.

Porém, desde meados de julho alguma "chave" virou na minha cabeça e eu simplesmente decidi que era a hora. Troquei de nutricionista, comecei a seguir e acompanhar uma galera da nutrição no Instagram e li o excelente livro "4 Horas Para o Copo" do Tim Ferris. Depois devo fazer um post especificamente sobre isso, mas em 2 meses perdi cerca de 3 kgs de gordura e ganhei 2 kgs de massa magra, sem fazer tanto sacrifício, sem jejum, sem suplementos. Baixei meu % de Gordura de mais de quase 29% para 24% em 2 meses. Para uns isso pode ser bom, para outros ruim, mas pra mim foi um puta resultado e vou seguir firme. Havia estabelecido como meta o percentual de gordura de 15% ao final do ano e vou brigar por isso!

Reavaliação de Bens


Uma vez por ano, nos meses de agosto, eu faço a reavaliação dos meus bens, basicamente um carro e um apartamento. Tenho uma planilha de balanço patrimonial onde registro tudo (que é diferente da carteira que publico aqui no blog) e sempre busco registrar os bens pelo seu valor de mercado.

Em relação à carteira do blog, o impacto se dá pelo valor de mercado do imóvel que tenho (lembrando que não moro nele, hoje o mantenho alugado me gerando renda), uma vez que o registro que faço na carteira é o valor de mercado deduzido do saldo devedor do financiamento.

Tenho relativa segurança pra levantar o valor de mercado desse imóvel pois sempre tem muitas ofertas de apartamentos com a mesma planta e no mesmo condomínio.  No ano passado minha base de comparação foram 33 anúncios, nesse ano consegui levantar 23 anúncios. Pois bem, em 2017 o valor de mercado desse imóvel havia declinado 0,2%, nesse ano o valor de mercado subiu 2,2%.

Apenas a título de informação, já que não integra a carteira, o valor de mercado do meu carro caiu, em um ano, 4,2%.



Carteira de Investimentos

Vamos então às finanças propriamente ditas:

Aporte do mês:  R$ 5.162,31

Papéis comprados: 45 EGIE3, 200 GRND3 e 200 ITSA4

Carteira:




Em relação à rentabilidade, em julho houve um ensaio de recuperação mas em agosto voltamos ao negativo e tudo indica que continuará assim até, pelo menos, o começo do próximo ano. Lógico que se o João Amôedo começasse a subir nas pesquisas o cenário ir mudar muito, porém, infelizmente, é improvável que isso aconteça.




Então é isso, eu particularmente seguirei acreditando na renda variável brasileira e devo destinar, pelo menos até o fim desse ano, 100% dos meus aportes para ações e FIIs. A partir do próximo ano, a depender do cenário que se desenhe para o país, começo a pensar em frear um pouco o ímpeto pelo investimento na bolsa.

Abraços,

Senhor Ministro

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Que Brasil Você Quer Para o Futuro?

Que Brasil Você Quer Para o Futuro?
 
Há alguns meses a Rede Globo lançou a campanha "Que Brasil Você Quer Para o Futuro" convidando um bando de imbecis, quer dizer, telespectadores, a enviarem vídeos em que expressam a sua visão de país ideal para o futuro. O problema é que o Brasil que as pessoas querem para o futuro é um país inviável e fadado o fracasso.

Eu não costumo assistir muita TV, mas às vezes assisto alguns trechos de jornais da Globo e vira e mexe vejo alguns desses vídeos dessa campanha. Não posso afirmar estatisticamente pois não assisti tantos vídeos assim, mas o que percebo é que 90% das expectativas externalizadas pelas pessoas para o "Brasil do Futuro" é basicamente sobre um país em que os políticos não roubem e o governo atenda a todas as necessidades do povo (saúde, educação, emprego, renda, moradia, segurança, comida, roupa, lazer, cultura, terra, etc).

O primeiro destaque em relação a isso é que esses dois desejos ("políticos honestos" e "Estado ultra provedor") são antagônicos. Quanto maior a demanda por um Estado provedor, maior esse Estado precisa ser, necessitando de mais recursos, mais pessoas, mais órgão públicos, etc. Por sua vez, quanto maior for a abrangência governamental e o volume de recursos públicos à disposição do governo, maior será o apetite de agente públicos (políticos ou não) e privados para ficar, ilegalmente, com parte desse enorme bolo, seja o bolo do "dinheiro", seja o bolo do "poder".

O outro destaque é essa tara por um Governo que proporcione tudo aos cidadãos: as pessoas, principalmente as mais humildes, esperam que a solução para tudo venha do governo, as crianças e jovens crescem aprendendo que é obrigação do Governo dar uma vida confortável para "seus" cidadãos, filhos da pátria. Um exemplo bem universal disso é a previdência, a esmagadora maioria das pessoas apenas vão trabalhando "normalmente" pois sabem que sua velhice será garantida pelo aposentadoria "do INSS". Ora, pra quê se preocupar em fazer poupança, investimentos, pé de meia ou previdência privada para a aposentadoria se o INSS está ai pra isso?

Essa cultura gera dois grandes problemas (certamente há outros que não me vem à mente agora): primeiro a síndrome da "gratidão". Como as pessoas esperam que o Governo aja como uma mãe, elas estão sempre apresentando demandas. Uma vez que essas demandas são atendidas cria-se o sentimento de gratidão ao político/governante que viabilizou esse atendimento. O político, por sua vez, usa dessa gratidão para se perpetuar no poder, até chegar ao ponto em que essa gratidão é tão grande que o político em questão pode até usar seu mandato em prol de interesses particulares que, mesmo assim, o público ainda vai lhe apoiar.


Que Brasil Você Quer Para o Futuro?
"Rouba mas faz"
Outro problema está relacionado com o comportamento vitimista que é adotado sistematicamente pelas pessoas, que acham que um ser externo (Governo) tem a obrigação/dever de lhe dar uma vida confortável, ao mesmo tempo em que culpam esse mesmo Governo por suas mazelas. Ou seja, a pessoa abre mão do protagonismo da sua vida, da sua individualidade e do seu potencial e deposita todas suas esperanças sobre um ente abstrato que, não raramente, é comandando por pessoas não comprometidas com o interesse público.

Existe toda uma discussão filosófica acerca disso, nesse sentido destaco um trecho interessante que li num blog aleatório pela internet em que é falado sobre Antonio Gramsci e o Marxismo Cultural:



Esse papo filosófico é longo e certamente eu não sou especialista para debater sobre isso, mas acerca dessa natural devoção e expectativa das pessoas em relação ao Estado, penso que poderíamos mudar essa perspectiva fazendo uma leve alteração na pergunta da campanha da Rede Globo: ao invés de perguntar "que Brasil você quer para o futuro?" a pergunta mais adequada seria: "Que Você o Brasil Terá no Futuro?".

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Cuidado Com a "Gourmetização" de Tudo, o Prejuízo Pode ser Grande!



Eu não sei exatamente há quanto tempo o fenômeno da gourmetização foi iniciado, suspeito que há muitos e muitos anos, porém nos últimos tempo essa tendência tem se alastrado de forma significativa e invadindo os setores e produtos mais inusitados, transformando experiências triviais, como comer um saco de pipoca, em algo totalmente "diferente e inovador" (pipoca com caramelo, coco e noz-pecã). Logicamente que para consumir esse "algo novo" o custo é diferente: enquanto um saco de pipoca normal custa uns R$ 5,00, um saco de pipoca gourmet pode custar mais de R$ 30,00. No universo masculino podemos citar os recentes fenômenos da gourmetização das barbearias e das cervejas.

Isso tudo é colocado na cabeça das pessoas de forma recorrente por meio de infusões massivas de marketing, que vão desde propagandas comuns, blogs e canais de Youtube especializados, até programas de televisão como Masterchef. As pessoas vão sendo levadas a pensar que elas PRECISAM experimentar aquela coisa diferente, que só se vive uma vez, que elas merecem aquela experiência "premium". E ai aquela velha resenha com os amigos tomando Skol, comendo petiscos e falando bobagens, que resultava numa conta aceitável para rachar com todo mundo, vira encontros sem sal e em bares de cervejas especiais, em que se paga por uma cerveja o valor total da conta de outros tempos.

A lista de produtos e serviços gourmets é interminável: barbearia gourmet, cerveja gourmet, café gourmet, restaurante gourmet, pipoca gourmet, churros gourmet, etc. A gourmetização tornou-se um trunfo dos empresários para conquistar e fidelizar seus clientes, porém por trás de uma experiência diferenciada está uma das maiores arapucas financeiras que podem ser montadas. É aquela coisa, depois de ver não dá pra "desver", ou seja, depois que você é inserido nesse mundo gourmet e é inundado de informações e confirmações externas acerca da "maravilha" daquele mundo, a possibilidade de você ficar preso é muito grande.



Retomando o exemplo que dei, o cidadão bebeu sua vida toda Skol e Antarctica e sempre lhe satisfez plenamente. Certo dia porém um amigo lhe convenceu a tomar uma cerveja diferente, pois esses lixos brasileiros não prestam. Ele provou essa cerveja importada e até gostou porém de início não achou que valeria a pena pagar 5x mais por ela, porém, com o tempo, o seu paladar foi se "refinando", ele foi estudando o assunto, lendo reviews de cervejas, participando de eventos cervejeiros, e hoje ele entende finalmente o que é uma cerveja de verdade, que custa, no mínimo, R$ 30,00 uma long neck, isso quando ele ainda não tinha decidido produzir sua própria cerveja, que tem lhe custado mais de R$ 100,00 por litro, porém nada como o sabor de uma cerveja artesanal feita no próprio quintal de casa, afinal de contas uma cerveja com aroma frutado e feita com água filtrada em recipientes alcalinos e ionizados faz toda a diferença!

Perceba que em um mudança de comportamento relativamente rápida, uma pessoa deixa de consumir uma cerveja de R$ 8,00 por litro, para pagar R$ 100,00 por litro. Será que a diferença da experiência entre uma e outra compensa tamanha diferença financeira? Eu duvido! O pior é que uma vez que alguém é atingido pelo "raio gourmetizados" é muito difícil voltar atrás.

E ai o corte de cabelo que custava R$ 15,00 passa a custar R$ 60,00; a pipoca que custava R$ 5,00 passa a custar R$ 30,00; o café que custava R$ 4,00 passa a custar R$ 25,00; a lasanha que custava R$ 15,00 passa a custar R$ 50,00 em sua versão lowcarb, e assim por diante....Essa é a receita perfeita para a derrocada financeira, pois aos poucos essas experiência gourmets vão ficando cada vez mais frequentes e vão corroendo o orçamento pessoal. E como todos sabemos para subir o padrão de vida é num piscar de olhos, mas para baixar são outros quinhentos.....

Então se você almeja grandes objetivos financeiros, fique de olhos abertos com o "raio gourmetizador" pois ele pode acabar com suas pretensões, destruir seu orçamento e frustrar seus investimentos.

E você é adepto de algum produto gourmet e acha que vale a pena? Ou conhece alguém que vende os rins para desfrutar de experiências premium? Comenta aqui embaixo!

Abraços,

Senhor Ministro

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Uma Análise Sobre os Fundos Imobiliários (FIIs) Com Alta Rentabilidade e os Riscos Envolvidos (Caso FAMB11B)

Fundos Imobiliários (FIIs) Com Alta Rentabilidade FAMB11B

O investimento em Fundos Imobiliários ainda é uma modalidade desconhecida por muitos brasileiros, mas vem crescendo a cada dia. Em Junho/2018 a B3 contabilizou cerca de 129 mil investidores pessoas físicas em fundos imobiliários contra 730 mil investidores individuais em ações. Apesar dessa grande defasagem em relação ao mercado acionário, é inegável que os FII vêm crescendo muito e caindo no gosto de novos investidores todos os dias.

Entretanto, no que tange à análise de Fundos Imobiliários no Brasil, ainda vejo algo muito incipiente. Não há muita literatura acerca do assunto e o número de especialistas é igualmente reduzido. Da mesma forma, não há uma maturidade de extração e estruturação de dados dos FII para auxiliar os investidores, como temos com as ações à exemplo do que fazem sites como Fundamentus e PenseRico.

Dessa forma, o processo de escolha de um FII para investir pode ser um enorme desafio para muitos investidores. Que parâmetros utilizar? Existem vários, por exemplo: localização do imóvel, padrão construtivo, idade do imóvel, valor do aluguel em relação ao praticado na região, quantidade de imóveis do fundo, quantidade de inquilinos de um imóvel, tipo e duração dos contratos, qualidade da gestora, etc.

Veja que são inúmeros critérios, alguns extremamente subjetivos, o que torna tudo mais difícil. E ai alguns investidores resolvem simplificar as coisas e utilizar AQUELE critério, o único, o soberano, o magnânimo, aquele que realmente importa: qual fundo está pagando mais. Em termos mais técnicos, chamamos isso de Dividend Yeld.

Caso você não saiba, o Dividend Yeld é o termo técnico utilizado para fazer uma espécie de medição da rentabilidade de um fundo e se dá pelo seguinte cálculo: Rendimentos/Preço da Cota. Supondo então que a cota de um determinado FII custe R$ 100,00 e ele esteja distribuindo mensalmente R$ 0,80 por cota, podemos afirmar que o DY mensal desse fundo é de 0,80%. Só a título de comparação a poupança está pagando hoje um “DY” mensal de 0,37%.

Então o critério do DY é excelente não? Assim podemos escolher os fundos imobiliários que irão nos dar maior retorno. Em tese é isso, porém quando se trata de mercado financeiro temos que lembrar sempre daquela velha máxima: quanto maior o retorno, maior o risco. Nos fundos imobiliários isso se aplica perfeitamente, e para mostrar os perigos de investir buscando apenas rentabilidade, vou citar um exemplo a seguir de um FII com alta rentabilidade porém com riscos significativos.

FAMB11B – Edifício Almirante Barroso

Como o nosso foco é buscar fundos imobiliários com altos rendimentos, vamos inicialmente dar uma olhadinha no DY desse fundos nos últimos meses:

Fundos Imobiliários (FIIs) Com Alta Rentabilidade FAMB11B

Repare na coluna "DY", esse fundo tem rendido mais de 1% ao mês e em agosto/2018 rendeu absurdos 1,6% ao mês!! Isso é muita coisa!! Só pra você ter uma ideia, se você investisse R$ 100 mil nesse fundo receberia todo mês R$ 1.600,00 de proventos. Se aplicasse os mesmos R$ 100 mil na poupança eles renderiam apenas R$ 370,00 por mês. Olha a diferença!



Mas calma, antes de abrir a sua corretora e sair comprando algumas cotas de FAMB11B vamos analisar um pouco melhor o fundo:
a) o fundo é detentor de apenas um imóvel, o Edifício Almirante Barroso;
b) Esse imóvel é integralmente locado para a CAIXA, ou seja, o fundo fica na dependência de apenas um inquilino;
c) O prédio é velho, precisa de reformas e quanto mais gastos com reformas, menos lucro para distribuir para os cotistas;
d) O fundo e a CAIXA não se entenderam sobre a prorrogação do contrato e atualmente vigora um contrato por tempo indeterminado sem multa rescisória, ou seja, a CAIXA pode sair do imóvel quando bem entender sem pagar multa;
e) Há boatos circulando na imprensa de que a CAIXA tem intenção de deixar o Edifício Almirante Barroso;
f) O imóvel está localizado em um dos estados mais falidos e com maior taxa de vacância do Brasil (Rio de Janeiro).

Perceba que após considerar esses fatos, aquele "rendimentão" de 1,6% já não fica mais tão bonito né? Já pensou se a CAIXA resolve deixar o imóvel, seria um caos para o fundo, que teria muitas despesas a arcar com reforma e poderia ter grandes dificuldades para locar seus espaços novamente e, quando o fizesse, faria por um preço de aluguel bem inferior ao atualmente praticado com a CAIXA. O próprio preço da cota reflete esses riscos, uma vez que em 1 ano o valor da cota caiu quase 50%.

Eu não sei na sua cidade, mas perto de onde trabalho tem alguns desses prédios antigões que foram desocupados por um grande inquilino e nunca mais foram locados. Dá pena ver o comércio da região, antes lotado, restaurantes cheios na hora do almoço e agora os poucos que sobraram vão lutando para conquistar os parcos clientes que sobraram.

Conclusão

Ao investir em fundos imobiliários pense que se está fazendo um investimento de longo prazo, portanto é preciso pensar não só nos rendimentos atualmente distribuídos pelo fundo mas a sua sustentabilidade no longo prazo e os principais riscos envolvidos.

Eu usei o FAMB11B como caso prático para a análise mas temos outros exemplos de fundos que pagam, ou pagavam, altos rendimentos mas que carregavam com si riscos significativos. O caso mais recente é o do MFII11, que já abordei aqui no blog, que tinha um dos mais altos DY do mercado mas que acabou tendo suas negociações suspensas em virtude de suspeitas de irregularidades.

De certo o mercado de informações relacionadas aos FII ainda tem muito a crescer e se democratizar, mas isso acontecerá com o tempo e com o próprio crescimento do mercado, afinal quanto mais consumidores mais profissionais interessados em gerar e rentabilizar conteúdo relacionado ao assunto.

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Atualização Patrimonial Julho/2018: R$ 247.259,96 (+ R$ 2.821,24) e Rentabilidade (+ 1,88%)


Vamos ao breve fechamento patrimonial, mantendo viva a chama do acompanhamento patrimonial. Esse mês não tenho muito a compartilhar em relação a investimentos porque simplesmente não aportei nada, motivo: em setembro farei uma viagem internacional e ainda estou avaliando os gastos (um bocado de preguiça também, confesso). O dinheiro acabou ficando parado na conta corrente e devo aportar nesse mês de agosto, portanto teremos um aporte turbinado em agosto, certamente um montante de 5 dígitos.

Infelizmente o destaque do mês foi o falecimento repentino do nosso colega VdC, inclusive fiz uma postagem prestando minha homenagem a essa figura icônica da blogosfera, que com certeza vai fazer falta. Tudo envolta do fato foi muito emblemático e surreal: VdC se dizia saudável e praticante de esportes e faleceu jogando futebol. VdC faleceu 1 mês após atingir a independência financeira. Muito triste...

Voltando às finanças, no mês de julho a bolsa deu uma recuperada, mas uma retomada concreta do crescimento acredito que só próximo ano, quando o(a) novo(a) Presidente da República assumir e expor sua agenda de desenvolvimento econômico para o país.

Vamos à carteira então:

Aporte: R$ 0,00 (dinheiro parado na conta corrente)

Carteira:




 Rentabilidade:


Fazia tempo que eu não via essa planilha assim toda azulzinha, coisa linda!

Renda Passiva

No encerramento do mês de julho/2018 pude comemorar uma marca muito interessante: atingi o montante de R$ 3.000,00 de renda passiva no ano. Tudo bem que ganhar R$ 3k em 7 meses é algo ainda muito longe da independência financeira, mas não deixa de ser uma baita marca. Se continuar nesse ritmo no final do ano vou ter atingido renda passiva superior a R$ 5.000,00.

Caso você esteja curioso, a fonte dessa renda foi a seguinte:

1. Dividendos e JSCP de Ações: R$ 420,20
2. Proventos de FII: R$ 801,40
3. Rendimentos Poupança: R$ 938,57
4. Rendimentos CDB: R$ 839,72

Ainda tenho renda passiva do aluguel do apartamento entretanto não vou colocar esses valores na conta pois a prestação do imóvel ainda é superior ao aluguel recebido.


Por hoje é só pessoal!

Abraços!

Senhor Ministro


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Análise Fundamentalista: Grendene 2T2018 - Queda de 30% no Lucro!!! O Que Aconteceu?!?

E cá estamos nós em mais uma safra de balanços!

Estamos em momento de divulgação dos balanços do 2T2018 e é chegada a hora de fazermos aquela breve análise das empresas dais quais somos sócios. Todos já sabemos que, como investidores de valor, buy and holders, buscamos boas empresas para sermos sócios e colher os frutos no longo prazo, porém isso não significa que vamos sentar em cima das nossas ações e esperar o tempo passar, não podemos esquecer que uma empresa muito boa pode ficar muito ruim, assim como o contrário também é possível, uma empresa muito ruim se tornar muito boa.

E para acompanharmos o desempenho das empresas das quais somos sócios temos como principal insumo os demonstrativos financeiros, popularmente conhecidos como balanços. Portanto, como investidores em ações, precisamos pelo menos a cada 3 meses dar uma olhadinha nos balanços trimestrais das “nossas” empresas para vermos como elas estão se saindo. A ideia é nos mantermos sócios de empresas boas e que permaneçam boas e deixar de ser sócios de empresas que eventualmente fiquem ruins.

E a escolhida para analisarmos hoje é a nossa queridíssima Grendene, líder de mercado no segmento de calçado, detentora de marcas fortes e consolidadas como Melissa, Ipanema, Rider, dentre outras.  

No 2T2018 a Grendene apresentou um resultado que assustou muita gente: lucro líquido quase 30% inferior ao aferido no 2T2017.

Mas calma, não criemos pânico, vamos entender exatamente o que aconteceu!


O primeiro item que vamos analisar é a Receita!

RECEITA



A receita é um dos principais indicadores de crescimento de uma empresa, se a receita está crescendo significa, a grosso modo, que a empresa está vendendo mais produtos (o que é ótimo) ou, mesmo que não haja aumento da quantidade de produtos vendidos, a companhia está conseguindo cobrar um ticket maior por suas mercadorias (o que também é ótimo).

Como vemos no quadro acima, no caso da Grendene a receita do mercado interno ficou praticamente estável, sendo as receitas advindas das exportações o carro chefe do crescimento de 1,6% na receita bruta total, que, diga-se de passagem, não é um crescimento tão significativo. O crescimento das receitas de exportações ocorreu, principalmente, em virtude da valorização do dólar frente ao real, explico: supondo que a companhia vende seus sapatos no exterior por $ 10 dólares, antes isso equivalia a R$ 33,00 mas com a desvalorização do real hoje os mesmos $ 10 dólares valem cerca de R$ 40,00.

Uma das justificativas da companhia foi a greve dos caminhoneiros, conforme trecho seguinte extraído do release:

"Entretanto, no 2T18 vários acontecimentos afetaram os negócios de uma forma geral. A greve nos transportes interrompeu a  tímida  recuperação  do  consumo  no  Brasil  e,  embora  não  tenha  afetado  significativamente  nossa  produção em  nossa avaliação afetou o sell-out com o varejo apresentando estoques mais elevados por falta de vendas nos dias da paralisação ou  estoques  em  trânsito,  retidos  nos  bloqueios  das  estradas.  Também  afetou  nossas  exportações,  especialmente  para  América Latina, cujo transporte é rodoviário".

ESTRUTURA DE CUSTOS


Em companhias industriais, como é o caso da Grendene, o custo dos produtos vendidos (CPV) merece especial atenção pois qualquer descontrole nos custos da produção pode impactar fortemente o resultado do período. Lembrando que custos são os dispêndios relacionados diretamente com a produção de mercadorias (exemplo: pessoal da fábrica, manutenção de máquinas, aluguel e energia dos complexos fabris, etc), já as despesas são os demais gastos não relacionados com a produção, como gastos com as lojas, salário de vendedores, bônus de diretores e executivos, marketing e propaganda, etc.

Vamos aos números da Grendene:


A melhor forma de analisar a evolução dos custos é compará-lo de forma relativa em relação a receita. Para tanto vamos utilizar o indicador margem bruta (lucro bruto/receita líquida). A margem bruta da Grendene em 2T2017 foi de 45%, já em 2T2018 caiu para 44%, portanto isso indica que houve um crescimento proporcional de 1% dos custos. Não é nada alarmante mas merece o destaque.

No Release a própria Grendene justifica esse fato da seguinte forma:

"A  insegurança  política  pela  proximidade  e  indefinição  das  eleições,  a  greve  nos  transportes,  o  mercado  externo  mais turbulento e a volatilidade cambial contribuíram para o aumento de preços em diversas matérias primas e insumos, inclusive nos nossos produtos o que afetou nossa margem bruta que caiu 1 pp no 2T18 em relação ao 2T17".

DESPESAS OPERACIONAIS


Como destaquei anteriormente, as despesas são os gastos não relacionados com a produção de mercadorias. Na Grendene, destacam-se as despesas gerais e administrativas (DG&A), despesas de publicidade e propaganda, e despesas de vendas. Vamos ver então os resultados:



Observa-se portanto que todos os tipos de despesas caíram em valores absolutos e proporcionais. Tamanho empenho da empresa em enxugar despesas provavelmente se dá em virtude da consciência da estagnação econômica que ainda paira sobre o setor. Isso é bom ou ruim? Depende! Diminuir gastos com marketing nem sempre pode ser bom para uma empresa, por exemplo.

RESULTADO OPERACIONAL (EBIT)


O resultado operacional é o lucro efetivamente gerado pelo negócio, ou seja, deduzindo-se os custos de produção e as despesas operacionais. Esse é um excelente indicador para aferir o desempenho da companhia no que se refere às suas operações, que no caso da Grendene trata-se de produção e venda de calçados. Vamos então aos números:

Observa-se portanto que houve um incremento de quase 9% no lucro operacional da companhia, comparando-se o 2T2018 com o 2T2017, me parece um ótimo número. Porém isso não significou necessariamente crescimento do lucro líquido e no próximo tópico vamos entender o porquê.

RESULTADO FINANCEIRO


O resultado financeiro é segregado do resultado operacional pois não está diretamente relacionado às operações da empresa. A Grendene não é uma empresa financeira, sua operação é produzir e vender calçados, porém ela também faz investimentos financeiros, opera com derivativos e faz hedge cambial. Tudo isso é refletido no resultado financeiro.

E foi justamente o resultado financeiro o grande vilão da Grendene no 2T2018, vejamos:



Observe que houve uma queda de 66,7% no resultado financeiro, equivalente a R$ 64 milhões inferior ao mesmo trimestre de 2017. Tal fato impactou de forma significativa o lucro líquido. O principal motivo dessa forte queda no resultado financeiro foram operações com derivativos cambiais, não que a empresa tenha feita "apostas" em derivativos, ela apenas usa esses instrumentos para fazer hedge de suas receitas no exterior, entretanto a grande volatilidade do câmbio após a greve dos caminhoneiros acabou gerando essa distorção no resultado financeiro. Porém, esse prejuízo contábil com operações cambiais no mercado futuro tende a ser compensado com as receitas em dólar dos próximos dois trimestres.

LUCRO LÍQUIDO


Como destaquei anteriormente, o lucro líquido da Grendene caiu quase 30% no 2T2018 em relação ao 2T2017, e como vimos, embora a companhia tenha incrementado o seu resultado operacional, a grande queda do resultado financeiro levou ao decréscimo de 28,4% no lucro líquido em relação a 2T2017, conforme números abaixo:


OUTROS INDICADORES


Vimos acima os indicadores relacionados ao resultado da empresa, porém existem outros indicadores importantes, vou relatar alguns a seguir:

1. Geração de caixa estável
2. Baixo endividamento
3. Ótima Margem Líquida
4. Ótimo ROE
5. Bom Dividend Yeld

CONCLUSÃO


A Grendene é uma companhia muito estável, que vem crescendo sempre de forma moderada, sem grandes surpresas. Eu trataria essa grande queda do lucro no 2T2018 como algo acarretado por um evento não recorrente: como a própria companhia destaca no release, as perdas contábeis em virtude dos contratos futuros em dólar serão compensadas pelas vendas em dólar nos próximos meses. E como é algo da natureza dos eventos não recorrentes, esse "estrago" tende a não se repetir.

Portanto no que concerne às operações da Grendene ela continua muito bem, o mercado interno de calçados parece ainda estar baqueado mas a companhia vem conseguindo bons resultados.

Quando se trata de Grendene é mais ou menos isso: crescimento devagar e sempre. É uma empresa conservadora e que, talvez justamente por isso, consegue entregar bons resultados para seus acionistas por longos períodos de tempo.


E ai, o que você achou dessa análise? Faz sentido pra você?

Diz aqui embaixo nos comentários!

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

sexta-feira, 27 de julho de 2018

A Estratégia do Lobo de Wall Street Para Vender Ações


 
Atualmente estou lendo o livro "Os Segredos do Lobo - O Método Infalível de Vendas do Lobo de Wall Street" onde Jordan Belfort (o Lobo de Wall Street) fala do método que ele utilizava para treinar sua equipe de corretores para vender ações. No caso, Belfort fez fortuna vendendo ações baratas de pequenas empresas supostamente promissoras para ricassos acostumados a comprar apenas ações "blue chips".

De acordo com o próprio Jordan, o seu método, que ele denomina de "Linha Reta" é tão eficiente que ele fez com que "um bando de idiotas que mal saíram da adolescência confrontar os mais ricos investidores dos Estados Unidos". Muitos desses "idiotas" ficaram milionários ganhando comissões pela venda de ações na corretora Stratton Oakmont. Segundo Jordan, o seu método era tão eficiente e fácil de seguir que era "virtualmente à prova de idiotas".

Uma das coisas interessantes do livro é que o Jordan defende que por mais que alguém saiba as palavras certas a serem ditas para um potencial comprador (ou alguém que precisa ser persuadido), apenas as palavras não são suficientes para se esquivar da mente lógica do comprador e criar uma reação emocional, que é o que move a maior parte das pessoas a tomar uma decisão.

Para tanto, o autor defende que existem dois elementos fundamentais que vão fazer com que um vendedor consiga falar com o lado emocional do comprador: o tom de voz e a linguagem corporal. Ele diz que o seu tom de voz, o modo como move o corpo, suas expressões faciais, o tipo de sorriso que oferece, o jeito como se veste, o modo como estabelece contato visual e todos aqueles grunhidos enquanto se escuta alguém falar (ooh, aah, hanram etc) são parte fundamental da comunicação e causam enorme impacto em como você é percebido. Jordan defende que a comunicação humana é realizada 45% pelo tom de voz, 45% pela linguagem corporal, e apenas 10% pelas palavras efetivamente proferidas.

Não dá pra eu falar detalhadamente de cada aspecto do método "Linha Reta" pois esse post ficaria gigantesco (e talvez eu sofresse um processo por direitos autorais rs) mas uma das partes do "Linha Reta" que eu achei mais interessante e replicável para diversos momentos da nossa vida cotidiana e profissional é o método da "Âncora Olfativa".

O cerne desse método é o seguinte: para que você tenha chances de persuadir alguém - seja para fazer uma venda, apresentar um projeto, fazer uma entrevista, convencer seu filho ou esposa a agir de certa forma, conquistar aquela gata, etc - é preciso estar num estado emocional de poder. Esse estado emocional deflagra os quatro Cs: certeza, clareza, confiança e coragem.

A questão é que ninguém é 100% confiante e tem 100% certeza de tudo a todo momento, e isso nem é saudável, afinal aqueles que tem certeza de tudo toda hora são mais conhecidos como "cara chato" ou "idiota", certo? Ai que está o X da questão, o Jordan ensina com seu método como despertar esse estado de poder em momentos específicos.


O MÉTODO DA ÂNCORA OLFATIVA

Esse método não foi inventando 100% pelo Jordan Belfort, na verdade é um método bem antigo originário da PNL, sobre o qual eu já tinha lido e até tentado colocar em prática, mas a forma como o Jordan apresenta me pareceu bem interessante. A ideia é que podemos ser provativos no que diz respeito a escolher nosso estado emocional, ou seja, deixamos de ser reféns das circunstâncias da vida e passamos a escolher de forma consciente nosso estado emocional.

Para ilustrar, cito um cientista russo chamado Ivan Pavlov, conhecido por seus estudos relacionados à psicologia do comportamento. Certa vez ele fez um experimento que consistia no seguinte: presentear um cachorro faminto com um pedaço de carne ao mesmo tempo que se toca um sino. Previsivelmente o cachorro começou a salivar assim que viu a carne, enquanto o som do sino era só uma coincidência, pelo menos no início. Contudo, o que Pavlov logo percebeu é que a medida que ele ia repetindo o processo não demorou para que o cachorro começasse a salivar simplesmente ao som do sino, a carne não era mais necessária.

Na PNL o som do sino tocando é chamado de âncora e o processo pelo qual dois itens não relacionados (sino e carne) estabelecem um ligação dessa forma é chamado de fixar âncora. Dessa forma, para conseguirmos "ativar" o estado emocional de poder, o método mais eficiente seria criar uma âncora para despertar esse estado. Mas como fazer isso?

O passo a passo tradicional da PNL é o seguinte:

1. Escolha um Estado: estabeleça uma intenção para o estado emocional que você quer ancorar (estado de certeza e confiança, por exemplo)

2. Escolha sua Concentração: fechar os olhos e retomar um momento em que você estava naquele estado de certeza e confiança e criar uma imagem desse momento na sua mente

3. Escolha sua Fisiologia: mudar sua fisiologia para corresponder àquele estado, por exemplo, ficar em pé sustentando a cabeça com certeza, caminhar com confiança, etc.

4. Intensifique seu Estado: foque novamente naquela situação em que você se sentiu com certeza e confiante e tente buscar mais detalhes da situação para intensificar o sentimento.

5. Estabeleça sua Âncora: Pegar o estado intenso que você acabou de criar e ligá-lo a uma palavra ou um mantra, algum som externo ou alguma sensação aguda, como bater palmas ou gritar a palavra "sim".

O PULO DO GATO

No livro, Jordan relata que tentou por diversas vezes seguir esses cinco passos para construir sua âncora porém não obtinha resultados satisfatórios. Ele identificou basicamente duas coisas: não é nada fácil conseguir estabelecer um estado de absoluta certeza por meio de memórias, pois por mais que tenhamos boas lembranças, dificilmente apenas memorar o fato vai nos levar para um estado de pico absoluto de certeza. Outro problema era a âncora, não adianta estabelecer uma âncora genérica demais como pular, bater palma ou gritar a palavra "sim". É preciso ter uma âncora muito específica e individual para despertar aquele estado.

No fim das contas, ele se deu conta de que a única forma infalível de estar naquele grau megaintenso de absoluta certeza e confiança para estabelecer uma âncora legítima era esperar até estar nesse estado organicamente, e ai sim, estabelecer a âncora. Já para a âncora, ao invés de escolher âncoras genéricas, como as citadas acima, ele escolheu uma âncora muito específica: uma âncora olfativa. Ou seja, a âncora para ser vinculada ao estado emocional de certeza absoluta seria cheirar algo específico. Lá nos tempos de Lobo de Wall Street certamente ele usou como âncora muitas substâncias ilícitas, porém no livro ele recomenda o produto Boom Boom Energy (não sei se existem similares no Brasil, mas pelo que pesquisei esse BoomBoom é uma espécie de tubo que exala determinadores odores e que geram benefícios como melhorar respiração, combater sinusite, melhorar concentração, etc)

Portanto, resumidamente a ideia é a seguinte: esperar aquele momento impressionante em que você fecha uma grande venda, faz uma grande apresentação, conquista a mulher mais gata da festa, ou qualquer situação que te leve a um estado de absoluta certeza e confiança, e, nesse instante, sacar o tubo de BoomBoom e dar uma grande inalada em uma narina de cada vez, para fixar bem aquele odor. Depois cerre o punho e aperte com força, para que consiga sentir as unhas apertando a palma da sua mão e solte a palavra "sim" (ou "yes") de forma decidida.

A partir dai, sempre que passar por outra situação de absoluta certeza, reforce a âncora, dê mais uma cheiradinha. Com a prática o simples fato de sentir aquele cheiro em específico vai te despertar o estado emocional de certeza e confiança absoluta.

CONCLUSÃO


Eu ainda não testei esse método mas me parece extremamente interessante. Não sei se no Brasil vende algo semelhante a esse BoomBoom mas se houver vou comprar um e deixar a postos. Na próxima situação em que eu me sentir no estado de certeza e confiança absoluta, vou começar a testar o método.

E você, já conhecia ou já tentou algo do tipo?

Abraços

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

Caso queira conhecer melhor o livro, é só clicar no link abaixo:


terça-feira, 24 de julho de 2018

Minha Homenagem ao Viver de Construção

Ontem foi com muita surpresa, choque, incredulidade e tristeza que recebi a notícia do falecimento repentino do nosso colega Viver de Construção, um cara jovem, saudável, cheio de objetivos que teve a vida encerrada de forma abrupta. Sinceramente, no início achei que fosse uma brincadeira de mal gosto, ou que alguém havia invadido a conta do blogger dele, mas quando os mais próximos a ele confirmaram o fato, realmente fiquei muito triste.

Embora eu não o conhecesse pessoalmente, a forma como ele estava sempre escrevendo, fazendo desabafos sobre sua vida profissional, respondendo comentários e comentando nos blogs, e apoiando novos blogueiros, nos fazia tê-lo como um verdadeiro amigo. Inclusive o apoio dele foi muito importante para o crescimento do meu blog: o blog Viver de Construção é a segunda maior fonte de tráfego aqui do blog, perdendo apenas para o Google.

Nossa comunidade de blogs de finanças envolve muita gente, são dezenas de milhares de pessoas que leem esses blogs costumeiramente. Já tivemos alguns grandes expoentes como Viver de Renda e o Pobretão, e sem dúvidas o Viver de Construção está no rol dos grandes ícones da Blogosfera. Independente de concordar ou não, gostar ou não de todas suas postagens eu o via como uma espécie de líder dos blogs de finanças, falar em Viver de Construção era sinônimo de falar da blogosfera de finanças.

O mais triste é que o cara deixou a vida no seu auge, há um mês havia comemorado o atingimento da chamada tranquilidade financeira, quando atingiu renda passiva superior ao seu salário, estava a todo vapor com seu novo site "Informaremos", planejava viagem pra Europa e até falava em ter filhos.

Se sua esposa ou alguém da família um dia ler isso, o que eu queria deixar é uma mensagem de conforto, não sei como era a vida "offline" do VdC, mas em sua vida "online" ele deixou um legado enorme, influenciou positivamente dezenas ou centenas de milhares de pessoas com a sua saga de vida em busca da independência financeira, um cara humilde que alcançou o sucesso financeiro. E o seu legado é não só financeiro, mas também por ser um cara família, uma pessoa do bem.

Para nós que ainda habitamos esse mundo fica a lição que a vida é breve por isso deve ser vivida. Não estou falando de torrar dinheiro em jogos e viagens, lembre-se que a possibilidade de morrer repentinamente é bem menor do que a possibilidade de ficarmos vivos. Dessa forma os objetivos e a consciência financeira não mudam, o que muda é ter a consciência da brevidade da nossa existência como um lembrete para que nós possamos nos arriscar mais, enfrentar nossos medos, chegar mais cedo do trabalho para brincar com os filhos, elogiar quem merece ser elogiado, dizer "eu te amo" para os mais queridos.

VdC, vá com Deus, sua missão na Terra foi curta, mas seu legado é enorme!

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

terça-feira, 17 de julho de 2018

Vale a Pena Se Arriscar em "Banquinho" Para Ganhar 1% ao Mês LÍQUIDO?

Rendimentos de 1% ao mês
 
Em tempos de vacas magras na renda variável muitos olhos começaram a se virar para a renda fixa. Obviamente não temos mais aquele cenário de vacas gordas na renda fixa semelhante ao tempo em que a Taxa Selic estava nas alturas, porém, vira e mexe aparecem algumas boas "oportunidades" que são prontamente alardeadas pelas corretoras buscando ganhar os corações de seus clientes mais conservadores ou daqueles mais machucados com as recentes pancadas que a bolsa tem dado.

Digo isso pois recebi recentemente um e-mail da minha corretora com o seguinte título: "Quais são seus planos para 7 anos?". O indicativo é para que o cliente faça um plano financeiro de longo prazo e apresenta, para tanto, um CDB prefixado com vencimento em 7 anos e com remuneração de 14,35% ao ano, emitido pelo Banco Máxima.

Descontando-se os 15% de imposto de renda incidente sobre os rendimentos, teríamos esse CDB pagando uma remuneração líquida de 12,20% ao ano, durante 7 anos. Isso equivale a um rendimento de cerca de 1% ao mês líquido! Vejam só o tão famoso "1% ao mês" de volta!

Não há dúvidas que trata-se de um ótimo rendimento e com a oportunidade de "travá-lo" por 7 anos, garantindo excelentes ganhos ao fim do período. No entanto existe um pequeno porém que muitos investidores acabam passando batido: a saúde financeira do banco emissor.

De acordo com o site Banco Data, os resultados do Banco Máxima, emissor do CDB supracitado, não estão lá essas coisas, conforme imagem abaixo:

Banco Máxima
Será que vale a pena emprestar dinheiro para um banco que parece que não vai muito bem das pernas?

Advogando a favor da causa eu diria dois pontos:

1. É difícil um banco quebrar no Brasil: segundo reportagem do Valor Econômico, entre 2008 e 2015 apenas sete bancos quebraram, porém é algo possível sim de acontecer, vide o caso recente do Banco Neon.

2. Existe a garantia do FGC: investimentos de até R$ 250 mil numa mesma instituição financeira são cobertos pelo FGC. Portanto se o banco quebrar e você tiver investido nele um montante inferior a essa quantia, você será restituído. Até onde sei o FGC funcionou muito bem no caso recente da quebra do Banco Neon.

E ai, será que vale a pena se aventurar num investimento desses ou é muita dor de cabeça para ganhar uns trocados a mais?

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Atualização Patrimonial Junho/2018: R$ 245.256,13 (+R$ 5.732,66) e Rentabilidade (-1,14%)


E ai moçada!

Vamos então a mais um fechamento de mês. Esse mês acabei ficando um pouco ausente da finansfera, mês de copa do mundo, acabei dando uma desligada do modo "finanças". Isso me trouxe uma reflexão importantíssima: para sustentar uma disciplina de aportes e investimentos no longo prazo, é preciso simplificar o processo. Querer estar sempre nas "melhores oportunidades" ou "bater o mercado" mesmo que não leve a prejuízos, pode levar a perda da vontade ou motivação para manter uma regularidade de investimento.

O mercado continua aquela coisa né, baixa após baixa, tudo vermelho. Esse mês já é meu 4º mês seguido fechando com rentabilidade negativa, mas paciência né, o foco é o longo prazo.

Já tenho sérias dúvidas se conseguirei atingir a meta de patrimônio que estabeleci para 2018: R$ 300.000,00. 

O aporte do mês foi de: R$ 6.578,00

A carteira ficou da seguinte forma:


A rentabilidade do ano é a seguinte:


E a rentabilidade, pro investimento, no mês, ficou assim:

Esse mês o fechamento vai ser simplificado mesmo, basicamente o aporte foi todo em renda variável nos seguintes papéis:

Ações: TAEE11, SAPR11 e ITUB3
FII: VRTA11 e SPTW11.

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

terça-feira, 12 de junho de 2018

Se Você Não Acredita no Brasil, Não Invista na Bolsa

Se Você Não Acredita no Brasil, Não Invista na Bolsa


Calma! Antes que você pense que fui tomado por um sentimento ufanista em virtude da Copa do Mundo, te adianto que não é nada disso! Eu gosto de futebol e acho que o Brasil tem grandes chances de ser hexa, mas o papo aqui é finanças, mais especificamente: bolsa de valores.

O mês de maio foi um dos piores meses da bolsa nos últimos tempos, com quedas fortes em todos (ou quase todos) os ativos. Além de acompanhar a blogosfera eu também acompanho uma galera que fala de finanças no Youtube e Instagram, e o que percebi foi o seguinte: os investidores amadores não aguentaram ver seu patrimônio derretendo e caíram fora da bolsa. Já os investidores mais "antenados" decidiram aproveitar o momento para comprar pechinchas.

Mas uma coisa engraçada aconteceu: muitos investidores "antenados" começaram a "arregar". Muitos começaram a duvidar da capacidade de o Brasil e, consequentemente, da bolsa se reerguer. Alguns decidiram parar de aportar em renda variável e aguardar a turbulência passar, outros decidiram investir só no exterior. A breve experiência "venezuelística" que tivemos com a greve dos caminhoneiros  certamente contribuiu para essa descrença generalizada. Ficou escancarada a fragilidade política e econômica do país.

Como então investir em ações em um país tão instável? Será que num país como o nosso é possível pensar em investir em ações no longo prazo?

E pensando no agora, no meio dessa crise toda, é hora de aguardar as eleições e uma definição melhor do que será o país ou enxergar esse momento como oportunidade de investimento?

Não existe uma resposta certa ou errada para essa pergunta, mas uma coisa eu afirmo: se você não acredita que o Brasil pode melhorar e dar a volta por cima, não invista na bolsa. Por melhor que sejam as empresas listadas na Bovespa, todas estão expostas ao risco sistêmico, portanto se o Brasil tomar um rumo equivocado economicamente, todas as ações vão sofrer. Portanto investir na bolsa é acreditar que o Brasil do futuro pode ser melhor que o Brasil do presente, pelo menos economicamente falando.


Nesse momento há uma descrença generalizada no país, sentimento diretamente refletido na cotação das ações, que estão em queda livre. Nesse momento o Brasil está em baixa, com baixíssima credibilidade. Nesse momento cabe a você, investidor, perguntar a si mesmo se acredita que o Brasil, 9ª maior economia do mundo, pode dar a volta por cima (e aproveitar para pagar "barato" pelo Brasil), ou se você acha que o Brasil ainda não chegou no fundo do poço e o buraco ainda é mais embaixo.

Como estamos em clima de Copa do Mundo, vamos fazer uma analogia com a história do grande jogador Ronaldo "Fenômeno". Copa de 1998, Ronaldo, recém eleito o melhor jogador do mundo pela 2ª vez, era a maior esperança de gol para o Brasil, porém, na final da copa, sofreu de misteriosas convulsões que prejudicaram severamente o seu desempenho e que levou o Brasil a derrota de 3x0 pra França.

No ano seguinte, 1999, Ronaldo, jogando pela Inter de Milão, sofre uma lesão no joelho que resulta na sua primeira operação. Depois de 5 meses parados, ele retorna a campo no 2º tempo da final da Copa da Itália, contra a Lazio, depois de 6 minutos em campo ele acaba contundindo gravemente o mesmo joelho operado (imagem abaixo) e sai de campo chorando.

ronaldo lesão

Essa lesão deixou o jogador mais 1 ano e 3 meses fora dos gramados. Ronaldo volta a jogar em Julho/2001, exatamente 1 ano antes da Copa, porém em Dez/2001 mais uma lesão, mais 3 meses sem jogar. Naquele momento o jogador Ronaldo estava em baixa, muitos questionaram a convocação dele para a Copa do Mundo de 2002, afinal entre 1999 e 2002 ele passou mais tempo machucado do que em campo e tínhamos o baixinho Romário artilheiro do campeonato brasileiro na época. O resto da história vocês devem conhecer. Quem "comprou" Ronaldo barato antes da copa, deve ter "vendido" caro, depois do penta.

ronaldo

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

quarta-feira, 6 de junho de 2018

O Tesouro Direto Pode Ser o Gatilho Para a Queda dos Fundos Imobiliários


Quando um investidor aplica seu dinheiro em fundos imobiliários ele está basicamente esperando duas coisas: recebimento de renda de aluguéis e valorização da cota acompanhando, por exemplo, a valorização dos imóveis do fundo.

Como os aluguéis, em regra, são reajustados pela inflação, o investidor fica tranquilo em relação à renda que ele está recebendo aumentar em linha com a inflação. Portanto se um FII hoje paga um DY de 8% ao ano, o investidor pode esperar que ele irá receber esses 8% a.a + Inflação ao longo dos anos.

Em contrapartida, a valorização dos imóveis é um "plus" a mais para o investimento porém não parece ser algo tão impactante. Em um estudo de 2015 que achei pela internet, foi realizado um levantamento da valorização REAL dos imóveis entre 1979 e 2015 e chegou-se ao número final de 1,23% ao ano.

É bem verdade que o valor da cota de um fundo imobiliário varia (pra cima ou pra baixo) por diversos fatores e não apenas pela valorização ou não do imóvel. Também é verdade que dependendo das condições de mercado e dos imóveis, os aluguéis podem não ser reajustado pela inflação e podem até sofrer redução. Não podemos esquecer que os fundos imobiliários são produtos de renda variável e, portanto, variam, não há linearidade.

Por outro lado, em oposição aos FII mas com algumas semelhanças temos um título público específico disponível no Tesouro Direto, aplicação mais segura e previsível,  trata-se do Tesouro IPCA+. Em síntese, esse garotinho garante ao investidor que o dinheiro aplicado seja reajustado pela inflação e renda um determinado prêmio, que varia dependendo das condições macroeconômicas. Hoje esse prêmio está em 5,89% ao ano.

Percebe-se nessa breve introdução que há semelhança entre o investimento em Fundos Imobiliários e no Tesouro IPCA+. Em ambos os casos o investidor espera que o valor aplicado renda um determinado percentual + inflação. Vamos analisar isso então:

O Tesouro IPCA+ está pagando hoje, sem risco: Inflação + 5,89% e os FIIs??

Com auxílio da plataforma de FIIs da Socopa, fiz um levantamento do DY anualizado médio dos fundos imobiliários integrantes do IFIX, baseado na última distribuição. Exclui apenas o KNRE11 que está com o DY distorcido em virtude de o fundo estar fazendo amortizações.

A partir desse levantamento, verifiquei que o rendimento anual (DY) médio dos fundos imobiliários que compõem o IFIX é de 7,01%.

Considerando que os rendimentos dos fundos contam, em tese, com reajuste inflacionário, a briga entre Tesouro IPCA+ e Fundos Imobiliários ficaria assim:

Tesouro IPCA+: Inflação + 5,89%  
Fundos Imobiliários: Inflação + 7,01%

Observa-se, portanto, que hoje ainda há uma vantagem de 1,12% a favor dos Fundos Imobiliários, que é justamente o prêmio pelo risco. A questão é: esse prêmio de risco me parece estar muito pequeno o que faz com que muitos investidores optem pela segurança e previsibilidade dos títulos públicos.

Nesse cálculo eu não levei em conta a valorização ou desvalorização da cota do fundo imobiliário, que é um componente relevante, mas só a título de curiosidade, considerando os mesmos ativos do IFIX, os FIIs variaram, em média -1,07% no ano.

Dessa forma, caso a taxa de remuneração do IPCA+ continue crescendo, a tendência é que haja uma migração de investimentos para os títulos públicos, o que irá impactar fortemente o mercado de fundos imobiliários, gerando forte quedas no mercado. Logicamente que caso isso aconteça, essa queda irá assustar muitos investidores, porém, quando a poeira baixar os mais preparados perceberão que é a oportunidade de pagar mais barato pelas cotas de FIIs aumentando assim o DY do investimento, e assim o mercado se equilibra.

Considerando a instabilidade política e a expectativa de aumento da inflação, se desenha um cenário propício para a ocorrência dos fatos narrados. Não sou economista nem gosto de futurologia, mas, na minha percepção, em breve (alguns meses) se abrirá uma boa janela de entrada em fundos imobiliários, corrigindo um pouco o mercado, que, como há um consenso, está muito esticado.

E ai, você concorda?

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Atualização Patrimonial Maio/2018: R$ 238.706,06 (- R$ 2.828,23) e Rentabilidade (- 4,91%)

 
Uma nuvem negra pairou pela bolsa no mês de maio. A greve dos caminhoneiros escancarou um país frágil e debilitado, somando-se às perspectivas de aumento de juros americanos e ainda a proximidade de um das mais controversas e imprevisíveis corridas presidenciais das últimas décadas, os investidores, principalmente os estrangeiros, não perdoaram.

O resultado disso é que caiu tudo: ações, FII, tesouro direto e até as criptomoedas (que não tem qualquer relação com o cenário macroeconômico brasileiro) também caíram, ou seja, não sobrou pedra sobre pedra. Por outro lado, como relatei no post em que falo das lições de Peter Lynch, mercados em queda são ótimas oportunidades para comprar boas ações a preços mais baixos e foi isso que fiz, continuei aportando normalmente.

Vamos ao estrago então:

Aporte: R$ 2.830,25

Na verdade o aporte do dinheiro de maio vai totalizar algo em torno de R$ 5.800,00 mas o que foi efetivamente aportado em maio foi o valor acima, o restante estou aportando agora no comecinho de junho, portanto será contabilizada no fechamento seguinte.

Tal aporte foi destinado à compra de KROT3 e ITUB3. Com o que estou aportando agora no comecinho do mês comprarei duas grandes geradoras de dividendos: TAEE11 e SAPR11. Por enquanto sem aportes em FII's, a próxima reunião do COPOM ainda é uma incógnita e caso haja elevação dos juros, os FII's podem cair, então preferi aguardar. Posso estar errado, mas nesse momento vejo uma janela de oportunidade melhor nas ações.

A carteira fechou o mês assim:


Mesmo com o aporte, a carteira fechou com valor de quase R$ 3 mil inferior ao mês passado. Nos números de rentabilidade abaixo fica evidente os motivos disso:


Observa-se portanto que todos os produtos de renda variável (incluindo Tesouro Pré e IPCA, que se comportam como renda variável antes do vencimento) fecharam em fortes quedas. As carteiras de ações e FII fecharam assim:



Os papéis com melhor (ou menos pior) desempenho foram os seguintes: EGIE3 (0,0%), VRTA11 (-0,9%) e KNIP11 (-0,9%).

Os papéis com pior desempenho foram os seguintes: KROT3 (-22,8%), FIGS11 (-22,7%) e ABEV3 (-15,6%).

Então é isso, sigamos aportando, pois quando a maré virar estaremos bem equipados!

Abraços

Senhor Ministro

terça-feira, 29 de maio de 2018

Lições de Peter Lynch Para o Atual Momento de Bolsa em Queda

bolsa em queda


Nesse momento, todos aqueles que investem em ações devem sentir um friozinho na barriga ao abrir o home broker, o sangue está escorrendo na Bovespa e os números vermelhinhos pipocam na tela. A verdade é que todos esperávamos que isso iria acontecer, desde 2014 o Brasil tornou-se um caldeirão de pólvora prestes a explodir a qualquer momento e um ano eleitoral é a faísca perfeita para causar algumas explosões. A greve geral dos caminhoneiros e a crise de abastecimento no país é apenas um sintoma, a verdadeira causa do declínio nos mercados é a fragilidade política que foi escancarada para o mundo inteiro ver, está dado o recado: "o Brasil não é um país sério".

Mas convenhamos que isso não é novidade para ninguém. Vamos então ao que importa: bolsa em queda livre, e agora, o que fazer? Em momentos como esse há duas correntes de investidores, de um lado aqueles do "que merda, eu devia ter realizado o lucro logo, agora é tarde demais" e do outro lado temos aqueles do "bolsa em queda, é hora de comprar ações por preço de oferta". E ai, quem está certo?

Quem vai responder essa pergunta não serei eu, mas sim Peter Lynch, lendário gestor de fundos de ações americano. Todas as citações a seguir foram extraídas do livro "O Jeito Peter Lynch de Investir".

peter lynch

"Os investidores tendem a ser otimistas e pessimistas precisamente nos momentos equivocados, de modo que é prejudicial a si próprio a atitude de tentar investir em bons mercados e sair em maus mercados"

"Diversos investidores preferem debater se uma ação está subindo, como se a musa das finanças fosse lhe proporcionar a resposta, em vez de checar a empresa"

"As ações têm maior probabilidade de serem aceitas como prudentes no momento em que não o são".

"As ações são relativamente previsíveis entre 10 e 20 anos. Em relação à dúvida sobre estar em alta ou em baixa dentro de 2 ou 3 anos, você poderia lançar uma moeda para ter a resposta".

"O investidor incauto continuamente passa por três estágios emocionais: preocupação, descuido e capitulação. Ele fica preocupado após uma queda no mercado ou após a economia transmitir a sensação de que começa a falhar, o que o impede de comprar ações de boas empresas a preços baixos. Então, após comprá-las por preços elevados, ele fica tranquilo porque os preços das ações continuam a subir. Esse é precisamente o momento em que ele deveria estar suficientemente preocupado para analisar os fundamentos, mas não está. Assim, finalmente, quando suas ações perdem valor em momentos difíceis e os preços caem para níveis mais baixos do que aqueles em que ele havia comprado, ele capitula e as vende em um momento de turbulência."

"Se economistas profissionais não podem predizer economias e analistas profissionais não podem prever mercados, então que chances tem um investidor amador? Eu não acredito na previsão de mercados. Eu acredito em adquirir ações de grandes empresas - especialmente daqueles que estão subavaliadas ou subapreciadas."

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O Que Você Faria Se Sua Vaca Caísse do Penhasco?

vaca penhasco precipício mestreUma pergunta corriqueira quando duas pessoas estão se conhecendo é aquela velha “o que você faz da vida?” e a resposta geralmente é bem simples e curta: “sou programador”, “sou vendedor”, “sou analista de recursos humanos”, “sou contador”, “sou advogado”, “sou dentista”, “sou médico”, “sou engenheiro”, etc.

E nós usamos a palavra “sou” porque de fato é aquilo que somos: se um cidadão passou 4 anos na faculdade de direito, ralou para ser aprovado na OAB, tem experiência de trabalho apenas em escritórios de advocacia, como ele poderia ser algo se não advogado?

Feita essa introdução, vou trazer, rapidamente, a historinha da vaca no penhasco. Acredito que seja uma história bem conhecida, mas se você ainda não conhece, vale a leitura e reflexão.

vaca penhasco precipício mestre

"Mestre e discípulo andavam pela estrada. O caminho era inóspito, agressivo. Muitas pedras e montanhas escarpadas de muito pouca vegetação. Avistaram, ao longe, uma casinha de aspecto pobre e humilde, e para lá se dirigiram.

Foram recebidos, hospitaleiramente, pelo dono da casa e sua numerosa família. Foram abrigados, e os residentes, com eles, compartilharam sua escassa comida e seu espaço para dormir. Interrogado pelo mestre, o dono da casa disse que a alimentação provinha de uma única fonte: uma única vaca da qual tiravam leite e seus subprodutos. O excedente era usado para efetuar trocas no povoado mais próximo.

Mestre e discípulo ficaram ali mais alguns dias, e depois partiram. Algumas horas depois da partida, o mestre disse ao discípulo:

- Volte lá, às escondidas, e jogue a vaca no penhasco.

Estupefato, o discípulo argumentou:

- Mestre, como podes me pedir isto? Então não percebes a pobreza de tão numerosa família, e que seu único sustento é a vaca? E, mesmo assim, pedes-me para jogá-la no penhasco?

- Sim - disse o mestre. Jogue a vaca no penhasco.

Desorientado, o discípulo decidiu atender o mestre, no entanto, não conseguia fazê-lo, sem sentir uma enorme culpa. Mesmo assim, o fez pelo mestre.

Alguns anos depois, passavam novamente pelas proximidades, o mestre e o discípulo. Sem nada dizer ao mestre, o discípulo decidiu que pediria perdão por ter jogado a vaca do penhasco. Assim, dirigiu-se até lá. Mas, quando chegou, não mais encontrou a pobre casinha em seu lugar. Havia uma construção nova e confortável. As pessoas que avistou eram limpas e bem vestidas, o ambiente era de trabalho, e o progresso era evidente. Foi, então, até uma das pessoas e perguntou:

- Há uns dois ou três anos, aqui havia uma pequena e pobre casinha. Saberia me dizer para onde foram aquelas pessoas?

- Somos nós - respondeu o homem.

- Não, refiro-me àquelas pessoas pobres que aqui viviam.

- Somos nós - respondeu ele, novamente.

- Mas, o que aconteceu? - disse, olhando o progresso a sua volta.

- Bem , ocorreu uma tragédia conosco. Nossa vaquinha leiteira, única fonte de sustento da família, se soltou do pasto e caiu no precipício. Entramos em aflição e não tivemos outra alternativa a não ser buscar outras formas de nos manter. Assim, aprendemos a plantar e cultivar diversas frutas e hortaliças, começamos a fazer produtos próprios e comercializá-los lá na cidade. Como resultado, temos hoje uma bonita e confortável casa"

E QUAL A MORAL DA HISTÓRIA?



Na maioria das vezes estamos tão preocupados em ser grandes advogados, arquitetos, engenheiros que esquecemos de nos questionar o que mais nós "somos"...

Será que esse caminho profissional que adotamos, muitas vezes iniciado aos 17 ou 18 anos quando escolhemos um curso universitário ou mesmo quando logramos aprovação em um concurso público, é o que nos dará mais retorno financeiro e pessoal ao longo da vida ou seria interessante atirar essa vaca no precipício?

Você já parou pra pensar se sabe fazer outra coisa além do que você faz habitualmente e se seria bem remunerado por isso? Se sim, compartilha ai nos comentários!

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Aniversário de 1 Ano do Blog "Ministro do Investimento"

 
Sim meus amigos, há exatamente um ano eu começava a minha jornada na blogosfera. Para ser mais preciso, meu primeiro post foi no dia 2 de maio de 2017, e de lá pra cá posso dizer que evolui muito no que tange a investimentos e mindset financeiro.

A verdade é que ninguém começa a investir do nada, sempre existe a influência de alguém, seja um parente, seja um livro, ou mesmo um youtuber. No meu caso, os influenciadores foram os diversos blogs aqui da blogosfera, que embora amadores na pretensão de rentabilizar o conteúdo, são extremamente profissionais quando se trata do conteúdo propriamente dito. Então agradeço a todos que estão compartilhando seus conhecimentos em seus respectivos blogs e a todos que engrandecem os debates comentando aqui no blog, mesmo que anonimamente.

Se você não conhece a blogosfera de finanças, dá uma olhadinha aqui ao lado na lista de "Blogs Parceiros", só gente de qualidade!

Para se ter ideia de como evolui, vamos dar uma olhadinha na carteira do meu primeiro fechamento patrimonial, referente à abril de 2017:


Nessa oportunidade, eu relatei que a partir de 2016 eu adquiri uma consciência financeira maior de poupar mais e evitar comportamentos consumistas, o que fez meu patrimônio aumentar em 30% naquele ano, mesmo "investindo" só em poupança. Também comentei que gostaria de, a princípio, manter esse crescimento de 30% por ano do patrimônio. Bom, vamos ver então como ficou meu patrimônio um ano depois:


O aumento absoluto foi de R$ 52.471,70 e em termos percentuais de 27,7%. Não atingi a marca dos 30% mas chegou muito perto disso. Porém é notável a maior diversificação do patrimônio, com ativos financeiros bem mais rentáveis que a poupança.

Eu também havia estabelecido o objetivo de ter a seguinte alocação de ativos (ex-imóvel): 50% em Renda Fixa, 30% em Fundos Imobiliários, 20% em Ações. Bom, esse é um objetivo que ainda estou um tanto longe de alcançar, estou, hoje, com a seguinte alocação: Renda Fixa (70%), Ações (15%) e FII (15%). Não tenho pressa para cumprir esse objetivo, uma eventual correção mais violenta do mercado pode dar a oportunidade para aumentar no curto prazo a alocação em renda variável. Por enquanto, sigo aportando só em ações e FII, aumentando aos poucos a proporção desse tipo de investimento na carteira.

Lá no meu primeiro fechamento patrimonial eu também delimitei uma meta de rentabilidade de 0,7% ao mês, que, à época, considerei conservadora mas dada a nova realidade de juros e inflação no Brasil, diria que é uma rentabilidade bem aceitável. Essa meta eu cumpri à risca, minha rentabilidade média mensal nos últimos 12 meses, de maio/2017 a abril/2018, foi exatamente 0,7% a.m, conforme abaixo:


Rentabilidade anual de 8,33%

Em relação ao blog, em um ano, foram publicados 57 artigos, média de 4,7 por mês, um número aceitável, mas eu espero escrever mais, quem sabe aumentar essa média para uns 6 ou 7 por mês, claro, tentando não ficar repetitivo ou esgotar a capacidade criativa. Aliás, essa é uma coisa muito interessante de escrever um blog, estamos sempre expandindo nossa capacidade criativa.

Nesse um ano o blog teve cerca de 35.600 visualizações, média de mais ou menos 3.000 por mês, número muito interessante, mas o que acho mais interessante é a participações do pessoal nos comentários, sempre trazendo opiniões construtivas. Outro fato extremamente interessante é que após 1 ano, o Google assumiu a dianteira como a principal fonte de tráfego para o blog.

Então é isso, só para deixar registrado mesmo o primeiro aniversário do blog e o meu agradecimento a todos que nos leem.

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com