quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Ainda Vale a Pena Investir em Cielo (CIEL3)?


Uma das empresas mais faladas na bolsa neste ano de 2018 foi a CIELO. Outrora queridinha dos investidores, uma das empresas mais lucrativas da bolsa, a Cielo figura agora como um case negativo: a cotação de suas ações atingiu queda superior a 60% desde o início do ano.

Mesmo que você seja totalmente alheio à bolsa de valores, já deve ter percebido o motivo: há pouco tempo atrás, pagamento com cartão era sinônimo de maquininha da Cielo, hoje essa situação está cada vez menos frequente, agora pagamos com maquininhas da Stone, da Pagseguro, da Getnet, da Rede, etc.

A concorrência aumentou e está tomando o lugar da Cielo, para tanto foi utilizada a mais primitiva das estratégias de mercado: a guerra de preços. Com taxas e condições mais competitivas, os lojistas, principalmente o pequeno e médio, começaram a substituir a Cielo pelas novas concorrentes.

A Cielo até que tentou, investiu em maquininhas mais modernas e em campanhas de marketing mais agressivas, porém na prática a companhia vem apanhando do mercado, os resultados obtidos em 2018 estão em tendência descendente em relação ao ano anterior: apenas no 3T2018, o lucro líquido chegou a cair quase 30% em relação ao 3T2017. O seguinte trecho, extraído do relatório da própria Cielo, é bem elucidador:

"Importante destacar que o yield de receita líquida foi negativamente impactado pela menor receita de aluguel, e pelo menor preço praticado como reflexo de um cenário mais competitivo".

E agora o que todos se perguntam é se estamos diante de um caso em que a empresa perdeu fundamentos e devemos ficar longe dela, ou é um caso de desespero exagerado do mercado abrindo a oportunidade de comprar ações de uma ótima empresa por preço de banana.

Comprar porque está barato ou vender porque perdeu fundamentos?

O que é certo é que a Cielo como a conhecemos, com margens de lucro na casa dos 35%, vai mudar. O novo presidente da companhia já sinalizou que vai entrar forte na guerra de preços para, pelo menos no curto prazo, barrar o avanço dos concorrentes. Ou seja, podemos esperar para o 4T2018 e até para 2019 queda nos lucros. A Cielo parece querer mostrar que na guerra de preços é ela que tem mais condições de sobreviver, até pela pomposa reserva em caixa de mais de R$ 4 bilhões.

Outra notícia preocupa o setor como um todo: o Banco Central anunciou que pretende, até 2021, implantar um sistema de pagamentos instantâneos por meio de QR Code que representará uma alternativa mais barata para os lojistas, dispensando o uso das maquininhas e creditando instantaneamente o pagamento na conta do fornecedor. Ou seja, o filão de compras no cartão de débito está sob ameaça!

Entretanto, nem tudo é esse inferno todo, a Cielo ainda é líder de mercado, detendo mais da metade do volume total de pagamentos processados no país. Uma companhia com lucros bilionários, altíssima geração de caixa e com margens ainda na casa dos 30%. O ROE apesar de vir apresentando quedas constantes, ainda pode ser considerada muito satisfatório, cerca de 25%.

Portanto, a conclusão é que estamos diante de um ponto de inflexão, a Cielo finalmente desceu do salto e reconheceu que os "pequenos", como Stone e PagSeguro, podem sim ameaçar o seu reinado, e era isso que muitos investidores vinham cobrando há tempos. Ao que tudo indica, a Cielo vai entrar de cabeça na guerra. Porém, no curto prazo isso custará a diminuição de lucro, é o preço da sobrevivência. A partir desse ponto ou a Cielo toma atitudes concretas para esboçar uma reação no médio prazo, ou afunda de vez.

Dessa forma, estamos naquele momento em que os especialistas vão precificar a ação lá embaixo, pois a maioria só olha para o curto prazo, no entanto, caso a companhia consiga crescer novamente, estamos diante de uma das maiores pechinchas da bolsa!

E ai, você confia na capacidade da Cielo se reinventar e barrar o avanço da concorrência ou é um caso perdido? Comenta ai!

Abraço!

Senhor Ministro

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Ficar Rico é Fácil, Difícil é Ganhar Dinheiro Todo Dia


O post de hoje é fruto de uma inquietação que sinto e que foi muito bem verbalizada por uma pessoa que sigo no Instagram. Esse cara (que eu sigo) é um jovem empresário, tem 32 anos, donos de um grupo de umas 10 empresas, e o foco dele é falar sobre empreendedorismo. Apesar de falar muitas coisas interessantes sobre negócios, o cara tem uma vida meio de playboy ostentação, apesar disso gosto das coisas que ele fala.


Recentemente eu assisti a um dos stories em que ele fez a seguinte afirmação: "ficar rico é fácil, basta ganhar R$ 10 mil e economizar R$ 9 mil, depois de 20 anos você vai estar rico. O difícil é ganhar dinheiro todo dia, esse é o desafio".

Apesar de eu achar que o objetivo da frase foi levantar aquele velho debate "ser empregado x ser dono do negócio", minha abordagem sobre essa frase será um pouco diferente.

Simplificações grosseiras à parte, essa frase me levou a algumas reflexões relacionadas ao enorme risco de vivermos sob a condição de receber salário uma vez por mês de uma única fonte de renda. Mesmo para quem é empresário ou autônomo (talvez principalmente para esses), depender de um único tipo de produto ou serviço pra lhe dar renda também pode ser uma atitude deveras arriscadas.

Quando se investe no mercado financeiro, uma das premissas básicas é a diversificação, de forma a diluir o risco. Quem faz all in em algum investimento específico geralmente é taxado de louco e tem grande possibilidade de tomar ferro (e vimos alguns se dando muito mal com all in em criptomoedas recentemente).

O mesmo princípio deve ser aplicado às nossas vidas pessoais: é arriscado confiar em uma única fonte de renda. E se seu chefe for substituído e o novo chefe não gostar do seu perfil? E se o ramo de atuação da empresa passar por uma crise? E se surgir concorrência predatória? E se a regulação estatal inviabilizar o exercício de uma profissão? E se a sua principal fonte de clientes, redes sociais, por exemplo, restringir o seu alcance?

Servidores públicos tendem a estar numa situação mais confortável em relação a esse tipo de risco, no entanto não dá pra relaxar, as coisas podem mudar de uma hora pra outra, nada é garantido. Pra essa categoria, o maior risco que vejo é de congelamento salarial, fazendo com que a inflação corroa a renda.

Tem gente que nem gosta de pensar nisso para não perder a cabeça



Por isso que, há um tempo, eu me lancei o desafio de diversificar as fontes de renda, de "ganhar dinheiro todo dia". De início parece algo incompatível, já que o nosso trabalho principal nos ocupa durante todo o dia. Para algumas pessoas essa desculpa pode até ser procedente, pois são exigidas dentro e fora do horário de trabalho, porém, para a maioria, acredito que é plenamente possível conciliar uma renda paralela.

No começo a gente fica meio travado, pois nos acostumamos a "ser" a nossa profissão principal. Somos advogados, contadores, engenheiros, médicos. Mas a verdade é que isso não nos limita, as possibilidades são imensas. Esses dias mesmo estava conversando com um colega de profissão que manja dos "paranauê" de milhas aéreas e inclusive participa de grupos especializados nisso. Os caras têm todo tipo de técnica para ganhar mais milhas e alguns faturam muito bem com isso.

Nos últimos meses minhas rendas extras não foram tão relevantes frente ao meu salário, porém o importante é dar o primeiro passo, é pensar fora da caixa. Nesse período, além da minha renda principal, obtive renda de quatro outras fontes (sem considerar as aplicações financeiras), e pretendo ao longo dos próximos meses gerar ainda mais caixa e consolidar melhor uma ou outra fonte de renda que se mostraram mais promissoras. Isso sem falar na possibilidade de implementar novas fontes de renda, já que ideias não faltam, o difícil é executá-las.

As aplicações financeiras, por si só, não deixam de ser uma forma de diversificar a renda, porém estou me desafiando a fazer mais que isso.

E você já pensou nisso?

Abraços,

Senhor Ministro

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A Triste Situação de Quem, Após 35 Anos de Trabalho, Não Pode se Aposentar

A Triste Situação de Quem, Após 35 Anos de Trabalho, Não Pode se Aposentar

Esses dias estava almoçando com um colega de trabalho, um senhor já com seus 60 anos, e ele fez um desabafo sobre a sua situação financeira. Esse senhor já atingiu todas as condições legais para se aposentar e mais importante, ele quer muito se aposentar. Mas se ele tem a faca e o queijo na mão, por que não se aposentar logo de uma vez por todas e curtir a vida com uma renda passiva garantida pelo governo?

Resposta: completo descontrole financeiro e familiar.

Descontrole financeiro pois nem ele nem a mulher (que segundo ele adora gastar dinheiro) nunca tiveram a consciência de poupar nada e chegaram à beira da aposentadoria sem reservas financeiras, confiando apenas na aposentadoria do governo.

A mulher chegou a se aposentar antes dele, e adivinha: só depois de "pendurar as chuteiras" ela descobriu o quanto o seu salário de aposentada era inferior ao salário de servidora pública ativa. E o pior: ela não consegue baixar o padrão de vida, continua gastando como antes.

Se não bastasse isso, o referido casal tem três filhos, os três ainda moram com os pais, cada um tem um carro, estudam em faculdade particulares e nenhum deles trabalha. Como se tudo isso não fosse suficiente, surgiu uma alta cobrança do governo relativa ao terreno em que ele mora, portanto mais uma despesa pra arcar.

Resultado: esse colega por mais que queira, e tenha direito, não pode se aposentar, pois ele conta com o salário integral dele (mais o abono permanência) para sustentar as despesas da casa. Caso ele se aposentasse a redução salarial inviabilizaria o seu modo de vida. Do jeito que ele me contou sobre sua situação financeira, suspeito que ele terá que ficar trabalhando até o limite de idade do serviço público, que é os 75 anos.

A Triste Situação de Quem, Após 35 Anos de Trabalho, Não Pode se Aposentar
Não esquece de bater o ponto vovô!
 
Fico imaginando o tamanho da frustração, após décadas de trabalho, não poder se aposentar por um questão puramente financeira. Será que se ele tivesse tido uma consciência de formação de patrimônio, construção de renda passiva e atingimento de independência financeira aos 30 ou 40 anos ele não estaria numa situação financeira bem melhor? E se ele tivesse começado aos 20?

O pior é que ele não teve consciência financeira nenhuma durante a vida e sua mulher e filhos seguiram no mesmo caminho, ou seja, desastre total.

E olhe que essa situação narrada reflete uma realidade de um servidor público, se fosse na iniciativa privada, muito dificilmente esse meu colega teria a opção de continuar trabalhando até os 75 anos, certamente seria demitido antes.

É por isso que a jornada de fazer aportes, construir patrimônio, obter renda passiva e lutar pela independência financeira não é uma luta só daqueles que querem se aposentar cedo, é uma luta que todos devem travar, mesmo aqueles que pretendem se aposentador aos 60/65 anos.

Não existe coisa pior que se dar conta que aos 60 anos de idade, depois de mais de 35 anos trabalhando, você não é nem nunca será independente financeiramente, que até o fim dos seus dias você dependerá da boa vontade de um empregador, de um governo, de ajuda de parentes, etc.

É por isso que a construção de patrimônio e busca da independência financeira deve ser um caminho trilhado desde cedo, de preferência antes dos 30 como destaquei nesse artigo,  porém, mesmo que você já tenha 30 e poucos ou 40 e poucos anos e não tenha iniciado essa jornada, comece desde já a construir a sua ponte para a liberdade, ainda dá tempo, não faça como esse meu colega de trabalho fez.

Muito além de comprar felicidade, o dinheiro compra, principalmente, liberdade!

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Se Você Tem Menos de 30 Anos, Leia Isso...

jovem investidor

Em nossas vidas temos alguns marcos temporais interessantes, diria que o primeiro deles é quando completamos 18 anos e atingimos a maioridade: podemos dirigir, podemos ser presos, podemos consumir bebidas alcoólicas (até parece que não consumíamos antes kkk), mas sobretudo a vida dá uma reviravolta com o fim do longo período escolar (que se iniciou quando éramos crianças) e somos introduzidos à dura realidade que para ser alguém na vida precisamos ganhar dinheiro.

O outro marco igualmente interessante são os 30 anos completos, é quando, passada a euforia dos "20 e poucos anos" paramos pra fazer uma reflexão profunda sobre os caminhos que demos para a vida. É nesse momento que muita gente entra em desespero pois pensam "nossa, tenho 30 anos e não casei nem tenho filhos", "nossa, tenho 30 anos e não tenho um emprego decente", "nossa, tenho 30 anos e ainda moro com meus pais", mas uma das questões mais relevantes é:  

"Nossa, completei 30 anos de vida e não tenho um centavo guardado/investido".

Se isso aconteceu ou pode acontecer com você é motivo para se preocupar? Lógico!!!

Quando se trata de construir patrimônio, gerar renda passiva, atingir a independência financeira, temos uma equação muito simples que resume tudo: Aporte x Tempo x Rentabilidade. Só que nessa singela equação as variáveis "Aporte" e "Tempo" tem muito mais peso que a "Rentabilidade" (pelo menos na fase de acumulação de patrimônio).

Portanto, quem chega aos 30 anos sem um puto no bolso e quer atingir a IF, logicamente terá menos tempo para isso do que uma pessoa de 20 anos, por conseguinte terá que reforçar a variável "Aporte" para compensar a diminuição da variável "Tempo". "ah mas essa pessoa pode focar em ter uma rentabilidade acima da média pra recuperar o tempo perdido". Só se for montando uma empresa bem lucrativa ou algo do tipo, pois buscar rentabilidades astronômicas no mercado financeiro é o início do fracasso.

jovem investidor
Não precisa chorar

Por que estou falando isso? Para assustar aqueles que completaram 30 anos e estão endividados e sem patrimônio? Claro que não! É possível sim sair dessa situação e ainda atingir a IF, é só questão de ter consciência do estado atual e traçar uma rota para o estado desejado. Esse é papo para outro post.

A minha mensagem principal de hoje é para aqueles que estão nos seus 20 e poucos anos, curtindo a vida e deixando para depois esse papo de "aportar e investir". Mesmo que você ganhe pouco, comece agora! Fiz uma pequena simulação para demonstrar a importância de começar a aportar desde jovem, mesmo ganhando pouco, veja só:

jovem investidor

Para construir essa simulação utilizei uma taxa de aporte de 20% da renda, que é um valor completamente possível para um jovem com poucas despesas e responsabilidade (principalmente considerando que as pessoas estão cada vez mais prolongando a "estadia" na casa dos pais), e rentabilidade anual de 6,5% (atual rentabilidade do Tesouro Selic).

Veja que uma pessoa que faz esse esforço, que consegue adquirir essa disciplina de aportes e investimentos (sem muito sacrifício, diga-se de passagem), consegue, saindo do absoluto zero, chegar aos 30 anos com um patrimônio de R$ 80 mil. Nada mal. E repare nos salários que eu utilizei para fazer a simulação, nada astronômico, não é salário de executivo ou gerente sênior, salários normais e atingíveis.

Essa pessoa, além de iniciar a sua fase de "trintão" com um bom patrimônio, ganhará outra coisa de valor inestimável: disciplina e conhecimento. Depois de anos de aportes e investimentos, mesmo eventualmente aportando pouco, essa pessoa estará muito mais preparada e habituada a economizar e investir. No momento em que sua renda aumentar ela terá capacidade de aportar mais e saberá exatamente como investir esse dinheiro, aumentando significativamente a velocidade e intensidade da acumulação patrimonial.

Se você, assim como eu, já passou dos 30, certamente se arrepende de não ter tido essa consciência quando mais jovem. Eu particularmente me arrependo muito, e olha que meus salários foram bem maiores que esses que utilizei na simulação (muito embora tenho assumido responsabilidades bem mais cedo que a média dos jovens de hoje em dia).

Mas nunca é tarde, a melhor hora pra começar é agora, e se você é jovem, melhor ainda!

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Atualização Patrimonial Outubro/2018 (De Volta Ao Azul!!!): R$ 271.313,99 (+R$ 16.626,54) e Rentabilidade (+ 6,16%)



Olá meus amigos e minhas amigas, como estão?

Finalmente acabou a tormenta das eleições, essa foi minha 5ª eleição presidencial em que estive na condição de cidadão apto a votar e foi, de longe, a mais traumática, nervosa, com ânimos acirrados, com um país arrasado, dividido, e clamando por mudanças. Acabou briguinha em rede social, e, principalmente, acabou a instabilidade político-econômica que estávamos atravessando, com reflexos diretos na bolsa de valores.

Consequência direta do fim desse período turbulento é a rentabilidade auferida esse mês, incríveis 6,16%, sensacional, já recuperou os 6 meses que fiquei com rentabilidade negativa esse ano!!!

O mercado agora está meio esquisito, muita oscilação especulativa, uma maré boa para trader, porém os investidores de longo prazo devem ter cuidado.

SAÚDE


Nenhum sucesso financeiro justifica um fracasso na saúde, então vamos a um breve relato:

Sigo firme no objetivo de melhora da saúde e da aparência. No início do ano meu % de gordura corporal estava em torno de 30% e estabeleci a meta de chegar aos 15% até o fim do ano. Infelizmente eu só consegui engrenar na dieta e exercícios físicos regulares de uns 3 ou 4 meses pra cá, porém os resultados tem sido satisfatórios: na última medição, realizada ontem, cheguei ao percentual de gordura corporal de 22%. Já enxergo uma possibilidade de alcançar algo em torno de 17% ou 18% ao fim do ano e tirar a blusa na praia sem culpa. Pra 2019 o tanquinho já é realidade kkk

INVESTIMENTOS


O aporte do mês foi: R$ 7.781,33

Mais uma vez aporte totalmente destinado a renda variável para aquisição dos seguintes papéis:

100 B3SA3
100 HAPV3
43 CIEL3
10 GGRC11
3 FIIB11

Eu já vinha namorando há um tempo com as ações da B3 e finalmente decidi me render a elas, é a única bolsa de valores no Brasil, e com a tendência de crescimento econômico do país a B3 só tem a ganhar, com mais IPOs e mais volume de negociações. A Hapvida é um plano de saúde com atuação focada no Nordeste direcionada ao público C e D, mas eles têm um diferencial gigante: a maior parte dos seus atendimentos são realizados em rede própria.  Nossa querida Cielo da massa está passando por momentos turbulentos, mas, no meu entendimento, a queda da cotação foi exagerada, resolvi comprar mais um punhadinho de ações para fechar o lote. GGRC e FIIB são FII logísticos e que, embora não estejam entre os DYs mais altos da bolsa, parecem oferecer fundamentos sólidos para o longo prazo.

Ainda ficou um dinheiro parado na conta corrente, pois depois das eleições o mercado ficou meio bagunçado. Vou esperar acalmar a euforia, e provavelmente colocar esse dinheiro provisoriamente num CDB de liquidez diária no Banco Inter.

CARTEIRA



RENTABILIDADE





Com a eleição do Bolsonaro e a expectativa de estabilização política e econômica do país, os títulos públicos dispararam incríveis 17,3%. As ações também subiram demais, rentabilidade de quase 10% no mês. Os FIIs, pela sua característica, tem menos volatilidade mas também subiram bem. Poupança e Fundo DI uma tristeza, devo em breve limar isso da carteira. Em relação às criptomoedas, só tristeza também, 31% de prejuízo acumulado e sem muitas perspectivas de crescimento, nem sei o que faço com isso, mas não tenho ânimo nenhum para ficar pesquisando sobre criptos.

RENDA VARIÁVEL

Minha carteira de ações e FIIs fechou o mês assim:


Maiores altas: SAPR11 (+24,6%), MDIA3 (+12,9%), KNRI11 (+12,9%), ITUB3 (+12,4%)

Maiores baixas: a única baixa do mês foi ABEV3 (-10,9%)

Proventos recebidos em 2018 até o momento: R$ 1.959,21

Por hoje é só! Abraço!

Senhor Ministro

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Jair Bolsonaro é o Novo Presidente do Brasil: O Que Podemos Esperar?

Jair Bolsonaro é o Novo Presidente do Brasil: O Que Podemos Esperar?
Depois de 16 anos de hegemonia do PT na política nacional, chegamos ao encerramento desse ciclo na história do país. Um ciclo marcado pela ascensão e queda econômica do Brasil, um ciclo marcado por políticas públicas assistencialistas, um ciclo marcado, principalmente, pelas mão sujas da corrupção, pelo declínio ético e moral da classe política, pelo total descrédito do povo brasileiro no futuro da nação.

Inicia-se agora um novo ciclo e, como tudo que é novo, traz consigo esperança e apreensão. Abandonamos o barco da esquerda e optamos por nos juntar às trincheiras da direita. Vejo muitas pessoas dizendo por ai que o "ódio e a intolerância venceram", besteira! O que venceu foi o fim do coitadismo, do vitimismo, o que venceu foi a crença que esse país pode ser grande e que o brasileiro pode ser um povo grande.

Não, o Brasil não tem 55% de fascistas, o Brasil tem, na verdade, 55% de pessoas que estão absolutamente fartas de corrupção, de obras inacabadas, de impostos exorbitantes, de governos grandes e ineficientes, de má gestão, de troca de favores espúrios.

Bolsonaro vai ser um grande gestor, paladino da ética e salvador da pátria? Lógico que não! Bolsonaro é cachorro velho na política, mas não podemos desmerecer a vitória numa eleição presidencial de um candidato de um partido pequeno, sem coligação, sem tempo de TV e sem fundo partidário. Que recado o povo brasileiro está dando? Alguns preferem achar que é o recado do "ódio", tudo bem, esses já estão cegos mesmo.

Acompanhei em grupos do Whatsapp e no Instagram muita baboseira do tipo "fascismo, homofobia, ditadura, violência, ódio", embora eu tenha evitado ao máximo participar desse tipo de discussão, sempre me chocou a incapacidade de algumas pessoas de fazer uma autorreflexão. O Brasil passou mais de uma década sendo roubado, a economia entrou no maior caos da história, levando milhões de pessoas ao desemprego, um bando de alienados se manifesta pra soltar da cadeia um bandido condenado, e o mesmo partido que causou isso tudo ainda quer se eleger novamente (inclusive lançando esse mesmo condenado como candidato), que país é esse? Não, ninguém quer o ódio, queremos é "mudar tudo isso que tá ai", como disse Cid Gomes: "acharam que eram donos do país, mas o Brasil não aceita ter dono".

Capas da The Economist de 2009 e 2016 mostram a ascensão e declínio do Brasil
Capas da The Economist de 2009 e 2016 mostram a ascensão e declínio do Brasil

Para o Brasil crescer novamente, o novo Presidente terá alguns grandes desafios pela frente. O primeiro deles é equilibrar as contas do governo: há 4 anos amargamos déficit fiscal, ou seja, o governo gasta mais do que arrecada (e olha que não arrecada pouco). Entre as principais despesas, e que só crescem como uma bola de neve, estão a previdência e os juros da dívida.

Nesse sentido o próprio candidato já afirmou que irá priorizar a reforma da previdência e a privatização de estatais (com o dinheiro das privatizações pode-se pagar parte da dívida). A diminuição de ministérios e a racionalização do tamanho do Estado também poderão ajudar a equilibrar as contas.

Também é preciso acabar com a farra de isenções fiscais. Na minha opinião não devia dar isenção fiscal pra ninguém, inclusive os estados e municípios deviam ser proibidos de fazer isso. Isso fere a competitividade entre as empresas. Se uma empresa quer se instalar num local A ou B, que o faça por questões estratégicas do negócio e não por estar recebendo incentivos fiscais. A base de uma economia livre é a livre concorrência, e os incentivos fiscais são uma afronta direta a isso. Porém, algo nesse sentido só seria possível com uma ampla reforma tributária.

Esses são apenas alguns dos grandes desafios que o país precisa enfrentar para se tornar uma grande nação. Existem outras questões como saúde, educação, segurança, etc, porém quando o país cresce, quando as pessoas tem emprego e renda, a vida das pessoas melhora em todos os aspectos, tanto do rico, da classe média como do pobre.

Sigamos em frente que está tudo apenas começando. Não existem salvadores da pátria, inclusive um do "parças" do Bolsonaro que vi dando entrevista é o Alberto Fraga, deputado pelo DF, um conhecido bandido da política. Portanto devemos estar sempre vigilantes, porém esperançosos que dias melhores virão para todos (homem, mulher, rico, pobre, gay, hétero, etc).

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Descobri Que Não Vivemos Para Morrer



Recentemente dois posts de colegas da blogosfera chamaram a atenção: um do Sr. IF365, que relatou a sua decisão de pedir demissão do seu emprego em virtude de completo esgotamento físico e mental, e outro do AA40, que desabafou sobre como a sua rotina estressante de trabalho estava o afastando de sua família. Também lembro de o Investidor Precoce ter feitos relato semelhante há algum tempo. Isso tudo ainda sob a sombra do trágico falecimento do nosso colega VdC.

O que mais me "tocou" foi o relato do AA40 que, em determinado ponto, cita que, em virtude de todo o stress e infinitas demandas de trabalho, a relação com seu filho pequeno estava ficando distante. Me tocou porque eu também tenho uma filhinha de 1 ano e meio e sei o quanto "machuca" esse dilema de "mais tempo para curtir a família (x) trabalhar mais para ganhar mais e sustentar a família".

Na verdade, esse deve ser um dos maiores dilemas do mundo moderno, o mundo profissional invade cada vez mais o mundo pessoal, até chegar ao ponto em que é impossível equilibrar as duas coisas, um dos dois vai sobrepor o outro, às vezes de forma irreversível. Eu posso dizer que sou um afortunado pois tenho a oportunidade de ganhar muito bem e ter tempo suficiente para equilibrar de forma razoável essa equação "trabalho x família".

O que mais me motivou a escrever esse post foi um fato que aconteceu nesse último fim de semana. Fui a um casamento de uma amiga da Sra. Ministro, e rolou uma dança da noiva com o pai, aquela coisa de todo casamento. Só que os dois dançavam de forma bem carinhosa e descontraída e a Sra. Ministro me falou: "ela (a noiva) é louca pelo pai dela, só fala nele". Os pais da noiva são um casal de classe média baixa e ai eu pensei: "esse pai não precisou de muito dinheiro pra ter o amor/admiração/carinho de sua filha. Eu quero ganhar muito dinheiro, mas sobretudo, quero ter esse tipo de relação com minha filha".

Eu não vou me alongar muito acerca da importância de equilibrar a vida profissional/financeira e a pessoal/família, o BPM já escreveu um excelente artigo acerca disso. Quero na verdade compartilhar uma excelente música que me faz refletir muito sobre isso e sempre me emociona que é a "Ocean" do Alok.

A melodia é sensacional, a letra (e a história por trás dela) é incrível, mas o mais legal é o clipe, que é quase um curta-metragem que retrata bem o dilema "sucesso profissional x família". Em suma, o clipe retrata um cara (interpretado pelo Rodrigo Santoro) bem família que, porém, deixa a carreira e outras tentações mundanas sobrepor e deteriorar sua relação com a mulher, filho e o pai. Segue o clipe. Não deixa de assistir!:


Um trecho bem legal da letra é o seguinte:

"Wish I told you I loved you more
Maybe I was lost before
Showed affection to only gold
While the sunset made me cold
I won't complain no more
Doesn't matter if we're rich or poor
I found out that we don't live to die
(olha o título do post =D)
I know there is a reason why"


O mais interessante é a história por trás da música, que o próprio Alok conta nesse vídeo, que foi escrita em homenagem a uma menina de 12 anos de Maringá, que era muita fã dele e sonhava em conhecer o mar, porém faleceu precocemente em virtude de uma Leucemia.

A história toda se deu quando, em 2017, a menina ganhou uma viagem para um resort, no litoral catarinense, nessa ocasião ela viria a conhecer o mar. O gerente do hotel teve conhecimento da paixão da garota pelo DJ Alok e, em contato com a produção do artista, viabilizou um encontro entre os dois neste mesmo resort, naquele fim de semana.

No entanto a fã teve uma piora repentina, perdendo a visão inclusive, e precisou ser internada às pressas, não tendo condições de conhecer o artista (nem o mar) naquela ocasião. O DJ Alok se sensibilizou com a história e ao contatar a mãe da garota descobriu que a fã era uma criança de 12 anos que estava com graves problemas de saúde. Alok que estava na Colômbia fez questão de falar com a garota por telefone e prometeu encontrá-la assim que retornasse.

Durante a conversa ao telefone o DJ disse a ela que tudo ia ficar bem, que ela ia se recuperar, porém ela respondeu afirmando que estava tranquila, que não tinha medo do que ia acontecer. A garota veio a falecer naquela mesma semana, antes de ter a oportunidade de conhecer o seu ídolo e o mar. Toda essa história inspirou o Alok a escrever e compor a "Ocean".

CONCLUSÃO

Não sejamos hipócritas, nesse mundo moderno quem não tem dinheiro não é nada, o dinheiro nos dá acesso a uma infinidade de coisas boas, porém algumas coisas (como a família) nos definem como pessoa e a medida que nos distanciamos delas, nos distanciamos também de quem realmente somos.

Não devemos utilizar esse discurso como justificativa para fracassar ou desistir da nossa jornada de enriquecimento, porém é uma reflexão que sempre deve ser colocada à mesa.

Abraços,

Senhor Ministro

terça-feira, 23 de outubro de 2018

A Verdadeira Fórmula do Sucesso Financeiro

A Verdadeira Fórmula do Sucesso Financeiro


Na sua opinião, que ponto, financeiramente falando, você precisa alcançar para se considerar bem sucedido financeiramente? Ou melhor, vamos tornar isso menos pessoal: pense em quais são as características apresentadas pelas pessoas que você considera bem sucedidas financeiramente.

Num primeiro momento é normal pensarmos em pessoas que ostentam bens de luxo - como carros importados, grandes casas/apartamento e barcos -, pessoas que fazem viagens internacionais com regularidade, pessoas que são proprietárias de grandes empresas e/ou grandes marcas, pessoas que ocupam altos cargos em multinacionais, etc.

De fato essas pessoas se revestem de uma "casca" de sucesso financeiro e acabam influenciando uma infinidade de outras pessoas, principalmente os jovens, a buscar o mesmo nível de sucesso, porém a verdade é que é impossível mensurar se essas pessoas são, de fato, bem sucedidas financeiramente.

Será que aquele apartamento com vista pro mar e aquele carrão não foram sustentados por endividamento exorbitante? Será que apesar de todas as fotos de viagem no Instagram aquela pessoa dificilmente consegue verdadeiramente relaxar pois é ininterruptamente inundada por demandas de trabalho sem falar na preocupação de perder o emprego e não ter como sustentar a família? Será que aquele cargo executivo não vem às custas de sacrificar o tempo com a família e a saúde? A resposta para essas perguntas pode ser "sim" mas também pode ser "não".

A verdade é que quando somos jovens, nada disso importa, queremos ganhar bem e mostrar que ganhamos bem, não importa a que custo. Porém no longo prazo essa conta pode sair cara e algumas coisas que faziam sentido, já não farão mais, porém sair dessa ciranda pode não ser tão fácil.

É por isso que medir o sucesso financeiro apenas pelo que se vê é um enorme equívoco. Os verdadeiros elementos que definem o sucesso financeiro estão longe dos olhos das pessoas, e baseiam-se no atingimento de dois estágios de vida: a tranquilidade e a independência financeira.

A Verdadeira Fórmula do Sucesso Financeiro
 
A tranquilidade financeira é um ponto no qual dificilmente alguma emergência, fato não recorrente ou imprevisto financeiro, por maior que seja, vai tirar o seu sono. Um exemplo simples para ilustrarmos um pouco esse estágio de vida, é o seguinte: imagina se você, depois de anos de carreira, é executivo de uma grande empresa porém, em virtude de uma reestruturação, perde o seu cargo e passa a ganhar metade do seu antigo salário.

Para a maioria das pessoas isso significa tragédia financeira, mudança brusca de padrão de vida,  endividamento crescente, e possível falência financeira. Porém para quem atingiu a tranquilidade financeira, isso não vai ser uma preocupação tão grande, na prática, a vida vai seguir seu rumo normal e o cidadão terá tempo e tranquilidade para pensar em um eventual rearranjo de sua carreira. Mas como? a resposta é: renda passiva. A renda passiva do indivíduo é suficiente para cobrir o déficit (ou pelo menos parte dele) pela perda salarial.

Já a independência financeira é o estágio seguinte. É aquele ponto em que a renda passiva do indivíduo é suficiente para custear sua vida sem a dilapidação do seu patrimônio. Nesse ponto essa pessoa não depende financeiramente de mais ninguém: empresa, chefe ou governo. Nesse ponto a pessoa pode simplesmente optar por sair de uma multinacional e trabalhar meio expediente na praia alugando pranchas de surf, e sua vida financeira não será alterada. Nesse estágio da vida financeira, o governo pode anunciar o congelamento da aposentadoria por 50 anos, e a vida financeira da pessoa não será alterada.

Tranquilidade e independência, essas são as verdadeiras características do sucesso financeiro. É por isso que há casos de pessoas bem sucedidas financeiramente, mas que não aparentam ser, ao mesmo passo que temos pessoas com a vida financeira em frangalhos, mas que aparentam o sucesso.

É possível ser tranquilo e independente financeiramente morando num apartamento de 60m² e andando de Palio? Sim, é possível. É possível ser tranquilo e independente financeiramente morando num apartamento de frente pro mar e andando de BMW? Sim, também é possível. As expectativas de vida de cada pessoa são diferentes, assim como também será o tamanho da renda passiva necessária para atender a essas expectativas.

E para atingir esse sucesso financeiro que eu descrevi, no fim das contas, existe basicamente uma chave para acessá-lo: renda passiva (de preferência de fontes diversificadas e riscos gerenciados).

Você já parou pra pensar nisso?

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Atualização Patrimonial Setembro/2018: R$ 254.687,45 (- R$ 2.714,90 ) Rentabilidade (- 2,2%)



Mais uma atualização patrimonial tardia, mais uma rentabilidade negativa e um mês sem aportes. Na verdade nesse mês de setembro fiz uma viagem internacional (EUA) então a preocupação com finanças foi muito perto de zero, até porque eu viajei no auge da valorização do dólar então liguei o "foda-se" mesmo.

Esse mês meu patrimônio variou R$ 2,7 mil pra baixo fruto apenas da desvalorização de papéis, notadamente os FIIs, que registraram queda de 12,35% em setembro. Tamanha queda foi fruto de dois fatos atípicos vinculados a dois FII's que possuo em carteira:

a) MFII11 que teve suas negociações retomadas e em virtude de toda a polêmica viu sua cotação despencar uns 40%.

b) GRLV11, um fundo com um ótimo imóvel porém é praticamente um monoinquilino (Ambev). Em setembro a Ambev notificou sua intenção de sair do imóvel, levando a cota do fundo a despencar uns 20%.

Agora em outubro voltei novamente aos estudos de mercado e aos aportes, então na próxima atualização patrimonial deve vir algo melhor do que setembro trouxe.

CARTEIRA:



Olhando esse patrimônio e pensando na meta de fechar o ano com R$ 300k, o cenário não é dos mais fáceis, faltam R$ 45 mil. Considerando que tenho uns R$ 15 mil em conta corrente esperando destinação, e desconsiderando eventuais rentabilidades positivas, eu teria que gerar novos aportes de R$ 30 mil em 3 meses, complicado, principalmente considerando as despesas de fim de ano.

RENTABILIDADE:







Como se pode perceber, mais um mês com tudo fechando no vermelho, destaque para a queda expressiva nos FIIs, como mencionei no início desse post. Outra situação que devo melhorar daqui pra frente é o excessivo saldo de dinheiro na poupança, devo transferir uma parte para TD Selic e outra parte para renda variável, ainda avalio a possibilidade de aproveitar a tendência de queda do dólar para começar uma diversificação em investimentos internacionais.

Pra quem tiver curiosidade, segue a minha carteira de renda variável no fechamento de setembro. Críticas construtivas, sugestões e dúvidas são sempre bem vindas.



Abraços,

Senhor Ministro

terça-feira, 9 de outubro de 2018

O Que Realmente Está em Jogo na Disputa Entre Bolsonaro e Haddad

 
Cá entre nós, os candidatos escolhidos para disputar o 2ª turno não são necessariamente os melhores, na minha opinião os melhores expoentes da direita e esquerda eram, respectivamente, João Amoêdo e Ciro Gomes, mas bem, é o que temos para hoje.

Minha proposta com esse artigo é deixar o tema "corrupção" um pouco de lado e discutirmos, entre os dois projetos que estão postos, qual deles tem o maior potencial de fazer o país crescer novamente.

As diferenças entre os dois candidatos que disputam o 2º turno são inúmeras, mas a principal delas é a sua orientação acerca do papel do Estado, enquanto Bolsonaro assume uma linha mais liberal, com enxugamento de ministérios e privatizações, Fernando Haddad mantém-se na linha do Estado de Bem-estar Social. Eu já falei um pouco sobre isso aqui no blog, mas vou dar uma nova ótica para aqueles que ainda estão em dúvida acerca do assunto.

Qual a diferença entre esses dois projetos de governo? Tudo depende do grau de liberalismo que o Bolsonaro pretende implementar (algo ainda incerto), mas a ideia central da corrente de pensamento liberal é que a solução dos problemas do país não está no Governo mas sim nas pessoas, portanto o papel do Governo é dar um ambiente que permita que as pessoas tenham liberdade para agir. Já o Estado de Bem-estar Social é aquela ideologia que prega que o Governo deve ser o protagonista das soluções dos problemas do país.

Pra ilustrar e exemplificar a diferença entre essas duas filosofias vou dar um exemplo prático: a Lei Rouanet.  Resumidamente a Lei Rouanet dá desconto no imposto de renda para empresas que patrocinam projetos culturais, em outras palavras, o Governo investe (deixa de arrecadar), por ano, R$ 1 bilhão apoiando os mais diversos projetos culturais. E qual é a principal questão? As maiores empresas culturais que se beneficiam da Lei Rouanet são sempre as mesmas, de uma forma que chegou-se ao ponto em que sem o apoio estatal elas não conseguiriam sobreviver, ou seja, criou-se um "Rouanet-dependência" no mercado cultural.

Veja que nesse exemplo o Estado assumiu o papel de "pai" da cultura, assumindo-a como sua "filha", lhe devendo amor, afeto e, obviamente, lhe sustentando. O problema disso é que cria-se a dependência da filha para com o seu pai, dificilmente essa filha vai conseguir caminhar com as próprias pernas. Algo semelhante acontece com grandes companhias que recebem isenções fiscais para instalar suas fábricas em determinadas localidades. Tais empresas acabam "incorporando" essas isenções às expectativas de resultados financeiros, criando-se também um grau de dependência estatal.




Por isso que o que eu defendo é, ao invés do atual "Estado Pai" um "Estado Amigo". Numa relação de amigo/amigo não existe a obrigação de um sustentar o outro, pelo contrário, o amigo enxerga que seu companheiro está numa situação difícil e o ajuda com um empréstimo, com uma palavra de apoio, com alguns conselhos, sempre na expectativa que ele saia do buraco e caminhe por si só posteriormente. Por isso, penso que quando o Estado atua sobre um setor ou segmento da população ele deve fazê-lo em caráter transitório, visando sempre que aquele setor ou segmento populacional consiga se alavancar e caminhar com as próprias pernas.

Obviamente que um "Estado Pai" tende a se capitalizar mais eleitoralmente, pois os filhos costumam ser mais fiéis aos pais do que aos amigos, porém pensando-se no bem da nação, penso que chegamos ao momento de repensar essa tentativa de implementar o Estado de Bem-estar Social num país como o Brasil, algo que já provou-se inviável.

O que você acha disso?

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Atualização Patrimonial Agosto/2018: R$ 257.402,35 (+ R$ 10.142,39) e Rentabilidade ( - 0,49%)



Talvez essa tenha sido a atualização patrimonial mais tardia que eu já fiz, mas esses dias estão muito corridos. Além da correria normal do trabalho eu meio que espremi algumas viagens (inclusive uma internacional que farei na próxima semana) no 2º semestre do ano, então toda aquela coisa de planejar viagem, reservar hotel, comprar moeda, etc, tem me consumido mentalmente.

Fora outras viagens que "terei" que fazer (casamento de amigo de infância, visitar família, etc). Não reclamo, acho muito legal viajar, porém isso também implica em aumento de gastos, contudo acredito que estou equilibrando bem as finanças e ainda tenho uma pontinha de esperança de terminar o ano atingindo a meta que estabeleci (patrimônio de R$ 300 mil).

Essa correria também gerou como consequência um certo desleixo com os investimentos nos últimos dois meses - não um desleixo de gastar dinheiro, se endividar, nada disso - na verdade estou cometendo o deslize de deixar dinheiro parado na conta corrente por pura preguiça de investir. Tenho mais ou menos uns R$ 15 mil aguardando destinação, porém só devo fazer isso quando retornar de viagem.

Corpo e Saúde

Um destaque bem interessante dos últimos dois meses, não exatamente relacionado com finanças, mas tão importante quanto, é o aspecto saúde. Desde o início do ano eu tinha me comprometido a emagrecer (como 99% das pessoas fazem), cheguei a ir ao nutricionista, porém acabei não levando muito a sério esse objetivo.

Porém, desde meados de julho alguma "chave" virou na minha cabeça e eu simplesmente decidi que era a hora. Troquei de nutricionista, comecei a seguir e acompanhar uma galera da nutrição no Instagram e li o excelente livro "4 Horas Para o Copo" do Tim Ferris. Depois devo fazer um post especificamente sobre isso, mas em 2 meses perdi cerca de 3 kgs de gordura e ganhei 2 kgs de massa magra, sem fazer tanto sacrifício, sem jejum, sem suplementos. Baixei meu % de Gordura de mais de quase 29% para 24% em 2 meses. Para uns isso pode ser bom, para outros ruim, mas pra mim foi um puta resultado e vou seguir firme. Havia estabelecido como meta o percentual de gordura de 15% ao final do ano e vou brigar por isso!

Reavaliação de Bens


Uma vez por ano, nos meses de agosto, eu faço a reavaliação dos meus bens, basicamente um carro e um apartamento. Tenho uma planilha de balanço patrimonial onde registro tudo (que é diferente da carteira que publico aqui no blog) e sempre busco registrar os bens pelo seu valor de mercado.

Em relação à carteira do blog, o impacto se dá pelo valor de mercado do imóvel que tenho (lembrando que não moro nele, hoje o mantenho alugado me gerando renda), uma vez que o registro que faço na carteira é o valor de mercado deduzido do saldo devedor do financiamento.

Tenho relativa segurança pra levantar o valor de mercado desse imóvel pois sempre tem muitas ofertas de apartamentos com a mesma planta e no mesmo condomínio.  No ano passado minha base de comparação foram 33 anúncios, nesse ano consegui levantar 23 anúncios. Pois bem, em 2017 o valor de mercado desse imóvel havia declinado 0,2%, nesse ano o valor de mercado subiu 2,2%.

Apenas a título de informação, já que não integra a carteira, o valor de mercado do meu carro caiu, em um ano, 4,2%.



Carteira de Investimentos

Vamos então às finanças propriamente ditas:

Aporte do mês:  R$ 5.162,31

Papéis comprados: 45 EGIE3, 200 GRND3 e 200 ITSA4

Carteira:




Em relação à rentabilidade, em julho houve um ensaio de recuperação mas em agosto voltamos ao negativo e tudo indica que continuará assim até, pelo menos, o começo do próximo ano. Lógico que se o João Amôedo começasse a subir nas pesquisas o cenário ir mudar muito, porém, infelizmente, é improvável que isso aconteça.




Então é isso, eu particularmente seguirei acreditando na renda variável brasileira e devo destinar, pelo menos até o fim desse ano, 100% dos meus aportes para ações e FIIs. A partir do próximo ano, a depender do cenário que se desenhe para o país, começo a pensar em frear um pouco o ímpeto pelo investimento na bolsa.

Abraços,

Senhor Ministro