quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: Blog "Ministro do Investimento" (7 meses, 30 posts, 16 mil acessos, 674 comentários)



Estamos em dezembro, encerramento do ano, e é hora de fazermos a retrospectiva do ano que passou e avaliar se conseguimos cumprir as metas a que nos propomos, e se conseguimos nos aproximar dos nosso objetivos de vida (se é que temos um rsrs).

Uma das coisas interessantes que me ocorreram em 2017 foi a criação desse blog. Não foi algo planejado, eu já acompanhava a blogosfera de finanças desde 2016 e em algum momento de 2017, após algum tempo flertando com a ideia, resolvi que era hora de criar o meu blog.

O início é a parte mais chata: fazer todas as configurações, criar usuário, criar um nome para o blog, escolher e personalizar um layout, etc. Mas passada essa parte pré-operacional, depois o foco passa a ser no conteúdo, que é a melhor parte.

Minha primeira postagem foi no dia 05 de maio de 2017, com o título "Foi Dada a Largada Para o Milhão" e fique muito feliz com a boa quantidade de comentários de boas vindas que recebi logo de cara.

Uma das minhas principais motivações para criar o blog era me envolver ativamente com a blogosfera, de forma que eu "me obrigasse" a seguir no rumo da independência financeira. Hoje, 7 meses depois, posso dizer que essa estratégia funcionou muito bem: comparando a minha primeira atualização patrimonial (Abril/2017) com a minha última (Novembro/2017) é possível ver uma evolução gigante, talvez não tanto em valores absolutos, mas em diversificação e consciência de onde investir o dinheiro (isso será assunto para outro post de retrospectiva do ano).

Mas o blog não só me tornou mais financeiramente consciente como me inseriu dentro dessa comunidade chamada Blogosfera de Finanças, onde impera um senso de cooperativismo dificilmente visto em outros extratos da sociedade, principalmente quando se trata de dinheiro. Aqui, todo mundo torce pelo outro. Me refiro a todos os participantes da blogosfera, não só os blogueiros como também os Anons. Claro que há exceções, mas são raras

Falando um pouco mais do blog e suas estatísticas, o blog completou agora 7 meses de vida, alcançando os seguintes números:

Foram publicados 30 artigos
Média de 4 artigos por mês

O blog recebeu 16.134 visualizações 
Média de 2.305 visualizações por mês ou 77 visualizações por dia
Média de 538 visualizações por artigo

O blog recebeu 674 comentários
Média de 22 comentários por artigo

O artigo mais comentado foi:
"A Blogosfera Está Disseminando Uma Mentalidade de Pobreza?"
Foram 39 comentários

O artigo mais visto também foi:
 "A Blogosfera Está Disseminando Uma Mentalidade de Pobreza?"
Foram 828 visualizações

Em relação à origem dos visitantes do blog, os Top 3 parceiros são:
1 - Mestre dos Centavos
2 - Finasnferas
3 - Executivo Pobre

Troféu joinha pra vocês!
(O google por enquanto está em 9º lugar como provedor de tráfego para o blog)

Então é isso, comparando com alguns gigantes da blogosfera, que recebem em apenas um dia um número de visualizações que recebo no mês inteiro, ainda estou engatinhando, mas estou muito feliz com os visitantes do blog, tanto em quantidade como em qualidade. O blog sempre recebe comentários muito construtivos que fomentam boas discussões e é praticamente inexistente a presença de haters.

Meu objetivo para 2018 é continuar escrevendo com regularidade artigos que agreguem valor e gerem boas discussões, e, claro, continuar usando o blog como uma ferramenta para alavancar a minha própria vida financeira.

Abraços

Ministro

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Financeiramente Independente e Escravo do Trabalho. Como é Possível?

 
Esse mês tive uma conversa que me levou a uma reflexão interessante, em que percebi que ainda estou engatinhando no que diz respeito aos aspectos não financeiros da independência financeira.

Conversei com um senhor de 62 anos, escrivão da Polícia Federal. Solteirão, barrigudo, mora numa chácara, e é um legítimo Sugar Daddy, pra ele mulher de 30 anos é muito "coroa", ele sustenta umas novinhas GBR (gatinha baixa renda) que em contrapartida lhe oferecem "agrados". Pois bem, mas a questão principal é a seguinte: esse senhor já poderia se aposentar (com salário integral) há tempos (se não me engano a aposentadoria para PF é aos 55 anos). Entretanto ele dizia: "Qual a graça de me aposentar? Ficar em casa sem fazer nada?".

Em relação a esse senhor eu faço até uma ressalva pois a atividade policial é cheia de viagens, emoções, etc, o que acaba viciando a pessoa no trabalho (apesar de o trabalho de escrivão ser a parte mais chata). Entretanto eu conheço outros senhores que trabalham em atividades burocráticas e que também já poderiam se aposentar e entoam o mesmo discurso:  "Qual a graça de me aposentar? Ficar em casa sem fazer nada?".

Para algumas pessoas isso faz todo sentido, muita gente vive a vida quase toda sustentada em dois pilares: emprego e filhos. Entretanto os filhos crescem e vão tocar suas vidas, daí resta só o emprego. É ai que surge esse pensamento que se sair do emprego, a vida se tornará um mar de ócio e tédio.

Outra questão é a de se sentir útil. Todo mundo conhece aquela célebre frase: "o trabalho dignifica o homem". O trabalho é visto como fonte de realização pessoal, como algo que dá sentido à vida. Então ficar sem trabalhar é visto como algo ruim, uma porta de entrada para uma vida improdutiva, entediante e sem graça.

Retrato da alegria do trabalhador brasileiro. Aposentar pra quê?

Diante dessas situações eu comecei a fazer alguns questionamentos pessoais: financeiramente falando estou caminhando em direção à independência financeira, imagino que em algum ponto entre os 40 e 50 anos poderei fazer minha declaração oficial de independência. Ok, eu terei a grana para me declarar independente, mas e ai?

Claro que o questionamento vai ser aquele: "nossa, estou ganhando R$ 20k e tenho renda passiva de R$ 10k, total R$ 30k. Teria eu coragem de abrir mão de 2/3 da minha renda e viver "só" com R$ 10k em troca de liberdade? Vou perder grana em troca de ficar ocioso dentro de casa?

O ponto é: se não nos planejarmos desde já para a independência financeira, simplesmente chegaremos lá e nada vai acontecer. Vamos continuar trabalhando e trabalhando buscando uma aposentadoria "mais segura", quem sabe aos 65 anos, e vivendo nossa vida quase toda como escravos do trabalho. Essas são as pessoas que costumam frequentar a "sala dos aposentados" das suas antigas empresas.

Quando falo em planejar, é algo mais estruturado mesmo, afinal é fácil pensar em coisas como: "ah vou sair do emprego e viajar o mundo". Será que eu gosto tanto assim de viajar para viver fazendo isso? "ah vou passar o dia lendo e assistindo séries". Será que existem tantos livros e séries assim de que eu goste? "ah eu vou abrir uma empresa de consultoria". Será que eu tenho aptidão e disposição para ser empreendedor e tenho know how suficiente na área de consultoria?

Sinceramente, vejo que se eu não começar a traçar desde já planos não financeiros para a independência financeira, atingir a IF será só uma formalidade. E digo mais, não basta definir o que fazer no "pós-IF" é preciso, antes de chegar lá, tentar degustar um pouco dessa vida que se projeta após a declaração de independência, a fim de testar se é realmente algo que agrada.

Que fique claro que não odeio meu trabalho e nem quero sair a todo custo, pelo contrário, em 70% do tempo eu gosto e tenho orgulho do que faço, mas a vida é muita curta (quando se passa dos 30 percebemos isso) e o mundo é muito grande pra ser ficar preso a um trabalho por 30, 40 anos.

Então, na próxima listinha de metas e objetivos para o ano novo, além de traçar as rotineiras metas de investimentos e aportes, também será o momento de começar a pensar nos planos não financeiros para a independência financeira, quem sabe testar fazer uma viagem mais longa para um lugar mais exótico ou mesmo testar novas atividades como escalada.

Abraços,

Ministro

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Atualização Patrimonial Novembro/2017: 226.625,34 (+ 3.223,30) e Rentabilidade (- 0,85%)



Então é o fim de mais um mês, como outro qualquer, mais considero o encerramento do mês de novembro uma data importante pois abre as portas para o último mês do ano: dezembro. Embora o início e fim de um ano seja apenas algo simbólico, não há dúvidas que é algo que mexe muito com nosso psicológico no que diz respeito à metas e objetivos de vida. Portanto dezembro é um mês para se fazer uma retrospectiva do ano vivido e já começar a projetar os planos para o ano seguinte.

Por isso, em dezembro, provavelmente farei um ou mais artigos de retrospectiva do ano, tentando contemplar logicamente a evolução das minhas finanças no ano, mas também outras áreas da vida como carreira, blog e atividade físicas. Aliás, essa é uma estrutura interessante para o homem moderno bem sucedido: estar bem financeiramente, estar bem profissionalmente, ter um blog/site de respeito, e estar bem fisicamente. Para completar a estrutura perfeita falta apenas o pilar "mulheres", mas esse assunto não pretendo abordar aqui.

Em relação às finanças, infelizmente foi mais um mês de rentabilidade negativa, a instabilidade do governo (já reflexo da corrida eleitoral do próximo ano) e as dúvidas sobre a aprovação da reforma da previdência estão derrubando o mercado. De qualquer forma, me mantenho sereno, focando nos aportes e tendo a consciência que meus investimentos são de longo prazo. Se eventualmente a reforma da previdência sucumbir e o mercado desabar, será uma grande oportunidade de compras. 

Pois bem, vamos aos destaques do mês de novembro e para a carteira.

BOAS NOTÍCIAS: IMÓVEL ALUGADO



No fechamento patrimonial passado eu havia relatado que o inquilino do meu imóvel tinha rescindido o contrato, o que significaria não só a queda de receitas (com a perda do aluguel), mas acréscimo de despesas com os custos do imóvel (notadamente condomínio).

O imóvel estava anunciado para aluguel por R$ 1.000,00 e um interessado fez a proposta de R$ 800,00, inegociável. Como relatei antes, não gostei dessa postura nem do valor e recusei o negócio. Poucos dias depois surgiu outro interessado fazendo uma proposta de R$ 850,00. Novamente eu avisei a imobiliária que o valor mínimo aceitável era R$ 900,00. Dessa vez, eles foram habilidosos na negociação e fecharam o aluguel por R$ 900,00.

Considerando que os aluguéis estão em queda, achei o valor bem satisfatório. E o melhor é que acabei nem ficando no prejuízo, pelo contrário: a multa que o outro inquilino pagou cobriu com sobras o prejuízo do tempo que o imóvel ficou desocupado. Foram, no total, 40 dias de vacância.

A parte ruim é que indaguei a imobiliária sobre a possibilidade de não declarar os aluguéis para a Receita Federal (vide essa postagem) mas eles falaram que não existe essa possibilidade. Malditos!

CARTEIRA

APORTE DO MÊS: R$ 4.000,00

O aporte do mês, seguindo a estratégia que tracei, foi novamente direcionada integralmente para a renda variável, visto que meu portfólio atual ainda está muito concentrado em renda fixa.

Ainda na onda de balancear a minha carteira, o aporte foi totalmente destino à compra de Fundos Imobiliários. Eu iria fazer mais uma compra na oferta pública de MFII11, que é um fundo que tem mostrado um potencial grande com seus empreendimentos - loteamentos e incorporações residenciais -, entretanto quando fui efetuar a reserva, a oferta tinha se encerrado. Dessa forma pretendo deixar R$ 2.750,00 na corretora para ver se pego a próxima oferta. Comprei efetivamente um punhado de FIIB11, que é um fundo detentor de parte do Perini Business Park, um gigantesco condomínio industrial em Joinville/SC.


Esse mês ainda comprei GRND3, mas foi com recursos do aporte do mês passado, que haviam ficado parados no caixa da corretora. A empresa está com cotação em queda, seu último balanço mostrou um pequeno recuo do lucro, principalmente em virtude de aumento de tributação e queda do dólar. Embora a companhia esteja exposta à incentivos fiscais (que precisam ser periodicamente renegociados em cada estado, o que é uma dor de cabeça) e variação cambial (visto que suas receitas de exportação são significativas), os fundamentos ainda estão consistentes, merecendo assim o investimento, mas mantendo um olhar atento.

A carteira ficou então da seguinte forma:



A seguir, detalhes das carteiras de ações e fundos imobiliários:





Já a rentabilidade auferida foi a seguinte:




Observa-se que os Títulos Públicos foram os grandes vilões do mês, apresentando a segunda forte queda seguida, mês passado havia caído -2,58% e esse mês caiu mais -4,00%.

No que tange às Ações, a queda também foi forte, decréscimo de -2,37%. Como relatei antes, a instabilidade do governo e as dúvidas sobre a aprovação da reforma da previdência estão derrubando a bolsa.

Os Fundos Imobiliários vieram novamente para impedir que o estrago fosse maior, entregando uma rentabilidade de 1,39%. O acumulado do ano já passa de 15%.

Então é isso, dezembro vem ai e o foco serão as retrospectivas e projeções para o futuro. Em relação à aportes, prevejo um mês não muito bom pela frente, dada as altas despesas dessa época de fim de ano.

Abraços!

Ministro

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A Importância de Estar Sempre em Movimento No Mundo Corporativo

oportunidade
 
Não sei se onde vocês trabalham acontece algo semelhante, mas pelo menos no meu trabalho conheço algumas pessoas que estão há 6, 7 anos (ou mais) no mesmo departamento, que às vezes estão saturadas de executar as mesmas atividades, e que embora tenham vontade de mudar de área,  buscar novos ares, dar uma oxigenada depois de anos no mesmo setor, acabam ficando receosas de mudar, mesmo que tenham a chance.

Eles têm medo de que em outro setor o trabalho seja pior, a equipe não seja boa, o clima de trabalho seja ruim. Afinal, é melhor ficar com o que já tem garantido, mesmo que não seja lá essas coisas, do que se arriscar num lugar novo, que, pode ser pior ainda. Mal sabem eles que quando se exclui a possibilidade de outro lugar ser pior, também se exclui a chance de lá ser melhor.

Soma-se a isso o fato que no meu trabalho há uma certa dificuldade em mudar de departamento/coordenação/diretoria. Mesmo que o trabalhador esteja insatisfeito, os gestores são muito resistentes em perder pessoas, resultado disso é que os pedidos para mudança de departamento, geralmente, são negados.

Quando escuto meus colegas de trabalho se queixando que "estão há muitos anos fazendo a mesma coisa", mas que "tem receio de mudar pois pode ir para um lugar pior" eu faço um paralelo com a minha trajetória, que foi totalmente oposta a esse marasmo.

Breve relato: desde que entrei no órgão onde trabalho, de antemão já soube de uma área que fazia uma atividade que me interessava e fui atrás de ser lotado logo de cara nesse setor. Fiz todo aquele trabalho de conversar com gestor da área, mostrar currículo, etc. Estava tudo certo, mas no fim das contas essa negociação não prosperou, mas acabei ficando próximo do gestor dessa área, que hoje ocupa um dos cargos mais altos da organização.

No outro departamento para o qual fui efetivamente lotado, fui perguntado se eu estava disposto a aprender a mexer em códigos SQL (minha formação não tem nada a ver com TI). Minha primeira reação foi de decepção, pois me havia sido negado trabalhar no setor que eu tinha afinidade e queriam me colocar para aprender coisas de TI. Mesmo assim, resolvi encarar o desafio. O resultado é que estive a frente de um trabalho que gerou enorme repercussão e me deu a oportunidade de trabalhar com diversas pessoas importantes de outras áreas da casa.

Não vou ficar aqui contando toda minha trajetória, mas no pouco tempo que tenho de casa (4 a 5 anos) já passei por n situações, tais como: convite para ser chefe, convite para deixar de ser chefe (rsrs), participação em trabalhos Brasil afora, ministrar palestras, participação em CPI, etc. Sempre que tem uma possibilidade interessante de trabalho eu fico com as antenas ligadas e o melhor é que quando nos colocamos abertos às possibilidades, as oportunidades acabam chegando até nós.

Enquanto tem gente com mais tempo de trabalho do que eu que passou anos e anos fazendo a mesma atividade no mesmo setor, minha trajetória foi cheia de reviravoltas, pontos altos e pontos baixos também. Isso acontece por que eu me predisponho a isso, aceito as mudanças e muitas vezes as procuro (eventualmente tendo que ser cara de pau mesmo), assim grandes oportunidades vão surgindo e o networking vai aumentando (claro que algumas decepções fazem parte da jornada). Mesmo quando se recebe um "não", só o fato de se ter tido a coragem e "cara de pau" de tentar já gera uma expansão da rede de contatos e consequentemente de oportunidades.

Vou fechar esse post fazendo um breve relato de uma situação que ocorreu com um conhecido: foi aberto um processo seletivo para um alto cargo. Esse conhecido nunca tinha ocupado chefia nenhuma, de qualquer nível, era da área meio, mas mesmo assim se inscreveu no processo seletivo, na cara de pau, disputando só com gente graúda. Lógico que ele não foi selecionado, mas um dos entrevistadores (que é um gestor de alto cargo) gostou dele, conversou com ele melhor e o convidou para uma chefia de nível mais baixo.

Vejam que esse colega foi "cara de pau" e acabou se dando bem...assim aparecem as oportunidades, elas não caem do céu e nem sempre são resultados de "QI" ou "peixe", tem que correr atrás!

Abraços,

Ministro 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A Maior Vantagem de Morar de Aluguel: Liberdade!



Muito já se discutiu na blogosfera e diversos outros veículos que tratam sobre finanças sobre o velho dilema: é melhor alugar ou comprar um imóvel? A resposta para essa pergunta envolve um mix: o lado racional (matemática e finanças) e o lado emocional (sonho e segurança da casa própria), de forma que é impossível ter uma resposta pronta para essa pergunta.

Os mais antigos abominam a ideia de morar de aluguel, defendem piamente que é jogar dinheiro no lixo. Quando alguém de mais idade vem me perguntar se pretendo comprar um imóvel na cidade onde vivo atualmente, sempre invento uma desculpa, digo que estou pretendendo comprar, etc. Antes eu até argumentava sobre as vantagens de morar de aluguel, mas vi que esse pessoal tem muito enraizado em seu subconsciente que pagar aluguel é a mais completa burrice, então não vale nem a pena argumentar.

Também não sou defensor ferrenho de morar de aluguel, se surgisse uma boa oportunidade de comprar um imóvel que realmente me agrade e por um preço justo e compatível com meu orçamento e planos futuros eu certamente o compraria, entretanto achar um imóvel que conjugue esses fatores é missão bem difícil, principalmente em determinadas capitais brasileiras em que os preços dos imóveis inflacionaram muito nos últimos anos. Se for pra comprar um apartamento/casa meia boca, ferrando o orçamento, só pra dizer que moro num imóvel próprio, prefiro pagar aluguel, pelo tempo que for necessário.

Entretanto, o cerne desse post é abordar uma das principais vantagens de morar de aluguel em relação a comprar um imóvel: liberdade!



Para exemplificar, vou citar um fato recente que aconteceu eu meu condomínio:

Como hoje em dia tudo vira grupo de Whatsapp, não podia ser diferente com o condomínio, temos um grupo só com os moradores onde são feitas as mais diversas discussões relacionadas ao condomínio. Esses dias uma moradora foi surpreendida ao sair de manhã para trabalhar e se deparou com o seu carro com os quatro pneus esvaziados. Tal fato foi levado a conhecimento dos demais moradores, inclusive com fotos, no tal grupo do Whatsapp, onde se levantaram várias hipóteses: desde ela ter furado os pneus na rua (o que seria difícil, pois foram os 4 pneus) até ser alguma "brincadeira" de crianças do prédio.

Após consultar as câmeras de segurança do prédio, constatou-se que o delito fora cometido por outro morador (adulto), e o pior: o dito cujo praticou tal ato acompanhado de sua mulher e filhos, que riam enquanto o ato delituoso era cometido. Ainda não tomei conhecimento de quem é esse indivíduo, mas certamente não é uma pessoa que bate bem da cabeça. Também não sei qual foi a motivação de tal ato.

Após descobrir tal fato, a dona do carro danificado fez um desabafo no grupo do Whatsapp, relatando o quanto estava triste e frustrada pois havia realizado um sonho de comprar aquele apartamento e reformá-lo inteiro a seu gosto, para no fim das contas ser surpreendida por um vizinho louco, e que estaria perdendo o prazer de ali morar. Apesar disso, dificilmente ela vai se mudar, pois além da fortuna que gastou para comprar o apto, gastou muitos outros Temers para reformá-lo, afora a questão que para vender um apto (e comprar outro) é um processo muito demorado, custoso e burocrático.

Já se algo semelhante acontecesse comigo, e eu realmente perdesse o prazer de morar onde moro, eu simplesmente abriria um site de anúncios de aluguéis, escolheria uns 2 ou 3 imóveis que me agradassem, iria visitá-los, e se eu gostasse de algum, simplesmente notificaria a imobiliária atual que estou saindo e reservaria na outra imobiliária o outro imóvel. É um processo que levaria umas 2 a 3 semanas para ser resolvido, a um custo de R$ 2k a R$ 3k, incluindo pintura, multa de rescisão, aluguel concomitante e mudança.

Mudar de moradia sempre gera transtornos, tanto burocráticos como financeiros, mas para quem mora de aluguel, esse processo é MUITO mais simples, rápido e barato comparando-se com quem mora em casa própria. Justamente por isso, quem mora de aluguel acaba gozando de maior liberdade e mobilidade de moradia, enquanto aqueles que tem casa própria acabam ficando presos àquela moradia, mesmo que tenham vontade de mudar.

Claro que essa questão da liberdade e mobilidade é apenas um aspecto a ser considerado na briga aluguel x casa própria, mas certamente é algo que deve ser levado em conta.

Abraços,

Ministro

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Dúvida Cruel: Aposentadoria Servidor Público - Duas Opções, Qual Escolher?



E ai, tudo tranquilo?

No post de hoje eu vou pedir ajuda para os amigos leitores sobre um dilema que estou sendo acometido, dilema esse relacionado à minha aposentadoria e, portanto, diretamente ligado à independência financeira. Talvez outros colegas que estejam passando pela mesma situação possam compartilhar suas opiniões.

Pois bem, sendo bem direto, a minha situação de aposentadoria hoje é a seguinte: como já mencionei aqui, sou servidor público, e ingressei no serviço público antes de 2014, portanto o meu salário de aposentadoria será equivalente a 80% do salário médio, considerando todo os 80% maiores salários em todo o período que contribui.
Não entendeu? Deixa eu traduzir. A grosso modo, pega-se todos os meus salários de 35 anos de trabalho (420 salário), separa-se os 336 melhores salários, a partir deles tira-se meu salário médio desse período e minha aposentadoria será 80% desse salário médio. A grosso modo é isso.

Pelos meus cálculos grosseiros, meu salário de aposentadoria seria algo em torno de 60% a 70% do meu último salário como servidor ativo. Portanto se eu me aposentar ganhando R$ 20k, minha aposentadoria seria algo em torno de R$ 12k a R$ 14k. É uma queda considerável de renda? Sim, é, mas nem se compara se eu me aposentasse pelo INSS, onde a minha aposentadoria seria de R$ 5,5k (teto de hoje).

(Antes que você já já se dirija ao campo de comentário para criticar os servidores públicos marajás, saiba que comparando-se um servidor que ganha 20k e um empregado da iniciativa privada que ganha 20k, em 35 anos de trabalho o servidor público contribui para a previdência cerca de 300% a mais que o colega da iniciativa privada)

Essa é minha situação atual, mas está sendo oferecida uma migração para outro regime de aposentadoria (que é obrigatório para os servidores que ingressaram após 2014). Nesse regime, os servidores públicos se igualam aos empregados da iniciativa privada, ficando sujeito a receber o teto do INSS.
Em compensação, foi criado um fundo de pensão exclusivo para servidores públicos: o Funpresp. Por esse fundo o servidor pode contribuir mensalmente para uma conta individual de aposentadoria e o fundo vai gerindo esses recursos para, quando da efetiva aposentadoria, o servidor dispor de um complemento salarial. É como se fosse uma previdência privada.



O grande atrativo desse fundo é o patrocínio do poder público: se o servidor aportar R$ 1.000,00 na sua "conta de aposentadoria" a União Federal (ou o ente correspondente) entra com mais R$ 1.000,00 na "conta de aposentadoria" do servidor (lógico que esse patrocínio tem um limite, que é, salvo engano, 8,5% do valor do salário do servidor que exceder o teto do INSS).

Então veja, para que o servidor novo (teto do INSS: R$ 5,5k) tenha uma aposentadoria igual a do servidor antigo (R$12k, no meu exemplo), ele precisaria acumular no Funpresp recursos que lhe deem um complemento de R$6,5/mês por um determinado período de tempo (até morrer).

VANTAGENS E DESVANTAGENS


1) Meu Regime Atual de Aposentadoria

Vantagens:

a) Posso seguir trabalhando "normalmente" e quando chegar o dia de me aposentar, irei ganhar um ótimo salário, ou seja, mesmo que eu tenha pouca ou nenhuma reserva financeira, ainda receberei uma aposentadoria que me permitirá viver muito bem.

b) A aposentadoria é vitalícia, ou seja, não importa até quando eu viva, se lá na frente a medicina avançar a ponto de eu viver por 120 anos, o governo vai me pagar a minha aposentadoria até eu morrer.

Desvantagens:

a) A contribuição previdenciária que pago mensalmente é muito maior que a de quem está no regime do INSS. Eu pago hoje 11% sobre meu salário integral, no outro regime, o pessoal paga 11% sobre o teto do INSS. Portanto quem ganha R$ 20k no meu regime, tem descontado R$ 2.200,00 por mês de contribuição previdenciária, já o pessoal do novo regime tem descontado apenas R$ 600,00 + contribuição para o Funpresp (o teto, com patrocínio equivalente da União seria uns R$ 1.200,00).

b) Foi recentemente editada uma medida provisória que aumenta o percentual de contribuição previdenciária de 11% para 14% sobre o salário integral, ou seja, redução salarial. Sabe-se lá se daqui há 10 anos o governo inventa de subir esse percentual para 18%, depois 22%, e assim por diante.

c) O meu regime é, digamos, comunitário e solidário. Todo mundo contribuiu para uma conta única e esses recursos vão sendo consumidos por quem já está aposentado. Não preciso nem dizer que há um risco de daqui há uns anos o governo não tenha mais como pagar essas aposentadorias.

d) Se eu quiser sair do serviço público antes de me aposentar (idade mínima é hoje de 60 anos com expectativa de subir para 65), eu perderei minha aposentadoria de servidor público e ficarei, no máximo, com o tempo de serviço que pode ser usado para me aposentar pelo INSS. Ou seja, perco tudo que contribui durante todos os anos, e ganharei no máximo o teto do INSS. Portanto, para ganhar a aposentadoria de servidor eu fico "preso" ao serviço público até os 60 anos (e pode ser que suba para 65 anos).


2) Novo Regime (Teto do INSS + Funpresp)

Vantagens:

a) Terei um desconto menor referente a contribuição previdenciária (como relatei logo acima), o que deixará mais recursos na minha mão para eu investir por conta própria (diferença não é tão significativa mas é uma diferença).

b) a contribuição é feita para uma conta individual de aposentadoria, portanto posso acompanhar, sempre que eu quiser, o saldo da minha conta e a evolução do meu bolo de aposentadoria.

c) se eu me aposentar antes de atingir a idade mínima (hoje é 60 anos), ainda posso sair recebendo uma parte (não sei exatamente quanto) dos recursos que eu (e o governo como patrocinador) investiu na minha "conta aposentadoria", podendo também fazer a portabilidade para outra previdência privada.

Desvantagens:

a) Como se trata de uma empresa pública, o Funpresp (fundo de pensão) está sujeito a todos os males que esse tipo de organização sofre, principalmente má gestão e corrupção. Portanto pode ser que daqui há uns anos se identifique um rombo nas contas do Funpresp sendo necessário que até os aposentados contribuam novamente para reerguer o caixa do fundo (como aconteceu com os fundos de pensão dos Correios, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa).

b) Pode ser que depois de todo o tempo de contribuição, o valor acumulado não seja suficiente para me dar uma aposentadoria equivalente a que eu teria caso tivesse ficado no meu regime atual de aposentadoria.

c) Pode ser que o valor acumulado na minha conta aposentadoria possibilite o pagamento de uma boa aposentadoria durante X anos que prevejo como expectativa de vida, mas se na pratica eu viver mais que o previsto, os valores vão acabar, ao contrário do meu regime atual em que a aposentadoria é vitalícia.

CONCLUSÃO


Essa é minha dúvida cruel. É muito difícil tomar uma decisão dessas sabendo que não tem volta e que é algo que pode me impactar daqui a 20 ou 30 anos.

Por enquanto, meu lado racional tem me dito que é melhor migrar para o novo regime (Funpresp), por outro lado, meu lado emocional diz que se o governo está incentivando os servidores "antigos" a migrarem para o Funpresp, isso quer dizer que o regime antigo é melhor para o servidor (já que o governo sempre quer gastar menos).

Ademais, o meu maior medo nessa migração é a gestão que o Funpresp vai fazer dos recursos. Tudo bem que tem conselho de gestão, conselho fiscal, e o escambal, mas ontem, numa conversa de elevador, ouvi uma pessoa dizendo que um ex-presidente (ou gestor importante, não sei ao certo) do Funpresp havia sido nomeado por indicação da Rosemary Noronha (amante do Lula que foi presa há tempos atrás). Não sei até que ponto isso é fofoca/teoria da conspiração, mas é um risco real.

No órgão onde trabalho, muitos servidores do regime antigo decidiram migrar para o Funpresp e outros tantos estão na mesma dúvida que eu.

Dúvida cruel....alguém tem alguma sugestão?

Abraços!

Ministro

domingo, 5 de novembro de 2017

Cartinha da Receita Federal: Caí na Malha Fina! Adeus Minha Restituição!


Sempre que olho minha caixa de correio e vejo que tem algum papel dentro já sei que não são boas notícias. Pode até ser que antigamente as boas notícias chegassem pelos correios, mas hoje em dia, elas usam outros modais. Correspondência física atualmente é quase sinônimo de contas pra pagar ou coisas inúteis.

Eu não acho ruim receber contas pra pagar: condomínio, energia, aluguel, etc. Estou pagando pelo usufruto de um serviço e que felizmente tenho condições de pagar. O problema é quando a conta é referente a algo que não usufruí, principalmente por imposição estatal, como é o caso de impostos e multas trânsito.

Essa semana, ao checar minha caixa de correios, verifiquei que além das cartinhas inúteis dos fundos imobiliários e as contas padrão que chegam todo mês, tinha uma cartinha diferente, da Secretaria da Receita Federal. Como esse ano eu não acompanhei pela internet o processamento da minha declaração de imposto de renda, imaginei na hora que poderia ser algum problema relacionado a isso. Dito e feito!

O fiscal da Receita não perdoa

A cartinha dizia apenas que havia uma pendência relacionada à minha declaração de imposto de renda, e que eu deveria verificar a situação e, se for o caso, fazer a retificação. De pronto, isso já significava que a restituição que eu estava esperando para dezembro, no valor de pouco mais de R$ 2.000,00 iria atrasar (antes fosse só o atraso).

Me loguei então no portal da receita para ver o processamento da minha DIRPF e verifiquei o motivo da pendência: a Receita Federal detectou (por meio dos dados fornecidos pela maldita imobiliária) que eu tive receitas de aluguel que não foram declaradas.

Realmente eu tive essas receitas e não declarei-as, não por maldade, digamos que por leniência. Infelizmente a Receita Federal detectou isso e eu, como bom cidadão, fui retificar meu IR para ajustar essa situação.

Eu sabia que minha restituição diminuiria ao inserir essa renda, entretanto, após fazer o ajuste no programinha da receita, minha restituição não só foi para o saco, como agora teria que pagar R$ 420 a mais de imposto. Nossa, que revolta! Desde que comecei a declarar imposto de renda eu nunca havia tido que pagar imposto a mais, sempre recebi alguma coisa de restituição.

Na minha indignação, fiz algumas alterações na declaração estudando algumas possibilidades de não ter que dar mais do meu sangue ao governo, entretanto a situação só piorava. Me conformei então em pagar os R$ 420,00 e inseri os dados novamente do jeito que estavam, entretanto, com os mesmíssimos dados o sistema está dizendo que terei que pagar R$ 550,00 de imposto! Puta que paril! É pra foder o cidadão!

Ok, eu vou ter que pagar essa merda de imposto, não vai ter jeito, vou ter que dar adeus à minha expectativa de aporte recorde em dezembro, mas toda essa situação me fez refletir sobre algo e que é assunto para muita discussão:

Até que ponto vale a pena ter um imóvel para alugar, considerando, além de todos os transtornos com manutenção e vacância,  a incidência feroz de imposto de renda (principalmente para quem já tem outras fontes de renda que atingem a alíquota máxima de tributação)?

Essa situação me fez refletir sobre isso, pois, ao inserir os aluguéis na minha declaração de imposto de renda, eu tive um prejuízo de R$ 2.500,00 (perdi R$ 2k de restituição e vou ter que pagar R$ 500,00 de imposto). Isso é equivalente a mais ou menos uns 2,5 aluguéis.  Será que vale a pena ter um imóvel para alugar, em que tenho que dar quase 3 aluguéis pro governo?

Vou refletir sobre isso...

Abraços

Ministro

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Atualização Patrimonial Outubro/2017: R$ 223.402,04 (+ R$ 4.227,25) e Rentabilidade (- 0,15%)



Então chegamos a mais um fechamento mensal, e mais um mês na conta da corrida pela independência financeira.

Não sei se algum leitor mais assíduo percebeu, mas em outubro eu não fiz nenhuma postagem, motivos: um misto de trabalho um pouco mais puxado e preguiça. Mas novembro será diferente, pelo menos assim espero.

Uma coisa que achei interessante nesse mês sem postagens é que, como não escrevi, o blog não ficou em evidência nos blogrolls dos parceiros da blogosfera, atraindo menos visitas originárias de outros blogs, o que levou o Google a ser o meu maior fornecedor de tráfego em outubro. Não foi nada de outro mundo mas é legal ver os acessos orgânicos crescendo.
Ademais, estou com um mega questionamento me atormentando há algum tempo que envolve aposentadoria e independência financeira, e pretendo fazer um post sobre isso para coletar opinião dos amigos leitores. Preciso tomar uma decisão até o próximo ano e que vai impactar a minha aposentadoria lá na frente (daqui uns 20 a 30 anos), e por enquanto estou bem perdido! Mas isso será assunto para um post vindouro.

Como eu disse, no trabalho está um pouco puxado, e vai ficar mais ainda a partir de novembro, quando se iniciará um novo projeto em que estou alocado. A expectativa é trabalhar novembro e dezembro intensamente nesse projeto para deixar tudo 90% pronto até o fim do ano. Uma novidade interessante é que pretendo executar parte desse projeto em regime de home office, o que será uma experiência nova pra mim....vamos ver se consigo me adaptar. A princípio penso em ter o dia inteiro livre e trabalhar a noite/madrugada. Vamos ver na prática se isso funcionará.

Agora vamos falar do que interessa: MONEY!

Esse mês eu tomei uma decisão e espero que tenha sido acertada em relação ao meu imóvel (que como relatei antes, o inquilino desocupou esse mês de outubro). Poucos dias após o imóvel estar anunciado novamente para locação, surgiu uma pessoa interessada e fez uma proposta. Vamos ao dados: eu aluguei esse imóvel por R$ 950,00 em 2015, o aluguel, com os reajustes, já estava uns R$ 1.100,00.

O imóvel está anunciado por R$ 1.000,00 e, como eu disse, surgiu uma pessoa interessada, mas oferecendo uma proposta de alugar por R$ 800,00. Segundo a imobiliária, tal pessoa disse que esse era o valor máximo que ela teria condição de pagar e não teria negociação. 
Fiquei tentado em aceitar, para garantir logo o aluguel e evitar ficar arcando com os custos do imóvel (principalmente condomínio), entretanto não gostei dessa postura de a pessoa chegar com uma proposta jogando o preço lá embaixo e não aceitar nenhuma negociação. O imóvel é meu e quem dita as regras sou eu. Informei para a imobiliária que o mínimo que eu aceitaria era R$ 900,00. Considerei ainda que se o inquilino chega com essa "marra" e com orçamento apertado, as chances de inadimplência são maiores. Espero que eu tenha tomado uma decisão acertada.

Falando agora da carteira....

O aporte do mês foi de R$ 4.000,00, totalmente destinado à renda variável. Por enquanto comprei MDIA3 (que deu uma caída violenta antes da divulgação do balanço, aproveitei para comprar mais um punhado de ações pois trata-se de uma empresa que acredito muito) e FIGS11 (papel polêmico, que tem renda garantida até abril/2019, mas que resolvi apostar nele). Ainda sobraram uns R$ 1.000,00 na conta da corretora que decidirei como alocar nos próximos dias. Com a divulgação dos balanços do 3º trimestre o mercado está meio eufórico, vou esperar dar uma acalmada.

A carteira ficou então da seguinte forma:


 As carteiras de Ações e FIIs ficaram da seguinte forma:





Em relação à rentabilidade, como se pode ver no título do post, o meu mês de outubro foi negativo, rentabilidade de - 0,15%. Principal vilão da rentabilidade foram os títulos públicos, conforme demonstrativo seguinte:


 Observa-se que as ações também tiveram uma leve queda, enquanto os fundos imobiliários continuam voando.

A rentabilidade geral da carteira ficou da seguinte forma:


 É o segundo mês nesse ano que fecho negativo, mas esse vai e vem faz parte do mercado. Além disso, foram quedas leves, nada que possa gerar qualquer preocupação ou alarme, pelo menos por enquanto.

Por enquanto é isso, agora em novembro pretendo escrever um pouco mais, já tenho alguns assuntos interessantes em mente!

Abraços

Ministro

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Atualização Patrimonial Setembro/2017: R$ 219.174,79 (+ R$ 5.455,09) e Rentabilidade ( + 1,75%)




Mais um mês se encerra e já são 30 dias a menos na corrida pela independência financeira!

Vamos então aos breves destaques do mês e à carteira de investimentos.

TRABALHO

Profissionalmente falando, o mês de setembro foi o que posso chamar de tranquilo: foi meu primeiro mês sem função de chefia desde um bom tempo, então está sendo uma experiência interessante não ficar me preocupando com o trabalho dos outros e me concentrar só nas minhas tarefas. Por outro lado, como trabalho num lugar com estrutura muito vertical (como já relatei nesse post), quem não é chefe acaba ficando um pouco segregado das decisões estratégicas. Mas ok, paciência, atualmente estou no modo só fazer o feijão com arroz, então pra mim tanto faz. Claro que em virtude do meu cargo ter atribuições mais complexas esse “feijão com arroz” não é tão simples assim...De qualquer forma já estou sondando novos desafios, portanto vou aproveitar essa fase “tranquila” por uns 2 ou 3 meses.

BLOG

Vou fazer aqui uma breve menção a uma marca interessante atingida pelo blog nesse último mês. Ultrapassamos à marca de 10.000 visitas! Na verdade já passa de 11 mil, como é possível ver no contador de visitas aqui ao lado. Ok, não é uma marca espetacular mas me deixa feliz a presença de todos os colegas blogueiros e anons. Já são 5 meses de blog, e espero que ainda venham mais muitos meses pelas frente.

PERDA DE RENDA PASSIVA

Esse mês tive uma péssima notícia em relação às minhas finanças: o inquilino do meu imóvel de renda vai desocupar o imóvel. Portanto até que o apartamento seja alugado novamente vou ter que amargar o não recebimento do aluguel e ainda o pagamento do condomínio. Nessa brincadeira, o “prejú” mensal vai ser de mais ou menos R$ 1.300,00, com impacto a partir de novembro.

Então, recapitulando minha "derrocada financeira" recente, eu havia anteriormente perdido R$ 1.300,00/mês da função de chefia, e agora estou perdendo mais R$ 1.300,00/mês referente a meu imóvel. Com essa diminuição de renda, a expectativa, logicamente, é que os aportes sejam severamente afetados. Pelos meus cálculos, enquanto perdurar essa situação, acho que conseguirei, suando a camisa, aportar algo na faixa de R$ 3k. Só me resta torcer para que a imobiliária consiga alugar logo o apto novamente. Tenho um amigo corretor que diz que vou conseguir alugar rápido, espero que ele esteja certo!

CARTEIRA DE INVESTIMENTOS

O aporte desse mês foi de R$ 3.520,00

O aporte foi menor do que o projetado pois veio com o impacto de dois gastos não recorrentes bem relevantes que tive no mês passado, que havia passado no cartão, e foram pagos apenas na fatura de setembro. Esses gastos não recorrentes são referentes a viagem e compra de equipamentos esportivos, e totalizaram cerca de R$ 2.500,00.

Seguindo a linha de aumentar a proporção de renda variável na minha carteira, o aporte foi totalmente destinado a bolsa de valores: comprei EGIE3 e MFII11. Em relação ao MFII11, a transação ainda não foi efetuada pois trata-se de uma oferta pública, mas a reserva foi feita com sucesso e tem previsão de ser efetivada no dia 04/10. De qualquer forma, para melhor controle já vou incluir na minha carteira, pois a aquisição foi a preço fixo. Essa é minha primeira compra em oferta pública, não sei se pode dar alguma merda, mas caso dê zebra com essa aquisição, eu ajusto no próximo fechamento.

A carteira geral ficou da seguinte forma:



Meu atual portfólio de ações e FIIs é o seguinte:







E a rentabilidade mensal foi a seguinte:


Em relação à rentabilidade, apesar de a Bovespa está batendo recorde atrás de recorde, minha carteira de ações, novamente, não conseguiu surfar essa onda, entregando uma rentabilidade de "apenas" 1,05% esse mês. 

Como é possível ver no quadro de ações, fui prejudicado pelas quedas de CIEL3 e GRND3. Em relação à essas duas empresas, se elas continuarem caindo devo investir mais nelas, pois são companhias que estão ou vão atravessar cenários desafiadores, mas que tem ótimos fundamentos e já mostraram que são capazes de superar qualquer desafio.

Já os FII voaram, com rentabilidade de 9,71% nesse mês.

Os títulos públicos também entregaram ótima rentabilidade, rendendo 2,97% esse mês.

PROJETOS DIGITAIS

Meu projeto de negócio online está caminhando muito lentamente. Estou na fase de desenvolver o script do produto. Já fiz todo o índice de assuntos que serão abordados, e a sequência de abordagem, e já escrevi alguns esquemas de aulas. O objetivo é escrever o esqueleto de cada aula, e depois gravar as aulas propriamente ditas.

A ideia é que a maior parte das aulas seja com minha voz explicando o conteúdo e na tela aparecendo imagens e vídeos relacionado ao que está sendo ensinado. Portanto além de todo o trabalho de escrever, ainda tem um grande trabalho de gravar, garimpar imagens e vídeos, e editar tudo. É trabalhoso, mas tenho certeza que se eu tirasse 1 mês de dedicação total eu conseguiria terminar, mas por enquanto, só está sendo possível caminhando a passos lentos. De qualquer forma é melhor que nada. 

Por enquanto não vou estabelecer deadline e vou levando como dá. Se eu conseguir finalizar até o final do ano já tá de bom tamanho. Isso sem falar na parte do marketing e divulgação, que também demanda muito tempo e, por enquanto, não pensei em nada a esse respeito. 

Mas a ideia é ir devagar mesmo, sem muita pressão. O mais importante é sair do papel. Se eu conseguir iniciar o próximo ano já "jogando o jogo" estarei satisfeito.

That's all folks!

Abraços,

Ministro 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Mais Uma da Geração Mimimi: "Rock é Conservador e o Pop é Subversivo"


Como todos sabem aconteceu nos últimos dias o Rock in Rio, festival que ficou marcado nos anos 80/90 por grandes shows de rock, mas que nos últimos tempos tem adotado uma postura mais eclética para o seu line up de artistas, criando determinados dias para artistas "pop".

Nesse ano, no fim de semana do pop tivemos artistas como Maroon 5, Fergie, Ivete Sangalo, Skank, Alicia Keys, Justin Timberlake, etc. Já nos dias do rock tivemos artistas como Aerosmith, Guns n’ Roses, Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, Tears For Fears, The Who, etc.

Não estou escrevendo esse artigo para falar do festival em si, nem de música, mas retratar uma certa ideologia que a mídia brasileira vem disseminando. Quero discutir a seguinte reportagem estampada, semana passada, com destaque na capa UOL:


Bem sugestivo o título, afinal como é possível que o rock seja mais conservador que o pop? Vamos analisar rapidamente os argumentos do autor. Vou destacar aqui alguns trechos do artigo, e quem quiser lê-lo na íntegra (não recomendo), fique a vontade.

Veja o tipo de coisa que o autor escreve:

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O rock era a perversão, o underground, o desvario, o circo pegando fogo, o caos. O pop aceitava tudo com “sins” e o rock negava tudo com seus “nãos”. E agora começa o fim de semana do rock, que tornou-se um gênero conservador.

Mas parte da música pop que desfilou no primeiro fim de semana do Rock in Rio dizia “não”. Estava nas letras politizadas de Rael e de Elza Soares, na participação de uma líder indígena brasileira no show de Alicia Keys, no beijo redentor entre Johnny Hooker, Liniker e nos discursos de Roberto Frejat, Samuel Rosa e Evandro Mesquita em seus shows no festival, na presença intrusa da esnobada Anitta através da participação de Pabllo Vitar, nos “fora, Temer” instantâneos e até no constrangedor protesto puxado por Ivete Sangalo e Gisele Bundchen ao som de “Imagine” de John Lennon.

E assim o pop começou a funcionar como uma forma de desafiar o status quo, mirando em temas e discussões que antes eram típicas da mentalidade do rock. Abraçando direitos civis, questões de gênero e sexualidade, minorias e o meio ambiente, este novo pop estabelece os próprios valores, em vez de adequar-se aos existentes.

É o extremo oposto do que vem acontecendo com o rock – e o rock que acontece neste segundo fim de semana do Rock in Rio vem sendo representado pelos headliners Aerosmith, Bon Jovi, Guns’N Roses e Red Hot Chili Peppers.... Deixaram todo o senso de periculosidade e de provocação no passado, alimentando uma caricatura de rockstar que pertence ao século passado.

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Resumindo, esse artigo, estampado na capa de um dos maiores portais de notícias do Brasil, diz basicamente o seguinte: se você não é militante de alguma “minoria oprimida” você não presta, você é conservador, você é retrógrado.

Se não tem um beijo gay, é conservador. Se não tem algum homem vestido de mulher ou mulher vestido de homem, é conservador. Se não tem alguém fazendo um discurso vazio e manjado sobre política ou gritando "fora Temer", é conservador. Se não tem alguém regando uma plantinha, é conservador. Se não tem um mulher dominando um homem, é  conservador. 

Chega a ser assombroso um jornalista levantar o nome de Anitta, Pablo Vittar, Liniker (?), como artistas progressivos e subversisvos com seus “rebolar na sua cara” e afins, e dizer que Guns n’ Roses e Aerosmith são caricaturas de rockstar do século passado.

Qualquer tipo de comparação entre esses artistas é absurda, estamos falando de bandas de rock que estão há 40, 50 anos na estrada, com músicas viscerais e de alta qualidade, fazendo sucesso e conquistando fãs no mundo inteiro. Por outro lado, daqui a no máximo 2 anos, ninguém se lembrará quem foi Pablo Vittar.



Se por acaso existisse (e deve existir) alguma banda de rock subversiva, que, por exemplo, questione a atual ditadura das minorias ou o politicamente correto, tal artista nunca chegaria perto de tocar nem na rádio comunitária de Pindamonhangaba. Nessa geração mimizenta, politicamente correta, e dominada ideologicamente por "minorias oprimidas", artistas como Pablo Vittar, Anitta, Ivete Sangalo, Liniker, não são artistas subversivos, mas apenas parte do establishment atual. Como alguém comentou lá na reportagem, “o conservadorismo é a nova contra cultura”.

Pra fechar, cito um fato que aconteceu na semana passada. Estava assistindo NFL na ESPN, e os narradores (Everaldo Marques e Paulo Antunes) são bem "zoeiros", daí fizeram uma campanha no Twitter para os telespectadores mandarem bordões para que eles usassem durante o jogo. 

O bordão vencedor foi o seguinte "volta pro mar oferenda". Ou seja, eles iam falar isso em alguma situação de jogo, só na zoação mesmo, como eles sempre fazem. Entretanto, logo após o intervalo, o narrador se desculpou ao vivo pelo bordão selecionado, pois ele poderia conter ofensas religiosas, e cancelou a campanha de bordões. Tá difícil viver nesse mundo de mimimi....

Abraços,

Ministro

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Método (Testado!) Para Superar a Procrastinação


Superar a Procrastinação

E ai guerreiros, como diziam os antigos “como é que vai essa força?”

Estamos todos no mesmo barco, temos todos um objetivo em comum, que é alcançar a independência financeira. Da mesma forma, todos sabemos que para chegar lá não será nada fácil, tampouco rápido.
Alcançar a IF demanda anos de disciplina financeira e alavancagem da renda (sim, é preciso lutar para aumentar a renda, pois dificilmente se atingirá uma IF decente ganhando R$ 2k e poupando R$ 500,00).

Para tanto, precisamos estar sempre nos reinventando e nos desafiando, seja para conseguir alcançar posições de mais destaque no trabalho, seja para colocar em prática projetos pessoais de empreendedorismo, ou mesmo passar em um concurso. Todas essas conquistas tem uma característica em comum: não são fáceis

Não se consegue uma promoção da noite pro dia, tampouco se coloca em prática um projeto pessoal, por menor que seja, num piscar de olhos, nem se passa num bom concurso estudando 1 mês. Tudo isso demanda muito esforço, dedicação e comprometimento.

Só que manter o comprometimento e dedicação em um projeto com resultado incerto (como são os 3 casos que citei), não é uma tarefa fácil. Os obstáculos são inúmeros, e um dos principais deles é a famosa PROCRASTINAÇÃO.

Todos nós somos naturalmente procrastinadores, não existe quem não seja. A diferença é que algumas pessoas conseguem lidar melhor com esse problema do que outras. Além disso, também é questão de fase: eu, por exemplo, estou num momento procrastinador com alguns projetos pessoais e estou procrastinando até em coisas do trabalho. Entretanto, até um tempo atrás, eu conseguia vencer facilmente a procrastinação e ser produtivo. A verdade é que quando se deixa a procrastinação dominar, ela se expande por todas as áreas da vida, trabalho, projetos paralelos, esportes, etc.


Superar a Procrastinação


Justamente por isso que estou escrevendo esse post, para me comprometer a vencer esse problema e vou dizer exatamente como pretendo fazer isso. Na verdade vou utilizar um método comportamental bem simples, inspirado no livro “O Método”, que eu já utilizei anteriormente e funcionou muito bem comigo, e se baseia na seguinte premissa:

“A procrastinação é uma defesa natural para evitar que sejamos expostos a situações de dor ou sofrimento”

A ideia por trás dessa afirmação é que para alcançarmos grandes conquistas, invariavelmente teremos que passar por uma barreira dor e sofrimento, como na figura abaixo. 


Superar a Procrastinação


Então para conseguir uma promoção, talvez tenhamos que sofrer fazendo horas extras ou participando de reuniões indesejadas; para passar em um concurso, vamos ter que sofrer dedicando várias horas do dia aos estudos durante vários meses; e assim por diante.  

Justamente para evitar se expor a essa barreira de dor e sofrimento, é que acionamos o mecanismo da procrastinação, fazendo com que permaneçamos em nossas zonas de conforto, conforme é possível ver na imagem acima.

O problema é que se não encararmos essa dor e sofrimento, as chances de chegar ao outro lado, ou seja, ao sucesso, são praticamente nulas. Não há almoço grátis, nenhuma conquista cai de mão beijada, é sempre preciso batalhar por elas, é aí que entra o método.

A ideia é a seguinte: já que para alcançar o sucesso, invariavelmente temos que passar por dor e sofrimento, devo fazer da dor e sofrimento algo cotidiano.

Não estou falando para comprar um chicote e se autoflagelar, o conceito é o seguinte: estar sempre propositalmente e conscientemente se colocando em situações de desconforto, mesmo em pequenas coisas do dia a dia.

Por exemplo, ao invés de fazer todo dia o caminho rotineiro de casa-trabalho, tentar uma variação, pegar um desvio, ir por outra rua ou por outro bairro. No início vai ser desconfortável andar por um caminho desconhecido, mas depois acostuma. 

Pessoal do trabalho marcou um happy hour chato, que você sempre nega prontamente. Na ideia de encarar o desconforto, a atitude passa a ser de aceitar o convite com entusiasmo e tentar aproveitar o encontro, por mais chato que seja, e, novamente, aos poucos se acostumar com esse desconforto.

Estão convocando pessoas para dar palestra sobre determinado assunto que você domina. A tendência é você passar longe disso, mas na ideia de encarar o desconforto, você vai lá e é o primeiro a colocar o seu nome. Vai ser difícil, desconfortável, mas aos poucos se acostuma.

Te chamaram para andar de bike 8h da manhã de um domingo, e geralmente você daria uma desculpa para não ir, já que não é esportista mesmo. Adotando o novo padrão de comportamento, você aceitaria na hora e encararia esse desafio de peito aberto. Vai ser chato, desconfortável, mas aos poucos acostuma.

A ideia é estar sempre encarando de peito aberto situações que te gerem desconforto. O que vai acabar acontecendo é que a pessoa pode descobrir que fazer um novo caminho pode ser mais rápido e ter uma paisagem mais bonita, que ir pro happy hour além de ser divertido pode melhorar o networking na empresa, que fazer uma palestra pode te dar visibilidade corporativa, que pedalar domingo de manhã pode ser prazeroso e te fazer emagrecer, etc. No momento em que aceitamos encarar a barreira de dor/sofrimento/desconforto, os resultados que alcançamos do outro lado podem ser surpreendentes.

Por muito tempo eu coloquei esse método em prática de forma religiosa, toda situação que era colocada à minha frente e que eu tinha o impulso inicial de tentar me esquivar, eu pensava duas vezes, e me questionava “isso vai ser desconfortável pra mim?”, se sim, eu encarava de peito aberto, e posso dizer que isso me fez muito bem. É essa prática que pretendo voltar a adotar daqui pra frente e que eu tenho certeza que vai me ajudar muito a superar essa minha atual fase procrastinadora.

Se procrastinação também é seu problema, eu também tentaria algo semelhante!

Abraços,

Ministro

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Atualização Patrimonial Agosto/2017: R$ 213.719,70 (+ R$ 8.018,57) e Rentabilidade ( + 1,53%)


Então chegou o momento de mais um fechamento mensal, mais um mês se foi na conta da corrida pela independência financeira! De passo em passo vamos chegando mais perto da tão sonhada IF. Esse é meu 5º mês de atualização patrimonial aqui na blogosfera e por enquanto tudo indo conforme o planejado.

Esse foi um mês relativamente agitado, aconteceram várias coisas interessantes, algumas boas, outras ruins, que vou tentar detalhar rapidamente nesse post. Justamente por isso, embora esse seja um post de atualização patrimonial, vou abordar algumas situações pessoais que, de alguma forma, impactarão minhas finanças (ou não rsrs). Inicialmente vou destacar uma situação negativa que aconteceu esse mês, justamente no âmbito profissional.

Vida Profissional




Falando inicialmente da vida profissional, como relatei NESSE POST, eu estava avaliando uma mudança de diretoria (por n motivos, talvez eu faça um post sobre isso), fato que me levaria a perder a função de chefia que exerço atualmente. 

Pois bem, eu entreguei a minha função de chefia (se eu não tivesse entregue provavelmente teria sido convidado a entregar), e comuniquei a minha intenção de mudar de diretoria. Inicialmente ficou tudo certo, eu mesmo acionei meus contatos e utilizei meus dotes “políticos” para negociar essa transição (uma vez que o lugar que eu queria trabalhar é muito concorrido e quem vai pra lá é selecionado a dedo) e ficou tudo acordado entre as partes envolvidas. Acontece que na “hora H”, deram para trás. 

Sob a alegação de falta de pessoal, barraram minha saída da atual diretoria, de forma que terei que cumprir uma “quarentena” pelo menos até dezembro no mesmo setor que estou, e sem a função de chefia. O problema é que quando chegar dezembro não sei se ainda terei a oportunidade aberta para trabalhar no local que eu quero.

Tal situação me deixou chateado e um pouco desmotivado com a política de gestão de pessoas que alguns gestores adotam, mas estou tentando sacudir a poeira e voltar a dar o meu melhor, até por que eu realmente acredito na missão da instituição em que trabalho.

Afora isso, já que estou prospectando mudanças no trabalho, estou avaliando a possibilidade de mudar de estado. Essa é uma opção bem mais complicada, mas vejo uma janela de oportunidade interessante se abrindo. Talvez possa dar certo. 

Financeiramente falando, o impacto dessa mudança será uma redução de R$ 1.300/mês.

Avaliação de Bens




Outro ponto interessante do mês é que em agosto eu faço minha avaliação anual de bens. Em relação à carteira, isso impacta o meu apartamento que tenho alugado. Como eu já relatei anteriormente, adoto o valor dele na carteira calculando o seu valor de mercado e subtraindo o saldo devedor do financiamento.

Para obter o valor de mercado, coletei o preço de 33 imóveis iguais no mesmo condomínio (excluindo-se os 3 de maior preço e os 3 de menor preço para evitar distorções), e tirei a média dos outros 27 preços. A partir desse cálculo, o valor de mercado do meu apto, obtido agora em agosto/2017, foi praticamente idêntico ao valor obtido em agosto/2016, utilizando a mesma metodologia de cálculo. Sendo mais preciso, o preço médio obtido agora foi levemente inferior (queda de 0,23%), que será devidamente ajustado na carteira.

O que achei interessante é que, ao contrário do senso comum, de que os imóveis estão sempre valorizando, esse meu imóvel teve uma leve queda no preço de mercado. Claro que o intervalo de um ano é pouco para tirar qualquer conclusão. Seguirei acompanhando atentamente. Felizmente o imóvel já está alugado há um bom tempo, sem maiores problemas com o inquilino. 

Viagem

 
Esse mês fiz uma viagem de 5 dias, para Curitiba. Apesar de já ter ido ao Paraná ("muambar" em Foz do Iguaçu kkk), ainda não conhecia a capital Curitiba, e me pareceu uma cidade muito boa para se viver. Um lugar muito bonito, limpo, bem cuidado, arborizado, e as pessoas com quem tive contato me pareceram bem solícitas e educadas. Turisticamente falando, diria que não é uma cidade que tem GRANDES atrativos, mas no conjunto da obra é um lugar que agrada muito.

Uma coisa que achei engraçado é que um dos motoristas de Uber com quem conversei disse que estava morando em Curitiba há apenas 3 meses, que estava adorando a cidade, mas que não gostava do jeito “pragmático” do curitibano. Ele falou isso após fazer uma manobra totalmente inapropriada e levar uma buzinada. Daí ele emendou dizendo que “lá no Rio o pessoal é mais tranquilo, eu não teria levado essa buzinada”. Considerando que o referido motorista de Uber é natural da capital mundial do jeitinho brasileiro, logo entendi que o que ele quis dizer afirmando que o curitibano é “pragmático” é na verdade dizer que é um povo “civilizado”. 

Finanças


Vamos então ao que interessa né!

O aporte de agosto foi de R$ 6.300,00 recorde do ano até agora. Como minha carteira ainda está muito concentrada em renda fixa, devo adotar por um tempo a política de destinar aportes principalmente para renda variável. 

O aporte desse mês foi totalmente destinado à renda variável, para compra de ações (estrearam na carteira CIEL3 e EGIE3) e, como eu havia firmado compromisso no mês passado, entrei no mundo dos fundos imobiliários, comprando KNRI11. Ainda sobraram cerca de R$ 1.500,00 no caixa da corretora, que também serão destinados à compra de fundos imobiliários, muito provavelmente MFII11 e GRLV11.

 Recebi ainda R$ 27,53 de JSCP (ITUB3 e MDIA3) e Dividendos (GRND3).

Desse modo, o fechamento patrimonial de agosto/2017 ficou da seguinte forma:



Minha carteira de ações está com a seguinte composição.



 Já a minha carteira de FII é a seguinte



Os cerca de R$ 1.500,00, proveniente de aporte e que ainda estão no caixa da corretora, como relatei, serão destinados para a compra de outro(s) FII.

A rentabilidade do mês, e a acumulada, ficou da seguinte forma


Destaque do mês novamente para os títulos públicos, que renderam 3,58%. A carteira de ações rendeu "apenas" 1,26%. Digo apenas pois agosto foi um mês de euforia na bolsa, mas eu não consegui surfar tanto essa onda. De qualquer forma não é esse o objetivo.Por enquanto a escolha de ações com base no valor da empresa tem gerado resultados bons e consistentes, vamos ver se continua assim.

Ainda em relação às finanças, destaco também que o valor total da minha carteira nesse fechamento de agosto/2017 já ultrapassou o valor que eu havia projeto alcançar no próximo mês, portanto já dá pra dizer que minha independência financeira está adiantada em um mês. 

Por outro lado, como citei lá em cima, já não ganho mais gratificação de chefia, o que vai diminuir minha renda em cerca R$ 1.300,00/mês. O impacto dessa redução só será sentido em outubro, mas já estou analisando meu orçamento para ver possibilidades de otimização de gastos. Momentos como esse são oportunos para sair da zona de conforto e repensar algumas despesas.

De pronto, já decidi que a primeira despesa que vou atacar será a de alimentação fora de casa. Eu tenho estipulado para isso um orçamento de R$ 800/mês, mas nos últimos 3 meses ultrapassei os R$ 1k com esse tipo de despesa. Otimizar esse gasto vai ser bom, pois sei que gastei esse valor todo por puro desleixo e preguiça (principalmente com delivery). Dá para me alimentar de forma mais saudável sem deixar de frequentar bons restaurantes e gastar bem menos que isso. Essa atitude também vai colaborar para o projeto fitness que vou iniciar em setembro.

Renda Extra



Aproveitando que estarei menos atarefado no trabalho e poderei chegar mais cedo em casa, tracei um plano de renda extra na internet. Falando a grosso modo, a ideia é desenvolver um infoproduto (um curso com vídeo aulas) sobre um determinado assunto que ainda é muito pouco explorado no Brasil. Esse assunto é extremamente abordado na literatura americana, mas no Brasil temos poucos livros em português sobre isso (acho que só livro físico, nem ebook tem). Curso em vídeo nem pensar. Além disso, há um público alvo crescente interessado nesse assunto.

Os pontos negativos são que por ser um mercado ainda pouco explorado no Brasil, os esforços de marketing terão que ser muito maiores. Além disso, embora o público seja crescente, ainda é um nicho limitado, muito longe de ter a quantidade de interessados como tem, por exemplo, os nichos de "negócios", "relacionamentos" e "emagrecimento".  Além disso, o que pretendo ensinar nesse curso não é algo que vai fazer a pessoa ganhar dinheiro ou gerar uma completa transformação em sua vida, por isso, penso que o valor agregado não será tão alto, mas isso é muito subjetivo. À princípio penso que poderia precificar entre R$ 100,00 e R$ 200,00, mas com um marketing bem feito, o valor percebido pode ser maior. De qualquer forma, isso é coisa pra se pensar lá na frente...

Devo dar mais detalhes em breve. Espero que esse projeto não seja só mais um que não sai do papel.

Conclusão

Para fechar esse post de atualização mensal, vou indicar abaixo, os 5 posts mais lido aqui no blog durante o mês de agosto. Caso você não os tenha lido, sugiro dar uma conferida.




That's all folks!

Um grande abraço!

Ministro