terça-feira, 11 de julho de 2017

Morar Com os Pais Pode Dar Prejuízo



Não é segredo pra ninguém que hoje vivemos a era em que os filhos estão prolongando a fase de “morar com os pais” mesmo adquirindo poderio financeiro para morarem sozinhos, é a chamada "Geração Canguru". Navegando na internet vi uma pesquisa de 2012 feita pelo IBGE que constata que 25% dos jovens de 25 a 34 anos ainda moram com os pais. Hoje esse número deve ser maior ainda. A justificativa é, geralmente, a economia financeira, o apego emocional, ou mesmo a comodidade de ter "casa, comida e roupa lavada". 

Também temos casos em que os próprios pais fazem de tudo para os filhos não “abrirem as asas”, tomo como exemplo um primo meu, que está juntando uma grana pra morar sozinho e, ao saber disso, sua mãe o encheu de mimos e até ofereceu pagar pra ele uma passagem pra passar férias na Europa (para que ele gastasse lá o dinheiro que havia juntado).

Analisando friamente, é lógico que morar com os pais parece uma solução melhor, afinal, morar sozinho (ou mesmo dividindo apto com amigos/esposa) demanda muito mais responsabilidade e gastos. Observando aqui meu orçamento mensal e fazendo um cálculo grotesco, eu estimo que, com minha renda atual, se eu morasse com meus pais e fosse um encostado que não ajuda nada em casa, ou mesmo que desse aquela ajudinha protocolar, eu economizaria de R$ 3 a 4 mil por mês. É um valor razoável, que daria uma boa alavancada nos meus aportes e encurtaria o atingimento da independência financeira.

Entretanto tem uma questão que é muito pouco abordada a respeito desse tema e tem potencial de mudar completamente a vida daqueles que optam por permanecer na asa de seus progenitores: o vínculo ao molde dos pais.

Nossos pais são responsáveis por grande parte da realidade que nos cerca.

Nosso entendimento de mundo, nossa ideia do que é certo ou errado, do que é possível ou impossível, é criada principalmente na nossa infância/adolescência e é moldada por figuras de autoridade na nossa vida, como professores e, principalmente, nossos pais. Pare um pouco pra pensar na sua vida e na vida das pessoas próximas, o caminho mais natural é o filho trilhar trajetória parecida com o dos pais. Filhos de empresários geralmente viram empresários, filhos de servidores públicos geralmente viram servidores públicos, filhos de médico geralmente viram médicos, filhos de pobre geralmente continuam pobres e filhos de rico geralmente acabam por também enriquecer. Não estou falando de herança ou falta/abundância de oportunidades, estou falando de mentalidade.

Apesar dos nosso pais serem nosso modelo, pro bem ou pro mal, chega um momento da nossa vida que nós conseguimos pensar racionalmente e nos damos conta que eles não são super-heróis, são pessoas comuns, como eu e você, que ralaram pra criar seus filhos, que também tem seus dilemas e dificuldades, e que também cometem erros. Sempre que nos dá esse “estalo” o pensamento natural é que vamos ser “mais” que nossos pais, que temos que ir além. Ai que está o ponto onde quero chegar nesse post.

Ao se optar por continuar vivendo na casa dos pais - apesar de muitos pensarem que são independentes, pois ganham o próprio salário, ajudam em casa, não pedem dinheiro aos pais, só ficam ali no seu quarto -, a verdade é que estando ali morando na casa deles, de uma forma ou outra, se está sujeito a autoridade e influência deles, até mesmo no seu tão restrito e privado quarto (que, afinal, é propriedade deles!).

Não que isso seja ruim, tenho certeza que a maioria das pessoas tiveram bons pais, eu também tive, mas estando sob a influência e autoridade deles estamos, inconscientemente, nos limitando às suas regras e aos seus padrões comportamentais, em relação à tudo: política, religião, comportamento, relacionamento e, logicamente, finanças. Se já é difícil, estando longe dos pais, conseguir sair de dentro dos limites mentais impostos por anos de criação, imagine para quem continua morando com os “velhos”.

Por isso que no título do post eu destaquei que morar com os pais pode dar prejuízo, pois ao se sujeitar às fronteiras impostas por eles, mesmo que subliminarmente, você pode estar se sabotando financeiramente a longo prazo. Embora morar com os pais pareça uma economia no presente, pensando no longo prazo pode ser um grande prejuízo, considerando tanto no lado da receita como da despesa. Você, inconscientemente, pode estar ganhando menos do que poderia e gastando mais do que deveria. Além disso, para os mais acomodados, sempre será muito conveniente colocar a culpa dos seus fracassos nos pais.

Por mais amorosos que sejam, nossos pais nos colocam amarras que precisamos, algum dia, quebrar

É só depois que saímos da casa dos pais que conseguimos enxergar com mais clareza quais atitudes e comportamentos deles nós queremos evitar e em quais nós queremos nos espelhar. É aí que começamos a realmente a conhecer nosso verdadeiro potencial, moldar nossa própria personalidade e sair, se assim for desejável, dos limites mentais nos impostos em nossa criação. Tornamo-nos verdadeiramente responsáveis por nossas escolhas, colhendo resultados bons ou ruins, e isso traz um crescimento gigante.

Vou fechar o post com um trecho do livro “Os Segredos da Mente Milionária”:

“Você precisa acreditar que é você mesmo quem conquista o seu próprio êxito, que é você mesmo quem promove a sua própria mediocridade e que é você mesmo quem estabelece a sua própria batalha pelo dinheiro e pelo sucesso. Consciente ou inconscientemente, sempre se trata de você”.

Abraços,

Ministro

35 comentários:

  1. Morar sozinho é muito bon, hoje eu tenho um misto bastante interessante, fico de vez em quando na minha casa, na casa dos pais e na casa da namorada. O bom que sempre parece que estou de férias em algum desses lugares.

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    1. Que é isso Lawyer, situação tá boa hein! hehe

      Mas ter o nosso "cantinho", nosso "refúgio" é importante, um lugar em que você é o responsável e que você dita as regras!

      Abraços!

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  2. Bom post Ministro,

    Eu saí da casa de meus pais aos 18 anos. Quando morava lá eu não adquiria muita coisa, pois só trabalhava para meu pai.
    Morar só é bom demais.

    Abraços.

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    1. Você saiu bem cedo de casa Cowboy, deve ter sido um amadurecimento e tanto! Eu com 18 anos não teria essa capacidade!

      Mas se não me engano seus pais são da zona rural né, então acaba sendo mais comum os filhos saírem cedo de casa tentar a vida em cidades maiores.

      De qualquer forma é uma atitude corajosa, parabéns! Se tivesse se acomodado na casa dos seus pais certamente estaria MUITO longe da independência financeira, se é que cogitaria isso!

      Abraços!

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    2. Sim, meus pais são da zona rural.
      Acredito que se não tivesse saindo acho que não saberia o que era IF, mesmo apesar de ser um cara com pensamentos diferentes dos que moram lá. Acredito que teria terras.
      Sair cedo da casas dos pais fazem a gente ter mais responsabilidade, mas nem todos aprendem.

      Abraços.

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  3. Ministro, você está fazendo um post melhor que o outro ultimamente, meus parabéns, ótimas reflexões!

    Meu professor de sociologia na faculdade costumava dizer que é muito mais cômodo as pessoas colocarem a liberdade delas nas mãos dos outros pois elas não precisam pensar. Pensar dá trabalho. Morando com os pais e tendo tudo pronto ou sendo empregado e tendo o salário na conta todo mês é uma forma de prisão despreocupada.

    A partir do momento que você é livre, você assume a responsabilidade por sua própria vida, sendo obrigado a pensar em como irá sobreviver, tem que pensar nas provisões domésticas, limpeza da casa, o que irá comer, se decidir ser autônomo ou empresário também enfrentará todos os dias a preocupação de como irá obter seu próprio sustento e manter a empresa funcionando. Isso tudo requer muito raciocínio e preocupação.

    A verdade é que a liberdade é cara, ela custa muito e determinadas pessoas preferem a segurança que uma corrente proporciona do que a incerteza e periculosidade de ter uma asa e precisar voar bem alto atrás do que se necessita.

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    1. Valeu pelo elogio Thiago!

      Você abordou um aspecto interessante de sair da casa dos pais que é a responsabilidade de administrar seu próprio lar, ao invés da comodidade da casa dos progenitores.

      De fato, administrar uma casa é como administrar uma empresa, leva um tempo até conseguirmos estabelecer um processo que funcione, precisamos sempre estar de olho nos custos, sem contar a gestão dos eventuais colabores, como diaristas.

      Mas é o que você disse, a liberdade é cara, mas o valor dela é muito maior do que o preço que se paga!

      Abraços!

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  4. A maioria da blogosfera defende morar com os pais ao menos até os 30 anos, pela oportunidade de se poupar o máximo.

    Será que vai valer a pena pagar aluguel? Ninguém vai poupar pra comprar passivo a vista, como um apartamento.

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    1. Anon, ao pensar em morar com os pais até os 30 anos para poupar o máximo possível, se está focando no que é tangível. Entretanto estou tentando colocar uma luz sobre o que é intangível.

      Perceba que não estou defendendo suicídios financeiros, me refiro a quem PODE ($$) morar sozinho e ainda assim decide ficar na casa dos pais.

      Nesses casos, acho que vale a pena sim pagar aluguel, desde que não se extrapole, é claro. A princípio, financeiramente não será bom negócio, mas as vantagens, como eu disse, são intangíveis.

      E financeiramente falando, como destaquei no post, o crescimento pessoal e a oportunidade de se libertar de algumas "amarras" tem potencial de, no longo prazo, dar lucro superior à economia de morar com os "velhos"!

      Abraços!

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  5. Levando em consideração o cara morar nos EUA, Europa, Australia, Canadá compensa sair cedo de casa. Agora aqui no Bostil tem que ser muito macho..com crise, coisas caras se o cara nao tiver uma boa renda vai ficar na corrida dos ratos pelo resto da vida pagando aluguel, prestações, etc.

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    1. E ai Anon!

      Bom, como eu disse no comentário anterior, não estou defendendo suicídios financeiros, me refiro a quem PODE ($$) morar sozinho.

      O Brasil é um país caro de se viver sim, por isso a decisão de sair da casa dos pais tem que ser feita com cuidado para, como você disse, não acabar preso na corrida dos ratos.

      Entretanto não se pode usar isso como desculpa para ficar pra sempre na aba dos pais.

      Abraços!

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  6. Eu quero sair de casa assim que fizer 18. Mais um ano e eu acho que eu morro de tanta pressão, pobreza e humilhação. Já construí um plano e vou fazer de tudo para conseguir.
    A única forma viável é concursos, e eu não estou nem aí para quem diz que virar parasita do estado é a solução.
    Só quem passa por essas dificuldades sou eu.
    E também eu não vou ter o ritmo de estudos de uma pessoa normal. Mas só tem essa forma, então não dá para suportar palpite negativo de ninguém. Eu vou sair dessa situação e vou fazer inveja a muita gente.

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    1. E ai jovem Anon!

      Cara, a partir do seu comentário dava pra fazer um post inteiro de aconselhamento de quem já virou a casa dos 30 e já esteve nessa luta de concursos. Mas sendo sucinto, diria o seguinte:

      1) Não se importe com o que os outros vão dizer nem queira fazer inveja pra ninguém. Faça por você.

      2) Nem todo cargo público é "parasita do Estado". Sugiro que você leia esse meu post: https://ministrodoinvestimento.blogspot.com.br/2017/05/a-falacia-do-funca-improdutivo-e.html

      3) Se você quer ter sucesso em concurso, ou em qualquer outro projeto da sua vida, comprometa-se e foque de verdade e não apenas porque é "a única forma viável".

      4) Use essa sua revolta a seu favor e coloque a mão na massa! Como disse nosso quase ex-presidente: não pense em crise, trabalhe!

      Abraços!

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    2. Eu vou tentar o possível. Não tenho local adequado para estudo, na minha cidade pequena da região NE também não tem, nem tenho quarto próprio nem cama. E por uma série de motivos minha casa tem barulho toda hora, além de eu só ter um cel velho com acesso a internet que nem aplicativos demais suporta.
      Ainda tem uns infelizes que dizem que eu só sei chorar.
      Eu vou me esforçar para o que der. Nem que seja para concursos de salário minimo no começo. Eu não tenho condição ou cabeça para faculdade. Vou fazer o que der. Não tem como não sentir raiva, ainda mais com tudo isso. Eu sou muito novo para pensar isso de IF, dá para ver que na minha situação eu só quero uma vida decente.

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    3. É isso ai jovem Anon, como você destacou, não é o momento de você pensar em IF.

      Quanto aos concursos, se esse for seu caminho, acho muito válido começar por concursos "pequenos" para já ter algo na mão, assim você já vai ter uma graninha e se livra da pressão, para depois pensar em voos maiores.

      Quanto as suas condições de estudo, não são as ideais, mas quem quer, quem está comprometido de verdade, dá um jeito. Compra uns cursos online nesses rateios que tem por ai, bota tudo no pen drive, vai pra uma lan house, biblioteca, escola, e metes as caras!

      Abraços!

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    4. Valeu ministro!Só me resta essa opção e eu tenho que correr atrás, mesmo ferido, desfalcado e humilhado. Começar de baixo mesmo, pelos concursos de prefeitura ou órgãos mais fáceis, pois comparado com os outros concorrentes eu não tenho como ter um ritmo intenso de estudos.
      Mas eu vou me preparar com o que der. No YouTube tem muita coisa interessante e tem muita apostila de graça na net (não posso comprar nada).
      Enfim, sei que é muito dificil e complicado mas não há outra saída!
      Obrigado pelo incentivo!

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    5. "2) Nem todo cargo público é "parasita do Estado"."
      Não sou funcionário público, mas 99% das vezes que dependi dos serviços prestados pelo Estado, fui mal atendido, não tive todas as informações necessárias, demora para ser atendido... Enfim, só a privatização salva. Na minha modesta opinião: a maioria por trabalhar mal, fez a fama dos demais.

      Mas se quiserem me chamar de hipócrita, chamem! Pois, se eu pudesse trocar meu emprego na empresa privada de roupa social e gravata por um emprego no Estado, para trabalhar menos e não ter chefe tetinha, eu ia na hora!

      Sempre fui um curioso em Filosofia, e li em livro do Pondé que o mal da nossa geração é buscar propósito em tudo... nosso emprego tem que mudar o mundo, meu esforço não pode ser em vão e blablabla, quando na verdade o emprego só deve servir para ganharmos dinheiro ter condições de evoluir financeiramente.

      Um abraço.

      Anon fã das GPs.

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    6. E ai Anon fã das GPs.

      Sobre os "parasitas do Estado" já fiz um post sobre isso:

      http://ministrodoinvestimento.blogspot.com.br/2017/05/a-falacia-do-funca-improdutivo-e.html

      Realmente essa coisa de tudo ter um grande propósito é loucura. Entretanto, se pensarmos que o emprego serve só pra ganhar dinheiro, iremos viver uma tortura diária.

      Por isso, acho interessante pensar em micro-propósitos para as nossas atividades laborais, quando possível, claro, pois por vezes, faremos coisas só pelo dinheiro mesmo.

      Abraços

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    7. Eu só citei o serviço público pois para mim não tem outra saída.
      Quero ver qual é a empresa ou multinacional que vai empregar uma pessoa pobre, feia e introvertida como eu recém-saído do Ensino Médio.
      Pensar em algo assim já é um avanço para mim que até pouco tempo atrás pensava em morrer.
      Eu quero trabalhar em cargos nem que pague muito pouco, só para ter que sair daqui de casa. Morar em algum quarto, casa, pensão, qualquer canto onde eu possa ter um quarto para trancar a porta para estudar para um vestibular ou um concurso maior.
      Queria ser professor mas como o salário é muito pequeno acho que partirei para o rumo do empreendedorismo.

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  7. Saí aos 17 e faria de novo. Caminhei sozinho e consegui vencer sem parasitar ninguém. Acho que foi muito importante para todas minhas conquistas, pois se não tivesse saído de casa, possivelmente teria me acomodado e talvez não tivesse se esforçado e feito sacrifícios. Logo não teria chegado na situação financeira e patrimonial que tenho hoje, a qual foi possível graças a muito esforço.

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    1. E ai Finansfera!

      É exatamente esse o ponto onde quis chegar com o post, seu exemplo de vida ilustrou muito bem!

      Sair de casa cedo provavelmente lhe custou muitos Temers, mas que foram certamente compensados pelo seu crescimento pessoal, profissional e financeiro!

      Abraços!

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  8. Excelentíssimo Senhor Ministro

    Ótimo post. Um ponto importante a ser ressaltado nos exemplos são os jovens que vão morar sozinhos mas continuam integralmente dependentes financeiramente dos pais. Conheço inúmeros que fazem isso. Não creio que seja amadurecimento e sim um período de liberdade condicionada financiada pelos progenitores.

    Em relação às hipóteses de responsabilidade integral, considero fundamental para o desenvolvimento da pessoa.

    Parabéns pelo post!




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    1. E ai TR!

      Cara, essa "modalidade" de morar sozinho nem me passou pela cabeça. Que maluquice o indivíduo morar sozinho tendo as contas pagas pelos pais.

      Tem casos e casos né, mas, sinceramente, acho que os pais que agem assim estão fazendo um desserviço para os filhos, que certamente experimentarão amadurecimento nenhum.

      Abraços!

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  9. Colega meu "mora" no ape alugado da namoradinha. Esse amigo meu vive endividado (deve inclusive a mim)..Fala que a namorada é independente sendo que os pais que moram no interior bancam aluguel e tudo mais.. aí é facil ser independente

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    1. Esse é o tipo do caso que o Termos Reais citou no comentário anterior. Essa garota é uma folgada e seu amigo mais ainda.

      Pode ser que ela tenha pedido uma ajuda temporária para os pais até conseguir um trabalho...não sei...eu realmente espero que os pais dessa garota tenham um bom motivo pra sustentá-la assim, ainda mais namorando com um vagabundo. Caso contrário é pura parasitagem.

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  10. Mais um excelente post, Sr. Ministro.

    Bem, eu parasito a família, pior que não são nem os pais (vergonha);
    mas pause para contextualizar. Moro com uma parente e com o filho dela (40 a.). Ela é aposentada, eu e ele trabalhamos. Ela não depende de nós pra pagar as contas, mas todos nós consumimos.
    Eu pago uma parte das despesas de casa, as vezes compro algo no mercado pra nós, quando tinha TV a cabo, pagava meu ponto, dou uma ajuda na louça ou algo assim. Ele não faz nada. Eu fico quieto, pq não é meu irmão, mas nem ela aguenta mais o filho que não ajuda em nada (que tem sua própria casa, mas não vai morar nela, pq tá levantando uma grana, mesmo tendo mais de 500k em dinheiros).

    Eu permaneço aqui porque o custo pra mim é baixo, e venho em casa basicamente para dormir. Pela manhã tomo café e vazo. Permaneço fora das 7h às 23h. No FDS, sempre passo 1 dia todo fora.

    Penso muitas e muitas vezes em ir morar sozinho, mas hj meu maior compromisso é com meus estudos. Em breve os concursos comprometerão os aportes (viajar pra fazer concurso é MUITO caro). Então estou aproveitando esse "pacote de comodidades". É certo que poderia bancar minha casa, mas o principal ponto pra mim é não ter que me preocupar com a casa em si (manutenções, compras, limpeza, etc), pois faz engrandecer enormemente, mas hj não vislumbro C x B na minha situação.

    (adendo: o tempo que vivi na caserna [quartel], foi de fundamental importância. Foi regime de internato, lá é onde o filho chora e a mãe não vê; você aprende a viver como gente. Tive que me virar incontáveis vezes, seja costurando, limpando, passando roupa, fazendo comida de maneira improvisada. Creio que tenha ganhado muito nessa experiência).

    Abc

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    1. E ai FPI!

      O caso prático sempre coloca a teoria à prova hein!

      Bom, em relação ao cerne da postagem, que é o lado negativo de se manter sob a influência e autoridade dos pais, me parece que você, mesmo morando com um parente, está um pouco livre disso. Não sei se estou enganado, mas me parece que você tem consciência de que não está na “sua casa” mas morando “de favor”. Essa situação é um pouco diferente de morar com os pais, uma vez que não há aquele vínculo emocional e de autoridade vindo da criação.

      Entretanto pensando pelo lado da auto responsabilização, de fato você ainda está num ambiente muito cômodo, e nesse aspecto ainda é um ponto negativo.

      Mas como destaquei nos comentários, a questão não é sair de casa a todo custo, mas fazer isso de forma bem pensada. Se você tem objetivos (de verdade!) de curto prazo que vão comprometer seu orçamento, talvez, de fato, não seja a hora de fazer essa mudança na sua vida.

      Falei objetivos de verdade porque seus objetivos estão vinculados a um projeto de vida, pois tem gente que traça como objetivo "fazer um mochilão na Europa" e não sai da casa dos pais por conta disso.

      Abraços!

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    2. Exato Ministro.
      Eu tenho essa consciência de estar "de fsvor". Na verdade, vim pra cá Pq esse parente ficava sozinho. E como já tem idade, tem alguns perigos e desvantagens ficar sozinho.
      O filho dele voltou pra casa depois que se separou (e com $ e um imóvel, que já pode ocupar há 6 meses).

      Sobre a parte da responsabilidade, sem nenhuma dúvida há a desvantagem quanto a aprender isso. O lado bom é que como tinha pensamento de mudar de país, minha mãe me criou pra fazer tudo em casa. Então me viro bem (mas claro, fazer e saber fazer não são a mesma coisa).

      Mas meu objetivo maior é ser aprovado. Não morar sozinho me adicionam 5/6 horas de estudo por semana. Ou seja, um dia a mais de estudo (ou até mais. Não chego a estudar 5 horas todos os dias). E nesse meu projeto faz diferença.
      Eu busco não me acomodar em casa, mas é difícil.

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  11. Belo post ministro.

    Na minha casa todo mundo evoluiu muito qnd saiu da casa dos nossos pais. Ainda mais qnd esses não tem estudo ou referências melhores, não por culpa deles. Alguns pais limitam muito os filhos e os impedem de buscar independˆncia e felicidade.

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    1. É exatamente isso Frugal!

      Essa evolução é intangível e até incerta, pois tem gente que não tem jeito, só sabe viver dependendo de alguém, mas, no geral, quando alguém assume total responsabilidade sobre a sua vida o caminho do crescimento é o mais certo! E para isso, é necessário romper os limites que nossos pais, mesmo sem querer, nos impõem.

      Abraços!

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  12. Fala Ministro,

    Sempre gostei de morar com meus pais, mesmo seguindo as rigidas regras do meu pai.

    Pra mim, ate os 28 a 30 no Maximo deve-se morar com os pais e focar em fazer.o famoso pe de meia pra comprar o primeiro imovel.

    Exceto em casos onde seja um inferno morar com os pais (e partindo da premissa que a culpa nao seja do filho), o filho deve usufruir dos gastos menores para comprar seu proprio lar.

    Eu sai de casa quando casei, seria bom morar sozinho (tirando a parte de.lavar roupa, alimentacao, compras e gastos), mas aproveitei muito bem os tempos de baixo gasto pra comprar meu imovel.

    Eu nao mudaria nada que fiz.

    Acho que o poupar prevalece sobre o sair cedo de casa e amadurecer, minha opiniao.

    Abraçao e excelente texto

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    1. E ai VdC!

      Como um Anon citou acima, essa é a corrente que muitos da Blogosfera defendem, e logicamente tem suas vantagens.

      Mas acho que saindo ainda jovem de casa (desde que, frisando, tenha condição financeira)o crescimento é muito maior!

      Também não sei se comprar um imóvel logo de cara é a melhor opção.

      Sou da opinião que ao sair da casa dos pais se deve primeiro morar de aluguel, afim de validar quais são suas necessidades em relação a um imóvel, principalmente por não ter experiência em administrar um lar, para depois ter uma opinião formada sobre o imóvel a ser comprado.

      Abraços!

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  13. Olá, Ministro!

    Eu moro com meus pais e pretendo morar com eles até me casar. Se não me casar, eu devo continuar lá com eles até Deus sabe quando. Primeiro porque nos damos bem, minha casa é no bairro onde trabalho, a economia é boa (moramos em imóvel próprio) e não vejo tantas vantagens em morar sozinha que compense deixar meus pais. É claro que cada pessoa vive num contexto diferente, há quem viva um inferno com os pais e dá no pé assim que possível, mas isso não é meu caso. Não sou uma parasita, chego junto com os gastos da casa, então não 'persona não grata' lá não hahaha

    Um abraço!

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    1. Opa Jacque!

      Acho que a maioria dos lares são como o seu, relação harmoniosa entre pais e filhos e com imóvel quitado. E a tendência nesses casos é, logicamente, estender o máximo possível a "estadia" com os pais, acredito que muito mais pela comodidade do que pela economia de gastos.

      Dentro dessa "bolha" fica realmente difícil enxergar vantagens em abandonar todo esse conforto, mas depois que o fazemos é que percebemos o quanto nos foi benéfico!

      Abraços!

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