segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Dúvida Cruel: Aposentadoria Servidor Público - Duas Opções, Qual Escolher?



E ai, tudo tranquilo?

No post de hoje eu vou pedir ajuda para os amigos leitores sobre um dilema que estou sendo acometido, dilema esse relacionado à minha aposentadoria e, portanto, diretamente ligado à independência financeira. Talvez outros colegas que estejam passando pela mesma situação possam compartilhar suas opiniões.

Pois bem, sendo bem direto, a minha situação de aposentadoria hoje é a seguinte: como já mencionei aqui, sou servidor público, e ingressei no serviço público antes de 2014, portanto o meu salário de aposentadoria será equivalente a 80% do salário médio, considerando todo os 80% maiores salários em todo o período que contribui.
Não entendeu? Deixa eu traduzir. A grosso modo, pega-se todos os meus salários de 35 anos de trabalho (420 salário), separa-se os 336 melhores salários, a partir deles tira-se meu salário médio desse período e minha aposentadoria será 80% desse salário médio. A grosso modo é isso.

Pelos meus cálculos grosseiros, meu salário de aposentadoria seria algo em torno de 60% a 70% do meu último salário como servidor ativo. Portanto se eu me aposentar ganhando R$ 20k, minha aposentadoria seria algo em torno de R$ 12k a R$ 14k. É uma queda considerável de renda? Sim, é, mas nem se compara se eu me aposentasse pelo INSS, onde a minha aposentadoria seria de R$ 5,5k (teto de hoje).

(Antes que você já já se dirija ao campo de comentário para criticar os servidores públicos marajás, saiba que comparando-se um servidor que ganha 20k e um empregado da iniciativa privada que ganha 20k, em 35 anos de trabalho o servidor público contribui para a previdência cerca de 300% a mais que o colega da iniciativa privada)

Essa é minha situação atual, mas está sendo oferecida uma migração para outro regime de aposentadoria (que é obrigatório para os servidores que ingressaram após 2014). Nesse regime, os servidores públicos se igualam aos empregados da iniciativa privada, ficando sujeito a receber o teto do INSS.
Em compensação, foi criado um fundo de pensão exclusivo para servidores públicos: o Funpresp. Por esse fundo o servidor pode contribuir mensalmente para uma conta individual de aposentadoria e o fundo vai gerindo esses recursos para, quando da efetiva aposentadoria, o servidor dispor de um complemento salarial. É como se fosse uma previdência privada.



O grande atrativo desse fundo é o patrocínio do poder público: se o servidor aportar R$ 1.000,00 na sua "conta de aposentadoria" a União Federal (ou o ente correspondente) entra com mais R$ 1.000,00 na "conta de aposentadoria" do servidor (lógico que esse patrocínio tem um limite, que é, salvo engano, 8,5% do valor do salário do servidor que exceder o teto do INSS).

Então veja, para que o servidor novo (teto do INSS: R$ 5,5k) tenha uma aposentadoria igual a do servidor antigo (R$12k, no meu exemplo), ele precisaria acumular no Funpresp recursos que lhe deem um complemento de R$6,5/mês por um determinado período de tempo (até morrer).

VANTAGENS E DESVANTAGENS


1) Meu Regime Atual de Aposentadoria

Vantagens:

a) Posso seguir trabalhando "normalmente" e quando chegar o dia de me aposentar, irei ganhar um ótimo salário, ou seja, mesmo que eu tenha pouca ou nenhuma reserva financeira, ainda receberei uma aposentadoria que me permitirá viver muito bem.

b) A aposentadoria é vitalícia, ou seja, não importa até quando eu viva, se lá na frente a medicina avançar a ponto de eu viver por 120 anos, o governo vai me pagar a minha aposentadoria até eu morrer.

Desvantagens:

a) A contribuição previdenciária que pago mensalmente é muito maior que a de quem está no regime do INSS. Eu pago hoje 11% sobre meu salário integral, no outro regime, o pessoal paga 11% sobre o teto do INSS. Portanto quem ganha R$ 20k no meu regime, tem descontado R$ 2.200,00 por mês de contribuição previdenciária, já o pessoal do novo regime tem descontado apenas R$ 600,00 + contribuição para o Funpresp (o teto, com patrocínio equivalente da União seria uns R$ 1.200,00).

b) Foi recentemente editada uma medida provisória que aumenta o percentual de contribuição previdenciária de 11% para 14% sobre o salário integral, ou seja, redução salarial. Sabe-se lá se daqui há 10 anos o governo inventa de subir esse percentual para 18%, depois 22%, e assim por diante.

c) O meu regime é, digamos, comunitário e solidário. Todo mundo contribuiu para uma conta única e esses recursos vão sendo consumidos por quem já está aposentado. Não preciso nem dizer que há um risco de daqui há uns anos o governo não tenha mais como pagar essas aposentadorias.

d) Se eu quiser sair do serviço público antes de me aposentar (idade mínima é hoje de 60 anos com expectativa de subir para 65), eu perderei minha aposentadoria de servidor público e ficarei, no máximo, com o tempo de serviço que pode ser usado para me aposentar pelo INSS. Ou seja, perco tudo que contribui durante todos os anos, e ganharei no máximo o teto do INSS. Portanto, para ganhar a aposentadoria de servidor eu fico "preso" ao serviço público até os 60 anos (e pode ser que suba para 65 anos).


2) Novo Regime (Teto do INSS + Funpresp)

Vantagens:

a) Terei um desconto menor referente a contribuição previdenciária (como relatei logo acima), o que deixará mais recursos na minha mão para eu investir por conta própria (diferença não é tão significativa mas é uma diferença).

b) a contribuição é feita para uma conta individual de aposentadoria, portanto posso acompanhar, sempre que eu quiser, o saldo da minha conta e a evolução do meu bolo de aposentadoria.

c) se eu me aposentar antes de atingir a idade mínima (hoje é 60 anos), ainda posso sair recebendo uma parte (não sei exatamente quanto) dos recursos que eu (e o governo como patrocinador) investiu na minha "conta aposentadoria", podendo também fazer a portabilidade para outra previdência privada.

Desvantagens:

a) Como se trata de uma empresa pública, o Funpresp (fundo de pensão) está sujeito a todos os males que esse tipo de organização sofre, principalmente má gestão e corrupção. Portanto pode ser que daqui há uns anos se identifique um rombo nas contas do Funpresp sendo necessário que até os aposentados contribuam novamente para reerguer o caixa do fundo (como aconteceu com os fundos de pensão dos Correios, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa).

b) Pode ser que depois de todo o tempo de contribuição, o valor acumulado não seja suficiente para me dar uma aposentadoria equivalente a que eu teria caso tivesse ficado no meu regime atual de aposentadoria.

c) Pode ser que o valor acumulado na minha conta aposentadoria possibilite o pagamento de uma boa aposentadoria durante X anos que prevejo como expectativa de vida, mas se na pratica eu viver mais que o previsto, os valores vão acabar, ao contrário do meu regime atual em que a aposentadoria é vitalícia.

CONCLUSÃO


Essa é minha dúvida cruel. É muito difícil tomar uma decisão dessas sabendo que não tem volta e que é algo que pode me impactar daqui a 20 ou 30 anos.

Por enquanto, meu lado racional tem me dito que é melhor migrar para o novo regime (Funpresp), por outro lado, meu lado emocional diz que se o governo está incentivando os servidores "antigos" a migrarem para o Funpresp, isso quer dizer que o regime antigo é melhor para o servidor (já que o governo sempre quer gastar menos).

Ademais, o meu maior medo nessa migração é a gestão que o Funpresp vai fazer dos recursos. Tudo bem que tem conselho de gestão, conselho fiscal, e o escambal, mas ontem, numa conversa de elevador, ouvi uma pessoa dizendo que um ex-presidente (ou gestor importante, não sei ao certo) do Funpresp havia sido nomeado por indicação da Rosemary Noronha (amante do Lula que foi presa há tempos atrás). Não sei até que ponto isso é fofoca/teoria da conspiração, mas é um risco real.

No órgão onde trabalho, muitos servidores do regime antigo decidiram migrar para o Funpresp e outros tantos estão na mesma dúvida que eu.

Dúvida cruel....alguém tem alguma sugestão?

Abraços!

Ministro

28 comentários:

  1. Minha opinião: não vale a pena. Já viu o que ocorreu com os fundos de pensão dos correios (Postalis), Petrobrás, CEF? Foram todos arrombados pela turma que "controla" seu dinheiro. Agora os aposentados que contribuíram sistematicamente por anos terá que desembolsar quase 20% por mais de 20 anos ao fundo.

    Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2017/09/parte-do-rombo-em-fundo-de-pensao-da-petrobras-deve-ser-coberto-por-servidores.html


    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/10/1924179-previc-decreta-intervencao-no-fundo-de-pensao-postalis-por-180-dias.shtml

    Eu no seu lugar utilizaria os aportes todo mês em renda fixa (talvez um tesouro ipca 2035) e renda variável. O dinheiro que é descontado do seu salario pensaria como um "complemento", pois o governo sempre muda as regras do jogo e eu acredito sinceramente que nós da faixa dos 20 aos 40 anos teremos um grande problema no futuro com população mais idosa do que jovens para bancar o rombo da previdencia. No caso voce seria o administrador e controlador das suas finanças. Voce realmente confia no governo?

    Depois leia o topico do cowboy investidor.

    http://cowboyinvestidor.blogspot.com.br/2017/09/voce-acredita-no-governo.html

    Abraço

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    1. E ai Gari!

      Realmente, em se tratando de um fundo de previdência público, o risco de má gestão é considerável. Por enquanto não surgiu nada que desabone o Funpresp, mas o fundo está no começo e lá na frente quando o bolo estiver grande, certamente chamará a atenção dos mal intencionados.

      Valeu pela indicação de post do Cowboy, dei uma lida!

      Abraços!

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  2. Ministro,

    Também acho que não vale à pena. Em ambos os casos, você parte da premissa de que o Estado irá cumprir o pactuado quando chegar sua aposentadoria. Eu não contaria com isso.

    Para mim, o melhor parece fazer o seu próprio pé de meia, e enxergar uma possível aposentadoria estatal como uma grata surpresa.

    Abraço!

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    1. E ai DM!

      Realmente confiar no Estado é complicado, justamente por isso, se for o caso, estou mais propenso ao Funpresp pois eu posso acompanhar meu saldo individual e saber o quanto o Estado me deve. No meu regime atual, não tenho a menor ideia para onde está indo a grana (alta) que é descontada todo mês no meu contracheque.

      O meu pé de meia estou fazendo e pretendo continuar fazendo, independente da aposentadoria estatal. Como você disse, qualquer valor a mais considerarei como grata surpresa.

      Mas mesmo assim, é preciso fazer alguma gestão sobre essa "grata surpresa" para que no fim das contas não vire uma surpresa desagradável hehe

      Abraços!

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  3. Olá Ministro,

    Eu não entraria. Se pudesse eu nem pagaria previdência.
    Olha o link do meu blog que o GA postou clique aqui.

    Abraços.

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    1. E ai Cowboy!

      Dei uma lida no seu post, muito obrigado!

      Vou marcar uma reunião com uma consultora/vendedora do Funpresp e questionar alguns pontos que você levantou.

      Abraços!

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  4. O melhor plano pra aposentadoria é fazer o pé de meia enquanto se está na ativa, justamente pra não depender do INSS ou afins.

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    1. E ai Anon!

      Concordo plenamente!

      Independente da decisão que eu tomar, considero como meu principal plano de aposentadoria o pé de meia que estou fazendo.

      Qualquer plus, como disse o DM mais acima, será uma grata surpresa!

      Abraços!

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  5. Vou compartilhar a minha situação. Sou servidor estadual (Rio Grande do Sul). Faltam mais de 25 anos para que eu possa me aposentar com as regras atuais. Assim que foi instituído o fundo de aposentadoria complementar no meu estado, eu optei por contribuir apenas sobre o teto do INSS (nada de contribuições ao fundo, pois não quero correr o risco de aplicarem mal o meu dinheiro - vide caso dos fundos de previdência das empresas estatais). Minha alíquota é de 14%. Acredito que as regras tendem a piorar muito até que eu atinja a idade para aposentadoria (aumento da alíquota e da idade). A contribuição apenas sobre o teto do INSS trouxe uma economia de aproximadamente R$ 1.200,00 mensais. Como não pretendo trabalhar por obrigação até a morte, faço aportes mensais entre 50 e 60% da minha renda líquida. Não fico fazendo muitos cálculos, mas, seguindo meu ritmo de aportes, acredito que poderei parar de trabalhar entre os 45-50 anos com uma boa margem de segurança. Apesar disso, a minha ideia é exercer alguma outra atividade.

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    1. E ai Anon!

      Cara, confesso que tenho vontade de seguir esse caminho mas essa possibilidade me dá um nó no estômago, por alguns motivos:

      - não sei se conseguirei chegar e manter no longo prazo esse nível de 50%/60% de aporte, hoje estou suando para aportar 30%.

      - A diminuição da contribuição previdenciária, por outro lado, aumentaria muito o IR, o que já comeria a economia que eu faria.

      - Afora a questão de se quando eu chegar aos 50 terei coragem/vontade de largar um alto salário no serviço público para tentar a vida em outra atividade.

      São muitas incertezas, é difícil projetar a vida 20, 30 anos pra frente....

      Abraços!

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    2. Eu consigo manter esses aportes porque vivo uma vida simples (moro de aluguel no interior, tenho carro popular, nada de ostentação). Ainda não tenho filhos, mas a chegada deles não prejudicará o limite inferior dos 50%, devido ao baixo custo de vida aqui. Apesar de aportar entre 50 e 60% da minha renda líquida, consigo viajar (inclusive para o exterior) pelo menos uma vez por ano com minha mulher (e ela me cobra. rsrs). O negócio é diminuir o custo de vida (por exemplo: não saímos para jantar fora mais do que 2 vezes ao mês. Isso não é algo que nos incomode. Não vemos como um sacrifício. Depende de cada pessoa).

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  6. Se eu tivesse menos de 10 anos de serviço público, migraria para o teto do inss. Mas não ingressaria no funpresp. O governo paga metade da contribuição neste fundo, mas o dobro de algo ruim, ainda é algo ruim. No funpresp vc paga o rateio de todas as despesas da empresa. Resultado previsível é, com o tempo, um monte de servidor público pendurado na funpresp e algum político do pmdb indicado para “gerir” as aplicações. Use a grana que sobra da contribuição previdenciária menor para construir sua própria previdência. Regra de ouro: nunca confie no Estado. Se aparece a chance de depender menos do Estado, agarre-a e diminua seus riscos.

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    1. Pois é Anon, esse é meu caso, tenho 7 anos de serviço público e com certeza pensando racionalmente essa opção de ficar só com o teto do INSS e gerir por conta própria o restante parece bem racional, mas como relatei no comentário anterior, bate aquele medinho.

      Em relação a essa sua opinião, um colega que fez a migração recentemente me veio com o seguinte argumento: há sim o risco de o Funpresp gerir mal o dinheiro, mas o aporte que a União faz na nossa conta já mitigaria esse risco. Vai saber...

      Abraços!

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  7. A premissa de que o governo honrará seus compromissos é bastante arriscada. A condição dos servidores públicos a cada dia ganha mais destaque e o governo faz questão de pintar a categoria como os grandes vilões do sistema, ou seja, a probabilidade de cada vez mais ataques surgirem é grande.

    Em minha opinião, quanto menos $ puder deixar nas mãos do governo, melhor. Assim, defendo a migração ao Funpresp, mas pagando sempre o mínimo possível e focando toda a diferença nos seus aportes individuais.

    Último ponto: como a contribuição previdenciária é descontada da base de cálculo do IR, após a migração sua base de cálculo será maior, ou seja: vai pagar mais IR!

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    1. E ai Nazareno!

      Você tem razão, o funcionalismo público sempre é pintado como vilão das contas públicas, não é de hoje e isso não vai mudar tão cedo, portanto as perspectivas para o RPPS é de piora ao longo dos anos.

      A possibilidade de migrar para o Funpresp pagando apenas o mínimo é atrativa, vou fazer os cálculos e levar em conta o aumento de IR que você destacou!

      Abraços!

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  8. Ministro, passo por esse dilema também, pois também sou servidor público. Já fiz inúmeros cálculos. Cheguei a conclusão que, no meu caso, prefiro continuar com o sistema antigo. Pra te mostrar isso, serei mais objetivo aqui, usando os exemplos que você deu.

    Um salário de 20k, desconta 2200 da previdência, e paga mais ou menos 4026 de imposto de renda (sem dependentes).
    Sobrando líquido 13774,00

    Supondo que você faça a migração, mas não contribua nada com a Funpresp, e contribuindo só com o teto do INSS, você vai pagar 11% de 5500, que dá 605,00. Mas como foi falado acima, vai pagar mais IR. Cerca de 4464,00 vai pro leão!
    Logo o líquido vai ser 14931,00.

    A diferença de um pro outro é 1157,00 positiva.

    É isso que você vai poder aportar a mais durante os anos.

    Agora um cálculo básico. Digamos que você aplique esse valor em um investimento que renda 1% ao mês, durante 20 anos. Você vai ter um montante de aproximadamente 1.144.500,00.

    Daí você faz seus cálculos.

    Usando os 4% tão falados de TSR, o valor anual será de 45780,00. E por mês, pouco mais de 3800,00.

    Isso é considerando a diferença de aporte, e um rendimento conservador. Se melhorar o rendimento, pode ser que valha a pena. Mas aí vai depender de outros fatores, especialmente se você pretende sair antes da idade de se aposentar, como o anônimo servidor do Rio Grande do Sul. Se for esse o caso, então, já que não vai receber praticamente nada do governo, seria melhor tirar o máximo possível da mão dele, e aportar o máximo possível até a idade planejada pra pedir as contas.

    Mas se pretende se estender até os 65 anos no cargo, então pode ser melhor se manter no antigo regime e seguir firme nos aportes, pra que quando chegue o tempo, você some sua aposentadoria com sua renda passiva dos investimentos.

    Eu cheguei a preparar um ótimo rascunho sobre isso tudo de aposentadoria, e pretendo postar por esses dias.

    Espero ter ajudado pelo menos um pouco.

    Um grande abraço colega.

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    1. E ai Diário!

      Cara, excelente análise!

      Vou fazer os cálculos para o meu caso, mas os seus cálculos mostram que a administração por conta própria do recurso pode não ser tão vantajosa.

      Só que tem um ponto a se considerar, no seu caso você utilizou a TSR, pensando em manter o valor do bolo, e vivendo de rendimentos. Mas para quem junta recursos no Funpresp, por exemplo, quando se aposenta a ideia é utilizar tudo que foi poupado (principal + rendimentos) para viver.

      Entretanto, como você bem destacou, a ideia de ficar até os 65 anos trabalhando no mesmo lugar não me agrada. Por enquanto estou pensando nos meus 50 anos de idade como um ponto de virada...nessa idade devo repensar minha vida.

      Ademais, como o Nazareno destacou no comentário anterior, o RPPS corre sério risco de piorar muito ao longo dos anos, vide os ataques constantes que os servidores públicos sofrem quando o país passa por uma crise econômica. Aparentemente a reforma da previdência que vai sair agora será menos pesada do que o texto original, isso quer dizer que lá na frente muito provavelmente virá outra. Não sei se você chegou a estudar isso, mas nessa reforma da previdência que está em pauta, já há diminuição da aposentadoria de quem está no RPPS: ao invés de pegar as 80% maiores contribuições para efetuar o cálculo, pegaria 100% das contribuições, o que já diminuiria o valor da aposentadoria.

      Vou ficar no aguardo do seu post!

      Abraços!

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  9. Se vc ficar doente grave no meio do caminho e tiver que se afastar, qual regime te da mais protecao?

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    1. E ai Anon!

      Essa é uma boa questão, que estudei pouco ainda.

      Mas, me parece que a aposentadoria por invalidez do meu regime atual é baixíssima. Só é pago o salário integral em poucos casos de doenças muito específicas.

      No Funpresp me parece que também não é lá essas coisas, mas eles oferecem um seguro muito bom para cobrir isso. De qualquer forma esse seguro poderia ser contratado eu migrando ou não para o Funpresp.

      Esse é um ponto a que não me atentei ainda. Foi muito bem observado, vou estudar isso!

      Abraços!

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  10. Dê uma olhada:
    https://blogdoportinho.wordpress.com/2017/08/21/porque-sai-do-rpps-ou-a-minha-reforma-da-previdencia/

    Abraços

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    1. E ai AdP!

      Muito obrigado pela indicação desse excelente artigo!

      Concordo demais com o que está escrito: as perspectivas para o RPPS não são as melhores, e para quem tem ainda pouco tempo de contribuição é prudente migrar para o RGPS e buscar complementar a aposentadoria, seja aderindo ao Funpresp (ou outra previdência privada), seja gerindo os recursos por contra própria.

      Abraços!

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  11. Ministro, vou a favor aos amigos acima. Depender do Estado sempre é uma péssima idéia rs.

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    1. Essa máxima sempre é verdadeira hehe

      Ainda assim a decisão é difícil e precisa ser estudada racionalmente.

      Abraços!

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  12. melhor continuar com o regime antigo. não há nada que sinalize que o novo regime dará certo.
    já o antigo tá cheio de gente aposentada.

    abç!

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    1. E ai Scant!

      De fato o Funpresp ainda é uma incógnita, ninguém sabe se lá na frente ele vai dar o retorno esperado para quem estiver se aposentando.

      Por outro lado, o atual regime (RPPS) já se mostra deficitário e é constante alvo de diminuição de direitos, foi assim na reforma da previdência feita pelo Lula, será assim na próxima reforma do Temer e em todas as demais que vierem pela frente.

      Quem está se aposentando agora, ok, mas fazendo uma projeção para daqui há 30, 35 anos, tenho minhas dúvidas sobre a sustentabilidade disso.

      Sugiro o artigo que o AdP indicou logo acima:

      https://blogdoportinho.wordpress.com/2017/08/21/porque-sai-do-rpps-ou-a-minha-reforma-da-previdencia/

      Abraços!

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    2. Excelente artigo o do Portinho.

      Entendi, mas aqui é o Brasil. Quando acabarem de piorar ao máximo o RPPS só vai sobrar o Funpresp para avacalharem.

      a corrupção é o que impede as contas do governo fecharem e isso é um problema cultural no nosso país: a cultura brasileira condena e ao mesmo tempo festeja corruptos.

      Prefiro o RPPS, pois já conheço os problemas dele. imagina os problemas que o Funpresp vai inventar.

      Se o Brasil fosse um país sério pensaria em sair do RPPS, mas a realidade não me convence.

      abç!

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  13. Colega, também sou FP e entrei após a troca do regime e aposento no teto do INSS. Minha categoria tem uma ação na justiça para ficar com a aposentadoria integral (fiquei sabendo agora, por você, que na verdade não é integral e sim 80% dos últimos salários).
    Bom, vou fazer uma correção e duas observações:
    1. Referente a desvantagem do seu atual regime de aposentadoria eu incluiria o fato de que daqui a alguns anos essa ideia de aposentadoria "integral" irá acabar e a tendência é que seja teto do INSS e opção do FUNPRESP para todo mundo. Acredito que o modelo atual de aposentadoria não vai durar mais 15 anos.
    2. Em relação a desvantagem do FUNPRESP, que caso supere a expectativa de vida e acabe o montante ficará apenas com o teto do INSS: NÃO é verdade. Caso você supere a expectativa de vida e acabe seu montante de dinheiro você receberá uma porcentagem de forma vitalícia (acho que é uns 60% ou 70% do que recebia) mais o teto do INSS.
    3. Outra vantagem do FUNPRESP e desvantagem do atual modelo de aposentadoria é a questão da pensão em caso de morte. No seu modelo atual a pensão para filhos e cônjuge é por prazo certo e depende do tempo de união que tem com o cônjuge. Para o FUNPRESP a pensão em caso de morte é vitalícia (porcentagem do valor que recebia) para o cônjuge e segue as regras padrões para os filhos.
    No meu caso, mesmo que ganhe a ação na justiça (é uma questão jurídica de hierarquia das leis), sei que o governo editará a outra lei que dá base para a ação na justiça e garante a aposentadoria integral transformando-a nos atuais modelos de teto do INSS. Penso, em caso de vitória na justiça, em fazer a migração justamente como a sua dúvida, e em aderir ao FUNPRESP na dúvida sobre a contribuição máxima 8,5% (para aproveitar a contrapartida de 100% que o governo dá) ou na contribuição mínima 7,0% - salvo o engano – para reduzir o impacto em caso de calote.
    De todo modo eu destino cerca de 17% (1500 temers) da minha renda líquida exclusivamente para a minha aposentadoria. Outros 17% são destinados a investimentos de curto e médio prazo (viagens, bens matérias, despesas, reserva de emergência etc).

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    1. E ai BiPolar!

      Muito obrigado pela contribuição!

      1 - Realmente o RPPS tem sofrido severos ataques, pois trata-se de um regime bem mais deficitário do que o RGPS. A tendência é que ele piore bastante ao longo dos anos, imagina daqui a 30/35 anos quando eu atingiria a idade mínima de 65 anos...

      2 - Confesso que não sabia dessa regra do Funpresp, obrigado pela informação, foi uma boa surpresa rsrs

      3 - Esse lance de pensão eu realmente não estudei direito, mais um ponto para eu tirar dúvida com as consultoras do Funpresp. Obrigado pela informação.

      No fim das contas, a balança está pendendo para o Funpresp mesmo, restando essa dúvida que você destacou, sobre o percentual de contribuição.

      De qualquer forma, assim como você, também faço minha aposentadoria por conta própria, como você pode acompanhar aqui no blog nas postagens de atualização patrimonial. Atualmente minha meta é aportar 30% da renda líquida.

      Abraços!

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