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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

A Vida Real de um Negócio Online


Com o advento da pandemia e os lockdowns implementados no mundo todo, a economia tradicional foi duramente impactada. Com os comércios impedidos de abrir as portas e as pessoas presas em casa, muitos pequenos empreendedores não aguentaram a pressão e fecharam as portas.

Os que conseguiram sobreviver ou até crescer no meio desse caos foram aqueles que conseguiram se adaptar mais rapidamente à única forma de negócio que um lockdown não pode parar: um negócio online. Milhares de empresário foram subitamente obrigados a expandir sua presença online ou mesmo criar do zero novos canais de vendas na internet.

Já relatei antes que desde 2019 venho tocando, em paralelo ao meu emprego, um negócio online e o que vou relatar aqui é baseado em experiências da vida real. Isso porque se vende muito a ideia que é fácil faturar 6 dígitos no online com liberdade de tempo e geográfica, mas a realidade não é bem assim. Para ilustrar vou usar um exemplo fictício mas baseado em situações reais.

Imagina só o dono de uma escola de inglês. Antes ele atendia na sua escola os alunos, em sua maioria do bairro. Além disso as turmas tinham limitação de vagas pelo tamanho do espaço físico. Agora no online ele pode ter alunos do Brasil (e do mundo) inteiro e pode admitir quantos alunos quiser por turma, não há limites!

Além disso os custos são muito menores, não precisa pagar aluguel, a quantidade de funcionários é muito menor, não precisa pagar energia, água, etc. A margem de lucro é bem mais alta.

O mundo perfeito né?

A VIDA REAL NÃO É BEM ASSIM

É meus amigos, mas as coisas não são tão coloridas assim. A parte mais difícil de se ter um negócio online é a falta de barreira de entrada (inclusive isso é algo que eu prezo muito ao analisar uma ação para investir). Isso porque TODO MUNDO está na internet.

Pensa aí, a escola de inglês do bairro, ao migrar pra internet, perdeu uma grande vantagem competitiva que era o espaço físico, agora ela está concorrendo no mesmo espaço que milhares de outras escolas, do mundo todo. O aluno que antes ia feliz pra sua aula presencial pagando R$ 100 por mês, começa a se questionar se compensa continuar naquela escola, com aula online, se ele pode pagar R$ 60 numa XYZ English com professores nativos. Ou então porque não fazer aquele curso do professor famoso que bomba nas redes?

O processo de construção de vantagem competitiva no online é totalmente diferente do presencial. No presencial você constrói uma fachada chamativa, investe numa boa estrutura física e em horários de funcionamento que atendam bem seu público, treina vendedores para serem receptivos, faz uma divulgação em alguns estabelecimentos da região, etc.

Um negócio online é diferente, as principais vantagens competitivas são conexão e confiança. As pessoas vão comprar de você se elas, de alguma forma, se conectarem com você ou sua marca e confiarem que você e sua empresa entregarão o que promete.

E construir confiança e conexão não é tão trivial assim, exige presença, exige constância, é um processo de médio/longo prazo, é preciso muita paciência e resiliência. A escola de inglês, por exemplo, tem que estar diariamente postando conteúdo educacional e engraçadinho em suas redes sociais, os professores precisam gravar vídeos fazendo gracinhas, a escola precisa estar com anúncios rodando constantemente e sempre inovando nos anúncios pois existem milhares de outras escolas fazendo anúncios parecidos.

Além disso é um ambiente que muda extremamente rápido, exige um nível absurdo de adaptabilidade. No negócio físico o cidadão constrói sua escola de inglês e de ano em ano faz uma reforminha, a coisa é mais perene. No online é mudança toda hora: a plataforma de anúncios mudou, o anúncio que performava não está virando mais, a rede social não está mais entregando conteúdo, foi criada uma nova rede, foi criado um novo formato de conteúdo, tem que gravar vídeo no Youtube, live no Instagram, aparecer nos stories, etc.

Quem empreende no online não tem sossego. Sabe aquele pessoal mexendo num notebook na praia e dizendo que ter um negócio online dá liberdade? Ilusão, muitos empreendedores online são verdadeiros escravos do negócio, assim como muitos empreendedores de negócios físicos também o são.

ENTÃO NÃO VALE A PENA?


Claro que com o tempo, se o negócio conseguir atingir um certo nível de escala, dá pra ir delegando mais coisas, construindo equipes especializadas, abrindo mão de margem em prol da "automatização", mas aí vai virando uma empresa tradicional, com amarras e estrutura de custos parecidas com um negócio físico.

Meu objetivo não é desanimar quem pretende ter um negócio online, mas mostrar que por trás da liberdade de "trabalhar onde quiser" que mostram por aí, existe muito suor, muita dedicação, muito trabalho duro, assim como qualquer outro negócio.

Minha percepção atual é (baseado na minha vivência): ter um negócio online pra tirar uma renda extra é algo possível para muitos, mesmo rodando com uma estrutura amadora, às custas, porém, de bastante dedicação. O principal custo é mental com a dificuldade conciliação com outro trabalho.

Porém ter um negócio de verdade no online, para viver dele, exige outro nível de dedicação, investimento e profissionalismo, que, acredito eu, só alcançará aqueles que realmente estiverem dispostos a abraçar o risco de empreender e ter um plano claro de ter o negócio como trabalho principal e abandonar o emprego tradicional.

Se você já teve ou pensa em ter um negócio online, deixa aí nos comentários qual é sua percepção sobre o mundo do empreendedorismo online e compartilhe suas experiências.

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Se Você Nasceu em Família Pobre, Seu Problema Não é o Dinheiro!


Faaaala pessoal!

Esses dias reparei uma coisa curiosa onde trabalho e que me levou a uma reflexão pesada sobre a capacidade que as pessoas tem para ganhar, ou não, dinheiro. Deixe-me explicar.

Em qualquer ecossistema da sociedade as pessoas tendem a se organizar em castas com características semelhantes. Por exemplo, na escola os vagabundos tendem a fazer amizade com outros vagabundos, os nerds com nerds, os populares com populares e os impopulares com impopulares. Na igreja vai ser a mesma coisa, na vizinhança a mesma coisa e no trabalho a mesma coisa.

Esses dias estava reparando isso no meu trabalho: os servidores de alto escalão tendem a andar apenas com outros servidores de alto escalão, os servidores "normais" tendem a andar com outros servidores "normais", os terceirizados tendem a andar com outros terceirizados, os estagiário com estagiários, e os prestadores de serviço com outros colegas semelhantes.

Qual a relação disso com dinheiro? TODA!

Se eu me cerco apenas de pessoas semelhantes a mim a tendência é que a minha forma de enxergar as coisas seja sempre a mesma, que minha mente enxergue sempre as mesmas oportunidades e os mesmos riscos. Se eu puxar o papo "empreendedorismo" e "marketing digital" com um casal de servidores públicos em que cada um ganha R$ 10 mil, eles provavelmente farão pouco caso ou mesmo críticas sobre o assunto, já que a bolha deles (em que eles vivem bem) são aqueles dois contracheques de R$ 10 mil.

Quer ver só? Outro dia escutei duas terceirizadas conversando sobre concursos, dando conselhos uma para a outra sobre a forma como estavam estudando, quais matérias estudar, etc. Ai eu pensei: nenhuma das duas passou em qualquer concurso pra estar dando conselhos uma para outra e, ironicamente, elas trabalham num órgão com um dos concursos mais disputados do Brasil, por que não pedir conselhos para algum dos centenas de servidores que já passaram por esse desafio e que trabalham ao lado delas?

Todo mundo conhece aquele ditado que diz: você é a média das pessoas com quem convive.

Sendo assim, para crescermos em alguma área da vida o ideal é buscarmos conviver com pessoas que já chegaram lá ou que pelo menos estão no caminho certo.

Dito isso, vou ao título do post: quem nasce em família pobre precisa vencer uma coisa que é muito mais forte que a falta de dinheiro que é a...

MENTALIDADE DE POBREZA!



É muito louco mas quem não abre os olhos pra isso e vai vivendo aquela vida "pré determinada" vai deixando que suas condições econômicas as molde. Eu vejo muito isso no trabalho, os servidores efetivos (bem remunerados e a maioria de famílias com condições razoáveis) se comportam de uma maneira totalmente diferente dos terceirizados (salários baixos e famílias humildes).

Não me refiro ao preço da roupa ou ao carro que andam, mas em relação a aspectos comportamentais. A entonação da voz, o vocabulário, a forma de falar, a forma de andar, os hábitos alimentares, o tipo de roupa que vestem, a forma física, as coisas sobre as quais conversam, etc. É como se só de olhar, mesmo sem um crachá pra distinguir, você consegue identificar a qual "casta" pertence determinada pessoa.

A mesma coisa aconteceria se um grupo de jovens empresários observasse a minha casta, de servidores efetivos, iriam olhar com desdém pensando que são pessoas que trocam seu tempo por dinheiro, que tem sua renda limitada a um contracheque, que se submetem a cumprir horários em troca de um salário, que não tem liberdade, etc.

CONCLUSÃO


A moral dessa história é que um dos passos mais importantes para crescermos em uma determinada área da vida é buscar conviver com pessoas que tenham esse mesmo objetivo e, principalmente, com pessoas que já chegaram lá.

A própria blogosfera de finanças é uma forma genuína de convivermos com pessoas que estão na busca da independência financeira e com algumas que já chegaram lá.

Então se você quer passar em um concurso, troca ideia com alguém que já fez isso.
Se você quer montar um negócio digital, troca ideia com alguém que já fez isso.
Se você quer ficar sarado com barriga de tanquinho, troca ideia com alguém que já fez isso.
E se você quiser sair da pobreza, troca ideia com alguém que já fez isso.

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Palestra Motivacional é Melhor que Palestra "Desmotivacional"

Palestra Motivacional é Melhor que Palestra "Desmotivacional"

Eu vejo muita gente por aí que torce o nariz ou faz chacota com livros de autoajuda ou palestras motivacionais. Geralmente dizem que esse tipo de conteúdo é caça-níquel e que não tem efeitos práticos na vida.

Em parte eu posso até concordar, tem gente que usa os conteúdos motivacionais como uma forma de fuga, pessoas que se viciam em consumir esse tipo de conteúdo para viver a ilusão que está se tornando uma pessoa melhor, que está melhorando a sua vida, sem, contudo, colocar em execução qualquer projeto ou mudança de comportamento que efetivamente faça alguma diferença.

Entretanto, me parece irônico que tanta gente torça o nariz para conteúdos motivacionais mas, por outro lado, deem todos os ouvidos para conteúdos “desmotivacionais”. Na verdade eu até sei o motivo disso: as “palestras desmotivacionais” que ouvimos geralmente veem de pessoas próximas a nós, que, pelo menos em tese, querem o nosso bem, por isso exercem tanta influência na nossa vida.

Por exemplo, quando você começa a conversar de investimentos e independência financeira com alguém próximo (cônjuge, amigo, pais, parente, etc) essa pessoa pode dizer que “isso é besteira, tem que viver a vida, ninguém sabe o que vai acontecer amanhã, isso é pra quem tem muito dinheiro, etc”.

Ou então você decidiu investir num negócio online buscando ser uma autoridade em alguma área que você manja e quem sabe ganhar dinheiro com consultorias, mentorias, cursos, etc. Mais uma vez alguém próximo vai dizer: “esse negócio de ser "blogueiro" não dá dinheiro, já tem muita gente melhor que você fazendo isso, pra ensinar isso você precisa ter um pós-doutorado, etc”.

Ou você decidiu começar a praticar um esporte e, mais uma vez, pessoas próximas dizem: “você não tem porte físico pra esse esporte, esse esporte tem muita lesão, você nem tá ganhando dinheiro com isso, etc”.


Palestra Motivacional é Melhor que Palestra "Desmotivacional"




Eu podia dar inúmeros exemplos de “palestras desmotivacionais” que comumente ouvimos de amigos, cônjuges, pais, parentes, etc.

Por gostarmos dessas pessoas e acreditarmos que elas estão pensando no nosso bem, temos a tendência de dar muita importância a esse tipo de “conselho”, muito mais do que deveríamos. Porém poucas pessoas conseguem enxergar realmente o que acontece que é um choque de valores. Se você preza pelos valores “liberdade e independência” vai, invariavelmente, entrar em choque com uma pessoa que tem forte os valores “segurança e estabilidade”.

Então se um pai quer apoiar o filho a ser independente, empreendedor, ficar longe de concursos públicos, ou sequer fazer faculdade, e a mãe, por sua vez, quer que esse mesmo filho passe na melhor universidade pública e passe no melhor concurso público, para ter bom salário e estabilidade, o que está acontecendo ai é um choque de valores.

É por isso que um velho jargão do mundo de autoajuda faz tanto sentido:

NÃO LIGUE PARA A OPINIÃO DOS OUTROS!!!

Na prática não dá pra ignorar totalmente a opinião dos outros, principalmente de pessoas importantes, caso contrário seríamos apenas idiotas antissociais e egoístas. Porém, acima de tudo, precisamos buscar a nossa individualidade, de fazer o que acreditamos, mesmo que seja passando por cima ou ignorando a opinião de pessoas importantes.

Mesmo que não dê certo e aquela pessoa fale “viu só? Eu te avisei”, não importa! Se acreditamos em algo e se esse algo está alinhado com nossos valores e projetos de vida, vale o risco. Se não der certo, é aprendizado!

Nesses momentos, a opinião de pessoas que tem os mesmos valores que a gente, mesmo que seja um total desconhecido - como um autor de livros de autoajuda, um palestrante motivacional, alguém que você conheceu em uma conferência de negócios, ou alguns blogueiros com endereço blogspot.com - vale muito mais que a opinião da sua esposa(o), namorada(a), pais ou amigos.

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018 Blog "Ministro do Investimento" (51 posts, 56 mil acessos, 1.008 comentários)



Fala pessoal, chegando o fim do ano e é hora de fazer a retrospectiva do blog!

No ano passado eu também a fiz (embora tivesse apenas 7 meses de blog) e esse ano é a primeira retrospectiva de um ano calendário completo!

A gente vai adquirindo experiência na blogosfera e vai vendo muitos blogs surgirem e logo desaparecerem, muitos blogueiros experientes desistindo ou desacelerando suas atividades online, assim como muitos outros surgindo e fazendo excelentes trabalhos.

É um constante desafio manter a criatividade e entregar conteúdo de valor aqui, mas é um desafio gratificante. De alzheimer "nóis" num morre!

Ainda quero ver esse blog crescendo muito mais, mas, principalmente, que continue sendo um guia pra mim e para outras pessoas no rumo da independência financeira!

Vamos aos números apurados então:

Artigos Publicados


> 2017: 30 artigos publicados (média de 4 por mês)
> 2018: 51 artigos publicados (média de 4 por mês)

Nesse aspecto os números foram constantes

Número de Visualizações


> 2017: 16.134 visualizações (média de 2.305 por mês, 77 por dia)
> 2018: 55.940 visualizações (média de 4.661 por mês, 153 por dia)

Nesse aspecto o crescimento foi significativo, incremento de 102% no número de visualizações/mês.

Número de Comentários


> 2017: 674 comentários (média de 22 por artigo)
> 2018: 1.008 comentários (média de 20 por artigo)

Aqui teve uma pequena queda, porém nada significativo.

Artigo Mais Visitado


> 2017: o artigo mais visitado era o "A Blogosfera Está Disseminando Uma Mentalidade de Pobreza" com 828 visualizações
> 2018: o artigo mais visitado do blog atualmente é o "As Melhores Ações do Setor Elétrico" com 5.513 visualizações

Artigo Mais Comentado


> 2017: o artigo mais comentado era o "A Blogosfera Está Disseminando Uma Mentalidade de Pobreza" com 39 comentários
> 2018: o artigo mais comentado atualmente é o "Depressão Pós Bitcoin" com 56 comentários

Origem dos Visitantes do Blog


Na posição atual, as principais fontes de tráfego do blog são:

1. Google
2. Finansferas
3. Viver de Construção (in memoriam)

Obs: em 2017 o Google era apenas a 9ª maior fonte de tráfego do blog, hoje ganha de lavada das outras.

Meu objetivo para 2019, assim como foi antes, é continuar escrevendo com regularidade artigos que agreguem valor e gerem boas discussões, e, claro, continuar usando o blog como uma ferramenta para alavancar a minha própria vida financeira.

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Ficar Rico é Fácil, Difícil é Ganhar Dinheiro Todo Dia


O post de hoje é fruto de uma inquietação que sinto e que foi muito bem verbalizada por uma pessoa que sigo no Instagram. Esse cara (que eu sigo) é um jovem empresário, tem 32 anos, donos de um grupo de umas 10 empresas, e o foco dele é falar sobre empreendedorismo. Apesar de falar muitas coisas interessantes sobre negócios, o cara tem uma vida meio de playboy ostentação, apesar disso gosto das coisas que ele fala.


Recentemente eu assisti a um dos stories em que ele fez a seguinte afirmação: "ficar rico é fácil, basta ganhar R$ 10 mil e economizar R$ 9 mil, depois de 20 anos você vai estar rico. O difícil é ganhar dinheiro todo dia, esse é o desafio".

Apesar de eu achar que o objetivo da frase foi levantar aquele velho debate "ser empregado x ser dono do negócio", minha abordagem sobre essa frase será um pouco diferente.

Simplificações grosseiras à parte, essa frase me levou a algumas reflexões relacionadas ao enorme risco de vivermos sob a condição de receber salário uma vez por mês de uma única fonte de renda. Mesmo para quem é empresário ou autônomo (talvez principalmente para esses), depender de um único tipo de produto ou serviço pra lhe dar renda também pode ser uma atitude deveras arriscadas.

Quando se investe no mercado financeiro, uma das premissas básicas é a diversificação, de forma a diluir o risco. Quem faz all in em algum investimento específico geralmente é taxado de louco e tem grande possibilidade de tomar ferro (e vimos alguns se dando muito mal com all in em criptomoedas recentemente).

O mesmo princípio deve ser aplicado às nossas vidas pessoais: é arriscado confiar em uma única fonte de renda. E se seu chefe for substituído e o novo chefe não gostar do seu perfil? E se o ramo de atuação da empresa passar por uma crise? E se surgir concorrência predatória? E se a regulação estatal inviabilizar o exercício de uma profissão? E se a sua principal fonte de clientes, redes sociais, por exemplo, restringir o seu alcance?

Servidores públicos tendem a estar numa situação mais confortável em relação a esse tipo de risco, no entanto não dá pra relaxar, as coisas podem mudar de uma hora pra outra, nada é garantido. Pra essa categoria, o maior risco que vejo é de congelamento salarial, fazendo com que a inflação corroa a renda.

Tem gente que nem gosta de pensar nisso para não perder a cabeça



Por isso que, há um tempo, eu me lancei o desafio de diversificar as fontes de renda, de "ganhar dinheiro todo dia". De início parece algo incompatível, já que o nosso trabalho principal nos ocupa durante todo o dia. Para algumas pessoas essa desculpa pode até ser procedente, pois são exigidas dentro e fora do horário de trabalho, porém, para a maioria, acredito que é plenamente possível conciliar uma renda paralela.

No começo a gente fica meio travado, pois nos acostumamos a "ser" a nossa profissão principal. Somos advogados, contadores, engenheiros, médicos. Mas a verdade é que isso não nos limita, as possibilidades são imensas. Esses dias mesmo estava conversando com um colega de profissão que manja dos "paranauê" de milhas aéreas e inclusive participa de grupos especializados nisso. Os caras têm todo tipo de técnica para ganhar mais milhas e alguns faturam muito bem com isso.

Nos últimos meses minhas rendas extras não foram tão relevantes frente ao meu salário, porém o importante é dar o primeiro passo, é pensar fora da caixa. Nesse período, além da minha renda principal, obtive renda de quatro outras fontes (sem considerar as aplicações financeiras), e pretendo ao longo dos próximos meses gerar ainda mais caixa e consolidar melhor uma ou outra fonte de renda que se mostraram mais promissoras. Isso sem falar na possibilidade de implementar novas fontes de renda, já que ideias não faltam, o difícil é executá-las.

As aplicações financeiras, por si só, não deixam de ser uma forma de diversificar a renda, porém estou me desafiando a fazer mais que isso.

E você já pensou nisso?

Abraços,

Senhor Ministro

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O Que Você Faria Se Sua Vaca Caísse do Penhasco?

vaca penhasco precipício mestreUma pergunta corriqueira quando duas pessoas estão se conhecendo é aquela velha “o que você faz da vida?” e a resposta geralmente é bem simples e curta: “sou programador”, “sou vendedor”, “sou analista de recursos humanos”, “sou contador”, “sou advogado”, “sou dentista”, “sou médico”, “sou engenheiro”, etc.

E nós usamos a palavra “sou” porque de fato é aquilo que somos: se um cidadão passou 4 anos na faculdade de direito, ralou para ser aprovado na OAB, tem experiência de trabalho apenas em escritórios de advocacia, como ele poderia ser algo se não advogado?

Feita essa introdução, vou trazer, rapidamente, a historinha da vaca no penhasco. Acredito que seja uma história bem conhecida, mas se você ainda não conhece, vale a leitura e reflexão.

vaca penhasco precipício mestre

"Mestre e discípulo andavam pela estrada. O caminho era inóspito, agressivo. Muitas pedras e montanhas escarpadas de muito pouca vegetação. Avistaram, ao longe, uma casinha de aspecto pobre e humilde, e para lá se dirigiram.

Foram recebidos, hospitaleiramente, pelo dono da casa e sua numerosa família. Foram abrigados, e os residentes, com eles, compartilharam sua escassa comida e seu espaço para dormir. Interrogado pelo mestre, o dono da casa disse que a alimentação provinha de uma única fonte: uma única vaca da qual tiravam leite e seus subprodutos. O excedente era usado para efetuar trocas no povoado mais próximo.

Mestre e discípulo ficaram ali mais alguns dias, e depois partiram. Algumas horas depois da partida, o mestre disse ao discípulo:

- Volte lá, às escondidas, e jogue a vaca no penhasco.

Estupefato, o discípulo argumentou:

- Mestre, como podes me pedir isto? Então não percebes a pobreza de tão numerosa família, e que seu único sustento é a vaca? E, mesmo assim, pedes-me para jogá-la no penhasco?

- Sim - disse o mestre. Jogue a vaca no penhasco.

Desorientado, o discípulo decidiu atender o mestre, no entanto, não conseguia fazê-lo, sem sentir uma enorme culpa. Mesmo assim, o fez pelo mestre.

Alguns anos depois, passavam novamente pelas proximidades, o mestre e o discípulo. Sem nada dizer ao mestre, o discípulo decidiu que pediria perdão por ter jogado a vaca do penhasco. Assim, dirigiu-se até lá. Mas, quando chegou, não mais encontrou a pobre casinha em seu lugar. Havia uma construção nova e confortável. As pessoas que avistou eram limpas e bem vestidas, o ambiente era de trabalho, e o progresso era evidente. Foi, então, até uma das pessoas e perguntou:

- Há uns dois ou três anos, aqui havia uma pequena e pobre casinha. Saberia me dizer para onde foram aquelas pessoas?

- Somos nós - respondeu o homem.

- Não, refiro-me àquelas pessoas pobres que aqui viviam.

- Somos nós - respondeu ele, novamente.

- Mas, o que aconteceu? - disse, olhando o progresso a sua volta.

- Bem , ocorreu uma tragédia conosco. Nossa vaquinha leiteira, única fonte de sustento da família, se soltou do pasto e caiu no precipício. Entramos em aflição e não tivemos outra alternativa a não ser buscar outras formas de nos manter. Assim, aprendemos a plantar e cultivar diversas frutas e hortaliças, começamos a fazer produtos próprios e comercializá-los lá na cidade. Como resultado, temos hoje uma bonita e confortável casa"

E QUAL A MORAL DA HISTÓRIA?



Na maioria das vezes estamos tão preocupados em ser grandes advogados, arquitetos, engenheiros que esquecemos de nos questionar o que mais nós "somos"...

Será que esse caminho profissional que adotamos, muitas vezes iniciado aos 17 ou 18 anos quando escolhemos um curso universitário ou mesmo quando logramos aprovação em um concurso público, é o que nos dará mais retorno financeiro e pessoal ao longo da vida ou seria interessante atirar essa vaca no precipício?

Você já parou pra pensar se sabe fazer outra coisa além do que você faz habitualmente e se seria bem remunerado por isso? Se sim, compartilha ai nos comentários!

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Como Testar uma Ideia de Negócio Online



Atingir o primeiro milhão, a independência financeira, ou qualquer objetivo financeiro demanda, primariamente uma coisa: aportar! E para aportar é preciso sobrar dinheiro no fim do mês, coisa que fazemos de duas formas: ou cortando gastos ou aumentando as receitas.

Para os assalariados, como eu, aumentar receita não é uma tarefa tão corriqueira, pois a tendência dos salários é permanecer estável por longos períodos de tempo. A melhor forma então de dar um "up" na renda é fazendo negócios "por fora".

Mas ai surge um probleminha: se o indivíduo já vende quase o seu dia inteiro para o seu emprego formal, lhe sobra pouco do seu tempo para vender. Por isso que, nesses casos, deve-se pensar prioritariamente em negócios escaláveis, que funcionem no semi-automático, que possam crescer mesmo quando o dono estiver dormindo.

É ai que entram os negócios online: a internet é o melhor ambiente para se ter um negócio escalável, e as possibilidades são inúmeras. Por exemplo, enquanto eu estou dormindo, pode ser que alguém esteja lendo esse artigo e clique em algum banner de propaganda do site. Bingo! Ganhei uns trocados dormindo, isso é escalabilidade!

Tudo bem que a renda de adesense não é lá essas coisas, mas existem formas mais rentáveis de ganhar dinheiro na internet. Você pode revender produtos importados, pode ser um Youtuber ou Instagramer e promover o produto de outras pessoas, pode criar aplicativos, pode participar de programa de afiliados, etc.

Mas, acredito que uma das formas mais rentáveis de ganhar dinheiro online é empacotar seus conhecimentos em um produto, e vendê-lo online. Mas que produto? Pode ser um livro, um treinamento em vídeo, um fórum exclusivo para assinantes, um workshop ao vivo pelo facebook, etc.



Mas adivinha só, isso não é novidade pra ninguém. Já tem pipocando por ai produtos de todo tipo, e nos nichos mais conhecidos - ganhar dinheiro online, emagrecer, conquistar mulheres, aprender inglês - a concorrência é muito grande, e já há grandes players disputando o mercado.

Por isso, para se dar bem é preciso inovar: buscar nichos específicos e não explorados, buscar uma forma diferente de entregar o produto, buscar um diferencial de marketing, etc. Lógico que antes de qualquer coisa você deve entender do negócio, não adianta nada querer criar um curso "Como Surfar as Melhores Ondas do Mundo" se você mora no interior do Mato Grosso, nunca viu o mar e nem chegou perto de uma prancha de surf.

Ok, Senhor Ministro, eu tenho uma ideia super inovadora, mas como vou saber se ela vai funcionar? A resposta é simples: testando. Mas ai você pensa: "caramba, eu vou ter um trabalho descomunal para desenvolver esse produto mas nem tenho certeza se há pessoas, de fato, dispostas a comprá-lo".

Deixa eu contar a história do João...

João trabalha como guarda municipal e é isso que sustenta sua casa e sua família. No entanto, não dá pra dizer que João é uma pessoa totalmente realizada profissionalmente, na verdade João é um cara esotérico, um profundo estudioso de assuntos místicos, sendo esse seu hobby preferido, de vez em quando ele até faz o mapa astral de parentes e amigos. Mas a sua especialidade mesmo é a numerologia cabalística.

Precisando de um dinheiro extra, ele então decidiu tentar ganhar alguma coisa cobrando para fazer os mapas, mas logo ele pensou: "se eu conseguir alguns poucos clientes meu tempo vai ficar escasso, pois fazer os mapas demanda muito esforço". Logo ele concluiu que não era um negócio escalável. Pensando na escalabilidade do negócio ele teve uma ideia melhor: fazer um curso online ensinando a numerologia cabalística para outras pessoas, tanto para quem quer fazer seu próprio mapa, como para aqueles que querem ganhar dinheiro com isso. Perfeito! Um negócio escalável!

No entanto João tinha muito receio de dedicar meses na criação de seu curso de numerologia cabalística (escrevendo roteiro, criando apresentações, diagramando material didático, gravando vídeos, editando vídeos, etc) e, quando finalmente lançasse o produto, descobrir que simplesmente não havia mercado suficiente para absorver aquela oferta, afinal, quem mais você conhece que gosta de numerologia cabalística. João pensava que talvez fosse o único na sua cidade que gostasse daquilo, era um nicho muito específico.

Isso acorrentou João por muito tempo, ele queria criar o seu curso, mas pensava "vou ter um trabalhão e no fim das contas não vai ter ninguém para comprar". Até que, certa feita, alguém presentou João com o livro "Startup Enxuta" e ele descobriu o conceito de MVP (Minimum Viable Product).

A ideia é muito simples, antes de gastar uma enorme quantidade de tempo e de dinheiro desenvolvendo um produto sem saber se o público consumidor vai de fato absorver essa ideia, é mais eficiente criar antes um protótipo, uma versão beta do produto, um mínimo produto viável. Essa versão beta teria vários fins: validar o público alvo, conhecer melhor o público alvo, coletar questionamentos e objeções para aperfeiçoar o produto, e ainda levantar alguns fundos. A ideia é vender esse produto beta, o MVP, por um preço muito baixo, sem, contudo, deixar de entregar um produto de valor (apesar de não ser o produto "cheio").



Em se tratando de um jogo de computador é fácil imaginar isso: se tenho uma ideia ultra inovadora de um game de futebol para concorrer com FIFA e PES, eu crio uma versão beta desse game (com poucos times, poucos estádios, apenas um modo de jogo) e oferto esse jogo por R$ 9,90 para um pequeno extrato do meu público alvo (amantes de futebol e de games).

Tal atitude vai me dizer várias coisas: se meu produto tem mercado, se o meu marketing está conectando com os potenciais clientes, se o meu público alvo é de de fato meu público consumidor, se a forma de pagamento e entrega do produto é satisfatória, se o produto em si está atendendo às expectativas dos compradores, etc. Esses primeiros compradores serão minhas cobaias e eu farei questão de estar em intenso contato com eles. Já eles, por sua vez, se sentirão empolgados em fazer parte da construção de algo.

Mas o que fazer no caso do João, que quer lançar um curso online de numerologia cabalística? Bom, João tem planos de fazer um curso bem imersivo, com várias vídeo aulas, workshops ao vivo e encontros presenciais mensais. Tudo isso dá muito trabalho, então como fazer uma versão beta disso, como criar o seu MVP, mínimo produto viável?

Como João tinha facilidade para escrever, ele decidiu criar um E-Book. Não seria tão imersivo como o mega curso que ele planejava, mas já seria um produto muito bom em que ele ensinaria todos os conceitos da numerologia cabalística. Em duas semanas João escreveu o livro, fez a diagramação no Power Point mesmo, e gerou um PDF. Em seguida preparou o seu marketing. Aqui um ponto importante: o produto MVP deve ser vendido como um produto de verdade, e não como um "teste" que você está fazendo, afinal, quem vai pagar por um "teste"? O objetivo é testar o mercado, portanto o marketing deve ser robusto, e, claro, o produto, apesar de não ser o completão que você imagina, deve ser muito bom!

As possibilidades de MVP são inúmeras e nos mais variados modelos de negócio. Por exemplo,  supondo que pretendo montar um negócio de venda de camisas de rugby importadas da China. É um nicho bem específico, como fazer meu teste de mercado, meu MVP? Antes de investir na montagem de um mega site de e-commerce e importar um caminhão de camisas, por que não comprar algumas poucas camisas a pronta entrega no Brasil mesmo e revendê-las pelo Instagram/Facebook com uma margem de lucro mínima ou mesmo sem lucro nenhum?  Se as vendas derem certo, ai sim se passa a importar as camisas e montar o site.

Logicamente se o objetivo é testar e validar o produto é preciso traçar metas, um número de vendas que permita concluir que sim, há um mercado para aquele produto. Também é interessante montar alguns perfis de público alvo diferente, para testar qual é de fato o público consumidor daquele produto. É igualmente importante determinar um orçamento para a oferta desse MVP, pois não adianta queimar dinheiro em todo tipo de anúncio se o produto não funciona. E, por fim, saber abrir mão do projeto, caso seja comprovado que ele não funcione.

E ai vamos tirar as ideias do papel?

Abraços,

Senhor Ministro

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Flanelinhas Usando Técnica de Marketing Para Faturar Alto!



Recentemente tive que fazer um trabalho externo, num local onde que estacionar o carro é bem complicado. Como eu estava chegando um pouco mais tarde, por volta de 09:30h a 10h, nesse horário já não havia mais vagas disponíveis há uma distância razoável do prédio. Mesmo assim. todos os dias eu entrava num estacionamento de frente ao prédio na esperança de achar uma vaga, e um senhor e seu filho, que guardavam os carros ali, sempre eram bem simpáticos e ofereciam que eu estacionasse o carro em fila dupla, e deixasse a chave com eles, que se encarregariam de conseguir uma vaga pra mim, uma espécie de serviço de manobrista.

Nos primeiros dias neguei a oferta deles e estava estacionando o carro beeeem longe (não há oferta de garagens privadas nas redondezas). Entretanto, certo dia estava apressado, quase atrasado para um reunião, e decidi que ia aceitar a oferta do senhor e seu filho. Estacionei o carro em fila dupla e deixei a chave com eles. Às 12:30 fui checar o carro e ele já estava estacionado bonitinho numa vaga. E o melhor de tudo: o serviço de "manobrista" foi gratuito!

Tendo atestado que os guardadores eram boas pessoas, passei a estacionar todos os dias com eles. Quando eu chegava lá já era recebido com "bom dia dotô, pode deixar o carro ali" e apontava onde eu deveria parar o carro. Em seguida eu lhe entregava a chave e no fim do dia pegava de volta, com o carro já estacionado numa vaga "regular". Tudo gratuito (sem moedinhas) e com muita simpatia.

Certo dia, após estacionar o carro em fila dupla e deixar a chave com o senhor, ele perguntou se eu gostaria que meu carro fosse lavado: R$ 30,00 dentro e fora. Como o carro estava relativamente sujo, eu aceitei a proposta, tanto para ter o benefício de ter o carro limpo a um preço razoável, como retribuir pelos "serviços" de manobrista que me foram prestados por vários dias.

Foi ai que eu percebi a sacada dos flanelinhas: se eles utilizassem o método tradicional de abordagem, estacionar o carro dos clientes e pedir umas moedinhas em troca, além de aborrecer diariamente as pessoas, eles receberiam uma quantia não muito relevante de dinheiro. Entretanto, eles optaram por outro "modelo de negócio": estacionam os carros das pessoas gratuitamente e, vez ou outra, oferecem seus serviços de lavagem, principalmente quando notam os carros sujos. As pessoas, assim como eu, agradecidas pelos serviços prestados gratuitamente e desejando um carro limpo sem precisar se deslocar até um lava jato, aceitam a oferta e assim passam a entrar nos bolsos dos flanelinhas não mais moedinhas, mas notas de R$ 10, R$ 20, R$ 50.

Embora os flanelinhas não saibam, eles estão utilizando um dos gatilhos mentais mais poderosos do marketing: reciprocidade. Resumidamente, esse gatilho mental funciona assim: quando alguém lhe oferece algo de valor gratuitamente, você, inconscientemente, tende a querer retribuir a esse favor.

Reciprocidade

Essa técnica é muito utilizada no marketing digital, em que uma empresa ou pessoa lhe oferece um ebook (ou qualquer outro formato de conteúdo) maravilhoso gratuitamente, basta deixar o seu e-mail. Depois disso, a mesma empresa/pessoa ainda manda mais conteúdo de valor gratuitamente para o seu e-mail. Até que, depois de um tempo, vem a oferta de venda. Você já está tão envolvido com aquele conteúdo, e de certa forma grato por tudo que aprendeu gratuitamente, que decide investir no curso completo. Não funciona com todo mundo, claro, mas, estatisticamente, o percentual de conversão de uma venda dessa forma é muito maior do que simplesmente já chegar fazendo a oferta de venda.

Se o flanelinha tivesse me oferecido, de cara, o serviço de lavagem, talvez eu não tivesse aceitado. Porém, o gatilho mental da reciprocidade foi extremamente eficaz, e acabei aceitando o serviço sem pensar duas vezes. Talvez se a lavagem fosse R$ 50,00 eu teria aceitado de qualquer forma, pois o meu valor percebido sobre os serviços que eles estavam me prestando estava elevado.

É por isso que sempre digo que, em qualquer profissão, é preciso dominar a arte da persuasão e de vendas. Muita gente acha que saber marketing ou vendas é coisa para vendedore(a)s de lojas (na verdade a maioria deles são chimpas que não sabem nada de vendas). Dominar esse tipo de técnica pode ser o pilar fundamental para o sucesso ou fracasso de um projeto ou negócio.

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Fracasso nos Concursos, Sucesso nos Negócios



Hoje vou contar uma história da vida real, a história de um amigo próximo, a quem vou chamar de Acássio. Felizmente, essa não é uma história de uma pessoa que se afundou em dívidas e gastança, pelo contrário, é uma história de sucesso, mas que demorou tempo demais para ser concretizada por teimosia, medo, ou sei lá o que.

Acássio é mais um dos milhares que quando diante da ficha do vestibular não sabia bem que curso preencher e acabou tendo a "brilhante" ideia de cursar Administração. Na verdade ele sempre falava que queria abrir um bar, não sei se queria mesmo ou criou essa ideia para justificar a sua escolha de curso.

Depois de formado os planos de abrir um bar nunca saíram do papel. Ele tornou-se mais um graduado em Administração procurando um emprego qualquer já que esse curso não fornece qualquer foco ou especialização em uma área.

Após passagens por alguns empregos, sem sucesso, decidiu que o melhor caminho seria estudar para concursos, pois com os bons salários que ele ia ganhar seria possível fazer um pé de meia para abrir sua empresa com segurança. O problema é que apesar do investimento feito em materiais e cursinhos, os resultados não vieram como esperado.

Na verdade foram muitas reprovações seguidas. Não sei ao certo, mas foram pelo menos 7 anos dedicados aos estudos para concurso, sem trabalhar, e os resultados não vinham. Nem uma nomeação sequer. Nem na prefeitura de Tangamandápio. Certa vez tive uma conversa com ele pra dar umas dicas de estudo e percebi que ele, apesar dos anos de estrada de concurseiro, ainda cometia erros primários na sua preparação, e por mais que eu o aconselhasse, ele era teimoso demais para aceitar.

Certamente as cobranças já estavam pesando nas costas dele, mais de 30 anos nos "coro", sem trabalho, sem renda, morando com os pais, namorada já dando aquela pressão pra casar, e um fracasso atrás do outro nos concursos. Eu via essa situação e sempre pensava: "se a intenção era passar em um concurso para juntar dinheiro e abrir uma empresa, por que diabos não pular a etapa do concurso e já ir direto para o objetivo principal que era a empresa?".

Depois de muitos anos acho que ele resolveu finalmente fazer essa simples reflexão. O cara passou tanto tempo bitolado nesse objetivo "concurso" que acabou se fechando para o mundo de possibilidades que há por ai. Depois dessa reflexão, Acássio não só chegou a conclusão de que concursos não eram pra ele, como decidiu abrir seu negócio. Ai você pode perguntar: com que dinheiro ele abriu esse negócio? Afinal, ele queria passar em um concurso para ter segurança financeira para abrir sua empresa. Bom, eu não sei ao certo mas suspeito que o sogrão deu uma força, mas quer saber, isso não importa. Quem quer empreender de verdade e acredita na ideia, arranja o dinheiro de alguma forma, foi o que ele fez.

Acássio não abriu um bar, mas sim uma loja de móveis, que fez tamanho sucesso que já inaugurou a segunda loja, que eu tenho certeza que também será muito bem sucedida.

Moral da história? Essa é uma história que deixa muitas lições e morais, depende do ponto de vista, mas eu diria que a lição que fica é que de tempos em tempos precisamos parar tudo, se conectar com nós mesmos (pode ser num retiro espiritual, num spa, num fim de semana na serra, num passeio de barco, etc) e nos questionarmos: "o que estou fazendo da minha vida? Para onde estou indo? Onde vou chegar? Onde eu quero realmente chegar?"

Abraços,

Senhor Ministro