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sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Onde a Blogosfera de Finanças se Perdeu?

Eu estou assumindo aqui o enorme risco de ser injusto, afinal já tem bastante tempo que não acompanho com assiduidade a blogosfera, mas dando uma zapeada de vez em quando a impressão que eu fico é que a blogosfera perdeu sua identidade.

Se você pensar, identidade é algo complexo, que dificilmente se cria da noite pro dia e que, na maioria das vezes, surge naturalmente, sendo construída aos poucos.

Eu comecei a frequentar as bandas de cá em 2016 por meio do saudoso Blog do Pobretão, talvez o personagem mais marcante da história da blogosfera e que foi a porta de entrada para milhares de outros blogueiros e leitores.

Não sei se estou sendo apenas saudosista, mas olhando pra trás me parece que nessa época a blogosfera tinha muito mais "brilho" eu eu atribuo isso a alguns fatores, mas o principal deles é que naquela época tínhamos GRANDES contadores de história postando com assiduidade como o Pobretão, Viver de Construção, Corey, Seu Madruga, Frugal Simples, etc. Tínhamos também mais conteúdo técnico de qualidade, como os do Soul Surfer.

Minha impressão é que hoje nós não temos mais nenhum storyteller que consiga a retenção que esses acima tiveram, nem temos conteúdo técnico de qualidade, que gere debates enriquecedores.

Tenho visto algumas pessoas dizendo que houve migração para o Youtube e tenho minhas dúvidas. A linguagem do Youtube é outra, o processo de produção de vídeo é muito mais trabalhoso, além disso a manutenção do anonimato no Youtube é mais complicada.

Porém tenho reparado uma boa quantidade de novos perfis no Instagram de pessoas compartilhando suas jornadas de investimento, assim como sempre foi por aqui, mas a pegada não é a mesma. Lá não se cria o senso de comunidade que temos (ou tínhamos aqui). Provavelmente esse pessoal vai desistir com a falta de engajamento. São potenciais grandes bloggers sendo desperdiçados no mainstream das redes sociais, vivendo a ilusão de serem os novos Primos Ricos.

MAS O QUE ESTÁ FALTANDO?

Não sei exatamente, mas acho que está faltando um camisa 9, aquele jogador de referência no time, ou seja, aquele blog que consegue centralizar a comunidade em volta dele, que consegue atrair público externo e introduzir esse público à comunidade e a filosofia que se prega aqui.

Esse papel foi brilhantemente cumprido pelo Pobretão e o saudoso ranking de patrimônio da blogosfera. Não lembro exatamente os valores do ranking mas acho que hoje eu já conseguiria participar da Série A, isso na época era surreal pra mim.

BELEZA MINISTRO, VAI FICAR AÍ SÓ CHORANDO?

Da minha parte vou tentar agregar eventualmente com um conteúdo mais técnico (sem ser maçante) por aqui e trazer uma visão mais madura sobre investimentos. Dando uma zapeada em alguns blogs tenho percebido que pouco tem se abordado questões de análise e seleção de ativos e os que o fazem é de forma bem superficial.

E claro, vou tentar trazer algumas boas histórias também, discussões sobre carreira, concursos, negócios, renda extra, etc. Não tenho como fazer isso com assiduidade e regularidade, mas estarei presente.

Nesse últimos 4 dias tenho lido bastante coisa por aqui e voltando a me conectar com a minha essência quando comecei a investir. Nos últimos anos o meu consumo de conteúdo sobre investimento tem sido focado mais no Instagram e Youtube, principalmente com profissionais do mercado e a vibe é outra, principalmente porque esse pessoal só está compartilhando conteúdo porque esperam vender algo posteriormente.

Quem assistiu às Olimpíadas deve ter reparado nas competições de Skate, onde o pessoal estava ali competindo uns com os outros mas havia um grande senso de camaradagem, onde todo mundo se conhece e se apoia. Diferente de um futebol por exemplo, acabou o jogo é cada um pro seu lado e a competitividade é muito elevada.

A blogosfera é o skate, YT e IG é o futebol.

Mas é isso, não deixemos a blogosfera morrer!

Se alguém tiver sugestões de novos bons blogueiros postando com assiduidade, deixem ai nos comentários para eu atualizar o blogroll (eu nem lembro como faz isso rsrs)

E você que me lê, qual sua visão sobre a Blogosfera de finanças atualmente?

Abraço,

Senhor Ministro

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Você Gostaria de Ser Promovido? Eu Não!




Faaaala pessoal!

Hoje mais um insight de carreira e negócios, dessa vez baseado em duas coisas: num vídeo que vi (já tem algum tempo) do Érico Rocha e numa situação de "dança das cadeiras" que estou presenciando no trabalho. Nesse vídeo o Érico Rocha narrava sua história desde quando era empregado de um banco de investimentos em Londres, até quando decidiu largar tudo e como montou sua empresa. Lógico que, pra efeitos de marketing, o cara vai dar uma glamourizada na história, mas um trecho me chamou a atenção...

Quando ele trabalhava no tal banco, recebia um excelente salário, porém estava infeliz no trabalho. Um dos insights que levou ele a largar tudo e voltar pro Brasil foi pensar o seguinte: aonde eu quero chegar trabalhando aqui? Se eu trabalhar muito mais e for reconhecido eu vou chegar onde eu quero? Eu quero estar na posição do meu chefe, ou do chefe do meu chefe?

Daí a reflexão foi que não tinha mais sentido ele continuar trabalhando ali pois ele não estava feliz com seu trabalho atual tampouco almejava ser promovido ou subir na carreira.

Eu acho que já falei aqui, mas já ocupei posição de chefia no meu trabalho e tem um pouco mais de 1 ano que estou sem cargo de chefia. No começo é chato tanto a perda financeira como a perda de poder de decisão e influência, porém com o tempo eu comecei a enxergar muitos pontos positivos como:

1. Possibilidade de estar focado em uma atividade específica (sem precisar responder 500 e-mails e ir para 200 reuniões) possibilitando uma maior especialização e aprofundamento no trabalho.

2. Mais liberdade de trabalho, podendo gerenciar seu tempo com mais previsibilidade.

3. Livre de preocupações chatas e burocráticas como de gestão de pessoas (folha de ponto, férias, recesso, etc) e de sistemas (atualizar o sistema de gestão de processos, o de atividade finalística, o de não sei o que, etc)

4. E o mais importante: mais tempo para se dedicar a coisas extra trabalho (família, amigos, esportes, renda extra, etc)


A verdade é que, infelizmente, em muitas organizações os chefes ao invés de serem gestores, conduzindo equipes para o sucesso e pensando estrategicamente o negócio, tornam-se meros apagadores de incêndio, tendo que passar o dia inteiro resolvendo assuntos pontuais, participando de reuniões e respondendo e-mails. 

Como eu narrei no início, estou presenciando uma certa "dança das cadeiras" com algumas pessoas conhecidas no trabalho e conversando com elas vejo o quanto alguns estão angustiados e chateados com a possibilidade de perderem seus cargos. Nesses momentos a politicagem corporativa rola solta e não necessariamente as pessoas boas serão as promovidas ou escolhidas para algum cargo de liderança.

Estar fora desse circuito me dá um certo alívio e sensação de liberdade, pois não fico na dependência de convites para cargo de chefia, e se eventualmente eu quiser trabalhar em outro setor ou departamento, basta acionar alguns contatos e consigo mais facilmente uma movimentação (já que não há gratificações ou cargos envolvidos nessa negociação). 

Sinceramente hoje eu não tenho vontade de ocupar a posição do meu chefe, nem do chefe do meu chefe, porém isso não significa que estou infeliz no trabalho, pelo contrário, sair desse circuito está me possibilitando me tornar um profissional muito melhor e ter muito mais liberdade. Essa última palavrinha (liberdade) é minha prioridade no momento!

Abraços,

Senhor Ministro

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Diploma de Ensino Superior Ainda Vale Alguma Coisa?

Diploma de Ensino Superior Ainda Vale Alguma Coisa?

Faaaala pessoal

O papo de hoje é sobre faculdade/universidade no Brasil. Muita coisa que escrevo aqui vem de algum insight que tenho no dia a dia, que me leva a alguma reflexão e acabo desenvolvendo a ideia aqui. Pois bem, já relatei aqui antes que gosto de ouvir podcasts enquanto dirijo, é uma forma de transformar um tempo "morto" num espaço de aquisição de conhecimento.

Pois bem, estava ouvindo esses dias um podcast do Raiam Santos (Mundo Raiam) em que ele entrevista a Kim Farrel, uma garota americana que se tornou gerente/executiva de marketing do Google no Brasil. Nessa entrevista a Kim conta toda a história dela que é muito baseada no meio acadêmico americano, toda a saga de tirar boas notas, ter comportamentos destacados, ser aceita em grandes universidades (ela estudou em Harvard), o perfil de profissional formado por cada universidade, o prestígio profissional que tem os profissionais formados em determinadas universidades (ela até cita que na entrevista pra trabalhar no Google havia um requisito de ser formada nas top 10 universidades do país), etc.

Pode ser que para muitos tudo isso não seja novidade, mas para mim, alguém que nunca se interessou nem pesquisou sobre fazer faculdade nos EUA, achei bem curiosa a cultura americana relacionada ao ensino superior, principalmente em dois pontos: o diploma universitário em determinadas universidades ter um peso decisivo no currículo e na vida da pessoa; e as grandes universidades terem mentes brilhantes como professores formando outras mentes brilhantes.

Talvez eu tenho caído um pouco na romantização da coisa, mas pelo que foi "pintado" percebi uma diferença abissal com a realidade de hoje no Brasil. Acho que há uns 25 ou 30 anos atrás havia uma cultura aqui de se estudar pesado para entrar em universidades públicas, pois eram as que tinham o melhor ensino (além de ser de "graça") e tinha uma ou outra particular de muito destaque que também eram muito disputadas.

Com todo o boom de democratização do ensino superior, principalmente por meio do FIES e Prouni, houve uma explosão de criação de faculdades, muitas com ensino de qualidade duvidosa, sem qualquer critério de seleção, prontas para entregar o diploma para qualquer um com cérebro maior que de uma formiga (desde que eles, ou o governo, paguem as mensalidades), as famosas Uniesquinas.

diploma universitario


Resultado: o diploma de ensino superior perdeu seu valor, recém formados sofrem para conseguir empregos mal remunerados.

Faz bastante tempo que estou por fora desse meio acadêmico e de busca por emprego, porém minha percepção é que mesmo diplomas de universidades públicas já não tem tanto valor também. É como se a contaminação do mercado tivesse afetado a todos, mais ou menos como acontece no mercado de venda de carros usados: como tem muito vendedor picareta, os bons vendedores acabam ficando com a má fama também.

E aí o cidadão acaba dedicando 4 anos de sua vida e boa parte de seus recursos financeiros, até mesmo contraindo dívidas elevadas, em um projeto de ensino que tem mais probabilidade de não lhe dar o retorno esperado do que o contrário.

Será que a tal democratização do ensino superior, da forma como foi feita, transformou o diploma de graduação num pedaço de papel sem valor? Eu não tenho uma resposta conclusiva pra isso, pois, como citei, não vivo essa realidade.

E você, o que acha? Como o seu diploma te ajudou ou como você espera que vá ajudá-lo? Como a sua empresa encara a questão da formação acadêmica para seleção e promoção de profissionais? Ainda vale a pena fazer faculdade?

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Se Você Nasceu em Família Pobre, Seu Problema Não é o Dinheiro!


Faaaala pessoal!

Esses dias reparei uma coisa curiosa onde trabalho e que me levou a uma reflexão pesada sobre a capacidade que as pessoas tem para ganhar, ou não, dinheiro. Deixe-me explicar.

Em qualquer ecossistema da sociedade as pessoas tendem a se organizar em castas com características semelhantes. Por exemplo, na escola os vagabundos tendem a fazer amizade com outros vagabundos, os nerds com nerds, os populares com populares e os impopulares com impopulares. Na igreja vai ser a mesma coisa, na vizinhança a mesma coisa e no trabalho a mesma coisa.

Esses dias estava reparando isso no meu trabalho: os servidores de alto escalão tendem a andar apenas com outros servidores de alto escalão, os servidores "normais" tendem a andar com outros servidores "normais", os terceirizados tendem a andar com outros terceirizados, os estagiário com estagiários, e os prestadores de serviço com outros colegas semelhantes.

Qual a relação disso com dinheiro? TODA!

Se eu me cerco apenas de pessoas semelhantes a mim a tendência é que a minha forma de enxergar as coisas seja sempre a mesma, que minha mente enxergue sempre as mesmas oportunidades e os mesmos riscos. Se eu puxar o papo "empreendedorismo" e "marketing digital" com um casal de servidores públicos em que cada um ganha R$ 10 mil, eles provavelmente farão pouco caso ou mesmo críticas sobre o assunto, já que a bolha deles (em que eles vivem bem) são aqueles dois contracheques de R$ 10 mil.

Quer ver só? Outro dia escutei duas terceirizadas conversando sobre concursos, dando conselhos uma para a outra sobre a forma como estavam estudando, quais matérias estudar, etc. Ai eu pensei: nenhuma das duas passou em qualquer concurso pra estar dando conselhos uma para outra e, ironicamente, elas trabalham num órgão com um dos concursos mais disputados do Brasil, por que não pedir conselhos para algum dos centenas de servidores que já passaram por esse desafio e que trabalham ao lado delas?

Todo mundo conhece aquele ditado que diz: você é a média das pessoas com quem convive.

Sendo assim, para crescermos em alguma área da vida o ideal é buscarmos conviver com pessoas que já chegaram lá ou que pelo menos estão no caminho certo.

Dito isso, vou ao título do post: quem nasce em família pobre precisa vencer uma coisa que é muito mais forte que a falta de dinheiro que é a...

MENTALIDADE DE POBREZA!



É muito louco mas quem não abre os olhos pra isso e vai vivendo aquela vida "pré determinada" vai deixando que suas condições econômicas as molde. Eu vejo muito isso no trabalho, os servidores efetivos (bem remunerados e a maioria de famílias com condições razoáveis) se comportam de uma maneira totalmente diferente dos terceirizados (salários baixos e famílias humildes).

Não me refiro ao preço da roupa ou ao carro que andam, mas em relação a aspectos comportamentais. A entonação da voz, o vocabulário, a forma de falar, a forma de andar, os hábitos alimentares, o tipo de roupa que vestem, a forma física, as coisas sobre as quais conversam, etc. É como se só de olhar, mesmo sem um crachá pra distinguir, você consegue identificar a qual "casta" pertence determinada pessoa.

A mesma coisa aconteceria se um grupo de jovens empresários observasse a minha casta, de servidores efetivos, iriam olhar com desdém pensando que são pessoas que trocam seu tempo por dinheiro, que tem sua renda limitada a um contracheque, que se submetem a cumprir horários em troca de um salário, que não tem liberdade, etc.

CONCLUSÃO


A moral dessa história é que um dos passos mais importantes para crescermos em uma determinada área da vida é buscar conviver com pessoas que tenham esse mesmo objetivo e, principalmente, com pessoas que já chegaram lá.

A própria blogosfera de finanças é uma forma genuína de convivermos com pessoas que estão na busca da independência financeira e com algumas que já chegaram lá.

Então se você quer passar em um concurso, troca ideia com alguém que já fez isso.
Se você quer montar um negócio digital, troca ideia com alguém que já fez isso.
Se você quer ficar sarado com barriga de tanquinho, troca ideia com alguém que já fez isso.
E se você quiser sair da pobreza, troca ideia com alguém que já fez isso.

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Palestra Motivacional é Melhor que Palestra "Desmotivacional"

Palestra Motivacional é Melhor que Palestra "Desmotivacional"

Eu vejo muita gente por aí que torce o nariz ou faz chacota com livros de autoajuda ou palestras motivacionais. Geralmente dizem que esse tipo de conteúdo é caça-níquel e que não tem efeitos práticos na vida.

Em parte eu posso até concordar, tem gente que usa os conteúdos motivacionais como uma forma de fuga, pessoas que se viciam em consumir esse tipo de conteúdo para viver a ilusão que está se tornando uma pessoa melhor, que está melhorando a sua vida, sem, contudo, colocar em execução qualquer projeto ou mudança de comportamento que efetivamente faça alguma diferença.

Entretanto, me parece irônico que tanta gente torça o nariz para conteúdos motivacionais mas, por outro lado, deem todos os ouvidos para conteúdos “desmotivacionais”. Na verdade eu até sei o motivo disso: as “palestras desmotivacionais” que ouvimos geralmente veem de pessoas próximas a nós, que, pelo menos em tese, querem o nosso bem, por isso exercem tanta influência na nossa vida.

Por exemplo, quando você começa a conversar de investimentos e independência financeira com alguém próximo (cônjuge, amigo, pais, parente, etc) essa pessoa pode dizer que “isso é besteira, tem que viver a vida, ninguém sabe o que vai acontecer amanhã, isso é pra quem tem muito dinheiro, etc”.

Ou então você decidiu investir num negócio online buscando ser uma autoridade em alguma área que você manja e quem sabe ganhar dinheiro com consultorias, mentorias, cursos, etc. Mais uma vez alguém próximo vai dizer: “esse negócio de ser "blogueiro" não dá dinheiro, já tem muita gente melhor que você fazendo isso, pra ensinar isso você precisa ter um pós-doutorado, etc”.

Ou você decidiu começar a praticar um esporte e, mais uma vez, pessoas próximas dizem: “você não tem porte físico pra esse esporte, esse esporte tem muita lesão, você nem tá ganhando dinheiro com isso, etc”.


Palestra Motivacional é Melhor que Palestra "Desmotivacional"




Eu podia dar inúmeros exemplos de “palestras desmotivacionais” que comumente ouvimos de amigos, cônjuges, pais, parentes, etc.

Por gostarmos dessas pessoas e acreditarmos que elas estão pensando no nosso bem, temos a tendência de dar muita importância a esse tipo de “conselho”, muito mais do que deveríamos. Porém poucas pessoas conseguem enxergar realmente o que acontece que é um choque de valores. Se você preza pelos valores “liberdade e independência” vai, invariavelmente, entrar em choque com uma pessoa que tem forte os valores “segurança e estabilidade”.

Então se um pai quer apoiar o filho a ser independente, empreendedor, ficar longe de concursos públicos, ou sequer fazer faculdade, e a mãe, por sua vez, quer que esse mesmo filho passe na melhor universidade pública e passe no melhor concurso público, para ter bom salário e estabilidade, o que está acontecendo ai é um choque de valores.

É por isso que um velho jargão do mundo de autoajuda faz tanto sentido:

NÃO LIGUE PARA A OPINIÃO DOS OUTROS!!!

Na prática não dá pra ignorar totalmente a opinião dos outros, principalmente de pessoas importantes, caso contrário seríamos apenas idiotas antissociais e egoístas. Porém, acima de tudo, precisamos buscar a nossa individualidade, de fazer o que acreditamos, mesmo que seja passando por cima ou ignorando a opinião de pessoas importantes.

Mesmo que não dê certo e aquela pessoa fale “viu só? Eu te avisei”, não importa! Se acreditamos em algo e se esse algo está alinhado com nossos valores e projetos de vida, vale o risco. Se não der certo, é aprendizado!

Nesses momentos, a opinião de pessoas que tem os mesmos valores que a gente, mesmo que seja um total desconhecido - como um autor de livros de autoajuda, um palestrante motivacional, alguém que você conheceu em uma conferência de negócios, ou alguns blogueiros com endereço blogspot.com - vale muito mais que a opinião da sua esposa(o), namorada(a), pais ou amigos.

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018 Blog "Ministro do Investimento" (51 posts, 56 mil acessos, 1.008 comentários)



Fala pessoal, chegando o fim do ano e é hora de fazer a retrospectiva do blog!

No ano passado eu também a fiz (embora tivesse apenas 7 meses de blog) e esse ano é a primeira retrospectiva de um ano calendário completo!

A gente vai adquirindo experiência na blogosfera e vai vendo muitos blogs surgirem e logo desaparecerem, muitos blogueiros experientes desistindo ou desacelerando suas atividades online, assim como muitos outros surgindo e fazendo excelentes trabalhos.

É um constante desafio manter a criatividade e entregar conteúdo de valor aqui, mas é um desafio gratificante. De alzheimer "nóis" num morre!

Ainda quero ver esse blog crescendo muito mais, mas, principalmente, que continue sendo um guia pra mim e para outras pessoas no rumo da independência financeira!

Vamos aos números apurados então:

Artigos Publicados


> 2017: 30 artigos publicados (média de 4 por mês)
> 2018: 51 artigos publicados (média de 4 por mês)

Nesse aspecto os números foram constantes

Número de Visualizações


> 2017: 16.134 visualizações (média de 2.305 por mês, 77 por dia)
> 2018: 55.940 visualizações (média de 4.661 por mês, 153 por dia)

Nesse aspecto o crescimento foi significativo, incremento de 102% no número de visualizações/mês.

Número de Comentários


> 2017: 674 comentários (média de 22 por artigo)
> 2018: 1.008 comentários (média de 20 por artigo)

Aqui teve uma pequena queda, porém nada significativo.

Artigo Mais Visitado


> 2017: o artigo mais visitado era o "A Blogosfera Está Disseminando Uma Mentalidade de Pobreza" com 828 visualizações
> 2018: o artigo mais visitado do blog atualmente é o "As Melhores Ações do Setor Elétrico" com 5.513 visualizações

Artigo Mais Comentado


> 2017: o artigo mais comentado era o "A Blogosfera Está Disseminando Uma Mentalidade de Pobreza" com 39 comentários
> 2018: o artigo mais comentado atualmente é o "Depressão Pós Bitcoin" com 56 comentários

Origem dos Visitantes do Blog


Na posição atual, as principais fontes de tráfego do blog são:

1. Google
2. Finansferas
3. Viver de Construção (in memoriam)

Obs: em 2017 o Google era apenas a 9ª maior fonte de tráfego do blog, hoje ganha de lavada das outras.

Meu objetivo para 2019, assim como foi antes, é continuar escrevendo com regularidade artigos que agreguem valor e gerem boas discussões, e, claro, continuar usando o blog como uma ferramenta para alavancar a minha própria vida financeira.

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Se Você Tem Menos de 30 Anos, Leia Isso...

jovem investidor

Em nossas vidas temos alguns marcos temporais interessantes, diria que o primeiro deles é quando completamos 18 anos e atingimos a maioridade: podemos dirigir, podemos ser presos, podemos consumir bebidas alcoólicas (até parece que não consumíamos antes kkk), mas sobretudo a vida dá uma reviravolta com o fim do longo período escolar (que se iniciou quando éramos crianças) e somos introduzidos à dura realidade que para ser alguém na vida precisamos ganhar dinheiro.

O outro marco igualmente interessante são os 30 anos completos, é quando, passada a euforia dos "20 e poucos anos" paramos pra fazer uma reflexão profunda sobre os caminhos que demos para a vida. É nesse momento que muita gente entra em desespero pois pensam "nossa, tenho 30 anos e não casei nem tenho filhos", "nossa, tenho 30 anos e não tenho um emprego decente", "nossa, tenho 30 anos e ainda moro com meus pais", mas uma das questões mais relevantes é:  

"Nossa, completei 30 anos de vida e não tenho um centavo guardado/investido".

Se isso aconteceu ou pode acontecer com você é motivo para se preocupar? Lógico!!!

Quando se trata de construir patrimônio, gerar renda passiva, atingir a independência financeira, temos uma equação muito simples que resume tudo: Aporte x Tempo x Rentabilidade. Só que nessa singela equação as variáveis "Aporte" e "Tempo" tem muito mais peso que a "Rentabilidade" (pelo menos na fase de acumulação de patrimônio).

Portanto, quem chega aos 30 anos sem um puto no bolso e quer atingir a IF, logicamente terá menos tempo para isso do que uma pessoa de 20 anos, por conseguinte terá que reforçar a variável "Aporte" para compensar a diminuição da variável "Tempo". "ah mas essa pessoa pode focar em ter uma rentabilidade acima da média pra recuperar o tempo perdido". Só se for montando uma empresa bem lucrativa ou algo do tipo, pois buscar rentabilidades astronômicas no mercado financeiro é o início do fracasso.

jovem investidor
Não precisa chorar

Por que estou falando isso? Para assustar aqueles que completaram 30 anos e estão endividados e sem patrimônio? Claro que não! É possível sim sair dessa situação e ainda atingir a IF, é só questão de ter consciência do estado atual e traçar uma rota para o estado desejado. Esse é papo para outro post.

A minha mensagem principal de hoje é para aqueles que estão nos seus 20 e poucos anos, curtindo a vida e deixando para depois esse papo de "aportar e investir". Mesmo que você ganhe pouco, comece agora! Fiz uma pequena simulação para demonstrar a importância de começar a aportar desde jovem, mesmo ganhando pouco, veja só:

jovem investidor

Para construir essa simulação utilizei uma taxa de aporte de 20% da renda, que é um valor completamente possível para um jovem com poucas despesas e responsabilidade (principalmente considerando que as pessoas estão cada vez mais prolongando a "estadia" na casa dos pais), e rentabilidade anual de 6,5% (atual rentabilidade do Tesouro Selic).

Veja que uma pessoa que faz esse esforço, que consegue adquirir essa disciplina de aportes e investimentos (sem muito sacrifício, diga-se de passagem), consegue, saindo do absoluto zero, chegar aos 30 anos com um patrimônio de R$ 80 mil. Nada mal. E repare nos salários que eu utilizei para fazer a simulação, nada astronômico, não é salário de executivo ou gerente sênior, salários normais e atingíveis.

Essa pessoa, além de iniciar a sua fase de "trintão" com um bom patrimônio, ganhará outra coisa de valor inestimável: disciplina e conhecimento. Depois de anos de aportes e investimentos, mesmo eventualmente aportando pouco, essa pessoa estará muito mais preparada e habituada a economizar e investir. No momento em que sua renda aumentar ela terá capacidade de aportar mais e saberá exatamente como investir esse dinheiro, aumentando significativamente a velocidade e intensidade da acumulação patrimonial.

Se você, assim como eu, já passou dos 30, certamente se arrepende de não ter tido essa consciência quando mais jovem. Eu particularmente me arrependo muito, e olha que meus salários foram bem maiores que esses que utilizei na simulação (muito embora tenho assumido responsabilidades bem mais cedo que a média dos jovens de hoje em dia).

Mas nunca é tarde, a melhor hora pra começar é agora, e se você é jovem, melhor ainda!

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Jair Bolsonaro é o Novo Presidente do Brasil: O Que Podemos Esperar?

Jair Bolsonaro é o Novo Presidente do Brasil: O Que Podemos Esperar?
Depois de 16 anos de hegemonia do PT na política nacional, chegamos ao encerramento desse ciclo na história do país. Um ciclo marcado pela ascensão e queda econômica do Brasil, um ciclo marcado por políticas públicas assistencialistas, um ciclo marcado, principalmente, pelas mão sujas da corrupção, pelo declínio ético e moral da classe política, pelo total descrédito do povo brasileiro no futuro da nação.

Inicia-se agora um novo ciclo e, como tudo que é novo, traz consigo esperança e apreensão. Abandonamos o barco da esquerda e optamos por nos juntar às trincheiras da direita. Vejo muitas pessoas dizendo por ai que o "ódio e a intolerância venceram", besteira! O que venceu foi o fim do coitadismo, do vitimismo, o que venceu foi a crença que esse país pode ser grande e que o brasileiro pode ser um povo grande.

Não, o Brasil não tem 55% de fascistas, o Brasil tem, na verdade, 55% de pessoas que estão absolutamente fartas de corrupção, de obras inacabadas, de impostos exorbitantes, de governos grandes e ineficientes, de má gestão, de troca de favores espúrios.

Bolsonaro vai ser um grande gestor, paladino da ética e salvador da pátria? Lógico que não! Bolsonaro é cachorro velho na política, mas não podemos desmerecer a vitória numa eleição presidencial de um candidato de um partido pequeno, sem coligação, sem tempo de TV e sem fundo partidário. Que recado o povo brasileiro está dando? Alguns preferem achar que é o recado do "ódio", tudo bem, esses já estão cegos mesmo.

Acompanhei em grupos do Whatsapp e no Instagram muita baboseira do tipo "fascismo, homofobia, ditadura, violência, ódio", embora eu tenha evitado ao máximo participar desse tipo de discussão, sempre me chocou a incapacidade de algumas pessoas de fazer uma autorreflexão. O Brasil passou mais de uma década sendo roubado, a economia entrou no maior caos da história, levando milhões de pessoas ao desemprego, um bando de alienados se manifesta pra soltar da cadeia um bandido condenado, e o mesmo partido que causou isso tudo ainda quer se eleger novamente (inclusive lançando esse mesmo condenado como candidato), que país é esse? Não, ninguém quer o ódio, queremos é "mudar tudo isso que tá ai", como disse Cid Gomes: "acharam que eram donos do país, mas o Brasil não aceita ter dono".

Capas da The Economist de 2009 e 2016 mostram a ascensão e declínio do Brasil
Capas da The Economist de 2009 e 2016 mostram a ascensão e declínio do Brasil

Para o Brasil crescer novamente, o novo Presidente terá alguns grandes desafios pela frente. O primeiro deles é equilibrar as contas do governo: há 4 anos amargamos déficit fiscal, ou seja, o governo gasta mais do que arrecada (e olha que não arrecada pouco). Entre as principais despesas, e que só crescem como uma bola de neve, estão a previdência e os juros da dívida.

Nesse sentido o próprio candidato já afirmou que irá priorizar a reforma da previdência e a privatização de estatais (com o dinheiro das privatizações pode-se pagar parte da dívida). A diminuição de ministérios e a racionalização do tamanho do Estado também poderão ajudar a equilibrar as contas.

Também é preciso acabar com a farra de isenções fiscais. Na minha opinião não devia dar isenção fiscal pra ninguém, inclusive os estados e municípios deviam ser proibidos de fazer isso. Isso fere a competitividade entre as empresas. Se uma empresa quer se instalar num local A ou B, que o faça por questões estratégicas do negócio e não por estar recebendo incentivos fiscais. A base de uma economia livre é a livre concorrência, e os incentivos fiscais são uma afronta direta a isso. Porém, algo nesse sentido só seria possível com uma ampla reforma tributária.

Esses são apenas alguns dos grandes desafios que o país precisa enfrentar para se tornar uma grande nação. Existem outras questões como saúde, educação, segurança, etc, porém quando o país cresce, quando as pessoas tem emprego e renda, a vida das pessoas melhora em todos os aspectos, tanto do rico, da classe média como do pobre.

Sigamos em frente que está tudo apenas começando. Não existem salvadores da pátria, inclusive um do "parças" do Bolsonaro que vi dando entrevista é o Alberto Fraga, deputado pelo DF, um conhecido bandido da política. Portanto devemos estar sempre vigilantes, porém esperançosos que dias melhores virão para todos (homem, mulher, rico, pobre, gay, hétero, etc).

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Descobri Que Não Vivemos Para Morrer



Recentemente dois posts de colegas da blogosfera chamaram a atenção: um do Sr. IF365, que relatou a sua decisão de pedir demissão do seu emprego em virtude de completo esgotamento físico e mental, e outro do AA40, que desabafou sobre como a sua rotina estressante de trabalho estava o afastando de sua família. Também lembro de o Investidor Precoce ter feitos relato semelhante há algum tempo. Isso tudo ainda sob a sombra do trágico falecimento do nosso colega VdC.

O que mais me "tocou" foi o relato do AA40 que, em determinado ponto, cita que, em virtude de todo o stress e infinitas demandas de trabalho, a relação com seu filho pequeno estava ficando distante. Me tocou porque eu também tenho uma filhinha de 1 ano e meio e sei o quanto "machuca" esse dilema de "mais tempo para curtir a família (x) trabalhar mais para ganhar mais e sustentar a família".

Na verdade, esse deve ser um dos maiores dilemas do mundo moderno, o mundo profissional invade cada vez mais o mundo pessoal, até chegar ao ponto em que é impossível equilibrar as duas coisas, um dos dois vai sobrepor o outro, às vezes de forma irreversível. Eu posso dizer que sou um afortunado pois tenho a oportunidade de ganhar muito bem e ter tempo suficiente para equilibrar de forma razoável essa equação "trabalho x família".

O que mais me motivou a escrever esse post foi um fato que aconteceu nesse último fim de semana. Fui a um casamento de uma amiga da Sra. Ministro, e rolou uma dança da noiva com o pai, aquela coisa de todo casamento. Só que os dois dançavam de forma bem carinhosa e descontraída e a Sra. Ministro me falou: "ela (a noiva) é louca pelo pai dela, só fala nele". Os pais da noiva são um casal de classe média baixa e ai eu pensei: "esse pai não precisou de muito dinheiro pra ter o amor/admiração/carinho de sua filha. Eu quero ganhar muito dinheiro, mas sobretudo, quero ter esse tipo de relação com minha filha".

Eu não vou me alongar muito acerca da importância de equilibrar a vida profissional/financeira e a pessoal/família, o BPM já escreveu um excelente artigo acerca disso. Quero na verdade compartilhar uma excelente música que me faz refletir muito sobre isso e sempre me emociona que é a "Ocean" do Alok.

A melodia é sensacional, a letra (e a história por trás dela) é incrível, mas o mais legal é o clipe, que é quase um curta-metragem que retrata bem o dilema "sucesso profissional x família". Em suma, o clipe retrata um cara (interpretado pelo Rodrigo Santoro) bem família que, porém, deixa a carreira e outras tentações mundanas sobrepor e deteriorar sua relação com a mulher, filho e o pai. Segue o clipe. Não deixa de assistir!:


Um trecho bem legal da letra é o seguinte:

"Wish I told you I loved you more
Maybe I was lost before
Showed affection to only gold
While the sunset made me cold
I won't complain no more
Doesn't matter if we're rich or poor
I found out that we don't live to die
(olha o título do post =D)
I know there is a reason why"


O mais interessante é a história por trás da música, que o próprio Alok conta nesse vídeo, que foi escrita em homenagem a uma menina de 12 anos de Maringá, que era muita fã dele e sonhava em conhecer o mar, porém faleceu precocemente em virtude de uma Leucemia.

A história toda se deu quando, em 2017, a menina ganhou uma viagem para um resort, no litoral catarinense, nessa ocasião ela viria a conhecer o mar. O gerente do hotel teve conhecimento da paixão da garota pelo DJ Alok e, em contato com a produção do artista, viabilizou um encontro entre os dois neste mesmo resort, naquele fim de semana.

No entanto a fã teve uma piora repentina, perdendo a visão inclusive, e precisou ser internada às pressas, não tendo condições de conhecer o artista (nem o mar) naquela ocasião. O DJ Alok se sensibilizou com a história e ao contatar a mãe da garota descobriu que a fã era uma criança de 12 anos que estava com graves problemas de saúde. Alok que estava na Colômbia fez questão de falar com a garota por telefone e prometeu encontrá-la assim que retornasse.

Durante a conversa ao telefone o DJ disse a ela que tudo ia ficar bem, que ela ia se recuperar, porém ela respondeu afirmando que estava tranquila, que não tinha medo do que ia acontecer. A garota veio a falecer naquela mesma semana, antes de ter a oportunidade de conhecer o seu ídolo e o mar. Toda essa história inspirou o Alok a escrever e compor a "Ocean".

CONCLUSÃO

Não sejamos hipócritas, nesse mundo moderno quem não tem dinheiro não é nada, o dinheiro nos dá acesso a uma infinidade de coisas boas, porém algumas coisas (como a família) nos definem como pessoa e a medida que nos distanciamos delas, nos distanciamos também de quem realmente somos.

Não devemos utilizar esse discurso como justificativa para fracassar ou desistir da nossa jornada de enriquecimento, porém é uma reflexão que sempre deve ser colocada à mesa.

Abraços,

Senhor Ministro

terça-feira, 9 de outubro de 2018

O Que Realmente Está em Jogo na Disputa Entre Bolsonaro e Haddad

 
Cá entre nós, os candidatos escolhidos para disputar o 2ª turno não são necessariamente os melhores, na minha opinião os melhores expoentes da direita e esquerda eram, respectivamente, João Amoêdo e Ciro Gomes, mas bem, é o que temos para hoje.

Minha proposta com esse artigo é deixar o tema "corrupção" um pouco de lado e discutirmos, entre os dois projetos que estão postos, qual deles tem o maior potencial de fazer o país crescer novamente.

As diferenças entre os dois candidatos que disputam o 2º turno são inúmeras, mas a principal delas é a sua orientação acerca do papel do Estado, enquanto Bolsonaro assume uma linha mais liberal, com enxugamento de ministérios e privatizações, Fernando Haddad mantém-se na linha do Estado de Bem-estar Social. Eu já falei um pouco sobre isso aqui no blog, mas vou dar uma nova ótica para aqueles que ainda estão em dúvida acerca do assunto.

Qual a diferença entre esses dois projetos de governo? Tudo depende do grau de liberalismo que o Bolsonaro pretende implementar (algo ainda incerto), mas a ideia central da corrente de pensamento liberal é que a solução dos problemas do país não está no Governo mas sim nas pessoas, portanto o papel do Governo é dar um ambiente que permita que as pessoas tenham liberdade para agir. Já o Estado de Bem-estar Social é aquela ideologia que prega que o Governo deve ser o protagonista das soluções dos problemas do país.

Pra ilustrar e exemplificar a diferença entre essas duas filosofias vou dar um exemplo prático: a Lei Rouanet.  Resumidamente a Lei Rouanet dá desconto no imposto de renda para empresas que patrocinam projetos culturais, em outras palavras, o Governo investe (deixa de arrecadar), por ano, R$ 1 bilhão apoiando os mais diversos projetos culturais. E qual é a principal questão? As maiores empresas culturais que se beneficiam da Lei Rouanet são sempre as mesmas, de uma forma que chegou-se ao ponto em que sem o apoio estatal elas não conseguiriam sobreviver, ou seja, criou-se um "Rouanet-dependência" no mercado cultural.

Veja que nesse exemplo o Estado assumiu o papel de "pai" da cultura, assumindo-a como sua "filha", lhe devendo amor, afeto e, obviamente, lhe sustentando. O problema disso é que cria-se a dependência da filha para com o seu pai, dificilmente essa filha vai conseguir caminhar com as próprias pernas. Algo semelhante acontece com grandes companhias que recebem isenções fiscais para instalar suas fábricas em determinadas localidades. Tais empresas acabam "incorporando" essas isenções às expectativas de resultados financeiros, criando-se também um grau de dependência estatal.




Por isso que o que eu defendo é, ao invés do atual "Estado Pai" um "Estado Amigo". Numa relação de amigo/amigo não existe a obrigação de um sustentar o outro, pelo contrário, o amigo enxerga que seu companheiro está numa situação difícil e o ajuda com um empréstimo, com uma palavra de apoio, com alguns conselhos, sempre na expectativa que ele saia do buraco e caminhe por si só posteriormente. Por isso, penso que quando o Estado atua sobre um setor ou segmento da população ele deve fazê-lo em caráter transitório, visando sempre que aquele setor ou segmento populacional consiga se alavancar e caminhar com as próprias pernas.

Obviamente que um "Estado Pai" tende a se capitalizar mais eleitoralmente, pois os filhos costumam ser mais fiéis aos pais do que aos amigos, porém pensando-se no bem da nação, penso que chegamos ao momento de repensar essa tentativa de implementar o Estado de Bem-estar Social num país como o Brasil, algo que já provou-se inviável.

O que você acha disso?

Abraços,

Senhor Ministro

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Que Brasil Você Quer Para o Futuro?

Que Brasil Você Quer Para o Futuro?
 
Há alguns meses a Rede Globo lançou a campanha "Que Brasil Você Quer Para o Futuro" convidando um bando de imbecis, quer dizer, telespectadores, a enviarem vídeos em que expressam a sua visão de país ideal para o futuro. O problema é que o Brasil que as pessoas querem para o futuro é um país inviável e fadado o fracasso.

Eu não costumo assistir muita TV, mas às vezes assisto alguns trechos de jornais da Globo e vira e mexe vejo alguns desses vídeos dessa campanha. Não posso afirmar estatisticamente pois não assisti tantos vídeos assim, mas o que percebo é que 90% das expectativas externalizadas pelas pessoas para o "Brasil do Futuro" é basicamente sobre um país em que os políticos não roubem e o governo atenda a todas as necessidades do povo (saúde, educação, emprego, renda, moradia, segurança, comida, roupa, lazer, cultura, terra, etc).

O primeiro destaque em relação a isso é que esses dois desejos ("políticos honestos" e "Estado ultra provedor") são antagônicos. Quanto maior a demanda por um Estado provedor, maior esse Estado precisa ser, necessitando de mais recursos, mais pessoas, mais órgão públicos, etc. Por sua vez, quanto maior for a abrangência governamental e o volume de recursos públicos à disposição do governo, maior será o apetite de agente públicos (políticos ou não) e privados para ficar, ilegalmente, com parte desse enorme bolo, seja o bolo do "dinheiro", seja o bolo do "poder".

O outro destaque é essa tara por um Governo que proporcione tudo aos cidadãos: as pessoas, principalmente as mais humildes, esperam que a solução para tudo venha do governo, as crianças e jovens crescem aprendendo que é obrigação do Governo dar uma vida confortável para "seus" cidadãos, filhos da pátria. Um exemplo bem universal disso é a previdência, a esmagadora maioria das pessoas apenas vão trabalhando "normalmente" pois sabem que sua velhice será garantida pelo aposentadoria "do INSS". Ora, pra quê se preocupar em fazer poupança, investimentos, pé de meia ou previdência privada para a aposentadoria se o INSS está ai pra isso?

Essa cultura gera dois grandes problemas (certamente há outros que não me vem à mente agora): primeiro a síndrome da "gratidão". Como as pessoas esperam que o Governo aja como uma mãe, elas estão sempre apresentando demandas. Uma vez que essas demandas são atendidas cria-se o sentimento de gratidão ao político/governante que viabilizou esse atendimento. O político, por sua vez, usa dessa gratidão para se perpetuar no poder, até chegar ao ponto em que essa gratidão é tão grande que o político em questão pode até usar seu mandato em prol de interesses particulares que, mesmo assim, o público ainda vai lhe apoiar.


Que Brasil Você Quer Para o Futuro?
"Rouba mas faz"
Outro problema está relacionado com o comportamento vitimista que é adotado sistematicamente pelas pessoas, que acham que um ser externo (Governo) tem a obrigação/dever de lhe dar uma vida confortável, ao mesmo tempo em que culpam esse mesmo Governo por suas mazelas. Ou seja, a pessoa abre mão do protagonismo da sua vida, da sua individualidade e do seu potencial e deposita todas suas esperanças sobre um ente abstrato que, não raramente, é comandando por pessoas não comprometidas com o interesse público.

Existe toda uma discussão filosófica acerca disso, nesse sentido destaco um trecho interessante que li num blog aleatório pela internet em que é falado sobre Antonio Gramsci e o Marxismo Cultural:



Esse papo filosófico é longo e certamente eu não sou especialista para debater sobre isso, mas acerca dessa natural devoção e expectativa das pessoas em relação ao Estado, penso que poderíamos mudar essa perspectiva fazendo uma leve alteração na pergunta da campanha da Rede Globo: ao invés de perguntar "que Brasil você quer para o futuro?" a pergunta mais adequada seria: "Que Você o Brasil Terá no Futuro?".

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Cuidado Com a "Gourmetização" de Tudo, o Prejuízo Pode ser Grande!



Eu não sei exatamente há quanto tempo o fenômeno da gourmetização foi iniciado, suspeito que há muitos e muitos anos, porém nos últimos tempo essa tendência tem se alastrado de forma significativa e invadindo os setores e produtos mais inusitados, transformando experiências triviais, como comer um saco de pipoca, em algo totalmente "diferente e inovador" (pipoca com caramelo, coco e noz-pecã). Logicamente que para consumir esse "algo novo" o custo é diferente: enquanto um saco de pipoca normal custa uns R$ 5,00, um saco de pipoca gourmet pode custar mais de R$ 30,00. No universo masculino podemos citar os recentes fenômenos da gourmetização das barbearias e das cervejas.

Isso tudo é colocado na cabeça das pessoas de forma recorrente por meio de infusões massivas de marketing, que vão desde propagandas comuns, blogs e canais de Youtube especializados, até programas de televisão como Masterchef. As pessoas vão sendo levadas a pensar que elas PRECISAM experimentar aquela coisa diferente, que só se vive uma vez, que elas merecem aquela experiência "premium". E ai aquela velha resenha com os amigos tomando Skol, comendo petiscos e falando bobagens, que resultava numa conta aceitável para rachar com todo mundo, vira encontros sem sal e em bares de cervejas especiais, em que se paga por uma cerveja o valor total da conta de outros tempos.

A lista de produtos e serviços gourmets é interminável: barbearia gourmet, cerveja gourmet, café gourmet, restaurante gourmet, pipoca gourmet, churros gourmet, etc. A gourmetização tornou-se um trunfo dos empresários para conquistar e fidelizar seus clientes, porém por trás de uma experiência diferenciada está uma das maiores arapucas financeiras que podem ser montadas. É aquela coisa, depois de ver não dá pra "desver", ou seja, depois que você é inserido nesse mundo gourmet e é inundado de informações e confirmações externas acerca da "maravilha" daquele mundo, a possibilidade de você ficar preso é muito grande.



Retomando o exemplo que dei, o cidadão bebeu sua vida toda Skol e Antarctica e sempre lhe satisfez plenamente. Certo dia porém um amigo lhe convenceu a tomar uma cerveja diferente, pois esses lixos brasileiros não prestam. Ele provou essa cerveja importada e até gostou porém de início não achou que valeria a pena pagar 5x mais por ela, porém, com o tempo, o seu paladar foi se "refinando", ele foi estudando o assunto, lendo reviews de cervejas, participando de eventos cervejeiros, e hoje ele entende finalmente o que é uma cerveja de verdade, que custa, no mínimo, R$ 30,00 uma long neck, isso quando ele ainda não tinha decidido produzir sua própria cerveja, que tem lhe custado mais de R$ 100,00 por litro, porém nada como o sabor de uma cerveja artesanal feita no próprio quintal de casa, afinal de contas uma cerveja com aroma frutado e feita com água filtrada em recipientes alcalinos e ionizados faz toda a diferença!

Perceba que em um mudança de comportamento relativamente rápida, uma pessoa deixa de consumir uma cerveja de R$ 8,00 por litro, para pagar R$ 100,00 por litro. Será que a diferença da experiência entre uma e outra compensa tamanha diferença financeira? Eu duvido! O pior é que uma vez que alguém é atingido pelo "raio gourmetizados" é muito difícil voltar atrás.

E ai o corte de cabelo que custava R$ 15,00 passa a custar R$ 60,00; a pipoca que custava R$ 5,00 passa a custar R$ 30,00; o café que custava R$ 4,00 passa a custar R$ 25,00; a lasanha que custava R$ 15,00 passa a custar R$ 50,00 em sua versão lowcarb, e assim por diante....Essa é a receita perfeita para a derrocada financeira, pois aos poucos essas experiência gourmets vão ficando cada vez mais frequentes e vão corroendo o orçamento pessoal. E como todos sabemos para subir o padrão de vida é num piscar de olhos, mas para baixar são outros quinhentos.....

Então se você almeja grandes objetivos financeiros, fique de olhos abertos com o "raio gourmetizador" pois ele pode acabar com suas pretensões, destruir seu orçamento e frustrar seus investimentos.

E você é adepto de algum produto gourmet e acha que vale a pena? Ou conhece alguém que vende os rins para desfrutar de experiências premium? Comenta aqui embaixo!

Abraços,

Senhor Ministro

sexta-feira, 27 de julho de 2018

A Estratégia do Lobo de Wall Street Para Vender Ações


 
Atualmente estou lendo o livro "Os Segredos do Lobo - O Método Infalível de Vendas do Lobo de Wall Street" onde Jordan Belfort (o Lobo de Wall Street) fala do método que ele utilizava para treinar sua equipe de corretores para vender ações. No caso, Belfort fez fortuna vendendo ações baratas de pequenas empresas supostamente promissoras para ricassos acostumados a comprar apenas ações "blue chips".

De acordo com o próprio Jordan, o seu método, que ele denomina de "Linha Reta" é tão eficiente que ele fez com que "um bando de idiotas que mal saíram da adolescência confrontar os mais ricos investidores dos Estados Unidos". Muitos desses "idiotas" ficaram milionários ganhando comissões pela venda de ações na corretora Stratton Oakmont. Segundo Jordan, o seu método era tão eficiente e fácil de seguir que era "virtualmente à prova de idiotas".

Uma das coisas interessantes do livro é que o Jordan defende que por mais que alguém saiba as palavras certas a serem ditas para um potencial comprador (ou alguém que precisa ser persuadido), apenas as palavras não são suficientes para se esquivar da mente lógica do comprador e criar uma reação emocional, que é o que move a maior parte das pessoas a tomar uma decisão.

Para tanto, o autor defende que existem dois elementos fundamentais que vão fazer com que um vendedor consiga falar com o lado emocional do comprador: o tom de voz e a linguagem corporal. Ele diz que o seu tom de voz, o modo como move o corpo, suas expressões faciais, o tipo de sorriso que oferece, o jeito como se veste, o modo como estabelece contato visual e todos aqueles grunhidos enquanto se escuta alguém falar (ooh, aah, hanram etc) são parte fundamental da comunicação e causam enorme impacto em como você é percebido. Jordan defende que a comunicação humana é realizada 45% pelo tom de voz, 45% pela linguagem corporal, e apenas 10% pelas palavras efetivamente proferidas.

Não dá pra eu falar detalhadamente de cada aspecto do método "Linha Reta" pois esse post ficaria gigantesco (e talvez eu sofresse um processo por direitos autorais rs) mas uma das partes do "Linha Reta" que eu achei mais interessante e replicável para diversos momentos da nossa vida cotidiana e profissional é o método da "Âncora Olfativa".

O cerne desse método é o seguinte: para que você tenha chances de persuadir alguém - seja para fazer uma venda, apresentar um projeto, fazer uma entrevista, convencer seu filho ou esposa a agir de certa forma, conquistar aquela gata, etc - é preciso estar num estado emocional de poder. Esse estado emocional deflagra os quatro Cs: certeza, clareza, confiança e coragem.

A questão é que ninguém é 100% confiante e tem 100% certeza de tudo a todo momento, e isso nem é saudável, afinal aqueles que tem certeza de tudo toda hora são mais conhecidos como "cara chato" ou "idiota", certo? Ai que está o X da questão, o Jordan ensina com seu método como despertar esse estado de poder em momentos específicos.


O MÉTODO DA ÂNCORA OLFATIVA

Esse método não foi inventando 100% pelo Jordan Belfort, na verdade é um método bem antigo originário da PNL, sobre o qual eu já tinha lido e até tentado colocar em prática, mas a forma como o Jordan apresenta me pareceu bem interessante. A ideia é que podemos ser provativos no que diz respeito a escolher nosso estado emocional, ou seja, deixamos de ser reféns das circunstâncias da vida e passamos a escolher de forma consciente nosso estado emocional.

Para ilustrar, cito um cientista russo chamado Ivan Pavlov, conhecido por seus estudos relacionados à psicologia do comportamento. Certa vez ele fez um experimento que consistia no seguinte: presentear um cachorro faminto com um pedaço de carne ao mesmo tempo que se toca um sino. Previsivelmente o cachorro começou a salivar assim que viu a carne, enquanto o som do sino era só uma coincidência, pelo menos no início. Contudo, o que Pavlov logo percebeu é que a medida que ele ia repetindo o processo não demorou para que o cachorro começasse a salivar simplesmente ao som do sino, a carne não era mais necessária.

Na PNL o som do sino tocando é chamado de âncora e o processo pelo qual dois itens não relacionados (sino e carne) estabelecem um ligação dessa forma é chamado de fixar âncora. Dessa forma, para conseguirmos "ativar" o estado emocional de poder, o método mais eficiente seria criar uma âncora para despertar esse estado. Mas como fazer isso?

O passo a passo tradicional da PNL é o seguinte:

1. Escolha um Estado: estabeleça uma intenção para o estado emocional que você quer ancorar (estado de certeza e confiança, por exemplo)

2. Escolha sua Concentração: fechar os olhos e retomar um momento em que você estava naquele estado de certeza e confiança e criar uma imagem desse momento na sua mente

3. Escolha sua Fisiologia: mudar sua fisiologia para corresponder àquele estado, por exemplo, ficar em pé sustentando a cabeça com certeza, caminhar com confiança, etc.

4. Intensifique seu Estado: foque novamente naquela situação em que você se sentiu com certeza e confiante e tente buscar mais detalhes da situação para intensificar o sentimento.

5. Estabeleça sua Âncora: Pegar o estado intenso que você acabou de criar e ligá-lo a uma palavra ou um mantra, algum som externo ou alguma sensação aguda, como bater palmas ou gritar a palavra "sim".

O PULO DO GATO

No livro, Jordan relata que tentou por diversas vezes seguir esses cinco passos para construir sua âncora porém não obtinha resultados satisfatórios. Ele identificou basicamente duas coisas: não é nada fácil conseguir estabelecer um estado de absoluta certeza por meio de memórias, pois por mais que tenhamos boas lembranças, dificilmente apenas memorar o fato vai nos levar para um estado de pico absoluto de certeza. Outro problema era a âncora, não adianta estabelecer uma âncora genérica demais como pular, bater palma ou gritar a palavra "sim". É preciso ter uma âncora muito específica e individual para despertar aquele estado.

No fim das contas, ele se deu conta de que a única forma infalível de estar naquele grau megaintenso de absoluta certeza e confiança para estabelecer uma âncora legítima era esperar até estar nesse estado organicamente, e ai sim, estabelecer a âncora. Já para a âncora, ao invés de escolher âncoras genéricas, como as citadas acima, ele escolheu uma âncora muito específica: uma âncora olfativa. Ou seja, a âncora para ser vinculada ao estado emocional de certeza absoluta seria cheirar algo específico. Lá nos tempos de Lobo de Wall Street certamente ele usou como âncora muitas substâncias ilícitas, porém no livro ele recomenda o produto Boom Boom Energy (não sei se existem similares no Brasil, mas pelo que pesquisei esse BoomBoom é uma espécie de tubo que exala determinadores odores e que geram benefícios como melhorar respiração, combater sinusite, melhorar concentração, etc)

Portanto, resumidamente a ideia é a seguinte: esperar aquele momento impressionante em que você fecha uma grande venda, faz uma grande apresentação, conquista a mulher mais gata da festa, ou qualquer situação que te leve a um estado de absoluta certeza e confiança, e, nesse instante, sacar o tubo de BoomBoom e dar uma grande inalada em uma narina de cada vez, para fixar bem aquele odor. Depois cerre o punho e aperte com força, para que consiga sentir as unhas apertando a palma da sua mão e solte a palavra "sim" (ou "yes") de forma decidida.

A partir dai, sempre que passar por outra situação de absoluta certeza, reforce a âncora, dê mais uma cheiradinha. Com a prática o simples fato de sentir aquele cheiro em específico vai te despertar o estado emocional de certeza e confiança absoluta.

CONCLUSÃO


Eu ainda não testei esse método mas me parece extremamente interessante. Não sei se no Brasil vende algo semelhante a esse BoomBoom mas se houver vou comprar um e deixar a postos. Na próxima situação em que eu me sentir no estado de certeza e confiança absoluta, vou começar a testar o método.

E você, já conhecia ou já tentou algo do tipo?

Abraços

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

Caso queira conhecer melhor o livro, é só clicar no link abaixo:


terça-feira, 24 de julho de 2018

Minha Homenagem ao Viver de Construção

Ontem foi com muita surpresa, choque, incredulidade e tristeza que recebi a notícia do falecimento repentino do nosso colega Viver de Construção, um cara jovem, saudável, cheio de objetivos que teve a vida encerrada de forma abrupta. Sinceramente, no início achei que fosse uma brincadeira de mal gosto, ou que alguém havia invadido a conta do blogger dele, mas quando os mais próximos a ele confirmaram o fato, realmente fiquei muito triste.

Embora eu não o conhecesse pessoalmente, a forma como ele estava sempre escrevendo, fazendo desabafos sobre sua vida profissional, respondendo comentários e comentando nos blogs, e apoiando novos blogueiros, nos fazia tê-lo como um verdadeiro amigo. Inclusive o apoio dele foi muito importante para o crescimento do meu blog: o blog Viver de Construção é a segunda maior fonte de tráfego aqui do blog, perdendo apenas para o Google.

Nossa comunidade de blogs de finanças envolve muita gente, são dezenas de milhares de pessoas que leem esses blogs costumeiramente. Já tivemos alguns grandes expoentes como Viver de Renda e o Pobretão, e sem dúvidas o Viver de Construção está no rol dos grandes ícones da Blogosfera. Independente de concordar ou não, gostar ou não de todas suas postagens eu o via como uma espécie de líder dos blogs de finanças, falar em Viver de Construção era sinônimo de falar da blogosfera de finanças.

O mais triste é que o cara deixou a vida no seu auge, há um mês havia comemorado o atingimento da chamada tranquilidade financeira, quando atingiu renda passiva superior ao seu salário, estava a todo vapor com seu novo site "Informaremos", planejava viagem pra Europa e até falava em ter filhos.

Se sua esposa ou alguém da família um dia ler isso, o que eu queria deixar é uma mensagem de conforto, não sei como era a vida "offline" do VdC, mas em sua vida "online" ele deixou um legado enorme, influenciou positivamente dezenas ou centenas de milhares de pessoas com a sua saga de vida em busca da independência financeira, um cara humilde que alcançou o sucesso financeiro. E o seu legado é não só financeiro, mas também por ser um cara família, uma pessoa do bem.

Para nós que ainda habitamos esse mundo fica a lição que a vida é breve por isso deve ser vivida. Não estou falando de torrar dinheiro em jogos e viagens, lembre-se que a possibilidade de morrer repentinamente é bem menor do que a possibilidade de ficarmos vivos. Dessa forma os objetivos e a consciência financeira não mudam, o que muda é ter a consciência da brevidade da nossa existência como um lembrete para que nós possamos nos arriscar mais, enfrentar nossos medos, chegar mais cedo do trabalho para brincar com os filhos, elogiar quem merece ser elogiado, dizer "eu te amo" para os mais queridos.

VdC, vá com Deus, sua missão na Terra foi curta, mas seu legado é enorme!

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O Que Você Faria Se Sua Vaca Caísse do Penhasco?

vaca penhasco precipício mestreUma pergunta corriqueira quando duas pessoas estão se conhecendo é aquela velha “o que você faz da vida?” e a resposta geralmente é bem simples e curta: “sou programador”, “sou vendedor”, “sou analista de recursos humanos”, “sou contador”, “sou advogado”, “sou dentista”, “sou médico”, “sou engenheiro”, etc.

E nós usamos a palavra “sou” porque de fato é aquilo que somos: se um cidadão passou 4 anos na faculdade de direito, ralou para ser aprovado na OAB, tem experiência de trabalho apenas em escritórios de advocacia, como ele poderia ser algo se não advogado?

Feita essa introdução, vou trazer, rapidamente, a historinha da vaca no penhasco. Acredito que seja uma história bem conhecida, mas se você ainda não conhece, vale a leitura e reflexão.

vaca penhasco precipício mestre

"Mestre e discípulo andavam pela estrada. O caminho era inóspito, agressivo. Muitas pedras e montanhas escarpadas de muito pouca vegetação. Avistaram, ao longe, uma casinha de aspecto pobre e humilde, e para lá se dirigiram.

Foram recebidos, hospitaleiramente, pelo dono da casa e sua numerosa família. Foram abrigados, e os residentes, com eles, compartilharam sua escassa comida e seu espaço para dormir. Interrogado pelo mestre, o dono da casa disse que a alimentação provinha de uma única fonte: uma única vaca da qual tiravam leite e seus subprodutos. O excedente era usado para efetuar trocas no povoado mais próximo.

Mestre e discípulo ficaram ali mais alguns dias, e depois partiram. Algumas horas depois da partida, o mestre disse ao discípulo:

- Volte lá, às escondidas, e jogue a vaca no penhasco.

Estupefato, o discípulo argumentou:

- Mestre, como podes me pedir isto? Então não percebes a pobreza de tão numerosa família, e que seu único sustento é a vaca? E, mesmo assim, pedes-me para jogá-la no penhasco?

- Sim - disse o mestre. Jogue a vaca no penhasco.

Desorientado, o discípulo decidiu atender o mestre, no entanto, não conseguia fazê-lo, sem sentir uma enorme culpa. Mesmo assim, o fez pelo mestre.

Alguns anos depois, passavam novamente pelas proximidades, o mestre e o discípulo. Sem nada dizer ao mestre, o discípulo decidiu que pediria perdão por ter jogado a vaca do penhasco. Assim, dirigiu-se até lá. Mas, quando chegou, não mais encontrou a pobre casinha em seu lugar. Havia uma construção nova e confortável. As pessoas que avistou eram limpas e bem vestidas, o ambiente era de trabalho, e o progresso era evidente. Foi, então, até uma das pessoas e perguntou:

- Há uns dois ou três anos, aqui havia uma pequena e pobre casinha. Saberia me dizer para onde foram aquelas pessoas?

- Somos nós - respondeu o homem.

- Não, refiro-me àquelas pessoas pobres que aqui viviam.

- Somos nós - respondeu ele, novamente.

- Mas, o que aconteceu? - disse, olhando o progresso a sua volta.

- Bem , ocorreu uma tragédia conosco. Nossa vaquinha leiteira, única fonte de sustento da família, se soltou do pasto e caiu no precipício. Entramos em aflição e não tivemos outra alternativa a não ser buscar outras formas de nos manter. Assim, aprendemos a plantar e cultivar diversas frutas e hortaliças, começamos a fazer produtos próprios e comercializá-los lá na cidade. Como resultado, temos hoje uma bonita e confortável casa"

E QUAL A MORAL DA HISTÓRIA?



Na maioria das vezes estamos tão preocupados em ser grandes advogados, arquitetos, engenheiros que esquecemos de nos questionar o que mais nós "somos"...

Será que esse caminho profissional que adotamos, muitas vezes iniciado aos 17 ou 18 anos quando escolhemos um curso universitário ou mesmo quando logramos aprovação em um concurso público, é o que nos dará mais retorno financeiro e pessoal ao longo da vida ou seria interessante atirar essa vaca no precipício?

Você já parou pra pensar se sabe fazer outra coisa além do que você faz habitualmente e se seria bem remunerado por isso? Se sim, compartilha ai nos comentários!

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Aniversário de 1 Ano do Blog "Ministro do Investimento"

 
Sim meus amigos, há exatamente um ano eu começava a minha jornada na blogosfera. Para ser mais preciso, meu primeiro post foi no dia 2 de maio de 2017, e de lá pra cá posso dizer que evolui muito no que tange a investimentos e mindset financeiro.

A verdade é que ninguém começa a investir do nada, sempre existe a influência de alguém, seja um parente, seja um livro, ou mesmo um youtuber. No meu caso, os influenciadores foram os diversos blogs aqui da blogosfera, que embora amadores na pretensão de rentabilizar o conteúdo, são extremamente profissionais quando se trata do conteúdo propriamente dito. Então agradeço a todos que estão compartilhando seus conhecimentos em seus respectivos blogs e a todos que engrandecem os debates comentando aqui no blog, mesmo que anonimamente.

Se você não conhece a blogosfera de finanças, dá uma olhadinha aqui ao lado na lista de "Blogs Parceiros", só gente de qualidade!

Para se ter ideia de como evolui, vamos dar uma olhadinha na carteira do meu primeiro fechamento patrimonial, referente à abril de 2017:


Nessa oportunidade, eu relatei que a partir de 2016 eu adquiri uma consciência financeira maior de poupar mais e evitar comportamentos consumistas, o que fez meu patrimônio aumentar em 30% naquele ano, mesmo "investindo" só em poupança. Também comentei que gostaria de, a princípio, manter esse crescimento de 30% por ano do patrimônio. Bom, vamos ver então como ficou meu patrimônio um ano depois:


O aumento absoluto foi de R$ 52.471,70 e em termos percentuais de 27,7%. Não atingi a marca dos 30% mas chegou muito perto disso. Porém é notável a maior diversificação do patrimônio, com ativos financeiros bem mais rentáveis que a poupança.

Eu também havia estabelecido o objetivo de ter a seguinte alocação de ativos (ex-imóvel): 50% em Renda Fixa, 30% em Fundos Imobiliários, 20% em Ações. Bom, esse é um objetivo que ainda estou um tanto longe de alcançar, estou, hoje, com a seguinte alocação: Renda Fixa (70%), Ações (15%) e FII (15%). Não tenho pressa para cumprir esse objetivo, uma eventual correção mais violenta do mercado pode dar a oportunidade para aumentar no curto prazo a alocação em renda variável. Por enquanto, sigo aportando só em ações e FII, aumentando aos poucos a proporção desse tipo de investimento na carteira.

Lá no meu primeiro fechamento patrimonial eu também delimitei uma meta de rentabilidade de 0,7% ao mês, que, à época, considerei conservadora mas dada a nova realidade de juros e inflação no Brasil, diria que é uma rentabilidade bem aceitável. Essa meta eu cumpri à risca, minha rentabilidade média mensal nos últimos 12 meses, de maio/2017 a abril/2018, foi exatamente 0,7% a.m, conforme abaixo:


Rentabilidade anual de 8,33%

Em relação ao blog, em um ano, foram publicados 57 artigos, média de 4,7 por mês, um número aceitável, mas eu espero escrever mais, quem sabe aumentar essa média para uns 6 ou 7 por mês, claro, tentando não ficar repetitivo ou esgotar a capacidade criativa. Aliás, essa é uma coisa muito interessante de escrever um blog, estamos sempre expandindo nossa capacidade criativa.

Nesse um ano o blog teve cerca de 35.600 visualizações, média de mais ou menos 3.000 por mês, número muito interessante, mas o que acho mais interessante é a participações do pessoal nos comentários, sempre trazendo opiniões construtivas. Outro fato extremamente interessante é que após 1 ano, o Google assumiu a dianteira como a principal fonte de tráfego para o blog.

Então é isso, só para deixar registrado mesmo o primeiro aniversário do blog e o meu agradecimento a todos que nos leem.

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com

terça-feira, 13 de março de 2018

Feito é Melhor que Perfeito



Há um tempo atrás, participando de uma reunião, eu indicava para os integrantes da outra ponta da mesa a urgência de tomar uma atitude para solucionar determinado problema, que já se arrastava há bastante tempo. Os interlocutores reconheceram a relevância do problema, porém relataram que não poderiam fazer nada no curto prazo, por se tratar de um tema complexo, que demandaria a participação de outras entidades, de pessoal especializado e estudos técnicos. Informaram então que qualquer atitude demandaria um prazo bem longo.

Ressaltei então que o problema já vinha se arrastando há anos, que várias pessoas já tinham pego aquele “abacaxi” mas nunca tomaram atitudes concretas para resolvê-lo. Falei então que era preciso tomar uma atitude urgente para dar um jeito naquilo, alguma solução rápida precisava ser encontrada, mesmo que não fosse a melhor e mais perfeita possível.

Foi aí que eu falei a frase que intitula esse post: “feito é melhor que perfeito”. Apesar de ser uma expressão bem conhecida, naquela reunião ninguém a conhecia, e fez até relativo sucesso.

A verdade é que, muito possivelmente, os tais “estudos técnicos” de longo prazo que estavam sendo propostos, seriam só mais uma forma de postergar a solução do problema e empurrar o pepino para outro (como já deve ter sido feito anteriormente ao longo dos anos). Ou seja, apenas um subterfúgio para evitar o enfrentamento do problema.

Todo mundo fingindo gostar da ideia enquanto pensam outras formas de postergar o problema

Apesar de esse ser um exemplo corporativo, nós, em nossas vidas pessoais, muitas vezes adotamos a mesmíssima postura:

Nós até queremos investir em ações e fundos imobiliários mas temos medo de perder o dinheiro investido ou escolher os papéis errados;

Nós até queremos iniciar um negócio, mas temos medo de colocar a cara a tapa e no fim das contas o empreendimento fracassar;

Nós até queremos malhar e ficar com o corpo sarado, mas temos medo de pagar a academia e no fim das contas nem pisarmos lá;

Nós até queremos sair de um relacionamento falido, mas temos medo de nos sentir solitários ou não achar mais ninguém interessante;

E o que a gente faz quando tem medo? Ou assumimos nossa covardia ou tentamos nos enganar. Poucos gostam de assumir sua covardia, então, ao invés disso se enganam:

Estudam empresas, se cadastram no Folhainvest, e planejam comprar milhares de ações mas nunca sequer abrem uma conta em uma corretora;

Estudam negócios, assistem conteúdo de vendas, buscam produtos, tudo para montar uma mega empresa que nunca sai do papel;

Leem sobre musculação e nutrição, os melhores alimentos, os melhores exercícios, as melhores academias, mas nunca pegam um peso sequer;

Conversa com amigo(a)s sobre seu relacionamento, participa de fóruns de relacionamento na internet, lê livros sobre o assunto, mas continua com o mesmo relacionamento falido.

Preparação, planejamento, estudo, tudo isso é muito importante, no entanto chega um ponto que o planejamento deixa de ser planejamento e passa a ser apenas uma forma de nutrir o medo, de sabotar a execução do plano.

Nada substitui uma coisa: a ação!

Mas como agir se, justamente, eu tenho medo de agir?

Para responder a essa pergunta, vou trazer uma lição do livro “Os Segredos da Mente Milionária”:
“As pessoas ricas agem apesar do medo. As pessoas de mentalidade pobre deixam-se paralisar pelo medo.”

É muito simples: a melhor forma de perder o medo de agir é dando o primeiro passo, ou seja, agindo!

Parece contraditório mas deixa eu explicar:

- Se você tem planos de alocar R$ 50 mil em ações, diversificando em pelo menos 5 setores diferentes, que tal começar comprando apenas R$ 500,00 de ações de uma única empresa?

- Se você quer lançar um negócio online super incrementado, que tal começar fazendo um Mínimo Produto Viável (MVP)?

- Se você quer perder peso e ficar sarado, que tal começar com uma caminhada de 20 minutos, duas vezes por semana?

- Se você quer melhorar ou se livrar do seu relacionamento, que tal começar chamando a parceira ou parceiro para uma conversa franca?

O primeiro passo é transformador!

Os primeiros R$ 500,00 investidos na bolsa, não são só R$ 500,00. São na verdade um grande quebrador de uma barreira invisível. Eu mesmo enrolei demais pra entrar na bolsa, por medo, medo de perder dinheiro, de não saber como fazer, de não escolher a melhor corretora, de não comprar as melhores ações.  

Comecei em julho/2017 investindo R$ 3.400,00, um tanto perdidão, até dei uma vacilada na compra de uma ação que me levou a pagar corretagem desnecessariamente, mas foi uma quebra de barreira violenta. Hoje já tenho mais de R$ 30 mil investidos na bolsa, opero o home broker da minha corretora com naturalidade e obtive rentabilidades que não podia sonhar com a poupança: de acordo com meu fechamento de fevereiro/2018, minhas ações valorizaram 15,8% em 8 meses, e meus FII valorizaram 19,6% em 7 meses, isso sem mencionar os proventos recebidos. Antes disso, havia passado anos auferindo no máximo, 8% ao ano com a poupança.

O primeiro passo transforma, o primeiro passo abre portas que pareciam intransponíveis. Provavelmente o primeiro passo não vai ser o melhor que você pode fazer, provavelmente você vai fazer alguma coisa errada, mas o que importa é quebrar a barreira, afinal, feito é melhor que perfeito!

Abraços,

Senhor Ministro