segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Jair Bolsonaro é o Novo Presidente do Brasil: O Que Podemos Esperar?

Jair Bolsonaro é o Novo Presidente do Brasil: O Que Podemos Esperar?
Depois de 16 anos de hegemonia do PT na política nacional, chegamos ao encerramento desse ciclo na história do país. Um ciclo marcado pela ascensão e queda econômica do Brasil, um ciclo marcado por políticas públicas assistencialistas, um ciclo marcado, principalmente, pelas mão sujas da corrupção, pelo declínio ético e moral da classe política, pelo total descrédito do povo brasileiro no futuro da nação.

Inicia-se agora um novo ciclo e, como tudo que é novo, traz consigo esperança e apreensão. Abandonamos o barco da esquerda e optamos por nos juntar às trincheiras da direita. Vejo muitas pessoas dizendo por ai que o "ódio e a intolerância venceram", besteira! O que venceu foi o fim do coitadismo, do vitimismo, o que venceu foi a crença que esse país pode ser grande e que o brasileiro pode ser um povo grande.

Não, o Brasil não tem 55% de fascistas, o Brasil tem, na verdade, 55% de pessoas que estão absolutamente fartas de corrupção, de obras inacabadas, de impostos exorbitantes, de governos grandes e ineficientes, de má gestão, de troca de favores espúrios.

Bolsonaro vai ser um grande gestor, paladino da ética e salvador da pátria? Lógico que não! Bolsonaro é cachorro velho na política, mas não podemos desmerecer a vitória numa eleição presidencial de um candidato de um partido pequeno, sem coligação, sem tempo de TV e sem fundo partidário. Que recado o povo brasileiro está dando? Alguns preferem achar que é o recado do "ódio", tudo bem, esses já estão cegos mesmo.

Acompanhei em grupos do Whatsapp e no Instagram muita baboseira do tipo "fascismo, homofobia, ditadura, violência, ódio", embora eu tenha evitado ao máximo participar desse tipo de discussão, sempre me chocou a incapacidade de algumas pessoas de fazer uma autorreflexão. O Brasil passou mais de uma década sendo roubado, a economia entrou no maior caos da história, levando milhões de pessoas ao desemprego, um bando de alienados se manifesta pra soltar da cadeia um bandido condenado, e o mesmo partido que causou isso tudo ainda quer se eleger novamente (inclusive lançando esse mesmo condenado como candidato), que país é esse? Não, ninguém quer o ódio, queremos é "mudar tudo isso que tá ai", como disse Cid Gomes: "acharam que eram donos do país, mas o Brasil não aceita ter dono".

Capas da The Economist de 2009 e 2016 mostram a ascensão e declínio do Brasil
Capas da The Economist de 2009 e 2016 mostram a ascensão e declínio do Brasil

Para o Brasil crescer novamente, o novo Presidente terá alguns grandes desafios pela frente. O primeiro deles é equilibrar as contas do governo: há 4 anos amargamos déficit fiscal, ou seja, o governo gasta mais do que arrecada (e olha que não arrecada pouco). Entre as principais despesas, e que só crescem como uma bola de neve, estão a previdência e os juros da dívida.

Nesse sentido o próprio candidato já afirmou que irá priorizar a reforma da previdência e a privatização de estatais (com o dinheiro das privatizações pode-se pagar parte da dívida). A diminuição de ministérios e a racionalização do tamanho do Estado também poderão ajudar a equilibrar as contas.

Também é preciso acabar com a farra de isenções fiscais. Na minha opinião não devia dar isenção fiscal pra ninguém, inclusive os estados e municípios deviam ser proibidos de fazer isso. Isso fere a competitividade entre as empresas. Se uma empresa quer se instalar num local A ou B, que o faça por questões estratégicas do negócio e não por estar recebendo incentivos fiscais. A base de uma economia livre é a livre concorrência, e os incentivos fiscais são uma afronta direta a isso. Porém, algo nesse sentido só seria possível com uma ampla reforma tributária.

Esses são apenas alguns dos grandes desafios que o país precisa enfrentar para se tornar uma grande nação. Existem outras questões como saúde, educação, segurança, etc, porém quando o país cresce, quando as pessoas tem emprego e renda, a vida das pessoas melhora em todos os aspectos, tanto do rico, da classe média como do pobre.

Sigamos em frente que está tudo apenas começando. Não existem salvadores da pátria, inclusive um do "parças" do Bolsonaro que vi dando entrevista é o Alberto Fraga, deputado pelo DF, um conhecido bandido da política. Portanto devemos estar sempre vigilantes, porém esperançosos que dias melhores virão para todos (homem, mulher, rico, pobre, gay, hétero, etc).

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Descobri Que Não Vivemos Para Morrer



Recentemente dois posts de colegas da blogosfera chamaram a atenção: um do Sr. IF365, que relatou a sua decisão de pedir demissão do seu emprego em virtude de completo esgotamento físico e mental, e outro do AA40, que desabafou sobre como a sua rotina estressante de trabalho estava o afastando de sua família. Também lembro de o Investidor Precoce ter feitos relato semelhante há algum tempo. Isso tudo ainda sob a sombra do trágico falecimento do nosso colega VdC.

O que mais me "tocou" foi o relato do AA40 que, em determinado ponto, cita que, em virtude de todo o stress e infinitas demandas de trabalho, a relação com seu filho pequeno estava ficando distante. Me tocou porque eu também tenho uma filhinha de 1 ano e meio e sei o quanto "machuca" esse dilema de "mais tempo para curtir a família (x) trabalhar mais para ganhar mais e sustentar a família".

Na verdade, esse deve ser um dos maiores dilemas do mundo moderno, o mundo profissional invade cada vez mais o mundo pessoal, até chegar ao ponto em que é impossível equilibrar as duas coisas, um dos dois vai sobrepor o outro, às vezes de forma irreversível. Eu posso dizer que sou um afortunado pois tenho a oportunidade de ganhar muito bem e ter tempo suficiente para equilibrar de forma razoável essa equação "trabalho x família".

O que mais me motivou a escrever esse post foi um fato que aconteceu nesse último fim de semana. Fui a um casamento de uma amiga da Sra. Ministro, e rolou uma dança da noiva com o pai, aquela coisa de todo casamento. Só que os dois dançavam de forma bem carinhosa e descontraída e a Sra. Ministro me falou: "ela (a noiva) é louca pelo pai dela, só fala nele". Os pais da noiva são um casal de classe média baixa e ai eu pensei: "esse pai não precisou de muito dinheiro pra ter o amor/admiração/carinho de sua filha. Eu quero ganhar muito dinheiro, mas sobretudo, quero ter esse tipo de relação com minha filha".

Eu não vou me alongar muito acerca da importância de equilibrar a vida profissional/financeira e a pessoal/família, o BPM já escreveu um excelente artigo acerca disso. Quero na verdade compartilhar uma excelente música que me faz refletir muito sobre isso e sempre me emociona que é a "Ocean" do Alok.

A melodia é sensacional, a letra (e a história por trás dela) é incrível, mas o mais legal é o clipe, que é quase um curta-metragem que retrata bem o dilema "sucesso profissional x família". Em suma, o clipe retrata um cara (interpretado pelo Rodrigo Santoro) bem família que, porém, deixa a carreira e outras tentações mundanas sobrepor e deteriorar sua relação com a mulher, filho e o pai. Segue o clipe. Não deixa de assistir!:


Um trecho bem legal da letra é o seguinte:

"Wish I told you I loved you more
Maybe I was lost before
Showed affection to only gold
While the sunset made me cold
I won't complain no more
Doesn't matter if we're rich or poor
I found out that we don't live to die
(olha o título do post =D)
I know there is a reason why"


O mais interessante é a história por trás da música, que o próprio Alok conta nesse vídeo, que foi escrita em homenagem a uma menina de 12 anos de Maringá, que era muita fã dele e sonhava em conhecer o mar, porém faleceu precocemente em virtude de uma Leucemia.

A história toda se deu quando, em 2017, a menina ganhou uma viagem para um resort, no litoral catarinense, nessa ocasião ela viria a conhecer o mar. O gerente do hotel teve conhecimento da paixão da garota pelo DJ Alok e, em contato com a produção do artista, viabilizou um encontro entre os dois neste mesmo resort, naquele fim de semana.

No entanto a fã teve uma piora repentina, perdendo a visão inclusive, e precisou ser internada às pressas, não tendo condições de conhecer o artista (nem o mar) naquela ocasião. O DJ Alok se sensibilizou com a história e ao contatar a mãe da garota descobriu que a fã era uma criança de 12 anos que estava com graves problemas de saúde. Alok que estava na Colômbia fez questão de falar com a garota por telefone e prometeu encontrá-la assim que retornasse.

Durante a conversa ao telefone o DJ disse a ela que tudo ia ficar bem, que ela ia se recuperar, porém ela respondeu afirmando que estava tranquila, que não tinha medo do que ia acontecer. A garota veio a falecer naquela mesma semana, antes de ter a oportunidade de conhecer o seu ídolo e o mar. Toda essa história inspirou o Alok a escrever e compor a "Ocean".

CONCLUSÃO

Não sejamos hipócritas, nesse mundo moderno quem não tem dinheiro não é nada, o dinheiro nos dá acesso a uma infinidade de coisas boas, porém algumas coisas (como a família) nos definem como pessoa e a medida que nos distanciamos delas, nos distanciamos também de quem realmente somos.

Não devemos utilizar esse discurso como justificativa para fracassar ou desistir da nossa jornada de enriquecimento, porém é uma reflexão que sempre deve ser colocada à mesa.

Abraços,

Senhor Ministro

terça-feira, 23 de outubro de 2018

A Verdadeira Fórmula do Sucesso Financeiro

A Verdadeira Fórmula do Sucesso Financeiro


Na sua opinião, que ponto, financeiramente falando, você precisa alcançar para se considerar bem sucedido financeiramente? Ou melhor, vamos tornar isso menos pessoal: pense em quais são as características apresentadas pelas pessoas que você considera bem sucedidas financeiramente.

Num primeiro momento é normal pensarmos em pessoas que ostentam bens de luxo - como carros importados, grandes casas/apartamento e barcos -, pessoas que fazem viagens internacionais com regularidade, pessoas que são proprietárias de grandes empresas e/ou grandes marcas, pessoas que ocupam altos cargos em multinacionais, etc.

De fato essas pessoas se revestem de uma "casca" de sucesso financeiro e acabam influenciando uma infinidade de outras pessoas, principalmente os jovens, a buscar o mesmo nível de sucesso, porém a verdade é que é impossível mensurar se essas pessoas são, de fato, bem sucedidas financeiramente.

Será que aquele apartamento com vista pro mar e aquele carrão não foram sustentados por endividamento exorbitante? Será que apesar de todas as fotos de viagem no Instagram aquela pessoa dificilmente consegue verdadeiramente relaxar pois é ininterruptamente inundada por demandas de trabalho sem falar na preocupação de perder o emprego e não ter como sustentar a família? Será que aquele cargo executivo não vem às custas de sacrificar o tempo com a família e a saúde? A resposta para essas perguntas pode ser "sim" mas também pode ser "não".

A verdade é que quando somos jovens, nada disso importa, queremos ganhar bem e mostrar que ganhamos bem, não importa a que custo. Porém no longo prazo essa conta pode sair cara e algumas coisas que faziam sentido, já não farão mais, porém sair dessa ciranda pode não ser tão fácil.

É por isso que medir o sucesso financeiro apenas pelo que se vê é um enorme equívoco. Os verdadeiros elementos que definem o sucesso financeiro estão longe dos olhos das pessoas, e baseiam-se no atingimento de dois estágios de vida: a tranquilidade e a independência financeira.

A Verdadeira Fórmula do Sucesso Financeiro
 
A tranquilidade financeira é um ponto no qual dificilmente alguma emergência, fato não recorrente ou imprevisto financeiro, por maior que seja, vai tirar o seu sono. Um exemplo simples para ilustrarmos um pouco esse estágio de vida, é o seguinte: imagina se você, depois de anos de carreira, é executivo de uma grande empresa porém, em virtude de uma reestruturação, perde o seu cargo e passa a ganhar metade do seu antigo salário.

Para a maioria das pessoas isso significa tragédia financeira, mudança brusca de padrão de vida,  endividamento crescente, e possível falência financeira. Porém para quem atingiu a tranquilidade financeira, isso não vai ser uma preocupação tão grande, na prática, a vida vai seguir seu rumo normal e o cidadão terá tempo e tranquilidade para pensar em um eventual rearranjo de sua carreira. Mas como? a resposta é: renda passiva. A renda passiva do indivíduo é suficiente para cobrir o déficit (ou pelo menos parte dele) pela perda salarial.

Já a independência financeira é o estágio seguinte. É aquele ponto em que a renda passiva do indivíduo é suficiente para custear sua vida sem a dilapidação do seu patrimônio. Nesse ponto essa pessoa não depende financeiramente de mais ninguém: empresa, chefe ou governo. Nesse ponto a pessoa pode simplesmente optar por sair de uma multinacional e trabalhar meio expediente na praia alugando pranchas de surf, e sua vida financeira não será alterada. Nesse estágio da vida financeira, o governo pode anunciar o congelamento da aposentadoria por 50 anos, e a vida financeira da pessoa não será alterada.

Tranquilidade e independência, essas são as verdadeiras características do sucesso financeiro. É por isso que há casos de pessoas bem sucedidas financeiramente, mas que não aparentam ser, ao mesmo passo que temos pessoas com a vida financeira em frangalhos, mas que aparentam o sucesso.

É possível ser tranquilo e independente financeiramente morando num apartamento de 60m² e andando de Palio? Sim, é possível. É possível ser tranquilo e independente financeiramente morando num apartamento de frente pro mar e andando de BMW? Sim, também é possível. As expectativas de vida de cada pessoa são diferentes, assim como também será o tamanho da renda passiva necessária para atender a essas expectativas.

E para atingir esse sucesso financeiro que eu descrevi, no fim das contas, existe basicamente uma chave para acessá-lo: renda passiva (de preferência de fontes diversificadas e riscos gerenciados).

Você já parou pra pensar nisso?

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Atualização Patrimonial Setembro/2018: R$ 254.687,45 (- R$ 2.714,90 ) Rentabilidade (- 2,2%)



Mais uma atualização patrimonial tardia, mais uma rentabilidade negativa e um mês sem aportes. Na verdade nesse mês de setembro fiz uma viagem internacional (EUA) então a preocupação com finanças foi muito perto de zero, até porque eu viajei no auge da valorização do dólar então liguei o "foda-se" mesmo.

Esse mês meu patrimônio variou R$ 2,7 mil pra baixo fruto apenas da desvalorização de papéis, notadamente os FIIs, que registraram queda de 12,35% em setembro. Tamanha queda foi fruto de dois fatos atípicos vinculados a dois FII's que possuo em carteira:

a) MFII11 que teve suas negociações retomadas e em virtude de toda a polêmica viu sua cotação despencar uns 40%.

b) GRLV11, um fundo com um ótimo imóvel porém é praticamente um monoinquilino (Ambev). Em setembro a Ambev notificou sua intenção de sair do imóvel, levando a cota do fundo a despencar uns 20%.

Agora em outubro voltei novamente aos estudos de mercado e aos aportes, então na próxima atualização patrimonial deve vir algo melhor do que setembro trouxe.

CARTEIRA:



Olhando esse patrimônio e pensando na meta de fechar o ano com R$ 300k, o cenário não é dos mais fáceis, faltam R$ 45 mil. Considerando que tenho uns R$ 15 mil em conta corrente esperando destinação, e desconsiderando eventuais rentabilidades positivas, eu teria que gerar novos aportes de R$ 30 mil em 3 meses, complicado, principalmente considerando as despesas de fim de ano.

RENTABILIDADE:







Como se pode perceber, mais um mês com tudo fechando no vermelho, destaque para a queda expressiva nos FIIs, como mencionei no início desse post. Outra situação que devo melhorar daqui pra frente é o excessivo saldo de dinheiro na poupança, devo transferir uma parte para TD Selic e outra parte para renda variável, ainda avalio a possibilidade de aproveitar a tendência de queda do dólar para começar uma diversificação em investimentos internacionais.

Pra quem tiver curiosidade, segue a minha carteira de renda variável no fechamento de setembro. Críticas construtivas, sugestões e dúvidas são sempre bem vindas.



Abraços,

Senhor Ministro

terça-feira, 9 de outubro de 2018

O Que Realmente Está em Jogo na Disputa Entre Bolsonaro e Haddad

 
Cá entre nós, os candidatos escolhidos para disputar o 2ª turno não são necessariamente os melhores, na minha opinião os melhores expoentes da direita e esquerda eram, respectivamente, João Amoêdo e Ciro Gomes, mas bem, é o que temos para hoje.

Minha proposta com esse artigo é deixar o tema "corrupção" um pouco de lado e discutirmos, entre os dois projetos que estão postos, qual deles tem o maior potencial de fazer o país crescer novamente.

As diferenças entre os dois candidatos que disputam o 2º turno são inúmeras, mas a principal delas é a sua orientação acerca do papel do Estado, enquanto Bolsonaro assume uma linha mais liberal, com enxugamento de ministérios e privatizações, Fernando Haddad mantém-se na linha do Estado de Bem-estar Social. Eu já falei um pouco sobre isso aqui no blog, mas vou dar uma nova ótica para aqueles que ainda estão em dúvida acerca do assunto.

Qual a diferença entre esses dois projetos de governo? Tudo depende do grau de liberalismo que o Bolsonaro pretende implementar (algo ainda incerto), mas a ideia central da corrente de pensamento liberal é que a solução dos problemas do país não está no Governo mas sim nas pessoas, portanto o papel do Governo é dar um ambiente que permita que as pessoas tenham liberdade para agir. Já o Estado de Bem-estar Social é aquela ideologia que prega que o Governo deve ser o protagonista das soluções dos problemas do país.

Pra ilustrar e exemplificar a diferença entre essas duas filosofias vou dar um exemplo prático: a Lei Rouanet.  Resumidamente a Lei Rouanet dá desconto no imposto de renda para empresas que patrocinam projetos culturais, em outras palavras, o Governo investe (deixa de arrecadar), por ano, R$ 1 bilhão apoiando os mais diversos projetos culturais. E qual é a principal questão? As maiores empresas culturais que se beneficiam da Lei Rouanet são sempre as mesmas, de uma forma que chegou-se ao ponto em que sem o apoio estatal elas não conseguiriam sobreviver, ou seja, criou-se um "Rouanet-dependência" no mercado cultural.

Veja que nesse exemplo o Estado assumiu o papel de "pai" da cultura, assumindo-a como sua "filha", lhe devendo amor, afeto e, obviamente, lhe sustentando. O problema disso é que cria-se a dependência da filha para com o seu pai, dificilmente essa filha vai conseguir caminhar com as próprias pernas. Algo semelhante acontece com grandes companhias que recebem isenções fiscais para instalar suas fábricas em determinadas localidades. Tais empresas acabam "incorporando" essas isenções às expectativas de resultados financeiros, criando-se também um grau de dependência estatal.




Por isso que o que eu defendo é, ao invés do atual "Estado Pai" um "Estado Amigo". Numa relação de amigo/amigo não existe a obrigação de um sustentar o outro, pelo contrário, o amigo enxerga que seu companheiro está numa situação difícil e o ajuda com um empréstimo, com uma palavra de apoio, com alguns conselhos, sempre na expectativa que ele saia do buraco e caminhe por si só posteriormente. Por isso, penso que quando o Estado atua sobre um setor ou segmento da população ele deve fazê-lo em caráter transitório, visando sempre que aquele setor ou segmento populacional consiga se alavancar e caminhar com as próprias pernas.

Obviamente que um "Estado Pai" tende a se capitalizar mais eleitoralmente, pois os filhos costumam ser mais fiéis aos pais do que aos amigos, porém pensando-se no bem da nação, penso que chegamos ao momento de repensar essa tentativa de implementar o Estado de Bem-estar Social num país como o Brasil, algo que já provou-se inviável.

O que você acha disso?

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Atualização Patrimonial Agosto/2018: R$ 257.402,35 (+ R$ 10.142,39) e Rentabilidade ( - 0,49%)



Talvez essa tenha sido a atualização patrimonial mais tardia que eu já fiz, mas esses dias estão muito corridos. Além da correria normal do trabalho eu meio que espremi algumas viagens (inclusive uma internacional que farei na próxima semana) no 2º semestre do ano, então toda aquela coisa de planejar viagem, reservar hotel, comprar moeda, etc, tem me consumido mentalmente.

Fora outras viagens que "terei" que fazer (casamento de amigo de infância, visitar família, etc). Não reclamo, acho muito legal viajar, porém isso também implica em aumento de gastos, contudo acredito que estou equilibrando bem as finanças e ainda tenho uma pontinha de esperança de terminar o ano atingindo a meta que estabeleci (patrimônio de R$ 300 mil).

Essa correria também gerou como consequência um certo desleixo com os investimentos nos últimos dois meses - não um desleixo de gastar dinheiro, se endividar, nada disso - na verdade estou cometendo o deslize de deixar dinheiro parado na conta corrente por pura preguiça de investir. Tenho mais ou menos uns R$ 15 mil aguardando destinação, porém só devo fazer isso quando retornar de viagem.

Corpo e Saúde

Um destaque bem interessante dos últimos dois meses, não exatamente relacionado com finanças, mas tão importante quanto, é o aspecto saúde. Desde o início do ano eu tinha me comprometido a emagrecer (como 99% das pessoas fazem), cheguei a ir ao nutricionista, porém acabei não levando muito a sério esse objetivo.

Porém, desde meados de julho alguma "chave" virou na minha cabeça e eu simplesmente decidi que era a hora. Troquei de nutricionista, comecei a seguir e acompanhar uma galera da nutrição no Instagram e li o excelente livro "4 Horas Para o Copo" do Tim Ferris. Depois devo fazer um post especificamente sobre isso, mas em 2 meses perdi cerca de 3 kgs de gordura e ganhei 2 kgs de massa magra, sem fazer tanto sacrifício, sem jejum, sem suplementos. Baixei meu % de Gordura de mais de quase 29% para 24% em 2 meses. Para uns isso pode ser bom, para outros ruim, mas pra mim foi um puta resultado e vou seguir firme. Havia estabelecido como meta o percentual de gordura de 15% ao final do ano e vou brigar por isso!

Reavaliação de Bens


Uma vez por ano, nos meses de agosto, eu faço a reavaliação dos meus bens, basicamente um carro e um apartamento. Tenho uma planilha de balanço patrimonial onde registro tudo (que é diferente da carteira que publico aqui no blog) e sempre busco registrar os bens pelo seu valor de mercado.

Em relação à carteira do blog, o impacto se dá pelo valor de mercado do imóvel que tenho (lembrando que não moro nele, hoje o mantenho alugado me gerando renda), uma vez que o registro que faço na carteira é o valor de mercado deduzido do saldo devedor do financiamento.

Tenho relativa segurança pra levantar o valor de mercado desse imóvel pois sempre tem muitas ofertas de apartamentos com a mesma planta e no mesmo condomínio.  No ano passado minha base de comparação foram 33 anúncios, nesse ano consegui levantar 23 anúncios. Pois bem, em 2017 o valor de mercado desse imóvel havia declinado 0,2%, nesse ano o valor de mercado subiu 2,2%.

Apenas a título de informação, já que não integra a carteira, o valor de mercado do meu carro caiu, em um ano, 4,2%.



Carteira de Investimentos

Vamos então às finanças propriamente ditas:

Aporte do mês:  R$ 5.162,31

Papéis comprados: 45 EGIE3, 200 GRND3 e 200 ITSA4

Carteira:




Em relação à rentabilidade, em julho houve um ensaio de recuperação mas em agosto voltamos ao negativo e tudo indica que continuará assim até, pelo menos, o começo do próximo ano. Lógico que se o João Amôedo começasse a subir nas pesquisas o cenário ir mudar muito, porém, infelizmente, é improvável que isso aconteça.




Então é isso, eu particularmente seguirei acreditando na renda variável brasileira e devo destinar, pelo menos até o fim desse ano, 100% dos meus aportes para ações e FIIs. A partir do próximo ano, a depender do cenário que se desenhe para o país, começo a pensar em frear um pouco o ímpeto pelo investimento na bolsa.

Abraços,

Senhor Ministro

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Que Brasil Você Quer Para o Futuro?

Que Brasil Você Quer Para o Futuro?
 
Há alguns meses a Rede Globo lançou a campanha "Que Brasil Você Quer Para o Futuro" convidando um bando de imbecis, quer dizer, telespectadores, a enviarem vídeos em que expressam a sua visão de país ideal para o futuro. O problema é que o Brasil que as pessoas querem para o futuro é um país inviável e fadado o fracasso.

Eu não costumo assistir muita TV, mas às vezes assisto alguns trechos de jornais da Globo e vira e mexe vejo alguns desses vídeos dessa campanha. Não posso afirmar estatisticamente pois não assisti tantos vídeos assim, mas o que percebo é que 90% das expectativas externalizadas pelas pessoas para o "Brasil do Futuro" é basicamente sobre um país em que os políticos não roubem e o governo atenda a todas as necessidades do povo (saúde, educação, emprego, renda, moradia, segurança, comida, roupa, lazer, cultura, terra, etc).

O primeiro destaque em relação a isso é que esses dois desejos ("políticos honestos" e "Estado ultra provedor") são antagônicos. Quanto maior a demanda por um Estado provedor, maior esse Estado precisa ser, necessitando de mais recursos, mais pessoas, mais órgão públicos, etc. Por sua vez, quanto maior for a abrangência governamental e o volume de recursos públicos à disposição do governo, maior será o apetite de agente públicos (políticos ou não) e privados para ficar, ilegalmente, com parte desse enorme bolo, seja o bolo do "dinheiro", seja o bolo do "poder".

O outro destaque é essa tara por um Governo que proporcione tudo aos cidadãos: as pessoas, principalmente as mais humildes, esperam que a solução para tudo venha do governo, as crianças e jovens crescem aprendendo que é obrigação do Governo dar uma vida confortável para "seus" cidadãos, filhos da pátria. Um exemplo bem universal disso é a previdência, a esmagadora maioria das pessoas apenas vão trabalhando "normalmente" pois sabem que sua velhice será garantida pelo aposentadoria "do INSS". Ora, pra quê se preocupar em fazer poupança, investimentos, pé de meia ou previdência privada para a aposentadoria se o INSS está ai pra isso?

Essa cultura gera dois grandes problemas (certamente há outros que não me vem à mente agora): primeiro a síndrome da "gratidão". Como as pessoas esperam que o Governo aja como uma mãe, elas estão sempre apresentando demandas. Uma vez que essas demandas são atendidas cria-se o sentimento de gratidão ao político/governante que viabilizou esse atendimento. O político, por sua vez, usa dessa gratidão para se perpetuar no poder, até chegar ao ponto em que essa gratidão é tão grande que o político em questão pode até usar seu mandato em prol de interesses particulares que, mesmo assim, o público ainda vai lhe apoiar.


Que Brasil Você Quer Para o Futuro?
"Rouba mas faz"
Outro problema está relacionado com o comportamento vitimista que é adotado sistematicamente pelas pessoas, que acham que um ser externo (Governo) tem a obrigação/dever de lhe dar uma vida confortável, ao mesmo tempo em que culpam esse mesmo Governo por suas mazelas. Ou seja, a pessoa abre mão do protagonismo da sua vida, da sua individualidade e do seu potencial e deposita todas suas esperanças sobre um ente abstrato que, não raramente, é comandando por pessoas não comprometidas com o interesse público.

Existe toda uma discussão filosófica acerca disso, nesse sentido destaco um trecho interessante que li num blog aleatório pela internet em que é falado sobre Antonio Gramsci e o Marxismo Cultural:



Esse papo filosófico é longo e certamente eu não sou especialista para debater sobre isso, mas acerca dessa natural devoção e expectativa das pessoas em relação ao Estado, penso que poderíamos mudar essa perspectiva fazendo uma leve alteração na pergunta da campanha da Rede Globo: ao invés de perguntar "que Brasil você quer para o futuro?" a pergunta mais adequada seria: "Que Você o Brasil Terá no Futuro?".

Abraços,

Senhor Ministro

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Cuidado Com a "Gourmetização" de Tudo, o Prejuízo Pode ser Grande!



Eu não sei exatamente há quanto tempo o fenômeno da gourmetização foi iniciado, suspeito que há muitos e muitos anos, porém nos últimos tempo essa tendência tem se alastrado de forma significativa e invadindo os setores e produtos mais inusitados, transformando experiências triviais, como comer um saco de pipoca, em algo totalmente "diferente e inovador" (pipoca com caramelo, coco e noz-pecã). Logicamente que para consumir esse "algo novo" o custo é diferente: enquanto um saco de pipoca normal custa uns R$ 5,00, um saco de pipoca gourmet pode custar mais de R$ 30,00. No universo masculino podemos citar os recentes fenômenos da gourmetização das barbearias e das cervejas.

Isso tudo é colocado na cabeça das pessoas de forma recorrente por meio de infusões massivas de marketing, que vão desde propagandas comuns, blogs e canais de Youtube especializados, até programas de televisão como Masterchef. As pessoas vão sendo levadas a pensar que elas PRECISAM experimentar aquela coisa diferente, que só se vive uma vez, que elas merecem aquela experiência "premium". E ai aquela velha resenha com os amigos tomando Skol, comendo petiscos e falando bobagens, que resultava numa conta aceitável para rachar com todo mundo, vira encontros sem sal e em bares de cervejas especiais, em que se paga por uma cerveja o valor total da conta de outros tempos.

A lista de produtos e serviços gourmets é interminável: barbearia gourmet, cerveja gourmet, café gourmet, restaurante gourmet, pipoca gourmet, churros gourmet, etc. A gourmetização tornou-se um trunfo dos empresários para conquistar e fidelizar seus clientes, porém por trás de uma experiência diferenciada está uma das maiores arapucas financeiras que podem ser montadas. É aquela coisa, depois de ver não dá pra "desver", ou seja, depois que você é inserido nesse mundo gourmet e é inundado de informações e confirmações externas acerca da "maravilha" daquele mundo, a possibilidade de você ficar preso é muito grande.



Retomando o exemplo que dei, o cidadão bebeu sua vida toda Skol e Antarctica e sempre lhe satisfez plenamente. Certo dia porém um amigo lhe convenceu a tomar uma cerveja diferente, pois esses lixos brasileiros não prestam. Ele provou essa cerveja importada e até gostou porém de início não achou que valeria a pena pagar 5x mais por ela, porém, com o tempo, o seu paladar foi se "refinando", ele foi estudando o assunto, lendo reviews de cervejas, participando de eventos cervejeiros, e hoje ele entende finalmente o que é uma cerveja de verdade, que custa, no mínimo, R$ 30,00 uma long neck, isso quando ele ainda não tinha decidido produzir sua própria cerveja, que tem lhe custado mais de R$ 100,00 por litro, porém nada como o sabor de uma cerveja artesanal feita no próprio quintal de casa, afinal de contas uma cerveja com aroma frutado e feita com água filtrada em recipientes alcalinos e ionizados faz toda a diferença!

Perceba que em um mudança de comportamento relativamente rápida, uma pessoa deixa de consumir uma cerveja de R$ 8,00 por litro, para pagar R$ 100,00 por litro. Será que a diferença da experiência entre uma e outra compensa tamanha diferença financeira? Eu duvido! O pior é que uma vez que alguém é atingido pelo "raio gourmetizados" é muito difícil voltar atrás.

E ai o corte de cabelo que custava R$ 15,00 passa a custar R$ 60,00; a pipoca que custava R$ 5,00 passa a custar R$ 30,00; o café que custava R$ 4,00 passa a custar R$ 25,00; a lasanha que custava R$ 15,00 passa a custar R$ 50,00 em sua versão lowcarb, e assim por diante....Essa é a receita perfeita para a derrocada financeira, pois aos poucos essas experiência gourmets vão ficando cada vez mais frequentes e vão corroendo o orçamento pessoal. E como todos sabemos para subir o padrão de vida é num piscar de olhos, mas para baixar são outros quinhentos.....

Então se você almeja grandes objetivos financeiros, fique de olhos abertos com o "raio gourmetizador" pois ele pode acabar com suas pretensões, destruir seu orçamento e frustrar seus investimentos.

E você é adepto de algum produto gourmet e acha que vale a pena? Ou conhece alguém que vende os rins para desfrutar de experiências premium? Comenta aqui embaixo!

Abraços,

Senhor Ministro

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Uma Análise Sobre os Fundos Imobiliários (FIIs) Com Alta Rentabilidade e os Riscos Envolvidos (Caso FAMB11B)

Fundos Imobiliários (FIIs) Com Alta Rentabilidade FAMB11B

O investimento em Fundos Imobiliários ainda é uma modalidade desconhecida por muitos brasileiros, mas vem crescendo a cada dia. Em Junho/2018 a B3 contabilizou cerca de 129 mil investidores pessoas físicas em fundos imobiliários contra 730 mil investidores individuais em ações. Apesar dessa grande defasagem em relação ao mercado acionário, é inegável que os FII vêm crescendo muito e caindo no gosto de novos investidores todos os dias.

Entretanto, no que tange à análise de Fundos Imobiliários no Brasil, ainda vejo algo muito incipiente. Não há muita literatura acerca do assunto e o número de especialistas é igualmente reduzido. Da mesma forma, não há uma maturidade de extração e estruturação de dados dos FII para auxiliar os investidores, como temos com as ações à exemplo do que fazem sites como Fundamentus e PenseRico.

Dessa forma, o processo de escolha de um FII para investir pode ser um enorme desafio para muitos investidores. Que parâmetros utilizar? Existem vários, por exemplo: localização do imóvel, padrão construtivo, idade do imóvel, valor do aluguel em relação ao praticado na região, quantidade de imóveis do fundo, quantidade de inquilinos de um imóvel, tipo e duração dos contratos, qualidade da gestora, etc.

Veja que são inúmeros critérios, alguns extremamente subjetivos, o que torna tudo mais difícil. E ai alguns investidores resolvem simplificar as coisas e utilizar AQUELE critério, o único, o soberano, o magnânimo, aquele que realmente importa: qual fundo está pagando mais. Em termos mais técnicos, chamamos isso de Dividend Yeld.

Caso você não saiba, o Dividend Yeld é o termo técnico utilizado para fazer uma espécie de medição da rentabilidade de um fundo e se dá pelo seguinte cálculo: Rendimentos/Preço da Cota. Supondo então que a cota de um determinado FII custe R$ 100,00 e ele esteja distribuindo mensalmente R$ 0,80 por cota, podemos afirmar que o DY mensal desse fundo é de 0,80%. Só a título de comparação a poupança está pagando hoje um “DY” mensal de 0,37%.

Então o critério do DY é excelente não? Assim podemos escolher os fundos imobiliários que irão nos dar maior retorno. Em tese é isso, porém quando se trata de mercado financeiro temos que lembrar sempre daquela velha máxima: quanto maior o retorno, maior o risco. Nos fundos imobiliários isso se aplica perfeitamente, e para mostrar os perigos de investir buscando apenas rentabilidade, vou citar um exemplo a seguir de um FII com alta rentabilidade porém com riscos significativos.

FAMB11B – Edifício Almirante Barroso

Como o nosso foco é buscar fundos imobiliários com altos rendimentos, vamos inicialmente dar uma olhadinha no DY desse fundos nos últimos meses:

Fundos Imobiliários (FIIs) Com Alta Rentabilidade FAMB11B

Repare na coluna "DY", esse fundo tem rendido mais de 1% ao mês e em agosto/2018 rendeu absurdos 1,6% ao mês!! Isso é muita coisa!! Só pra você ter uma ideia, se você investisse R$ 100 mil nesse fundo receberia todo mês R$ 1.600,00 de proventos. Se aplicasse os mesmos R$ 100 mil na poupança eles renderiam apenas R$ 370,00 por mês. Olha a diferença!



Mas calma, antes de abrir a sua corretora e sair comprando algumas cotas de FAMB11B vamos analisar um pouco melhor o fundo:
a) o fundo é detentor de apenas um imóvel, o Edifício Almirante Barroso;
b) Esse imóvel é integralmente locado para a CAIXA, ou seja, o fundo fica na dependência de apenas um inquilino;
c) O prédio é velho, precisa de reformas e quanto mais gastos com reformas, menos lucro para distribuir para os cotistas;
d) O fundo e a CAIXA não se entenderam sobre a prorrogação do contrato e atualmente vigora um contrato por tempo indeterminado sem multa rescisória, ou seja, a CAIXA pode sair do imóvel quando bem entender sem pagar multa;
e) Há boatos circulando na imprensa de que a CAIXA tem intenção de deixar o Edifício Almirante Barroso;
f) O imóvel está localizado em um dos estados mais falidos e com maior taxa de vacância do Brasil (Rio de Janeiro).

Perceba que após considerar esses fatos, aquele "rendimentão" de 1,6% já não fica mais tão bonito né? Já pensou se a CAIXA resolve deixar o imóvel, seria um caos para o fundo, que teria muitas despesas a arcar com reforma e poderia ter grandes dificuldades para locar seus espaços novamente e, quando o fizesse, faria por um preço de aluguel bem inferior ao atualmente praticado com a CAIXA. O próprio preço da cota reflete esses riscos, uma vez que em 1 ano o valor da cota caiu quase 50%.

Eu não sei na sua cidade, mas perto de onde trabalho tem alguns desses prédios antigões que foram desocupados por um grande inquilino e nunca mais foram locados. Dá pena ver o comércio da região, antes lotado, restaurantes cheios na hora do almoço e agora os poucos que sobraram vão lutando para conquistar os parcos clientes que sobraram.

Conclusão

Ao investir em fundos imobiliários pense que se está fazendo um investimento de longo prazo, portanto é preciso pensar não só nos rendimentos atualmente distribuídos pelo fundo mas a sua sustentabilidade no longo prazo e os principais riscos envolvidos.

Eu usei o FAMB11B como caso prático para a análise mas temos outros exemplos de fundos que pagam, ou pagavam, altos rendimentos mas que carregavam com si riscos significativos. O caso mais recente é o do MFII11, que já abordei aqui no blog, que tinha um dos mais altos DY do mercado mas que acabou tendo suas negociações suspensas em virtude de suspeitas de irregularidades.

De certo o mercado de informações relacionadas aos FII ainda tem muito a crescer e se democratizar, mas isso acontecerá com o tempo e com o próprio crescimento do mercado, afinal quanto mais consumidores mais profissionais interessados em gerar e rentabilizar conteúdo relacionado ao assunto.

Abraços,

Senhor Ministro

contato: mininvestimento@gmail.com


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Atualização Patrimonial Julho/2018: R$ 247.259,96 (+ R$ 2.821,24) e Rentabilidade (+ 1,88%)


Vamos ao breve fechamento patrimonial, mantendo viva a chama do acompanhamento patrimonial. Esse mês não tenho muito a compartilhar em relação a investimentos porque simplesmente não aportei nada, motivo: em setembro farei uma viagem internacional e ainda estou avaliando os gastos (um bocado de preguiça também, confesso). O dinheiro acabou ficando parado na conta corrente e devo aportar nesse mês de agosto, portanto teremos um aporte turbinado em agosto, certamente um montante de 5 dígitos.

Infelizmente o destaque do mês foi o falecimento repentino do nosso colega VdC, inclusive fiz uma postagem prestando minha homenagem a essa figura icônica da blogosfera, que com certeza vai fazer falta. Tudo envolta do fato foi muito emblemático e surreal: VdC se dizia saudável e praticante de esportes e faleceu jogando futebol. VdC faleceu 1 mês após atingir a independência financeira. Muito triste...

Voltando às finanças, no mês de julho a bolsa deu uma recuperada, mas uma retomada concreta do crescimento acredito que só próximo ano, quando o(a) novo(a) Presidente da República assumir e expor sua agenda de desenvolvimento econômico para o país.

Vamos à carteira então:

Aporte: R$ 0,00 (dinheiro parado na conta corrente)

Carteira:




 Rentabilidade:


Fazia tempo que eu não via essa planilha assim toda azulzinha, coisa linda!

Renda Passiva

No encerramento do mês de julho/2018 pude comemorar uma marca muito interessante: atingi o montante de R$ 3.000,00 de renda passiva no ano. Tudo bem que ganhar R$ 3k em 7 meses é algo ainda muito longe da independência financeira, mas não deixa de ser uma baita marca. Se continuar nesse ritmo no final do ano vou ter atingido renda passiva superior a R$ 5.000,00.

Caso você esteja curioso, a fonte dessa renda foi a seguinte:

1. Dividendos e JSCP de Ações: R$ 420,20
2. Proventos de FII: R$ 801,40
3. Rendimentos Poupança: R$ 938,57
4. Rendimentos CDB: R$ 839,72

Ainda tenho renda passiva do aluguel do apartamento entretanto não vou colocar esses valores na conta pois a prestação do imóvel ainda é superior ao aluguel recebido.


Por hoje é só pessoal!

Abraços!

Senhor Ministro