quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Atualização Patrimonial Fevereiro/2018: R$ 237.068,76 (+R$ 4.848,47) e Rentabilidade (+ 0,36%)



Mais um mês na conta da corrida pela independência financeira, e diferente do mês passado, os aportes voltaram ao normal, muito embora eu tenha tido despesas relevantes com carro (Revisão de 40.000 km - a mais cara -, troca da bateria e IPVA à vista).

Esse mês sem muitos relatos a fazer. Antes de apresentar a carteira vou tecer apenas alguns comentários sobre uma experiência profissional interessante que tive:

EXPERIÊNCIA COM HOME OFFICE

Esse mês tive minha primeira experiência com home office, passei três semanas trabalhando de casa. Eu tinha receio que não fosse uma boa ideia, inclusive muita gente foge disso à todo curto, mas no geral eu achei muito positivo, tanto no aspecto pessoal, de ter mais liberdade e tempo livre, quanto no aspecto profissional, de melhorar a produtividade.

À princípio eu trabalhei só em casa mesmo, e numa vibe meio horário comercial, mas pretendo fazer experiências mais prolongadas de home office e testar trabalhar em cafés e, se der certo, tentar até trabalhar viajando. Vamos ver se dar certo...vai depender da minha adaptação ao sistema e da maturidade da instituição de aderir a esse tipo de sistema de trabalho de forma mais profunda.

CARTEIRA

Aporte: R$ 4.000,00 (dinheiro novo) + Reinvestimento de Proventos

Compras: 45 GRND3, 39 EGIE3, 13 KNIP11 e 1 FIGS11

Comprei Grendene e Engie pois continuam com bons fundamentos, apresentaram ótimos resultados anuais e estão com uma margem de segurança ainda interessante.

KNIP11 é um fundo de recebíveis da KINEA (leia-se Itaú) e comprei pensando no futuro, contando com uma eventual elevação dos juros e da inflação no médio prazo. Em relação à esse FII, há uma emissão iminente, mas será destinadas apenas a clientes Itaú Personalité (não é o meu caso). O preço da emissão vai ser algo em torno de R$ 105,00 enquanto a cotação atual no mercado é R$ 107,00. Mesmo assim, especula-se que no período da emissão o mercado secundário tende a acompanhar o preço da emissão, portanto a cotação pode cair. Sinceramente, não vejo vantagem em esperar para TALVEZ comprar o fundo com 2% ou 3% de deságio, é um caso muito diferente do MFII11 em que a emissão estava dando um deságio bem mais significativo.

Já o FIGS11 é um fundo de shopping, que ainda está em RMG (renda mínima garantida), mas que tem potencial para entregar bons proventos ao fim da renda garantida, na verdade comprei ele mesmo só pra raspar o tacho da grana que tinha na corretora.

A carteira ficou da seguinte forma:


Uma movimentação de patrimônio que devo fazer em março é transferir cerca de R$ 30 mil da poupança para um CDB de liquidez diária do Banco Inter. O principal objetivo é deixar a grana no ponto para enviar para a renda variável em caso de quedas fortes do mercado. Já estou montando minha "carteira radar" e ficarei observando eventuais oportunidades de compra que o período eleitoral pode trazer na bolsa.

As carteiras de ações e FII fecharam o mês da seguinte forma:


Destaques positivos do mês: ENGIE3 (+ 9,53%), KNRI11 (+ 3,98%) e MDIA3 (+ 3,87%)
Destaques negativos do mês: CIEL3 (- 10,46%), MFII11 (- 2,88%) e GRND3 (- 2,73%) 

A rentabilidade do mês e anual é a seguinte:



Rentabilidade bem tímida esse mês, com destaque apenas para o Bitcoin, que mês passado havia amargado uma queda de 20,3% e esse mês já subiu 21,6%. Esse mercado de criptomoedas é realmente muito louco, precisa ter nervos de aço para alocar grande parte do capital nisso.

Meu capital (excetuando-se o imóvel) ainda está principalmente aplicado em renda fixa, 76%, contra 24% em renda variável. A expectativa é que até o final do ano essa proporção atinja a igualdade, ou seja, 50/50. 

Em relação à renda extra, estou com uma pancada de milhas acumuladas na TAM e GOL, no total acho que dá umas 80 mil milhas.  Estou com a expectativa de arrecadar entre R$ 1.600,00 e R$ 2.000 com a venda dessas milhas.

Também estou trabalhando num negócio online, na verdade estou trabalhando no meu MVP - Mínimo Produto Viável, e devo iniciar os testes de mercado em março, no mais tardar abril. (Se você não sabe o que é o MVP - Mínimo Produto Viável, leia ESSE POST )

Então é isso!

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Como Testar uma Ideia de Negócio Online



Atingir o primeiro milhão, a independência financeira, ou qualquer objetivo financeiro demanda, primariamente uma coisa: aportar! E para aportar é preciso sobrar dinheiro no fim do mês, coisa que fazemos de duas formas: ou cortando gastos ou aumentando as receitas.

Para os assalariados, como eu, aumentar receita não é uma tarefa tão corriqueira, pois a tendência dos salários é permanecer estável por longos períodos de tempo. A melhor forma então de dar um "up" na renda é fazendo negócios "por fora".

Mas ai surge um probleminha: se o indivíduo já vende quase o seu dia inteiro para o seu emprego formal, lhe sobra pouco do seu tempo para vender. Por isso que, nesses casos, deve-se pensar prioritariamente em negócios escaláveis, que funcionem no semi-automático, que possam crescer mesmo quando o dono estiver dormindo.

É ai que entram os negócios online: a internet é o melhor ambiente para se ter um negócio escalável, e as possibilidades são inúmeras. Por exemplo, enquanto eu estou dormindo, pode ser que alguém esteja lendo esse artigo e clique em algum banner de propaganda do site. Bingo! Ganhei uns trocados dormindo, isso é escalabilidade!

Tudo bem que a renda de adesense não é lá essas coisas, mas existem formas mais rentáveis de ganhar dinheiro na internet. Você pode revender produtos importados, pode ser um Youtuber ou Instagramer e promover o produto de outras pessoas, pode criar aplicativos, pode participar de programa de afiliados, etc.

Mas, acredito que uma das formas mais rentáveis de ganhar dinheiro online é empacotar seus conhecimentos em um produto, e vendê-lo online. Mas que produto? Pode ser um livro, um treinamento em vídeo, um fórum exclusivo para assinantes, um workshop ao vivo pelo facebook, etc.



Mas adivinha só, isso não é novidade pra ninguém. Já tem pipocando por ai produtos de todo tipo, e nos nichos mais conhecidos - ganhar dinheiro online, emagrecer, conquistar mulheres, aprender inglês - a concorrência é muito grande, e já há grandes players disputando o mercado.

Por isso, para se dar bem é preciso inovar: buscar nichos específicos e não explorados, buscar uma forma diferente de entregar o produto, buscar um diferencial de marketing, etc. Lógico que antes de qualquer coisa você deve entender do negócio, não adianta nada querer criar um curso "Como Surfar as Melhores Ondas do Mundo" se você mora no interior do Mato Grosso, nunca viu o mar e nem chegou perto de uma prancha de surf.

Ok, Senhor Ministro, eu tenho uma ideia super inovadora, mas como vou saber se ela vai funcionar? A resposta é simples: testando. Mas ai você pensa: "caramba, eu vou ter um trabalho descomunal para desenvolver esse produto mas nem tenho certeza se há pessoas, de fato, dispostas a comprá-lo".

Deixa eu contar a história do João...

João trabalha como guarda municipal e é isso que sustenta sua casa e sua família. No entanto, não dá pra dizer que João é uma pessoa totalmente realizada profissionalmente, na verdade João é um cara esotérico, um profundo estudioso de assuntos místicos, sendo esse seu hobby preferido, de vez em quando ele até faz o mapa astral de parentes e amigos. Mas a sua especialidade mesmo é a numerologia cabalística.

Precisando de um dinheiro extra, ele então decidiu tentar ganhar alguma coisa cobrando para fazer os mapas, mas logo ele pensou: "se eu conseguir alguns poucos clientes meu tempo vai ficar escasso, pois fazer os mapas demanda muito esforço". Logo ele concluiu que não era um negócio escalável. Pensando na escalabilidade do negócio ele teve uma ideia melhor: fazer um curso online ensinando a numerologia cabalística para outras pessoas, tanto para quem quer fazer seu próprio mapa, como para aqueles que querem ganhar dinheiro com isso. Perfeito! Um negócio escalável!

No entanto João tinha muito receio de dedicar meses na criação de seu curso de numerologia cabalística (escrevendo roteiro, criando apresentações, diagramando material didático, gravando vídeos, editando vídeos, etc) e, quando finalmente lançasse o produto, descobrir que simplesmente não havia mercado suficiente para absorver aquela oferta, afinal, quem mais você conhece que gosta de numerologia cabalística. João pensava que talvez fosse o único na sua cidade que gostasse daquilo, era um nicho muito específico.

Isso acorrentou João por muito tempo, ele queria criar o seu curso, mas pensava "vou ter um trabalhão e no fim das contas não vai ter ninguém para comprar". Até que, certa feita, alguém presentou João com o livro "Startup Enxuta" e ele descobriu o conceito de MVP (Minimum Viable Product).

A ideia é muito simples, antes de gastar uma enorme quantidade de tempo e de dinheiro desenvolvendo um produto sem saber se o público consumidor vai de fato absorver essa ideia, é mais eficiente criar antes um protótipo, uma versão beta do produto, um mínimo produto viável. Essa versão beta teria vários fins: validar o público alvo, conhecer melhor o público alvo, coletar questionamentos e objeções para aperfeiçoar o produto, e ainda levantar alguns fundos. A ideia é vender esse produto beta, o MVP, por um preço muito baixo, sem, contudo, deixar de entregar um produto de valor (apesar de não ser o produto "cheio").



Em se tratando de um jogo de computador é fácil imaginar isso: se tenho uma ideia ultra inovadora de um game de futebol para concorrer com FIFA e PES, eu crio uma versão beta desse game (com poucos times, poucos estádios, apenas um modo de jogo) e oferto esse jogo por R$ 9,90 para um pequeno extrato do meu público alvo (amantes de futebol e de games).

Tal atitude vai me dizer várias coisas: se meu produto tem mercado, se o meu marketing está conectando com os potenciais clientes, se o meu público alvo é de de fato meu público consumidor, se a forma de pagamento e entrega do produto é satisfatória, se o produto em si está atendendo às expectativas dos compradores, etc. Esses primeiros compradores serão minhas cobaias e eu farei questão de estar em intenso contato com eles. Já eles, por sua vez, se sentirão empolgados em fazer parte da construção de algo.

Mas o que fazer no caso do João, que quer lançar um curso online de numerologia cabalística? Bom, João tem planos de fazer um curso bem imersivo, com várias vídeo aulas, workshops ao vivo e encontros presenciais mensais. Tudo isso dá muito trabalho, então como fazer uma versão beta disso, como criar o seu MVP, mínimo produto viável?

Como João tinha facilidade para escrever, ele decidiu criar um E-Book. Não seria tão imersivo como o mega curso que ele planejava, mas já seria um produto muito bom em que ele ensinaria todos os conceitos da numerologia cabalística. Em duas semanas João escreveu o livro, fez a diagramação no Power Point mesmo, e gerou um PDF. Em seguida preparou o seu marketing. Aqui um ponto importante: o produto MVP deve ser vendido como um produto de verdade, e não como um "teste" que você está fazendo, afinal, quem vai pagar por um "teste"? O objetivo é testar o mercado, portanto o marketing deve ser robusto, e, claro, o produto, apesar de não ser o completão que você imagina, deve ser muito bom!

As possibilidades de MVP são inúmeras e nos mais variados modelos de negócio. Por exemplo,  supondo que pretendo montar um negócio de venda de camisas de rugby importadas da China. É um nicho bem específico, como fazer meu teste de mercado, meu MVP? Antes de investir na montagem de um mega site de e-commerce e importar um caminhão de camisas, por que não comprar algumas poucas camisas a pronta entrega no Brasil mesmo e revendê-las pelo Instagram/Facebook com uma margem de lucro mínima ou mesmo sem lucro nenhum?  Se as vendas derem certo, ai sim se passa a importar as camisas e montar o site.

Logicamente se o objetivo é testar e validar o produto é preciso traçar metas, um número de vendas que permita concluir que sim, há um mercado para aquele produto. Também é interessante montar alguns perfis de público alvo diferente, para testar qual é de fato o público consumidor daquele produto. É igualmente importante determinar um orçamento para a oferta desse MVP, pois não adianta queimar dinheiro em todo tipo de anúncio se o produto não funciona. E, por fim, saber abrir mão do projeto, caso seja comprovado que ele não funcione.

E ai vamos tirar as ideias do papel?

Abraços,

Senhor Ministro

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

As Melhores Ações do Setor Elétrico


Esses dias estava ouvindo o podcast da Suno Research e um dos sócios estava respondendo a perguntas variadas. No meio dessas perguntas, ele falou que a bolsa de valores está, de forma geral, muito esticada (o que todos nós sabemos), mas que há um setor específico em que ainda se encontram boas oportunidades: o setor elétrico.

Eu não sei qual o embasamento dele para afirmar isso, mas resolvi estudar um pouco melhor o setor e algumas empresas integrantes dele. Fiz isso sob a ótica da análise de balanços, analisando friamente os números sem considerar questões de governança corporativa e perspectivas específicas para cada empresa.

Antes, vou fazer uma breve introdução sobre o setor para entendermos melhor como a coisa funciona. Basicamente, o setor elétrico funciona em três segmentos distintos: geração, transmissão e distribuição. Veja a imagem seguinte que ficará um pouco mais fácil de entender:



GERAÇÃO

As companhias que atuam na geração de energia são aquelas responsáveis por produzir a energia elétrica, ou seja, transformar um insumo natural em energia propriamente dita, que é posteriormente injetada no sistema de transmissão. No Brasil, a maior parte dos empreendimentos em operação atuam na geração de energia de origem hidrelétrica (64,5%), seguida pela energia Termelétrica (26,7%). Os outros 8,8%  se dividem em fontes de energia nuclear, eólica e solar.

Os principais agentes de geração de energia são os seguintes (3º Tri 2017):

     Fonte: ANEEL

Dos agentes listados acima, quatro tem ações listadas na bolsa de valores: ENGIE, PETROBRAS, COPEL e CEMIG.

TRANSMISSÃO

As companhias atuantes no ramo de transmissão são aquelas que recebem enormes quantidades de energia provenientes das unidade de geração e fazem seu transporte até as companhias distribuidoras (que por sua vez distribuem para os pequenos consumidores). Aqueles apagões que afetam diversos estados se dá justamente quando há falha nas linhas de transmissão de energia.

Se você tiver curiosidade, acesse ESSE LINK para ver um mapa das linhas de transmissão de energia no país.

DISTRIBUIÇÃO

As companhias de distribuição são aquelas que recebem grande quantidade de energia vindo do sistema de transmissão e fazem a distribuição pulverizada entre os pequenos consumidores. É a empresa distribuidora que leva a energia para a sua casa ou seu comércio e que, em contrapartida, envia todo mês uma fatura a pagar.

Os 10 maiores agentes de distribuição, por receita auferida, são os seguintes (3º Tri 2017):

    Fonte: ANEEL

Das empresas listadas acima, apenas a Companhia Energética de Goiás não tem ações listadas na bolsa de valores.

Importante destacar que todo o setor sofre forte regulação estatal, inclusive com controle de preços, um dos pontos de maior vulnerabilidade do segmento, vide a crise enfrentada pelas elétricas no Governo Dilma.

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA DAS PRINCIPAIS COMPANHIAS

Como coloquei no início, essa análise será focada nos balanços das empresas, analisando friamente os números sem considerar questões de governança corporativa e perspectivas futuras. Selecionei todas as empresas que apareceram nos quadros anteriores e uma ou outra adicional, totalizando 16 companhias do setor.

A análise foi baseada em 5 critérios: P/L, Margem Líquida, ROE, Endividamento e Dividend Yeld. Explicarei tudo a seguir:

Os dados utilizados são do 3º trimestre de 2017, considerando os últimos 12 meses até essa data. 
  
RELAÇÃO PREÇO/LUCRO (P/L)

O P/L dá uma ideia de quanto o mercado está disposto a pagar pela empresa, considerando o tamanho do seu lucro. Um P/L alto, pode significar que a empresa está cara e/ou há uma grande disposição do mercado em comprar aquele papel. Já um P/L baixo, pode significar que o mercado não está disposto a comprar aquele papel, seja por haver algum fato que desabone o futuro da empresa, seja por que a empresa é uma "joia escondida". Dessa forma, o cenário ideal é encontrar uma empresa com bons fundamentos e com P/L baixo.


A princípio esse índice, por si só, não nos diz nada. As empresas com maiores P/L podem ser as que estão mais caras ou que o mercado está mais de olho, e as com menos P/L pode ser as que estão mais baratas ou que não estão tão no radar do mercado. Os fundamentos seguintes vão nos ajudar a analisar melhor.

MARGEM LÍQUIDA

E é a margem de lucro líquido da empresa em relação a seu faturamento. Companhias com margem líquida baixa vivem na corda bamba, pois qualquer aumento imprevisto de custo pode lhes levar ao prejuízo. Quanto maior a margem líquida, melhor.

Podemos ver que no setor elétrico muitas companhias operam com margens de lucro reduzidas, principalmente as distribuidoras, entretanto há um seleto grupo trabalhando com margens líquidas bem elevadas.

RETORNO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO (ROE)

O ROE demonstra o quanto do patrimônio investido pelos sócios na empresa está rendendo. Espera-se que esse percentual seja superior à aplicações financeiras disponíveis no mercado. O ROE é um ótimo indicador para comparar o desempenho de empresas do mesmo setor.



DÍVIDA BRUTA/PL

Esse índice revela o grau de endividamento da empresa. Lógico que quanto menos dívida, melhor, entretanto essa análise é melhor realizada considerando o caixa gerado pela empresa e o custo da dívida. De qualquer forma é um índice importante.



DIVIDEND YELD

Esse índice já muito famoso é que compara o dividendo pago pela empresa com o preço da ação. Pra quem busca investir em ações com a expectativa de ter uma renda passiva, esse item é de suma importância. Por outro lado, para quem busca crescimento, às vezes é melhor a companhia distribuir pouco dividendo e reinvestir os lucros na sua operação.



CONCLUSÃO

Baseando-me unicamente nos números levantados, poderíamos considerar as melhores ações do setor elétrico as seguintes:


Logicamente que essa análise não é suficiente para fazer uma decisão de comprar ou não determinada ação. Outros critérios devem ser considerados, por exemplo, a CEEE está no nível 1 de governança da Bovespa, as ações COELCE tem baixa liquidez, a TAESA, em 2017, apresentou queda de receitas relevante em relação à 2016, etc.

Por isso que esse artigo não se trata de uma sugestão de investimentos, mas apenas um olhar mais detalhado sobre o setor, dando um norte para aqueles que estão pensando em se aventurar nas elétricas.

Abraços,

Senhor Ministro



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Você Precisa PULAR!


Eventualmente estou pesquisando na internet coisas sobre empreendedorismo e vendas, tanto para colocar em prática em projetos pessoais como por achar interessante. Me deparei com um vídeo de um cara chamado Steve Harvey, e achei o discurso excelente, extremamente inspirador. Resolvi então traduzir (com algumas adaptações) o discurso dele e colocar aqui como artigo. Ao final do post colocarei o vídeo original.

Você Precisa Pular 

 

Eu vou compartilhar algo com você. Eu vou te dizer algo que toda pessoa bem-sucedida precisa fazer, incluindo você. Acredite ou não, toda pessoa bem sucedida neste mundo PULOU. Eu vou te explicar o que quero dizer com isso. Você, eventualmente, terá que pular. Você não pode simplesmente existir nesta vida. Você precisa tentar viver. Se você acorda pensando que sua vida deveria ser mais do que ela é, acredite que é verdade. Acredite no fundo do seu coração que é. Mas, para chegar a essa vida, você terá que pular.

Eu lhe digo por que eu chamo isso de pular. Veja, Deus quando criou tudo, deu a cada um de nós um dom. Ele nunca criou uma alma sem dotá-la de um dom. Você simplesmente deve parar de pensar em um dom como algo como correr, pular, cantar, dançar. É mais do que isso. Um dom pode ser se você sabe como fazer um bom networking, se você sabe ligar pontinhos, desenhar, ensinar, alguns de vocês fazem um frango frito melhor do que qualquer um, assar torta, alguns de vocês cortam cabelos, pintam cabelos, algumas pessoas cortam grama.

Eu tenho um amigo que nunca quis sair conosco porque nós costumamos ficar fora até tarde. “Vamos lá cara, vamos sair conosco”, “Não, eu tenho que me levantar cedo amanhã para cortar a grama da Sra. Johnson”. Nós faziamos piada com esse cara, cortando grama, “quanto eles te pagam?”. Hoje ele tem uma empresa de paisagismo em Cleveland no valor de 4 milhões de dólares. Tudo o que ele faz é cortar grama, mas esse é o seu dom. Eu tenho outro amigo que tem um lava-jato e fatura 800k dólares por ano. Limpando carros, ele conseguiu seis caminhões móveis andando por aí.  800k dólares por ano, tudo o que ele faz é limpar carros. Esse é o dom dele, é o que ele ama fazer. Você deve identificar esse dom.

Agora ouça-me. Quando você vê as pessoas na vida. Quando você está de pé no penhasco da vida e você vê as pessoas voando, e você vê pessoas crescendo indo para lugares incríveis. Você ouve sobre as pessoas fazendo coisas maravilhosas. Talvez você olhe para a rua e seu vizinho troque de carro a cada dois anos. Você pensa “como eles estão fazendo isso?”.

Você já parou para pensar que essas pessoas já identificaram seu dom e estão vivendo dele? O seu dom vai te levar a lugares incríveis. O seu dom! Não é a sua educação. Você precisa ter educação, isso é ótimo, mas se você não usar o seu dom, a educação não te levará muito longe. Conheço muitas pessoas que obtiveram diplomas que nem sequer usam.

A única maneira de você voar é pulando. Você deve pegar esse dom que está empacotado nas suas costas e você tem que pular desse penhasco e puxar esse cordão. Esse dom se abre e faz você voar, como um paraquedas.

Se você nunca usa, você vai apenas para o escritório trabalhar. Se você se levanta todos os dias para ir a um trabalho que odeia, você não está vivendo, você está apenas existindo. Em algum momento, você deve experimentar o que é viver de verdade, mas a única maneira de fazer isso é pulando.

Aqui está o problema, eu vou ser sincero com você, quando você pular pela primeira vez, seu paraquedas não vai abrir imediatamente. Eu sinto muito. Gostaria de poder te dizer que sim, mas eu estaria mentindo. Quando você pula não vai abrir imediatamente. Você vai bater em rochas. Você vai se ferir no penhasco. Todas suas roupas vão ser arrancadas. Você vai se cortar algumas vezes vai sangrar bastante, mas eventualmente, eventualmente, o paraquedas tem que abrir. Essa é uma promessa de Deus. Essa não é uma teoria, é uma promessa.

Mas tem outra coisa. Você pode optar pelo caminho mais seguro e viver sem os cortes e as lágrimas. Você pode se manter nesse penhasco da vida. Porém, se você não pular, eu posso te garantir uma coisa: seu paraquedas nunca vai abrir. Você nunca saberá. Você nunca saberá o que Deus realmente tem para você.

Se eu fosse você, eu pularia, porque essa é a única maneira de chegar a essa vida abundante. Você deve pular! Você precisa tentar! Eu sei que após eu terminar de falar, alguns de vocês vão discutir isso no carro e dizer: “eu tenho contas pra pagar”. Bem, eu também tenho. Independente de você pular ou não, você terá contas pra pagar.

Em algum momento da sua vida, faça um favor para si mesmo, veja o que Deus realmente faz. Deus te abraça, ele não vai te deixar cair. Ele não trouxe até aqui para deixar você cair. Faça um favor para si mesmo antes de sair deste mundo. Antes de morrer, PULE. Basta pular uma vez. Apenas pule.





Apesar de o discurso ser mais voltado para o dilema entre permanecer no emprego e abrir um negócio, penso que a ideia é aplicável para diversas situações. Na vida nos deparamos com diversos abismos, desde chegar naquela garota mais gata da festa, largar uma carreira consolidada para abrir um negócio, até pedir exoneração de um cargo publico bem remunerado para viver de renda, e, na maioria das vezes, optamos pela segurança, por não pular, mas como dito no discurso "se você não pular, eu posso te garantir uma coisa: seu paraquedas nunca vai abrir. Você nunca saberá"

Abraços,

Senhor Ministro

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Flanelinhas Usando Técnica de Marketing Para Faturar Alto!



Recentemente tive que fazer um trabalho externo, num local onde que estacionar o carro é bem complicado. Como eu estava chegando um pouco mais tarde, por volta de 09:30h a 10h, nesse horário já não havia mais vagas disponíveis há uma distância razoável do prédio. Mesmo assim. todos os dias eu entrava num estacionamento de frente ao prédio na esperança de achar uma vaga, e um senhor e seu filho, que guardavam os carros ali, sempre eram bem simpáticos e ofereciam que eu estacionasse o carro em fila dupla, e deixasse a chave com eles, que se encarregariam de conseguir uma vaga pra mim, uma espécie de serviço de manobrista.

Nos primeiros dias neguei a oferta deles e estava estacionando o carro beeeem longe (não há oferta de garagens privadas nas redondezas). Entretanto, certo dia estava apressado, quase atrasado para um reunião, e decidi que ia aceitar a oferta do senhor e seu filho. Estacionei o carro em fila dupla e deixei a chave com eles. Às 12:30 fui checar o carro e ele já estava estacionado bonitinho numa vaga. E o melhor de tudo: o serviço de "manobrista" foi gratuito!

Tendo atestado que os guardadores eram boas pessoas, passei a estacionar todos os dias com eles. Quando eu chegava lá já era recebido com "bom dia dotô, pode deixar o carro ali" e apontava onde eu deveria parar o carro. Em seguida eu lhe entregava a chave e no fim do dia pegava de volta, com o carro já estacionado numa vaga "regular". Tudo gratuito (sem moedinhas) e com muita simpatia.

Certo dia, após estacionar o carro em fila dupla e deixar a chave com o senhor, ele perguntou se eu gostaria que meu carro fosse lavado: R$ 30,00 dentro e fora. Como o carro estava relativamente sujo, eu aceitei a proposta, tanto para ter o benefício de ter o carro limpo a um preço razoável, como retribuir pelos "serviços" de manobrista que me foram prestados por vários dias.

Foi ai que eu percebi a sacada dos flanelinhas: se eles utilizassem o método tradicional de abordagem, estacionar o carro dos clientes e pedir umas moedinhas em troca, além de aborrecer diariamente as pessoas, eles receberiam uma quantia não muito relevante de dinheiro. Entretanto, eles optaram por outro "modelo de negócio": estacionam os carros das pessoas gratuitamente e, vez ou outra, oferecem seus serviços de lavagem, principalmente quando notam os carros sujos. As pessoas, assim como eu, agradecidas pelos serviços prestados gratuitamente e desejando um carro limpo sem precisar se deslocar até um lava jato, aceitam a oferta e assim passam a entrar nos bolsos dos flanelinhas não mais moedinhas, mas notas de R$ 10, R$ 20, R$ 50.

Embora os flanelinhas não saibam, eles estão utilizando um dos gatilhos mentais mais poderosos do marketing: reciprocidade. Resumidamente, esse gatilho mental funciona assim: quando alguém lhe oferece algo de valor gratuitamente, você, inconscientemente, tende a querer retribuir a esse favor.

Reciprocidade

Essa técnica é muito utilizada no marketing digital, em que uma empresa ou pessoa lhe oferece um ebook (ou qualquer outro formato de conteúdo) maravilhoso gratuitamente, basta deixar o seu e-mail. Depois disso, a mesma empresa/pessoa ainda manda mais conteúdo de valor gratuitamente para o seu e-mail. Até que, depois de um tempo, vem a oferta de venda. Você já está tão envolvido com aquele conteúdo, e de certa forma grato por tudo que aprendeu gratuitamente, que decide investir no curso completo. Não funciona com todo mundo, claro, mas, estatisticamente, o percentual de conversão de uma venda dessa forma é muito maior do que simplesmente já chegar fazendo a oferta de venda.

Se o flanelinha tivesse me oferecido, de cara, o serviço de lavagem, talvez eu não tivesse aceitado. Porém, o gatilho mental da reciprocidade foi extremamente eficaz, e acabei aceitando o serviço sem pensar duas vezes. Talvez se a lavagem fosse R$ 50,00 eu teria aceitado de qualquer forma, pois o meu valor percebido sobre os serviços que eles estavam me prestando estava elevado.

É por isso que sempre digo que, em qualquer profissão, é preciso dominar a arte da persuasão e de vendas. Muita gente acha que saber marketing ou vendas é coisa para vendedore(a)s de lojas (na verdade a maioria deles são chimpas que não sabem nada de vendas). Dominar esse tipo de técnica pode ser o pilar fundamental para o sucesso ou fracasso de um projeto ou negócio.

Abraços,

Senhor Ministro

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Atualização Patrimonial Janeiro/2018: R$ 232.220,29 (+ 2.133,30) e Rentabilidade (+ 3,75%)



E ai senhores, vamos para mais uma atualização patrimonial, a primeira do ano!

O que posso dizer é que comecei o ano bem e mal ao mesmo tempo. Mal da minha parte, mas bem pelo mercado que compensou o meu desleixo. Falo mal da minha parte pois esse mês meu aporte foi negativo, isso mesmo, não aportei nada e ainda tive que resgatar uma parte dos meus investimento, e a opção escolhida para ser sacrificada foi meu Fundo DI (também tirei uma grana desse fundo para comprar Bitcoin).

O motivo disso é que tive muitas despesas extras esse mês, e consegui bons descontos pagando tudo a vista, porém minha grana não deu conta de tudo e tive que resgatar cerca de R$ 800,00 para não ficar no cheque especial.

Foi uma sensação bem estranha, acho que nunca tinha acontecido de faltar dinheiro e sobrar mês, algo bem angustiante, felizmente eu tinha um investimento que poderia resgatar, imagina quem vive na corda bamba e não tem reserva nenhuma, que usa cheque especial, que pega empréstimo, que paga o mínimo do cartão...isso não é vida!

Mas o mais interessante é que apesar de eu não ter aportado nada e ainda ter resgatado mais de R$ 800,00, meu patrimônio cresceu cerca de R$ 2 mil, apenas com a força do mercado. Essa é a beleza dos juros compostos e dos investimentos.

CRIPTOMOEDAS

O destaque negativo do mês não é surpresa pra ninguém: Bitcoin. Sim, eu me rendi às criptomoedas, inicialmente comprei Bitcoin para posteriormente enviar para uma exchange estrangeira que tenha um maior leque de criptos. Mas por enquanto, os bitcoins ainda estão parados aqui na exchange brasileira. O resultado foi uma queda de mais de 20%.

Mas não estou preocupado, entrei com pouca grana (R$ 1.500,00) e já estava preparado para essas oscilações absurdas.Talvez essa baixa seja uma boa oportunidade de entrada.

Entretanto, a queda do Bitcoin foi facilmente compensada pelas fortes altas, principalmente, das ações e dos títulos públicos, conforme veremos a seguir.


CARTEIRA

Patrimônio Financeiro Total Jan/2018

Rentabilidade por Produto Jan/2018

Rentabilidade Mensal e Acumulada 2018


Percebe-se que, com exceção das criptomoedas, tudo subiu muito bem, principalmente as ações e, surpreendentemente, os títulos públicos, que valorizaram nada mais nada menos que 10,2% no mês. Quando vi esse número até pensei que tinha alguma coisa errada, mas, após coçar bem os olhos e checar novamente meus extratos, concluí que é isso mesmo.

Abaixo seguem minhas posições em ações e FII no fechamento do mês.




Além do mercado ter subido muito em virtude da condenação do Lula, ainda aconteceram fatos interessantes como a compra da Piraquê pela M. Dias Branco (que é minha maior posição acionária), contribuindo para um bom crescimento.

Em relação aos FII o destaque é que minha renda passiva mensal nessa modalidade de investimento está no patamar de R$ 100,40, o que me dá um  Dividend Yield de 0,9% ao mês, nada mal! Por enquanto o mercado de FII está esticado, e comprar algo agora pode significar uma grande diminuição do DY e/ou perdas com desvalorização das cotas. Entretanto, pensando em um provável cenário de aumento de juros futuramente, é válido dar uma analisada em alguns fundos de papel, que no atual momento de juros baixos, podem estar com preços atrativos.

EVOLUÇÃO FÍSICA

Para fechar, vou fazer uma breve atualização da minha evolução física. Como destaquei no post de metas para 2018, meu objetivo para esse ano é atingir o percentual de gordura corporal de 15%, quem já tentou isso deve saber que não é fácil.

No início de dezembro/2017, fiz a medição na nutricionista e o meu percentual de gordura estava em 27%. Em dezembro eu segui com boa regularidade a dieta e fui à academia com boa regularidade também. O problema foi o fim de ano, viagem, festas, etc. Do natal pra frente eu meio que desandei na dieta e parei com as atividades físicas, retomando apenas agora em fevereiro.

Apesar disso, quando a gente se acostuma a comer melhor, mesmo não seguindo um cronograma estabelecido numa dieta, acaba que automaticamente tendemos a selecionar melhor nossos alimentos. Dessa forma, no final de janeiro fiz uma nova avaliação e, apesar de não ter feito atividades físicas e não ter seguido a risca a dieta, consegui baixar meu percentual de gordura para 24%, perdi 2 kg de gordura e mantive a mesma quantidade de massa muscular. Não é um resultado maravilhoso, mas dada a situação, fiquei bem feliz!

Então é isso!

Abraços!

Senhor Ministro

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Fracasso nos Concursos, Sucesso nos Negócios



Hoje vou contar uma história da vida real, a história de um amigo próximo, a quem vou chamar de Acássio. Felizmente, essa não é uma história de uma pessoa que se afundou em dívidas e gastança, pelo contrário, é uma história de sucesso, mas que demorou tempo demais para ser concretizada por teimosia, medo, ou sei lá o que.

Acássio é mais um dos milhares que quando diante da ficha do vestibular não sabia bem que curso preencher e acabou tendo a "brilhante" ideia de cursar Administração. Na verdade ele sempre falava que queria abrir um bar, não sei se queria mesmo ou criou essa ideia para justificar a sua escolha de curso.

Depois de formado os planos de abrir um bar nunca saíram do papel. Ele tornou-se mais um graduado em Administração procurando um emprego qualquer já que esse curso não fornece qualquer foco ou especialização em uma área.

Após passagens por alguns empregos, sem sucesso, decidiu que o melhor caminho seria estudar para concursos, pois com os bons salários que ele ia ganhar seria possível fazer um pé de meia para abrir sua empresa com segurança. O problema é que apesar do investimento feito em materiais e cursinhos, os resultados não vieram como esperado.

Na verdade foram muitas reprovações seguidas. Não sei ao certo, mas foram pelo menos 7 anos dedicados aos estudos para concurso, sem trabalhar, e os resultados não vinham. Nem uma nomeação sequer. Nem na prefeitura de Tangamandápio. Certa vez tive uma conversa com ele pra dar umas dicas de estudo e percebi que ele, apesar dos anos de estrada de concurseiro, ainda cometia erros primários na sua preparação, e por mais que eu o aconselhasse, ele era teimoso demais para aceitar.

Certamente as cobranças já estavam pesando nas costas dele, mais de 30 anos nos "coro", sem trabalho, sem renda, morando com os pais, namorada já dando aquela pressão pra casar, e um fracasso atrás do outro nos concursos. Eu via essa situação e sempre pensava: "se a intenção era passar em um concurso para juntar dinheiro e abrir uma empresa, por que diabos não pular a etapa do concurso e já ir direto para o objetivo principal que era a empresa?".

Depois de muitos anos acho que ele resolveu finalmente fazer essa simples reflexão. O cara passou tanto tempo bitolado nesse objetivo "concurso" que acabou se fechando para o mundo de possibilidades que há por ai. Depois dessa reflexão, Acássio não só chegou a conclusão de que concursos não eram pra ele, como decidiu abrir seu negócio. Ai você pode perguntar: com que dinheiro ele abriu esse negócio? Afinal, ele queria passar em um concurso para ter segurança financeira para abrir sua empresa. Bom, eu não sei ao certo mas suspeito que o sogrão deu uma força, mas quer saber, isso não importa. Quem quer empreender de verdade e acredita na ideia, arranja o dinheiro de alguma forma, foi o que ele fez.

Acássio não abriu um bar, mas sim uma loja de móveis, que fez tamanho sucesso que já inaugurou a segunda loja, que eu tenho certeza que também será muito bem sucedida.

Moral da história? Essa é uma história que deixa muitas lições e morais, depende do ponto de vista, mas eu diria que a lição que fica é que de tempos em tempos precisamos parar tudo, se conectar com nós mesmos (pode ser num retiro espiritual, num spa, num fim de semana na serra, num passeio de barco, etc) e nos questionarmos: "o que estou fazendo da minha vida? Para onde estou indo? Onde vou chegar? Onde eu quero realmente chegar?"

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Objetivos Financeiros Para 2018 (Ousadia e Alegria)



Estamos no primeiro mês do ano, momento propício para delimitar os objetivos do ano novo nas mais diferentes esferas da nossa vida. Isso pode até parecer trivial ou mesmo clichê, afinal, todo final de ano todo mundo faz aquelas "metinhas" para o ano novo, que geralmente incluem "ganhar mais dinheiro" e "emagrecer". O problema é que essas metas genéricas e rasas são prontamente esquecidas quando a rotina do dia a dia passa como um rolo compressor por cima do lampejo de ambição que a maioria dos brasileiros médios esboçam no final de cada ano.

Além disso, em 2018, além dos feriados "maiores" que geralmente são marcos no ano, como carnaval e semana santa, também teremos copa do mundo e eleições, portanto não faltarão distrações para nos desviar do nosso caminho. De maio pra frente, o país será primeiro dominado pelo futebol (nada contra, eu gosto) e depois pelas discussões políticas, quando um bando de imbecis se lançam às redes sociais (e outros meios) para defender com unhas e dentes o "seu" candidato, como se houvesse um salvador da pátria. Por isso, em 2018 especialmente, ter metas e permanecer agarrado com essas metas é fundamental para manter o crescimento financeiro e pessoal e não se deixar levar pela avalanche de ocasiões.


Pois bem, nesse sentimento, vou compartilhar aqui algumas das minhas metas para 2018. Não irei colocar todas por questões de privacidade, irei omitir principalmente aquelas relacionados ao trabalho. O que posso dizer é que o 2ª semestre de 2017 foi um período conturbado no trabalho, época em que a equipe que eu trabalhava foi "mutilada", perdi a convivência com pessoas com quem eu tinha afinidade, e em substituição, passei a trabalhar com pessoas com um perfil nada compatível com o meu. Além disso, duas oportunidades, que há tempos eu estava sondando, surgiram, mas, infelizmente recebi um "não" nas duas. Então, profissionalmente falando terei que ser astuto em 2018 para atingir alguns objetivos que almejo. No apagar das luzes de 2017, recebi um convite para trabalhar num determinado departamento, dessa forma já estou em 2018 com o gás moderadamente renovado no trabalho.

Vamos então às metas de 2018, vou registrá-las aqui tanto para um acompanhamento pessoal como para gerar algum debate, crítica ou inspiração por parte dos leitores:

1) Aportar R$ 55.000,00

 Aqui não tem muito segredo. Minha capacidade de aporte seria até um pouco maior, mas já estou pensando numa viagem internacional que quero fazer esse ano, e que, logicamente, custa caro. De qualquer forma, penso ser uma quantia razoável e desafiadora a ser atingida, suficiente para me manter no caminho da independência financeira.

2) Atingir patrimônio de R$ 300.000,00

Encerrei o ano de 2017 com patrimônio de R$ 230k. Dessa forma, minha expectativa para o ano é aportar R$ 55k, o que daria um patrimônio de R$ 285k e os outros R$ 15k obter de rendimentos e amortização do financiamento do imóvel que alugo.

3) Ter uma carteira de pelo menos R$ 20.000,00 de Criptomoedas

Ano passado fui extremamente resistente às criptomoedas, mas depois da explosão do Bitcoin, resolvi derrubar o preconceito e estudar um pouco mais sobre esses ativos. Apesar de ainda ser um mercado um tanto inóspito, não há dúvidas que as criptomoedas chegaram para revolucionar a forma como são realizadas transações comerciais. Quando essa revolução vai estourar e a profundidade dela, ainda é uma incógnita, entretanto não há como fechar os olhos para o potencial dessas moedinhas, principalmente para nós investidores.

Dessa forma, estou convencido a mergulhar nesse mercado, e espero ao final de 2018 ter pelo menos R$ 20.000,00 investido em criptos. Pretendo iniciar com um investimento de cerca de R$ 4 mil (vou limpar meu Fundo DI para isso) e ir aportando ao longo do ano. 

4) Igualar o patrimônio investido em Renda Fixa e Renda Variável

Atualmente minha carteira, excluindo-se o imóvel de renda, é composta de cerca de 76% de renda fixa, ou seja, uma carteira ainda conservadora. Desde meados do ano passado tenho destinado os aportes integralmente para renda variável para equilibrar essa proporção. Com o advento das eleições e a instabilidade do mercado, não sei se continuarei com essa estratégia, de qualquer forma, espero ao final do ano ter 50%/50% entre renda fixa e variável (aqui inclusas as criptomoedas).

5) Fazer uma viagem internacional (preferência do momento: Europa)

Essa não é um meta financeira propriamente dita, mas fica o registro. Ano passado viajei pouco, então esse ano quero fazer pelo menos uma viagem "maior" para um lugar mais bacana. Ainda não conheço a Europa, então acho que seria interessante. Só vou pensar melhor em quais países visitar, já que odeio viagem na correria, gosto de conhecer os lugares com calma.

6) Praticar atividades físicas pelo menos 3x por semana

Aqui não tem segredo também, 2017 foi um ano nem bom nem ruim nesse quesito, mas em 2018 quero dar uma alavancada nesse lado esportivo. Desde novembro já venho numa pegada boa (infelizmente esse período de fim de ano deu uma quebrada), mas espero fazer de 2018 um ano fitness, com musculação + esporte + dieta. Além da nutricionista (coberto pelo plano de saúde), também estou pensando em contratar serviço de personal trainer online.

7) Atingir percentual de gordura de 15%

 Essa é uma meta desafiadora, que me exigirá muita dedicação, mas tenho expectativa de atingir esse percentual de gordura corporal, que pra mim é ótimo. Na última vez que medi, se não me engano final de outubro, estava com 28%, valor bem elevado, tomei até um susto. Em novembro e dezembro já dei uma visível melhorada com atividades físicas e dieta, mas, como relatei, final de ano chutei o balde. Mas já retomei o ritmo e vou seguir firme nesse objetivo.

8) Obter renda extra, de qualquer natureza (exceto proventos e rendimentos), de pelo menos R$ 1.500,00

Para esse objetivo considero renda de qualquer natureza: venda de objetos usados, prestação de serviço, negócios online, consultoria, etc. A princípio pretendo obter esses R$ 1.500,00 com a venda de alguns objetos que não utilizo mais e com um negócio online, que relatarei a seguir.

9) Comprar um violão novo

Tocar violão é um dos meus hobbies preferidos, até tenho guitarra, que usava mais na época em que tocava em banda (vários anos atrás), mas curto mesmo é o velho e bom violão, muito prático, é só pegar e tocar, sem embromação de amplificador, cabo, pedaleira, etc. Acontece que o meu violão está prestes a atingir a maioridade (18 anos de idade) e, apesar de ele estar inteirasso, penso que está na hora de deixá-lo partir e comprar um violão novo e mais profissa, o que me custará algo em torno de R$ 1.500,00.  Só farei essa aquisição quando alcançar esse montante em renda extra, relatada no tópico anterior.

10) Vender objetos usados não utilizados (Xbox 360, tapete, quadros, malas, computador, celular, etc)

Esses dias estava conversando com uns amigos que estão de mudança de estado e venderam tudo na OLX, o que me deu um insight que preciso fazer isso também com muitas coisas que estão boas para o uso, não estão sendo utilizadas e só entulhando dentro de casa. Além de liberar espaço em casa, também irá gerar uma rendinha extra.

11) Iniciar um negócio online (atualmente tenho 3 ideias viáveis, sendo 1 já iniciada)

Essa é uma meta um pouco mais desafiadora pela questão de arranjar tempo para me dedicar a isso e superar também aquela barreira do medo de iniciar uma empreitada e não ter tempo de abraçá-la adequadamente e/ou sair no prejuízo. Apesar de ser um grande admirador do empreendedorismo, não me considero um empreendedor nato, mas tenho muita conviccção no meu potencial para isso. Atualmente tenho 3 ideias de negócio: 

a) Criar um infoproduto educacional: tenho uma ótima ideia em um nicho bem específico, já até esbocei muita coisa no final do no passado. Esse negócio seria interessante por ser bastante "passivo" (depois de engrenar é claro) e eu trataria de um assunto que gosto muito.

b) Revender produtos importados: essa é uma fórmula nada inovadora mas que ainda pode dar bastante resultado. Tenho um produto em mente que pode dar muito certo, principalmente em 2018. Por eu já usar e ser fã desse tipo de produto, já conheço um fornecedor asiático que tem qualidade altíssima e preço razoável. É um produto que eu poderia vender por cerca de R$ 130,00 e que consigo comprar por algo em torno de R$ 55,00.

c) Prestação de serviço: eu tenho conhecimento e técnicas em uma determinada área de atuação, que não tem nada a ver com meu trabalho, que eu poderia explorar comercialmente. Já faço essa "prestação de serviço" para a empresa da minha mãe (de graça, para ajudar) e dá muito resultado para ela. Poderia expandir oferecendo tais serviços para outras empresas ou pessoas. Essa opção de negócio me deixa receoso pois demandaria muito mais dedicação e tempo, apesar de o serviço poder ser prestado 100% online.

Conclusão

Ficam ai registradas as metas do ano, algumas mais tranquilas, outras mais desafiadoras, e a ideia é fazer um acompanhamento trimestral do cumprimento desses objetivos e ir postando aqui, para não deixar para no fim de 2018 eu perceber que não consegui atingir quase nada. A ideia é ir acompanhando e ir ajustando o ritmo para atingir os objetivos.

Abraços,

Ministro 

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Como Não Desistir da Academia (e Outras Metas Traçadas)


Como Não Desistir da Academia

Não é segredo para ninguém que a pratica de atividades físicas é um dos melhores remédio para o ser humano, diagnósticos que variam desde unha encravada até câncer no cérebro, tem como principal prescrição médica a prática de atividade física.

Logicamente que na mesma proporção que a prática de atividade física é importante para a saúde, também é importante para a imagem pessoal, e, como se sabe, imagem pessoal é decisiva em muitos campos da nossa vida. Uma boa imagem física é vantagem não só para a geração de atração sexual mas também no campo profissional, há diversas pesquisas que comprovam que as pessoas de boa aparência ganham mais oportunidades de trabalho e negócios. Sem falar no aumento da autoestima e confiança. Então fica evidente que não é vantajoso pra ninguém, mesmo os casados, ser um gordinho "malamanhado".

Isso todo mundo está cansado de saber, afinal falar é fácil, quero ver colocar em pratica e principalmente manter a regularidade. Muita gente até se matricula em academias (seja de musculação ou outro esporte qualquer), mas depois de 2 ou 3 meses acaba desanimando e desistindo (e o pior, muitos continuam pagando sem usufruir).

O motivo pelo qual as pessoas desistem podem variar, mas acredito que um deles se destaca, até porque já foi, por mais de uma vez, o motivo que me levou a desistir. Esses dias ouvi uma expressão que retrata muito bem esse motivo, que é a seguinte:

"Não compare os seus bastidores com o palco do vizinho"

Essa expressão quer dizer mais ou menos o seguinte: você está na academia há 4 meses, só você sabe como foi difícil manter a regularidade nesses 4 meses. Mas você olha para aqueles caras na academia, com o shape que você sempre sonhou, olha para o seu corpo e vê que mesmo depois de tanto esforço, você está há anos-luz de chegar àquele nível. Aquilo vai te desgastando até que os pensamentos do tipo "academia não é pra mim, eu não tenho jeito pra isso, eu não tenho genética boa, etc" te domina e você joga tudo pro alto.

Como Não Desistir da Academia


O problema nessa atitude é que você está enxergando apenas o "palco" do bombado da academia, mas você não conhece os bastidores dele. Você não sabe há quanto tempo ele está malhando, você não sabe o quanto ele se sacrifica na dieta, você não sabe quais outras atividades físicas ele pratica além da musculação, você não sabe se ele faz uso de substâncias lícitas ou ilícitas para auxiliar seus resultados, você não sabe do que ele abre mão para cultivar aquele corpo. Então não adianta querer comparar o seu esforço do dia a dia (o seu "bastidor") ao "palco" do bombado, isso só gera frustração!

Isso se aplica a qualquer coisa na vida, inclusive às finanças, como nosso colega Frugal Simples retratou brilhantemente no ótimo artigo "A Vela e a Sombra da Vela".

É muito fácil enxergar o cara que tem patrimônio de R$ 3 milhões enquanto você mal tem R$ 100 mil e se frustrar com isso, mas você já se perguntou o que esse cara fez pra chegar lá? O quanto ele estudou, o quanto ele trabalhou, o quanto ele foi frugal, o quanto ele teve sorte?

É muito fácil enxergar o cara musculoso, ou o cara que consegue nadar 1.000 metros sem perder o fôlego, ou o cara que corre uma maratona, ou o cara que está arrebentando num negócio online, ou um cara que está lucrando alto com imóveis de leilão. Mas é sempre preciso se perguntar qual foi a trajetória desses caras, qual foi o bastidor deles, o que levou eles a chegar lá? Será que ele não passou pelo mesmo estágio em que estamos hoje?

Essa é uma lição que aprendemos com a experiência de vida, se quisermos chegar longe em qualquer atividade, devemos olhar para as pessoas que já estão no topo não com o olhar da comparação, mas com o olhar da inspiração. O foco deve ser a nossa jornada, pois só nós sabemos do nosso potencial e onde podemos chegar!

Logicamente que a experiência de outras pessoas que já chegaram lá agregam muito à nossa jornada, mas desde que seja absorvida como um ensinamento ou inspiração, e não como uma mera comparação. O que está por trás dos resultados é muito mais valioso do que o resultado por si só.

Abraços,

Ministro

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Atualização Patrimonial Dez/2017: R$ 230.086,99 (+ R$ 3.461,65) e Rentabilidade (+ 1,18%)



Bom, esse mês apesar de ser o fechamento anual, vou fazer algo bem protocolar, com intuito de manter acesa a chama do acompanhamento patrimonial. O motivo é que estou de férias, não na minha casa, e como estou sem notebook, fico um pouco sem opções para escrever tranquilamente. Além disso, férias é um momento em que naturalmente nos permitimos ficar mais preguiçosos, o que afeta diretamente a criatividade para escrever coisas aqui.

FESTAS DE FIM DE ANO

As festas de fim de ano foram legais, bom estar perto da minha família. A família com quem tenho mais convivência é bem enxuta (menos de 20 pessoas, incluindo pais, avós, tios e primos), então dá pra ter uma convivência bem razoável com todos.

O destaque foi o reveillon, em que fiquei em uma praia incrível, numa casa com vista pro mar, há uma distância de cerca de 50 metros da praia. Isso sim é vida hehe

SÉRIES

Me permiti assistir um pouco mais de televisão, estava querendo há tempos ver algumas séries na Netflix. As que eu vi e que recomendo demais são as seguintes:

- Manhunt: Unabomber
- O Justiceiro

CARTEIRA

Esse mês o aporte foi de cerca de R$ 1.500,00, o valor está parado na conta corrente.

O aporte foi bem menor que o habitual por dois motivos: a) despesas de dezembro costumam ser maiores b) meu cartão de crédito estragou e não tive tempo de pedir uma 2ª via antes de viajar, de forma que estou comprando tudo no débito. Isso faz com que o que eu pagaria apenas na fatura de janeiro, já seja debitado da minha conta. Por outro lado, a fatura de janeiro vai vir praticamente zerada, o que vai dar uma turbinada no meu aporte no primeiro mês do ano.

Os valores a seguir foram extraídos no dia 29/12:



















A carteira ainda está muito pesada na renda fixa, principalmente pelo alto valor que tenho na poupança. Já está nas metas de ano novo diminuir esse saldo da poupança alocando em outros investimentos.

Já a rentabilidade ficou da seguinte forma:


Em dezembro as ações decolaram, compensando as quedas anteriores. No acumulado do ano todos os investimentos performaram razoavelmente bem, com destaque para os Fundos Imobiliários, em que comecei a investir em agosto e já entregaram mais de 16% de rentabilidade, além dos proventos.



A rentabilidade geral do ano não foi lá essas coisas, 8%, mas foi um bom começo. Considerando que até abril/2017 todos os meus investimentos se resumiam em poupança, acredito que estou caminhando bem. Espero um ano bem melhor agora em 2018 no quesito rentabilidade.

Então é isso, já tenho algumas coisas engatilhadas para escrever esse mês, relacionadas às perspectivas para o ano. Tão logo eu retorne para casa, vou sentar e tirar as ideias do papel.

Abraços,

Ministro

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Depressão Pós Bitcoin


 E ai, tudo certo?

Como este é um blog essencialmente de finanças eu não poderia deixar de falar um pouco sobre as criptomoedas, principalmente a moeda do momento: Bitcoin.

Como todos sabem, a cotação do Bitcoin simplesmente explodiu no último mês. O gráfico de crescimento da moeda é algo assustador, vejam só que depois de patinar por muitos anos, a partir de 2017 a cotação começou a disparar e principalmente a partir do 2º semestre desse ano decolou como um foguete.



De julho pra cá a moeda já se valorizou quase 1.180%. Isso é muito surreal. Eu estou acompanhando esse mundo das finanças há pouco tempo, mas duvido que algum outro tipo de investimento tenha passado por valorização tão astronômica em tão pouco tempo.

E com tamanha alta, a dúvida do momento é? Será que ainda vale a pena investir em bitcoin ou o bonde já passou?

Se eu mostrasse esse gráfico para alguém e dissesse que trata-se da valorização das ações de uma empresa, provavelmente me diriam que isso é uma bolha especulativa, sem sustentabilidade e que vai estourar, pois muito dificilmente uma empresa conseguiria melhorar seus fundamentos e perspectivas de forma tão abrupta para justificar tamanha valorização. Entretanto, como se trata de uma moeda, não há como saber, pode ser que ainda valorize bem mais, pode ser que vire pó.

Quem faz alguma gestão de riscos de seus investimentos está muito temeroso em investir agora, momento de topo histórico, por outro lado, muitos leigos estão entrando em Bitcoin sem pensar duas vezes.

Se vale a pena ainda investir? Eu não sei. O ponto principal desse post é relatar minha breve "não história" com bitcoin, como não fiquei rico com essa moeda e a angústia que isso tem me causado.

Quinta, 31 de dezembro de 2015.

Estava no apartamento de um tia para comemorar o Reveillon. Apartamento bem próximo à praia, muita festa e comemoração. Em conversa com um primo, típico gordo nerd, ele relata que tem uma moeda virtual que está crescendo bastante e que já há casos de gente que comprou por centavos, esqueceu as tais "moedas" guardadas, e anos depois estavam valendo milhares de dólares.

Sinceramente, não dei a menor importância, pra mim era mais um dos papos nerds dele. Na minha cabeça isso era só uma moedinha que esses nerds estavam usando para comprar itens de jogos RPG.

Nessa época, um Bitcoin valia uns R$ 3.000,00

Domingo, 24 de junho de 2017.

Nesse dia saí com alguns amigos para almoçar e beber cerveja. Em algum momento do papo, começamos a falar de dinheiro e investimentos, foi então que surgiu o assunto Bitcoin, que já estava super falado entre os mais ligados em investimentos.

Nessa época eu já cogitava investir alguma coisa em Bitcoin até por que já acompanhava na blogosfera muitos abordando esse assunto, mas lembro que no papo com os amigos, eu falei que a valorização era surreal, que não fazia sentido uma moeda valer tanto, que essa bolha ia estourar, que era pura especulação, etc. Elenquei todos os "contra" que muitos na blogosfera já abordaram várias vezes.

Em pesquisa ao histórico de cotação, vi que nesse dia o Bitcoin fechou avaliado em R$ 9.179,24.

Sexta, 8 de dezembro de 2017.

O Bitcoin já tinha explodido, já era febre, eu eu sinceramente decidi que ia entrar na onda. Muita gente dizendo que a cotação poderia chegar até U$ 100K e que ainda estava barato, decidi que era hora de entrar. Li então que a bolsa de Chicago ia negociar contratos futuros de Bitcoin e pensei: caramba, isso pode ser mais um divisor de águas de valorização.

Entretanto, li muitas opiniões contrárias, muitos dizendo que era bolha, que a negociação de contratos futuros poderia derrubar a cotação, pois ia permitir operar vendido, etc. Acabei desistindo.

Nesse dia a cotação estava em cerca de R$ 50.000,00

Terça, 19 de dezembro de 2017.

Após estrear na Bolsa de Chicago, o Bitcoin está avaliado em mais ou menos R$ 69.000,00.


Depressão Pós Bitcoin


Vendo essas valorizações surreais e a minha hesitação em investir, vejo que perdi valorizações absurdas. Ainda não acredito 100% no futuro do Bitcoin, mas não dá pra fechar os olhos para o número de pessoas que ficaram milionárias sem entender nada de finanças.

Se eu tivesse investido em junho, meus investimentos teriam valorizado 650%. Se eu tivesse investido 10 dias atrás, já teriam valorizado 40%.

É duro pensar que enquanto lutamos para entender os fundamentos de uma empresa ou estudar o potencial de um fundo imobiliário, isso tudo para obter pequenos proventos e valorização de longo prazo, um investimento meio aleatório como uma criptomoeda dá uma valorização, num curto espaço de tempo, que não poderíamos nem sonhar na bolsa de valores.

É meio que uma quebra de paradigma. Dou até o exemplo dos casos de corrupção na Petrobrás. Antes quando se falava de um esquema que desviou R$ 100 milhões, era algo absurdamente grande, depois do Petrolão, nos habituamos a ouvir falar de corrupção na casa dos bilhões. A mesma coisa com o Bitcoin: antes pensar numa valorização de um investimento de 15% em um ano era excelente, agora com o Bitcoin nos habituamos a ver essa valorização em apenas alguns dias.

Eu ainda acredito que todo esse crescimento absurdo do Bitcoin vai frear, até porque por se tratar de uma moeda é preciso ter alguma estabilidade, mas que dá uma depressãozinha por ter perdido o bonde, isso dá.

Ainda temos algumas altcoins que podem despontar, então já está nas metas de 2018 diversificar pelo menos 5% do patrimônio em criptomoedas.

Abraços,

Ministro

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: Blog "Ministro do Investimento" (7 meses, 30 posts, 16 mil acessos, 674 comentários)



Estamos em dezembro, encerramento do ano, e é hora de fazermos a retrospectiva do ano que passou e avaliar se conseguimos cumprir as metas a que nos propomos, e se conseguimos nos aproximar dos nosso objetivos de vida (se é que temos um rsrs).

Uma das coisas interessantes que me ocorreram em 2017 foi a criação desse blog. Não foi algo planejado, eu já acompanhava a blogosfera de finanças desde 2016 e em algum momento de 2017, após algum tempo flertando com a ideia, resolvi que era hora de criar o meu blog.

O início é a parte mais chata: fazer todas as configurações, criar usuário, criar um nome para o blog, escolher e personalizar um layout, etc. Mas passada essa parte pré-operacional, depois o foco passa a ser no conteúdo, que é a melhor parte.

Minha primeira postagem foi no dia 05 de maio de 2017, com o título "Foi Dada a Largada Para o Milhão" e fique muito feliz com a boa quantidade de comentários de boas vindas que recebi logo de cara.

Uma das minhas principais motivações para criar o blog era me envolver ativamente com a blogosfera, de forma que eu "me obrigasse" a seguir no rumo da independência financeira. Hoje, 7 meses depois, posso dizer que essa estratégia funcionou muito bem: comparando a minha primeira atualização patrimonial (Abril/2017) com a minha última (Novembro/2017) é possível ver uma evolução gigante, talvez não tanto em valores absolutos, mas em diversificação e consciência de onde investir o dinheiro (isso será assunto para outro post de retrospectiva do ano).

Mas o blog não só me tornou mais financeiramente consciente como me inseriu dentro dessa comunidade chamada Blogosfera de Finanças, onde impera um senso de cooperativismo dificilmente visto em outros extratos da sociedade, principalmente quando se trata de dinheiro. Aqui, todo mundo torce pelo outro. Me refiro a todos os participantes da blogosfera, não só os blogueiros como também os Anons. Claro que há exceções, mas são raras

Falando um pouco mais do blog e suas estatísticas, o blog completou agora 7 meses de vida, alcançando os seguintes números:

Foram publicados 30 artigos
Média de 4 artigos por mês

O blog recebeu 16.134 visualizações 
Média de 2.305 visualizações por mês ou 77 visualizações por dia
Média de 538 visualizações por artigo

O blog recebeu 674 comentários
Média de 22 comentários por artigo

O artigo mais comentado foi:
"A Blogosfera Está Disseminando Uma Mentalidade de Pobreza?"
Foram 39 comentários

O artigo mais visto também foi:
 "A Blogosfera Está Disseminando Uma Mentalidade de Pobreza?"
Foram 828 visualizações

Em relação à origem dos visitantes do blog, os Top 3 parceiros são:
1 - Mestre dos Centavos
2 - Finasnferas
3 - Executivo Pobre

Troféu joinha pra vocês!
(O google por enquanto está em 9º lugar como provedor de tráfego para o blog)

Então é isso, comparando com alguns gigantes da blogosfera, que recebem em apenas um dia um número de visualizações que recebo no mês inteiro, ainda estou engatinhando, mas estou muito feliz com os visitantes do blog, tanto em quantidade como em qualidade. O blog sempre recebe comentários muito construtivos que fomentam boas discussões e é praticamente inexistente a presença de haters.

Meu objetivo para 2018 é continuar escrevendo com regularidade artigos que agreguem valor e gerem boas discussões, e, claro, continuar usando o blog como uma ferramenta para alavancar a minha própria vida financeira.

Abraços

Ministro

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Financeiramente Independente e Escravo do Trabalho. Como é Possível?

 
Esse mês tive uma conversa que me levou a uma reflexão interessante, em que percebi que ainda estou engatinhando no que diz respeito aos aspectos não financeiros da independência financeira.

Conversei com um senhor de 62 anos, escrivão da Polícia Federal. Solteirão, barrigudo, mora numa chácara, e é um legítimo Sugar Daddy, pra ele mulher de 30 anos é muito "coroa", ele sustenta umas novinhas GBR (gatinha baixa renda) que em contrapartida lhe oferecem "agrados". Pois bem, mas a questão principal é a seguinte: esse senhor já poderia se aposentar (com salário integral) há tempos (se não me engano a aposentadoria para PF é aos 55 anos). Entretanto ele dizia: "Qual a graça de me aposentar? Ficar em casa sem fazer nada?".

Em relação a esse senhor eu faço até uma ressalva pois a atividade policial é cheia de viagens, emoções, etc, o que acaba viciando a pessoa no trabalho (apesar de o trabalho de escrivão ser a parte mais chata). Entretanto eu conheço outros senhores que trabalham em atividades burocráticas e que também já poderiam se aposentar e entoam o mesmo discurso:  "Qual a graça de me aposentar? Ficar em casa sem fazer nada?".

Para algumas pessoas isso faz todo sentido, muita gente vive a vida quase toda sustentada em dois pilares: emprego e filhos. Entretanto os filhos crescem e vão tocar suas vidas, daí resta só o emprego. É ai que surge esse pensamento que se sair do emprego, a vida se tornará um mar de ócio e tédio.

Outra questão é a de se sentir útil. Todo mundo conhece aquela célebre frase: "o trabalho dignifica o homem". O trabalho é visto como fonte de realização pessoal, como algo que dá sentido à vida. Então ficar sem trabalhar é visto como algo ruim, uma porta de entrada para uma vida improdutiva, entediante e sem graça.

Retrato da alegria do trabalhador brasileiro. Aposentar pra quê?

Diante dessas situações eu comecei a fazer alguns questionamentos pessoais: financeiramente falando estou caminhando em direção à independência financeira, imagino que em algum ponto entre os 40 e 50 anos poderei fazer minha declaração oficial de independência. Ok, eu terei a grana para me declarar independente, mas e ai?

Claro que o questionamento vai ser aquele: "nossa, estou ganhando R$ 20k e tenho renda passiva de R$ 10k, total R$ 30k. Teria eu coragem de abrir mão de 2/3 da minha renda e viver "só" com R$ 10k em troca de liberdade? Vou perder grana em troca de ficar ocioso dentro de casa?

O ponto é: se não nos planejarmos desde já para a independência financeira, simplesmente chegaremos lá e nada vai acontecer. Vamos continuar trabalhando e trabalhando buscando uma aposentadoria "mais segura", quem sabe aos 65 anos, e vivendo nossa vida quase toda como escravos do trabalho. Essas são as pessoas que costumam frequentar a "sala dos aposentados" das suas antigas empresas.

Quando falo em planejar, é algo mais estruturado mesmo, afinal é fácil pensar em coisas como: "ah vou sair do emprego e viajar o mundo". Será que eu gosto tanto assim de viajar para viver fazendo isso? "ah vou passar o dia lendo e assistindo séries". Será que existem tantos livros e séries assim de que eu goste? "ah eu vou abrir uma empresa de consultoria". Será que eu tenho aptidão e disposição para ser empreendedor e tenho know how suficiente na área de consultoria?

Sinceramente, vejo que se eu não começar a traçar desde já planos não financeiros para a independência financeira, atingir a IF será só uma formalidade. E digo mais, não basta definir o que fazer no "pós-IF" é preciso, antes de chegar lá, tentar degustar um pouco dessa vida que se projeta após a declaração de independência, a fim de testar se é realmente algo que agrada.

Que fique claro que não odeio meu trabalho e nem quero sair a todo custo, pelo contrário, em 70% do tempo eu gosto e tenho orgulho do que faço, mas a vida é muita curta (quando se passa dos 30 percebemos isso) e o mundo é muito grande pra ser ficar preso a um trabalho por 30, 40 anos.

Então, na próxima listinha de metas e objetivos para o ano novo, além de traçar as rotineiras metas de investimentos e aportes, também será o momento de começar a pensar nos planos não financeiros para a independência financeira, quem sabe testar fazer uma viagem mais longa para um lugar mais exótico ou mesmo testar novas atividades como escalada.

Abraços,

Ministro